Meio-sangues
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Quero agradecer a Peter Jackson pelos reviews e pelo incentivo, Obrigada por não me abandonar, capitulo dedicado a você!!
Creditos ao tumblr We Love Richard Riordan, foram eles que fizeram a profecia pra mim.Muito Obrigada! Foi essencial para a historia!!
POV THOMAS
-O que foi Alice?
-Acampamento Meio-Sangue? Você tá brincando, né?
-Não. Você conhece?
-Claro. É um Acampamento para semideuses.
-Conhece Mitologia?
-Se eu conheço?- ela deu um sorriso sinistro e tudo aconteceu muito rápido .Ela se levantou, e seu corpo começou a derreter. Ela ficou mais alta, em sua pele apareceram escamas douradas, seus dentes viraram presas de javali, e finalmente seu cabelo, se transformou em um ninho de serpentes.- Sou uma Górgona.
Eu me apavorei, eu não estava com nenhuma arma, eu não sabia lutar direito. Uma gorgona? Quiron já devia ter mencionado ela em alguma aula. Já que eu não poderia mata-la, resolvi ganhar tempo.
-Medusa?
Quando eu mencionei o nome ela deu um grito.
-Como ousa me confundir herói? Estás a me insultar?
-Mas, você não é a Medusa? A tal gorgona que transforma as pessoas em pedra?
- E você acha mesmo que se eu fosse a Medusa, você ainda seria humano? Já teria virado pedra!
-Verdade. Mas, então quem é você?
Ela se endireitou, e fez uma pose, como se declarasse uma noticia muito importante:
-Eu sou Euríale.
-Huum. Então a Medusa é sua irmã?- a essa altura eu já estava tremendo todo. O que eu faria? Estava em um restaurante, e pela cara das pessoas, elas estavam vendo a gorgona. Eu não era inteligente o suficiente para bolar alguma estratégia que realmente me salvasse. E porque eu estava desarmado? Porque eu sou um semideus burro o bastante para ter deixado meu arco dentro da mochila, no quarto. Eu precisava agir rápido, afinal, as pessoas do restaurante já estavam em estado de alerta. Não tinha mais ideias para enrolar Euríale, e ela já estava impaciente e com raiva por eu ter confundido ela com sua não tão querida irmã Medusa. No desespero, peguei a primeira coisa que vi na minha frente: o copo com suco de manga que eu estava bebendo, e atirei na cara feia da górgona.
E qual foi o resultado desse ato heroico? Uma górgona, muito brava, com seu cabelo-serpente cheio de pedaços do copo e todo lambuzado de suco de manga. Acredite, não é uma imagem agradável, ainda mais quando a górgona em questão, quer jantar um semideus que no caso sou eu.
-Aaaaaaaaaaaah. Filhote de deus, você vai pagar.
Com essa linda ameaça de morte, fiz o mais sensato: corri.
