Mel Williams & A Guerra entre o Olimpo
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Notas iniciais
Os barulhos continuavam, cada vez mais perto, me virei rapidamente e vi algo ou alguma coisa, peguei a mão do individuo e o joguei por cima de mim com força até ele cair no chão, em seguida coloquei meu pé no seu pescoço.
– Pera, pera, sou eu, Jake! — ele disse com medo na voz.
– Mais um motivo pra eu te matar.
– Eu posso explicar — hesitei, mas tirei o pé de sua garganta, ele tossiu algumas vezes e se levantou — eu tive um sonho muito estranho que envolvia você e aquela sua amiga com cabelo de fogo, então eu ia falar com Quíron, mas pensei em chamar vocês primeiro.
– E cadê a Meg?
– O seu chalé é mais perto.
– Ta bom, vamos chamá-la — eu concordei com ele, mas só porque eu também queria falar sobre o meu sonho.
Corremos até o Chalé 4 e invadimos — literalmente invadimos — pelas janelas que sempre ficam abertas. Cheguei até a cama da Meg e tapei a sua boca com a minha mão antes de acordá-la, despertou meio desesperada, mas eu fiz sinal de silencio com o dedo na boca então a garota com cabelo de fogo se acalmou e nós pudemos sair dali sem que ninguém notasse.
– Vocês sabem que horas são? — ela disse reclamando.
– Na verdade não — admiti.
– Esquece — pela careta engraçada dela, parecia não ter gostado nada do que estava acontecendo, mas parecia curiosa.
– Jake teve um sonho sinistro ou coisa parecida que envolvia eu e você, e eu tive dois sonhos sinistros e vocês dois estavam no meio, — cara, qual a dessa de sonhos malucos?
– Você não me contou essa segunda parte — Jake me olhou confuso.
– To contando agora — respondi.
– Mas por que você não me falou antes?
– Pra não gastar saliva.
– Mas eu ia querer saber disso na...
– Dá pra vocês pararem? — Meg nos repreendeu — Ótimo — ela sorriu — agora vamos logo falar com o homem cavalo por que eu estava tendo um sonho também, só que o meu era um sonho bom que vocês estragaram!
– Ok — eu disse.
Fomos para a casa grande, as luzes de lá já estavam acesas e não nos importamos muito em fazer silencio. Quíron estava sentado em sua cadeira de rodas com uma xícara de café na mão, assistindo uma série de TV, acho que era Boa Sorte Charlie, logo que nos viu parou de rir, nos encarando embaraçado e desligou a TV.
– O que vocês fazem aqui tão cedo? — perguntou se recompondo.
– Sonhos — Jake respondeu e uma mistura de entendimento e preocupação passou pelo rosto de Quíron.
– Tudo bem, sentem-se.
Comecei contando sobre meu sonho na floresta, Jake disse o que sonho dele foi quase igual, depois contei a mensagem que Hécate me mandou em forma de sonho, Quíron assentiu.
– No meu sonho era de noite — Meg começou a contar — havia trovões que caiam repentinamente...
– Zeus estava zangado? — Jake perguntou.
– Não — ela fez uma careta — deixa eu terminar. Eu estava dentro de uma fábrica de chocolates, e eu podia comer tudo o que eu quisesse, até que eu ouvi um barulho estranho — disse mexendo as mãos pra dar mais ênfase — eu segui o barulho e então vi um coelho enorme rosa, ele estava carregando vários ovos e ai...
– Meg, o seu sonho não tem nada a ver com a gente né? — perguntei.
– É, mas mesmo assim foi maneiro. — ok, vamos ignorar isso!
Mesmo eu e Jake termos sonhado a mesma coisa, Quíron não pode fazer nada, teríamos que esperar por uma profecia ou saber algo que nos leve para um lugar específico.
O dia já começava a clarear, Quíron soou o sinal.
Voltei pro meu Chalé, quando entrei, todos já estavam acordados. Me troquei rapidamente colocando a camisa laranja do acampamento de sempre e fui em direção ao refeitório.
