Melancolia, e a arte de amar
2 Capítulo 2
Notas iniciais
POV: Emma
Já era meia noite eu acho, quando desliguei o computador e fui dormir. Fiquei realmente conversando demais com o tal sujeito com nome de escritor inglês. Estava na escola quando senti meu celular vibrar no bolso. Estava na aula de Física, mas eu realmente estava com muito sono para prestar atenção. Por incrível que pareça eu estava pensando no Albert, e adivinha: A mensagem era dele. Dizia: "Como está a aula?"
– Senhorita Fint, poderia compartilhar com a turma o que você está vendo no seu celular? — o professor costumava ser irônico, mas eu gostava de zoar com a cara dele e ser engraçadinha às vezes, mas nunca tirei uma nota baixa em sua matéria.
– Eu poderia compartilhar, mas tem gente nesta sala que é tão inocente que não deve nem saber o que é um pornô. — todos da sala riram, e o professor fez uma cara tão horrorosa que parecia ter chupado limão.
– Eu creio que esteja brincando senhorita Flint... — eu fiz que sim com a cabeça — Sem mais gracinhas na minha aula, ah e... Guarde o seu celular por favor. — Guardei, mas faltavam quatro minutos para o intervalo.
– Ei, essa foi boa! — Bob adorava minhas piadas, mas confesso que aprendi a ser assim "dane-se o mundo" com ele.
O sinal tocou bem antes do que eu esperava, acho que meu relógio estava atrasado. Eu, Bob e Angelina (nossa amiga gótica), sempre éramos os últimos a sair da sala, o professor me chamou (pra variar).
– Eu gosto de você, então evite brincadeiras como aquela na minha aula, por favor. — falou sério e soltou um sorriso de bom grado no final. Era o meu melhor professor, o Sr.Luke, gostava dele, realmente gostava, e ele me dava uma imensa liberdade para brincar em sua aula.
– Tudo bem, me desculpe. — abaixei a cabeça, realmente não gostava que me chamassem atenção, mas eu também não fazia por onde.
Nós saímos para a quadra, a cantina estava cheia, então resolvi não encarar a fila dessa vez. Nos sentamos do lado de fora, onde normalmente não ia ninguém só a gente. Bob pegou seu cigarro e acendeu, o coordenador não ligava muito para os que fumavam na escola, desde que fosse na hora do recreio (até porque ele também fumava).
– Tenho que contar uma coisa para vocês. — eu quebrei o silêncio.
– Fala aí. — Disse Angelina.
– Ontem eu conheci uma garoto na internet, ele parece interessante. — conclui.
– Xii, cuidado com pedófilos hein... — brincou Bob.
– Ah cala a boca, deixa ela falar... Acho muito fofo namoro virtual. — disse sarcasticamente.
– Não estamos namorando! Meu Deus como vocês exageram! Continuando... Ele é aqui do estado, ficamos conversando até tarde ontem, achei ele legal, tem os mesmos gostos pra bandas que eu. E ele também gosta do Douglas Adams. — disse.
– Eu posso não ler muito, — Bob começou, e tirou o cigarro da boca. — Mas Douglas Adams é um gênio tenho que admitir.
– Concordo. — concluiu Angelina. — Mas e aí? É bonito? — fez um
breve olhar malicioso.
– Sim, é. Acho que é.
– Não pode achar, tem de ter certeza.
– Olha, se não estiver interessada, pode me passar o nome, que chamo ele no Face. — brinca Bob.
– Viado! — Angelina adorava implicar com ele, viviam brigando.
O intervalo acabou (outra vez antes do esperado), e fomos para as duas últimas aulas de Matemática. Fui para casa, estava me sentindo meio mal.
POV: Albert
Emma ainda não tinha respondido ao meu SMS. Não queria que ela me achasse chato. Mas também não queria causar uma má "segunda impressão".
Eu estava olhando o mapa do nosso estado na sala de Geografia, e a cidade dela é colada com a minha. E minha avó mora lá, acho que vou passar as férias de meio de ano lá. Não seria má ideia fazer uma visita.
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