Percebi que não era uma boa ideia sair correndo pelo hotel com uma gorgona enfurecida atrás de mim, então dei meia volta e decidi fazer confusão somente no restaurante. A maioria dos mortais percebeu que aquilo não era uma brincadeira, e já estava saindo do restaurante, mas sempre tem aqueles que custam a acreditar, e ficavam nos olhando pasmos:
-Saiam daqui! Vamos rápido!- eu gritei para os humanos que ainda estavam no restaurante, felizmente elas me ouviram inclusive os trabalhadores do lugar. No caminho, Euríale me jogava cadeiras, pratos, tudo o que ela encontrava. Eu muito esperto resolvi revidar puxei uma toalha e joguei na frente dela, destruindo tudo o que estava em cima da mesa. Não sendo o suficiente, empurrei a mesa, o que obteve mais sucesso, caindo por cima de Euríale e a prendendo no chão. Claro, uma simples mesa não iria deter uma górgona para sempre. Eu precisava agir rápido. Olhei em volta e a única coisa parecida com uma arma, era o pé de uma cadeira. Eu poderia usa-la como espada, mas outro detalhe: não era bronze celestial, então provavelmente não adiantaria nada. E agora? Dane-se! Eu teria que ser criativo e encontrar algum objeto pesado o suficiente para esmagar uma gorgona, ou no mínimo uma parte dela. Avistei atrás do balcão, um faqueiro. Num faqueiro tem facas não é? Corri em direção ao balcão, e pude ouvir Euríale praguejando. Ela já estava se levantando, eu precisava ser rápido. Pulei o balcão agarrei a maior faca e fui em direção ao monstro. Ela já estava sentada no chão, eu me aproximei por trás e golpeei com força a cabeça dela. Ela deu um grito horrendo e percebi que a única coisa que consegui com isso foi decepar umas 3 serpentes de seu cabelo. Isso só a deixou ainda mais irritada. Ela se levantou e veio em minha direção, eu fui recuando para trás. Até que ela se lançou contra mim e eu tentei feri-la. Acertei seu braço, mas como sua pele era feita de escamas, não houve dano algum. Ela me segurou pelos ombros, e me arremessou em cima de uma mesa. As coisas de vidro que estavam na mesa, se quebraram e recebi alguns cortes. A faca que eu estava usando foi arremessada para longe. Até que me levantei ela já vinha novamente em minha direção. Eu iria morrer. Fiz uma prece silenciosa ao meu pai Apolo, e fechei os olhos com força. Alguns segundos se passaram ouvi o grito de Euríale, e senti uma poeira caindo sobre mim.
POV ANNABETH
Estávamos no meio de um beijo, quando de repente a porta é quase arrebentada por alguém muito sem educação, que não estava batendo, estava socando a porta do quarto mesmo. Olhei para Percy, ele se levantou e atendeu a porta.
-Senhor – disse uma voz assustada do lado de fora – Aquele rapaz que está com você. Ele arrumou a maior confusão no restaurante. Está destruindo tudo. E tem uma mulher com ele, ela tem cabelos de serpente eles estão brigando. Faça alguma coisa, por favor!
-Claro. Pode ir. – quando Percy se virou para mim, eu já estava com minha adaga na cintura e o arco de Thomas na mão.
-Vamos! – eu disse e desci correndo as escadas do hotel. No caminho pude perceber varias pessoas assustadas. Elas apontavam para nós e falavam de Anaklusmos, pois Percy já empunhava a espada, e do arco que eu carregava. Quando entramos no restaurante, vimos a gorgona que não era a Medusa, pois Thomas não tinha virado pedra ainda, agarrando ele pelos ombros, e o arremessando em cima de uma mesa. Até que ele conseguiu se levantar, ela já ia em sua direção. Não chegaríamos a tempo, até eles. Então preparei uma flecha, e mesmo a distancia, consegui acertar a górgona. Chegamos até Thomas que ainda estava de olhos fechados.
-Thomas! Está tudo bem agora. – eu disse e ele abriu os olhos. Olhou assustado e tremulo para Percy e em seguida para mim.
-O-obrigado. Deuses! Se não fossem vocês, Euriale teria me matado. – assim que me dei conta do que tinha acontecido, disparei:
-Euríale aqui no hotel? Thomas! Eu te falei para tomar cuidado. Como ela te encontrou?
-Eu estava no restaurante, e uma garota chamada Alice, puxou papo comigo. De repente ela derreteu e no seu lugar apareceu Euríale. – eu não podia acreditar em tamanha estupidez.
-Não acredito que você fez isso! – a essa altura eu já estava gritando com Thomas – Você é um irresponsável Thomas! Onde já se viu? Até mesmo crianças sabem que não devemos conversar com estranhos! O que ela queria? Você contou alguma coisa pra ela?
-Calma Annie. Foi só uma górgona. –Percy disse.
-Só uma gorgona Perseu? Ele podia estar morto agora! E você vem-me dizer que foi SÓ uma górgona? Francamente, vocês dois são uns sem juízo.
