Melancólica

1 Melancólica


Na névoa invisível de tristeza do meu mundo,

Nas paredes brancas de agonia

Aquecendo minha fria casa,

Amanheceu mais um dia.

Na minha cama:

Meu travesseiro viverá novamente

Minha história recente,

Minhas velhas lágrimas quentes,

O presente é o mesmo, o embrulho que é diferente.

E ele diz: «Ah, que nostalgia!

Tu e eu de novo, nesta cama fria...

Beber do teu choro, da tua alegria».

«Comer sua insegurança, matar sua esperança...»

A última que morre, morreu,

Quem será a outra que se corrompeu?

Mas hoje o dia há de ser diferente!

Tentarei ao máximo ser sorridente, e...

Não, nada muda, nada acontece.

Nem esta flor, que não floresce...

A cada olhar cruzado,

A cada passo dado correndo

A cada batida do meu coração,

Aos poucos vou morrendo.

-Z

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