Notas iniciais
Oie! Mais um capítulo né? Espero que gostem! Feliz Natal super atrasado, e um próspero Ano Novo adiantado! ♥

POV: Sean


Eu não fui nem um pouco com a cara do mais novo amigo da Emma, ele é um babaca.


E eu deixei as coisas avisadas, a Emma não é para o bico dele, só eu conheço ela desde sempre, sendo assim, só eu sei cuidar dela.


As coisas no clube ficaram dentro do normal, até porque, aquele idiota do Albert se manteve um pouco distante de tudo, é bom saber que ele ficou com medo. Mas eu ainda prefiro ficar de olho...


– Amor, vamos ao toboágua com a gente? — Emma me perguntou.


– Vou sim, é claro... Albert, vem com a gente cara!


– Você é o tipo de pessoa que seria ótimo ser amigo. — deu um sorriso sarcástico, esse garoto gostava de implicar com os outros.


Enquanto subíamos as escadas para o toboágua ele e Emma não paravam de conversar sobre o clube e a cidade, o que me deixou com bastante raiva, então, nada melhor do que assumir o meu lugar de namorado importante.


– Linda, depois daqui podíamos ir para a minha casa não é? — a abracei.


– Ah, não sei direito, pode ser... O que vamos fazer?


– Algumas coisas, e tenho que te apresentar aos meus pais como minha namorada oficial! — olhei para Albert assim que terminei de falar e a beijei logo em seguida.


– Realmente, vocês precisam até trocar o status no Facebook! — riu o babaca do Larsen.


POV: Albert


Okay, Sean Masterlong quer me provocar, e eu acabei de crer nisso, meu Deus, ele realmente acha que eu tenho algum medo, ou quero "roubar" a Emma dele. Primeiro, deixando claro que a garota não é de ninguém. Acho que ele não é um cara certo para ela... Posso estar enganado, não sei, também não a conheço totalmente.


Apesar das pequenas desavenças, nos divertimos muito confesso, e com os amigos que a Emma tem, é impossível ficar mal por muito tempo. Quem mais anima ali é o Bob, ele é o gay mais legal que eu já conheci na minha vida. Faz piada de tudo que vê pela frente, nem a velha gorda que estava tomando sol lá no clube escapou. Fomos embora de tarde, Emma e Sean foram para outro lado, já que eles iam para a casa dele. Os outros três vieram comigo, mas no meio do caminho Angel e Eduardo tomaram outro rumo, então sobrou apenas eu e Bob.


Ele me perguntou sobre muitas coisas, como era a minha vida na outra cidade, do que eu gostava, e na maioria das vezes ele fazia piadas, é claro.


– Bob, seu nome é só isso mesmo? — eu pergunto.


– Claro que não! — ele ri alto — Meu nome é Robert na verdade, Robert Johansson, ou se preferir, Bob Johansson. — fez uma reverência.


– Nossa, nunca parei para pensar que Bob era apelido de Robert! Maneiro!


– Ah, você é um fofo. — ele diz.


– Haha... Só você quem acha. — ele sorri — Mas Bob... O Sean... O que acha dele? — pergunto.


– Sabe Bert, eu não tenho de achar nada, mas sabe, ele sempre foi meio egocêntrico demais... E egoísta, o que é dele, é dele. E de mais ninguém.


– É Bob, eu percebi. — ficamos em silêncio por um tempo. — Você é o único gay que eu conheci que não tentou dar em cima de mim. — comentei.


– E nem vou, eu estou enrolado com um alguém. — ri.


– Hum... Pode me contar sobre isso depois, haha, brincadeira.


– Eu vou indo, a minha casa é pra lá — apontou para a outra esquina — Foi um grande prazer te conhecer Larsen, muito bom.


– Igualmente, nos vemos por aí. — fomos cada um para um lado, tinha sido um bom dia.


2 semanas depois...


Muitas coisas aconteceram, de brigas de Emma e Sean que eu presenciei, a beijos, baladas variadas, diversão, lugares e pessoas novas. Nunca me diverti tanto, mas estou muito preocupado com algumas coisas.


Eu ainda não tinha "desvendado" a merda do segredo de Emma, se é que era um segredo, pois os amigos dela sabiam bem o que era, mas algumas coisas ficaram bem claras: ela passava mal constantemente, pensava demais, se confundia, tinha várias alterações no humor...


Também percebi que, se eu quisesse virar amigo de verdade dela, e a ajudar (porque é isso que eu quero), eu vou ter que conquistar primeiro sua confiança, porque me parece que é isso que ela mais preza numa amizade. Okay, aí vamos nós.


O relacionamento de Emma e Sean ia de mal a pior, o ciúmes e o egoísmo dele estavam mais que elevados, e ele realmente não a deixava viver em paz, e olha que paz é uma coisa que eu acho que ela nunca teve direito. Ela é uma pessoa muito estourada, e sem paciência nenhuma para as coisas, então, era óbvio que ela iria acabar se cansando do mal comportamento de Sean, por mais que amasse ele (como ela consegue amar alguém tão ruim?).


Estávamos em uma balada, e de repente, quando eu estava falando normalmente com Emma, Sean vem pra cima de mim com um soco repentino que eu não sei nem de que direção veio. A minha primeira reação foi levantar os braços, em sinal de rendição e talvez... Paz?


Ele me fitava com raiva, estava bêbado demais. Quando ia me dar o segundo soco segurei a mão dele rapidamente e prendi nas suas costas, ele tentava se soltar, ele era forte, admito. Mas como estava bêbado, aposto que não sabia nada do que estava fazendo. A região da minha bochecha doía muito, fora onde o soco tinha acertado. Emma agora brigava com ele e o segurava também, Bob tentava o impedir de pegar uma garrafa de whisky que estava em cima de um balcão. E eu não queria de jeito nenhum ter que dar um soco em sua cara, não queria. O virei para mim ainda o segurando pelas mãos.


– Hey, você se acha melhor que quem aqui? Se acha dono de quem? Me diz! — falei com raiva, bem perto de seu rosto.


– Você é um filho da puta Larsen, um filho da puta! — gritou.


– Se ponha no seu lugar Sean, você não é uma pessoa má, o que está fazendo com você? Olhe para as pessoas ao seu redor, olhe como elas te olham... Você acha que isso está certo? Você percebe como trata a sua namorada? A garota que voce tanto ama? Percebe? Você a trata como um objeto, e eu admito que a Emma é muito forte mesmo, e deve te amar de verdade, para engolir tudo o que você faz. Você não a merece... — eu disse calmamente olhando fundo em seus olhos, é assim que enxergamos a alma da pessoa, e ele não é uma pessoa má, ele só não sabe o que faz.


– Chame o pai dele Agelina... Por favor. — pediu Emma — E você Sean, amanhã eu converso com você. — ela estava quase chorando.


Sean tinha caído em si, mas continuava bêbado. Encontrava-se agora sentado com as mãos na cabeça.

Notas finais
Bom, então é isso pessoal! Deixem seus comentários! Muito obrigada por ler! Beijoo!