– Espera! — Travis gritou e correu até mim — eu vi como você ficou ontem, o que aconteceu?
– Nada — menti.
– Ninguém chora por nada.
– Quem disse que eu estava chorando?
– Ta bem se você não quer falar sobre isso... — pelo menos ele não quis insistir — e o seu sonho?
– Eu falei com Quíron sobre ele, J-Jake — minha voz falhou, mas logo me recuperei — Jake sonhou com a mesma coisa.
– Vocês vão sair em alguma missão?
– Não, Quíron achou melhor esperar.
– Hm.
Chegamos ao refeitório e nos sentamos, olhei pra Meg e sorri, depois eu tive a burrice de olhar pra Jake, ele já estava olhando pra mim e sorrindo, fixei meu olhar maligno que diz "vou puxar seu pé a noite" nele e depois abaixei a cabeça, ele era um idiota.
Travis percebeu o que tinha acontecido.
– Ta tudo bem? — ele perguntou.
– Melhor impossível — eu disse em tom amargo.
– Hoje eu e o Connor vamos colocar pó de mico nos campistas do chalé de Hipnos — me olhou animado — quer vir junto?
– Hm, pode ser, quando?
– Quando eles estiveram na aula de Grego, o único horário em que eles não estão dormindo.
A aula de Grego era sempre de manhã, menos na sexta feira, que era depois da captura da bandeira, eu não tinha nada pra fazer e precisava tirar várias coisas da minha cabeça.
***
– Está trancada — Connor disse.
– Sai dai, deixa comigo — Travis pegou um clipes e começou a arrombar a janela, onde ele aprendeu essas coisas? — Pronto.
– Eu vou primeiro — Connor pegou distancia e pulou alcançando a janela — Por que nós não podemos arrombar a janela de baixo?
– Porque deixa tudo mais difícil, e quando mais difícil melhor — Travis disse — sua vez Mel.
– Tudo bem — peguei distancia e pulei, mas acabei caindo de bunda no chão. Eu era mais baixa que os dois e não conseguia alcançar a janela.
– Vem, eu te ajudo — Travis disse, eu achei que ele ia fazer pezinho mas, em vez disso ele segurou a minha cintura e me levantou. Acho que devia estar vermelha até a raiz do cabelo.
– Obrigado — eu disse ainda com cara de tomate.
Agora nós três estávamos dentro do Chalé, Connor me entregou um pacote vermelho que dizia "Pó de Mico da Casa do Mico". Que nome criativo, pensei.
– Cuidado pra não tocar nisso ai — Travis orientou.
Comecei a colocar em algumas camas e em um baú de roupas, aquele lugar era estranho, ele me chamava pra deitar e dormir, tinha uma música calma e cheiro de chocolate quente no ar, tirando as camas que pareciam ser pedaços do céu, eu quase cai e cedi ao cansaço, mas me mantive em pé.
Ouvi barulhos vindo de fora, olhei pela janela e era os filhos de Hipnos, me desesperei, olhei para os lados procurando pelos irmãos Stoll, mas não os vi.
– Connor? Travis? — chamei baixinho — onde vocês estão?
– Hm — gemeu um dos irmãos, olhei pro chão e encontrei-os dormindo.
– Droga! Vão, vocês precisam acordar — eu disse sacudindo-os.
– Agora não mãe — Travis resmungou.
– Eu definitivamente não sou sua mãe! — uma ideia surgiu na minha mente — Olhem! A Dylans Candy Bar está distribuindo doces grátis!
– Onde? — Travis gritou acordando.
– Lá fora, junto com os filhos de Hipnos que estão voltando para o seu Chalé!
– Estão? — ele disse fazendo cara de sono.
– Sim! — e minha paciência foi pro espaço!
– Connor, acorda — Travis chutou seu irmão que acordou instantaneamente -temos que ir, agora!