Dei as costas para os meninos e voltei para o quarto. O que ele estava pensando? Ele deve ter falado alguma coisa para Euríale. Garotos idiotas. Bati a porta do quarto com força e fui em direção à janela.
POV PERCY
Enquanto Annabeth ia para o quarto furiosa, ajudei Thomas a tentar organizar a bagunça do restaurante. Acalmar as pessoas foi impossível, pois elas testemunharam tudo e com a falta da Névoa, bom não tínhamos nem o que fazer. O gerente do hotel nos avisou que cobraria pelas coisas quebradas e que tínhamos 2 horas para sairmos do hotel. Thomas me lembrou de Jean Pierre, e eu pedi para falar com ele. Depois de uns minutos ele apareceu, nós explicamos o que tinha acontecido e ele deu uma gargalhada, avisou o gerente que estava tudo combinado e que éramos amigos, portanto, não iria nos cobrar nada e poderíamos ficar no hotel o tempo necessário. Thomas estava muito nervoso, e apesar de não gostar dele, eu sabia o que era enfrentar um monstro sozinho pela primeira vez. Eu mandei que ele fosse dar uma volta, se acalmar. Afinal eu precisava ir atrás da Annie. E foi isso que eu fiz.
Ela estava tão furiosa que nem se deu ao trabalho de trancar a porta. Entrei no quarto ela estava na sacada, sentada.
-Não tranca mais a porta, é? Eu poderia ser um monstro. — eu disse brincalhão, mas ela nem se deu ao trabalho de me olhar. Continuou com a cara emburrada.
Pelo jeito a coisa estava pior do que eu pensei. Fui em direção à sacada e me sentei ao lado dela. Não disse nada, apenas fiquei observando a paisagem, mas como ela não se deu ao trabalho de me responder eu disse:
-Annie, não fica assim. Eu só falei aquilo para ajudar o Thomas, afinal foi o primeiro monstro que ele enfrentou sozinho. Não queria te deixar brava. Não precisa ficar cuidando do Thomas como se ele fosse um bebê.
Ela finalmente me olhou nos olhos e respondeu:
- Apenas me estressei com sua resposta. E não estou tratando Thomas como um bebê. Não estou cuidando dele o tempo todo, apenas faço recomendações e outra, não dar confiança a pessoas estranhas é uma coisa básica, não precisa nem ser um meio-sangue para ter esse cuidado. A garota podia parecer legal, mas era um monstro.
-Annie...
-E tem a história da profecia, estou muito preocupada. Rachel está demorando demais para nos dar uma resposta. Isso nunca aconteceu, as profecias sempre vem antes de partirmos em missão. Tem algo errado. Quíron não devia ter nos mandado sem antes termos uma noção do nosso destino. A única coisa que sabemos é que a Nevoa já não funciona como antes. E sinceramente, também estou preocupada com os Romanos. Jason e Piper estão no Acampamento Júpiter faz quase três semanas. Se eles entraram em contato com Quíron, eu não sei.
-Mas, por que essa preocupação? Lupa restituiu o cargo de pretor ao Jason, porque ele é capaz de tomar conta de tudo. Piper está com ele, não deve acontecer nada de errado. E Reyna é uma ótima líder. Não se preocupe com isso. Se você quiser, podemos mandar uma M.I. para eles e ver como estão as coisas por lá.
-Será?
-Bom, já está tarde e duvido que eu consiga projetar um arco-íris, então teremos que esperar até amanha.
-Tudo bem. Já que Thomas não está aqui. . .- ela disse sorrindo e me beijando. Foi um beijo bem demorado, até sermos interrompidos por um pigarro.
-Ei vocês que estão se engolindo vivos! Alguém aí quer saber sobre a profecia?
Viramos-nos e demos de cara com uma ruiva maluquinha e muito vermelha por ter nos pegado nessa situação. Annabeth estava parecendo uma pimenta de tão vermelha, e acho que eu não estava muito diferente.
