Notas iniciais
Oieee! Estou de volta! Sorry pela demora, certas pessoas cobraram bastante... =3 Hoje, mais um personagem importante entra para a trama!

POV: Albert


– Vire à esquerda. — disse Emma fazendo um sinal com as mãos assim que chegamos ao nosso bairro.


No rádio, o locutor anunciava o horário: duas e quinze da manhã. Olhei para Emma ao meu lado, ela olhava atentamente para o céu encoberto por nuvens e sorria. Um sorriso leve mas não tão feliz.


– Por que sorri? Estava tão mal até pouco tempo. — perguntei.


– Eu sou feliz e triste ao mesmo tempo.


– E me deixa confuso e preocupado.


– Não fique, por favor. — afastou o cabelo dos olhos.


– Não me peça isso. Emma, eu me sinto muito responsável por você, como se algo me dissesse que eu tenho que fazer isso, tenho que estar com você entende?


– Eu já senti algo parecido, mas o estranho é que nos conhecemos há poucas horas.


–Não é estranho, só peculiar. — eu sorri, enquanto parava o carro em frente à casa dela.


– Essa é minha casa... — suspirou enquanto olhava para o segundo andar da casa.


– Parece aconchegante.


– Talvez seja, só não te chamo para entrar porque já está bem tarde e enfim, não é uma boa ocasião. — ela bate a porta da carro.


– Tudo bem, não se preocupe. Mas você está melhor não é?


– Estou sim e ah... Bert, muito obrigado por tudo, mesmo. Espero poder retribuir um dia. — eu sorri para ela, nos despedimos e ela sumiu pela porta da casa, eu liguei o carro novamente e segui para a garagem da vovó.


No caminho, vi um casal de drogados se agarrando sob a calçada. Senti muita pena deles, são sabiam o risco que corriam, e o erro que estavam cometendo.
Quando terminei de colocar o carro na garagem, entrei com cuidado para não fazer barulhos, não queria acordar meu avô, ele tem um sono muito leve. Me tranquei dentro do quarto e não lembro de como fui dormir.


Pela manhã, tinha uma mensagem no meu celular, meu pai me avisando que ele e mamãe iriam viajar e que não era pra eu me preocupar. Eram nove e meia da manhã, Emma ainda não tinha dado sinal de vida, mas não estava tão preocupado, se for me basear pela hora em que ela dormiu na noite passada.


POV: Emma


Não dormi a madrugada toda, não consegui nem fechar os olhos, mas resolvi levantar-me da cama às onze da manhã. Meu pai ainda dormia, então fui checar o Facebook. Havia três mensagens, uma do Bob, que apenas visualizei, pois ele estava pedindo desculpas, mas eu não ia resolver nada com ele por um chat. Outra da Angelina, queria saber se eu estava bem e o que havia acontecido. E a outra mensagem era de um amigo meu o Sean, ele é um cara muito legal, somos amigos de infância e ele gosta de mim, e eu sei que não é só como amiga.


Estava me chamando para comer alguma coisa e conversar, fazia uns meses que não nos falávamos direito. Acabei aceitando, estava mesmo com saudades dele.


Me arrumei e saí de casa, deixei um bilhete para o meu pai avisando que eu tinha ido me foder (brincadeira). Sean marcou de me encontrar na praça, a mesma que eu tinha ficado conversando com o Albert na tarde passada.


Eu gosto muito do Sean, talvez até tenha uma leve atração por ele, o acho muito fofo e engraçado, apesar de ser muito orgulhoso. Nossos pais são amigos há muito tempo, assim como nós dois, mas a diferença é que o pai dele não é um alcóolotra imbecil, e sim um trabalhador honesto. Sean sabe da minha história, e sou muito grata a ele por todos os anos que ele passou me consolando, muitas vezes, era apenas o abraço e o sorriso dele que eu via no dia.


– Emma! Que saudades menina! — ele me abraçou forte, mas o abraço dele não era mais o mesmo, ele costumava me abraçar com os braços entrelaçando o meu pescoço, mas desta vez foi na cintura.


– Oi... Saudades também, fazem quase dois meses!


– Pois é, e você continua linda! — sorriu. — Ah não me olha assim, adoro seu jeito envergonhado.


– E você continua bobo. — ri.


– Mas e aí... Como... Você está? — ele pareceu preocupado. — Parou com aquelas suas...


– Crises? Ah, claro que não Sean, sabe como é né. Não está sendo fácil.


– Papai disse que encontrou o seu pai esses dias, ele estava bêbado.


– Grande novidade... Mas não quero falar disso, então? Novidades?


– Sim! — espero que sejam boas — Eu passei na faculdade de engenharia! Yes! — deu um salto.


– Que bom! Estou muito feliz por você! Mesmo! — ele era um ano mais velho que eu.


– Bom, eu te chamei aqui pra falar uma coisa. Pode me ouvir?


– Claro que sim Sean, fala, por favor. — sorri.


– Então, você sabe que eu gosto demais de você não é? E que você é muito especial para mim, de verdade. — concordei com a cabeça — Eu... tenho reparado bastante em você nesses últimos anos, e, eu sei da sua história, iria a qualquer lugar por você. Mesmo.


– Eu sei... Mas, onde quer chegar? — estava começando a ficar nervosa.


POV: Sean


Eu estava nervoso, e não tinha exatamente certeza se Emma iria concordar, estava com muito medo de levar um "fora", ainda mais dela, ela é a garota mais bonita que eu conheço, ela é brilhante.


– Eu.. Você... Quer dizer, hum... E-eu te amo! É isso, eu te amo! — ela levantou as sobrancelhas surpresa.


– Wow! — disse.


– Você... Aceita namorar comigo? — ela só me olhava pasma, me deixou mais nervoso — Emma... você não precisa aceitar e...


– Você é muito fofo mesmo. — me beijou, eu nunca tinha beijado Emma antes, nossa, não sabia que era tão doce, tão bom.


– Hey... Eu não quero te magoar nunca, e peço que confie em mim, mais do que tudo, você sabe que pode.


– Eu sei, que eu posso. — sorriu e me abraçou, ficamos ali um bom tempo, ainda conversando, contando coisa, desabafando, beijando... Foi a melhor tarde, eu não esperava que ela fosse aceitar, não mesmo!


POV: Albert


– Eu estou preocupado demais, Emma não deu as caras ainda! Obviamente ela iria me ligar não é? Me dar um notícia, um sinal de vida ou algo assim. — falei com Seiky pela chamada do Skype.


– Hey, se acalma aí brother, a mina nem é nada sua!


– Claro que é, é minha amiga! E se você não se importa com os amigos, eu me importo cara.


– Okay velho, faz o seguinte: espera até uma certa hora aí, se ela não ligar, você liga, até porque, sabe que são os caras que correm atrás né?


– Nem sempre... As meninas também correm, e bastante. Que machista você Seiky.


– Já é!– desligou. Seiky fala muita merda, puta que pariu. Mas até que o conselho dele foi da hora, vou seguir, se até as onze ela não aparecer, eu ligo.

Notas finais
Bem.. É isso, espero comentários! *-- Muito obrigada! Fui!