Corremos para a janela e pulamos um a um antes que os outros percebessem e corremos mais do que nossas pernas podiam aguentar até chegar ao nosso Chalé.
– Isso foi tão MANEIRO — Connor gritou.
– E teria sido mais se vocês não tivessem dormido — repreendi.
– Podemos ir lá amanhã de novo — Connor sugeriu.
– NÃO! — eu e Travis dissemos em uníssono.
– Ta bom, ta bom — Connor disse saindo pela porta — vejo vocês no pavilhão, está quase na hora do almoço.
– Sobrou um pacote de pó de mico... — eu e Travis nos entreolhamos e depois corremos em disparada para a cama de Connor e jogamos todo o pó lá.
– Ele vai nos matar quando descobrir — eu disse em meio às risadas
– Se ele descobrir.
– Ah claro, porque nós tínhamos pó de mico sobrando, mas não colocamos na cama dele por que somos tããão bonzinhos — sarcástica eu?
– Então é só a gente fugir correndo.
– Como se fosse possível fugir do cara mais rápido do acampamento?
– Eu só preciso correr mais rápido que você — ele riu.
– Você faria isso comigo? — fiz biquinho.
– Sim — respondeu descarado.
– Por fora um fofo e por dentro uma mente maligna — eu disse rindo, e só depois me dei conta do que chamei ele.
– Então quer dizer que eu sou um fofo é? — ele perguntou rindo.
– Cala a boca — empurrei-o — vamos logo pro pavilhão.
O almoço estava transcorrendo normalmente, todos da nossa mesa principalmente os gêmeos riam e faziam piadas.
– Me passa aquele treco vermelho ali que parece sangue — Travis disse, ele estava sentado do meu lado como sempre.
– Travis, não fale em sangue na mesa, tem meninas aqui — Connor disse me fazendo rir
– Desculpe irmão, as vezes eu esqueço que você senta na mesma mesa que eu — todos riram — vai me passar ou não?
– A geleia de morando? — perguntei.
– O que mais seria? — ele fez uma careta.
Eu olhei para frente e vi Quíron conversar com Rachel, o oráculo, os dois pareciam aflitos e preocupados, bem diferente do Sr. D, que estava tomando suco de morango calmamente. Eu devo ter me distraído por dois minutos e me assustei:
– AH, SANTO HERMES, ESTOU FERIDO, FUI ATACADO — Travis gritou mais alto do que uma pessoa normal é capaz de aguentar, aliás, eu já disse que ele estava bem do meu lado?
Todos do pavilhão olharam assustados para a nossa mesa, e se depararão com os Stoll cobertos por geleia de morango gritando que estavam feridos. Nancy, do Chalé de Afrodite, jogou algo uma torrada nele.
– Dá pra pararem com a encenação? Estou tentando almoçar — ela disse com uma voz enjoada.
– Cala a boca Nancy — Duc, do nosso chalé, jogou um punhado de farinha nela, mas acabou acertando outras meninas, os filhos de Hermes não tem muito senso de direção.
– Minha roupa! — exclamou uma loira oxigenada — em nome de Afrodite, eu juro que você vai pagar por isso!
Foi aí que começou uma guerra de comida, Sr. D nem tinha percebido até uma torta acertar a sua camisa.
– Acabou a palhaçada, vocês querem guerra? Então vão ter — ele estalou os dedos e vinho caiu sobre todos nós — voltem para seus chalé imediatamente, e se eu ver mais alguém nesse pavilhão quando eu terminar a contagem de três... — ele nem precisou terminar, todos se levantaram e correram para fora do pavilhão na velocidade da luz, alguns até escorregaram no vinho.
Eu e Travis corremos para os campos de morangos, que ficava um pouco longe dali.
– Por que todos têm medo dele? — perguntei.
– Porque ele é um Deus — ele disse como se você obvio.
– Mas ele é o Deus do vinho, o que poderia fazer?
– Não importa se você é o Deus da meia suja, você é um Deus, e deve ter respeito por eles.
