Notas iniciais
Oiee! Gente, é a partir deste capítulo que a história começará a se desenvolver... Espero que gostem! Até =)


POV: Emma


– O Albert estará na cidade na cidade? Nossa, veio visitar a namorada tão rápido assim? — brincou Angelina.


– Merda, ele não é meu namorado, e nem será.


– Ah okay, a velha história: "Ele é só meu amigo!" — disse Eduardo, namorado de Angelina.


– Eu vou buscá-lo na rodoviária. Tchau.


Eduardo deve ter olhado para Angel malicioso, eu conheço bem aqueles dois, estão juntos há um ano. Não sei bem. Só saí andando, a rodoviária ficava há dois quarteirões e meio da minha rua. Fiquei com vontade de fumar, mas não queria ficar com um hálito ruim, não que eu me importasse, mas... Bom, primeira impresão é tudo para um amigo virtual. Eu pedi o telefone de Albert, ele já até tinha o meu, mas eu tinha me esquecido de salvar seu número quando ele me passou um SMS. Mas ele disse que me ligaria quando chegasse.
Esperei num banco de cimento, estava encardido e, provavelmente com muitos chicletes grudados, e agora, eu contribuí com um novo chiclete. Por que estou relatando sobre um mero banco de rodoviária?
Meu telefone tocou a música era Question do System of a Down. Atendi.


– Alô...


– Hey, cheguei. Estou no terminal 3, quer que te eu encontre?


– Acho que você vai se perder aí... Não?


– Claro que não, eu conheço a cidade, minha avó é daqui lembra? Você está na entrada?


– Sim. Estou perto de um banco encardido. — ele riu com isso.


– Eu vou pegar a minha mala e estou indo.


Me sentei novamente no "encardido", é o nome do banco agora. Eu estava observando bastante as coisas, e vi como os carros passavam rápido, como as pessoas viviam adoidado e nada era feito perfeitamente.
Eu era a única pessoa na entrada da rodoviária. Alguém me tocou o ombro, me virei rápido e a pessoa tinha o cabelo super bagunçado e usava uma touca que o deixava muito fofo. Albert era não muito magro, até meio musculoso.


POV: Albert


Deus, eu toquei seu ombro e ela virou rápido, acho que se assustou, eu sorri e ela retribuiu. Tinha um belo sorriso, cabelos um pouco abaixo do ombro, lisos e de cor caramelo. Vestia calças pretas e coladas, o que deixou suas curvas expostas, acho que não devia ter reparado isso. Usava uma camiseta vermelha do Led Zeppelin, e me deu um forte abraço e me disse um "oi" envergonhado.


– Oi, como é bom te ver e ouvir sua voz pessoalmente! — sorri.


– Igualmente... Fez boa viagem? — ela pergunta começando a andar pela calçada.


– Fiz sim, ah e você é muito mais bonita pessoalmente. — me adiantei.


– E você é bem atiradinho. — riu e cerrou os olhos pra mim.


– Sempre fui. — levantei uma das sobrancelhas — Onde estamos indo?


– Eu sei lá, acho que você deveria ir à casa de sua avó dar um "oi" e guardar a mala.


– Verdade! Ela deve estar surtando porque ainda não dei as caras. — viramos a esquina.


Fomos conversando coisas aleatórias como bandas, músicas, livros, pessoas. Ela tinha papos legais pessoalmente também, diferente da maioria das pessoas.


– Vocês está com cara de sono... — olhou meus olhos.


– É, que eu encarei uma balada essa noite, sabe, saudar as férias com estilo.


– Sei, então se prepare, porque ainda tem três meses de festas aqui. — sorriu.


Parei em frente á casa da vovó, Emma disse que me esperaria lá fora. Minha avó, Julie, abriu a porta e me abraçou apertado e com um grande sorriso no rosto, nem viu a Emma ali, eu entrei, coloquei as minhas coisas e queria sair dali, mas minha avó não parava de falar, era desconcertante.


– É... Então vó, tem uma amiga minha me esperando lá fora, eu tenho que ir, não precisa me esperar para jantar, manda abraço para o vovô quando ele chegar. — e saí.


– Ela gosta muito de você. — Emma disse se levantando do chão que estava sentada.


– Ela gosta é de falar! — nós rimos.


Fomos até uma pequena praça perto dali e nos sentamos.


– Então Albert, tenho algumas perguntas.


– Faça-as.


– Como me achou no Facebook?


– Nas sigestões de amizade.


– Por que me adicionou?


– Te achei legal. — ela sorriu.


– De onde veio o seu nome de escritor inglês?


Eu ri alto e respondi.


– Herdei do meu avô materno que morreu antes que eu nascesse. Sinto uma ligação muito forte com ele, é estranho. E pode me chamar de Bert.


– Okay Bert, me chame de Em. E qual sua história?


– Bom, eu sou filho de uma médica e um representante de uma multinacional foda que vive viajando. Meus pais são legais comigo, sempre fui popular e nunca tive... Digamos, problemas sociais. Minha vida é bem clichê, e a sua? — ela me olhou intrigada.


– Olha, vou te contar quando eu confiar totalmente em você.

– Nossa... Tudo bem então, eu entendo.

– A sua vida não é tão interessante.


– Ah obrigada, mas até que é verdade. — ri — Agora tenho perguntas também.
– Faça, só não tenho obrigação de respondê-las... — olhou para o céu, ela era geniosa demais.


– Você namora?


– Não, mas porque a pergunta?


– Foi a primeira coisa que me veio à cabeça.

– Homens e sua eterna falta de criatividade.

– Então, a cor do seu cabelo é natural?


– Ai meu Deus! Você é gay? Que pergunta! Claro que é! — riu alto. Acho que essa foi a pior pergunta que já fiz uma garota. Estava começando a ficar nervoso perto dela. Que saco.


– Eu vou lá saber? — ri — E aí? Sabe andar de skate?


– Sempre quis aprender. — abriu um sorriso encantador e um olhar penetrante.


– Ótimo, amanhã eu vou te ensinar. Se quiser claro...


– Quero sim! Bert, agora eu tenho que ir, marquei de sair com o pessoal, não vou poder te levar hoje, quem sabe amanhã rola alguma coisa?


– Ah, tudo bem então... Acho que vou indo também. — cada um saiu para um lado, Emma tinha me deixado intrigado demais hoje. Demais.

Notas finais
E.. é isso! Espero comentários! Até mais! Beijão!