-Ah, oi Rachel!- eu disse.
-Oi pessoas! Bem, já tenho a profecia. Querem ouvir, ou preferem voltar aos amassos?
-Voltar aos amassos. -eu respondi e Annie me deu um belo tapa no ombro.
-Pode falar Rachel. -ela disse séria.
-Pois bem, aí vai:
Um filho do Sol, um do Mar e uma da Sabedoria
Andaram as margens em plena luz do dia
Algo precisará ser encontrado
Dentro de um baú ele está fechado
Para que não descubram quem nós somos
Precisarem encontrar a chave do mundo dos humanos.
-Uau.Quando você recebeu ela?- eu perguntei.
-Foi um sonho. Apareceu pra mim como se fosse um pergaminho. Mas ainda não consegui saber nada sobre Reyna, desculpe.
-O que? Reyna? Como assim Rachel? O que houve com a Reyna?- Annie perguntou se levantando.
-Vocês não sabiam? Achei que Quíron tinha enviado vocês sem a profecia porque iriam para o Acampamento Júpiter.
-Conte logo Rachel. O que houve com a Reyna?
-Bem, eu só sei o que a Piper me contou. Reyna foi ajudar Hylla com algumas coisas na sede das Amazonas, e bom, no caminho, ela lutou contra monstros, e muitos humanos viram. Ela comunicou Jason e ele avisou Quíron. Quando Reyna estava voltando para o Acampamento, ela foi meio que raptada. Não sabemos por quem, nem o que querem com isso. Hylla ficou sabendo disso ontem, e pelo que sei, já colocou todas as Amazonas em busca da irmã.
-Deuses! Percy, eu te falei que havia algo errado. O que vamos fazer agora?
-Eu não sei. Só sei que se Quíron não contou pra vocês, ele deve ter seus motivos, portanto NÃO falem a ele que vocês sabem.
-Claro Rachel, não se preocupe com isso. Obrigado por ter contado. — eu disse isso e ela desfez a conexão. Olhei para Annabeth, ela já estava dentro do quarto. Sentada na cama com uma expressão muito séria e pensativa.
Ela ia começar a falar algo e antes que ela viesse com alguma explicação muito complexa para minha cabeça de alga acompanhar eu disse:
-Resuma, por favor.
-Resumindo: Reyna foi visitar Hylla, e no caminho percebeu que a Névoa não esta tendo o mesmo efeito de sempre. Ela comunicou Quíron, e ele nos mandou nessa missão com tanta urgência que não pudemos esperar pela profecia. Reyna foi raptada. Ninguém sabe de nada, e as Amazonas estão a sua procura. Por isso Piper não voltou para o baile, Percy. Reyna já deveria estar desaparecida, então eles tinham muitas coisas a tratar no outro Acampamento.
-Sim, isso faz sentido. Mas, agora devemos nos preocupar com a nossa profecia, afinal: um filho do Sol, do Mar e uma da Sabedoria. Só nós três poderemos encontrar o que está no baú e recuperar a Névoa.
-Certo. Ou talvez...
-Talvez?
-Nada Percy, eu preciso pensar. Estou com fome. Será que ainda estão servindo o jantar?
-Duvido. Já são oito e meia, e com o estrago que o Thomas fez. Vamos ver.
Descemos pelo elevador, até o restaurante, fomos ao balcão e nos informamos sobre a hora do jantar. Como a luta atrapalhou a hora do jantar, eles suspenderam. Hoje só fariam lanches, e o restaurante estava cheio. Avistamos Thomas, conversando com Jean Pierre, acenamos e fomos para uma lanchonete perto do hotel. Quando voltamos, Thomas estava sozinho sentado no balcão do restaurante. Assoviei para ele e fiz sinal para ele nos acompanhar até o quarto. Pelo jeito, agora a missão iria realmente começar.
Notas finais
Reviews?? *-*
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