– É estranho ouvir isso da sua boca — eu disse rindo.
– Pode não parecer, mas eu sou um cara muito sério — ele disse com sarcasmo
– Claro, eu já havia percebido.
Andamos mais um pouco, roubamos alguns morangos, típicos dos filhos de Hermes e depois fomos para o punho de Zeus. Travis subiu em cima dele e começou a gritar.
– Eu sou o rei do monte de coco — ele fez uma voz engraçada, acho que estava tentando imitar Zeus.
– Dessa já daí — eu o reprendi — você acabou de dizer que era pra ter respeito com os Deuses!
– Zeus nem deve ligar pra isso, mas tudo bem, se você não quer pagar vergonha com um filho de Hermes...
– Para de ser idiota — eu ri.
– Só desço se você me contar sobre o seu sonho.
– Você realmente quer saber?
– Claro que quero.
– To bom, eu tive meio que uma visão estranha, onde estava eu, Meg e... — pigarreei — e Jake, em uma floresta, e tinha lobos e...
– Lobos? — perguntou meio apreensivo.
– É, por quê?
– Nada não, continua.
– Ta, — acho que ele estava escondendo alguma coisa, mas deixei pra lá — e também tinha uma jaula de bronze, depois Hécate mandou uma mensagem estranha pra mim...
– Que tipo de mensagem?
– Ela ficava repetindo "Quando tiver que abrir uma PORTA use a CHAVE" fiz uma imitação péssima da voz dela — bem sinistro!
– O que acha que ela quis dizer com isso?
– Não sei, mas ela disse que era um recado da minha mãe.
– Ela disse quem era?
– Não, ela disse que às vezes o segredo é melhor... Vamos dar o fora daqui, você tem que me ensinar algumas coisas na esgrima...
– Você que manda — falou rindo.
Acho que ele pareceu compreender que eu nunca estava confortável com esse tipo de conversa e nem se importo com a minha súbita mudança de assunto.
Fomos para a Arena de Treinamento, ele pegou sua espada e eu a minha, não ia dar certo, ela era muito pesada.
– Acho melhor você trocar de espada, essa ta muito pesada — ele disse segurando-a
– Tudo bem, vamos trocar a minha espada, que tal uma que luta sozinha e você só precisa sentar e assistir?
– Se tivesse uma que fizesse isso, quem iria usar ia ser o chalé de Hipnos — nós dois rimos.
Algo brilhou vindo do meu pescoço, era o meu colar de chave.
– O que é? — perguntou.
– É só uma chave que minha mãe me deu.
– Você já deveria saber que quando é um presente de seu parente divino, sempre tem um significado, igual os sonhos...
Retirei o meu colar e o observei, talvez pela milésima vez, acho que se tivesse algo escrito nele eu saberia.
– É só um colar — falei.
– Talvez tenha haver com o seu sonho, é uma chave, não é?
– Talvez — eu disse.
– Posso ver?
– Claro — entreguei-o
– Ai — Travis disse ao encostar a mão na chave.
– O que foi?
– Me... me queimou!
– Como assim? — ajuntei-o do chão — eu não sinto nada.
Assim que eu disse isso ele brilhou novamente, cada vez mais forte.
– Acho melhor nós levarmos para os filhos de Hefesto olharem.
– Ok — eu disse seguindo-o.
A forja ficava perto da Arena e do campo de morangos, então chegamos lá bem rápido. Travis entrou e conversou com um dos meninos, que logo saiu de lá.
– Posso ver? — um menino com cabelo escuro e com o rosto cheio de fuligem perguntou.
– Aham.
Ele tirou um lenço do bolso e pegou a chave com ele por precaução.
– Hm, hm, aham... Interessante...
– O que é interessante? — perguntei aflita.
– É uma chave compacta, e com muita magia, feita de bronze celestial, nunca vi nada parecido.
– E como funciona?
– Não tenho a mínima ideia — ele deu de ombros.
– E... é só isso?
– Sim, agora se não se importam, preciso voltar ao trabalho — ele devolveu o meu colar e depois entrou na forja.
– Nossa, que conversa produtiva — disse
– Muito — Travis concordou.
Nós nem tínhamos percebido como o tempo passou, já devia ser umas 17h, perto do horário da fogueira.
– Vem, vamos pro chalé — saiu andando.
– Claro — respondi sorrindo.
Nós ainda estávamos sujos de vinho, e quando chegamos lá, o chão também estava, junto com algumas camas e outros campistas.
– O que você fizeram com o Chalé? — Travis perguntou — tudo bem que eu não sou a pessoa mais organizada do mundo, mas isso já é demais, existe uma coisa chamada banho, sabiam?
– Olha gente, o Travis ta dando uma de responsável, como se alguém acreditasse nisso — disse uma menina rindo.
– Ei! Eu sou responsável — retrucou ele.
Todos riram, até mesmo eu, ele olhou pra mim e eu tentei me controlar, mas não consegui, até que ele riu também.
– Tudo bem, eu não sou responsável, mas tomem um banho de vez em quando, você fedem a uva estragada.
– É verdade — eu disse me dirigindo pro banheiro — e você também devia ir tomar banho, mas depois de mim — lhe mostrei a língua antes de correr na direção ao banheiro.
***
Eu tinha acabado de chegar na fogueira, todos já estavam sentados em seus lugares e em silencio, Meg fez sinal para eu ir me sentar ao lado dela.
– Eu vou conversar com a Meg — eu disse ao Travis que estava do meu lado
– Vai lá, eu guardo um lugar pra você na arquibancada
– Valeu.
Atravessei a fogueira, todos estavam olhando pra mim, mas eu tentei não me importar. De repente, Rachel Elizabeth Dare se levanta e vai até mim, ela segurou os meus braços com força, suas mãos estavam frias como mármore e seu rosto pálido, uma fumaça verde começou a sair pela sua boca e seus olhos ficaram em um tom esmeralda, eu estava assustada, parecia que ela tinha sido possuída por espírito ou algo do tipo.
" O juramento irá se quebrar,
Com a fúria a guerra começará,
As crias do trigo e da lira buscará
Enquanto o caos não impedido será;
Além do nevoeiro um caminho escolher,
Não deixar o que se presa esvanecer,
Quando no monte frio o ouro aparecer
A morte invadirá o lar pelo coração que o raio acolher. "
Aquela definitivamente não parecia a sua voz, parecia que alguém estava falando através dela.
Ela me soltou e por pouco não atingiu o chão, sendo amparada por dois garotos que a levaram dali para a arquibancada.
Eu estava em choque, as pessoas a minha volta também, mas não tanto quanto eu.
– O que ela quis dizer com...? — Uma menina perguntou, mas foi interrompida pelo silencio que todos estavam.
Uma luz rocha brilhou, quase me cegando, olhei para cima e vi um símbolo surgindo, era uma pena de pavão, quem seria a Deusa das aves? Perguntei pra mim mesma, eu estava surpresa, mas nada se comparava ao resto dos campistas, até mesmo Quíron e Sr. D estavam de boca aberta, espantados.
A luz sumiu, estava um silencio ensurdecedor, tirando pelo fogo crepitando, talvez todos estivessem congelados durante minutos.
– Impossível — alguém da plateia quebrou aquilo — aquele, aquele é o símbolo de Hera.
– Mel, podemos conversar na Casa Grande? — Quíron perguntou e eu não estava gostando nada da cara que ele fez.
– Ah, claro — eu disse meio confusa, olhei para Meg que estava a menos de um metro de mim. Ela se levantou e me olhou nos olhos:
– Mel, Hera é a Deusa do casamento, até hoje, ela nunca teve um filho que não fosse com Zeus, ela nunca teve um... um meio-sangue.
Aquilo ainda soava um pouco confuso pra mim, mas com certeza não era coisa boa.
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