Meine Shuld

15 Capítulo 15 - Pesadelo 15 - Aquilo que me Pertence


Palavras são remetentes ao que se passou antes.

(...)

Observando seu rosto acabou por se tornar um passatempo que ela descobriu que realmente estava apreciando, ele estava tão tranquilo dormindo, pelo menos suas feições não demonstravam que ele estava tendo um pesadelo horrível como a última vez, isso era o suficiente pra dar um alívio na alma da mais velha. Era tão bom saber que ele estava dormindo bem, e que ela finalmente estava ali pra ver, sua tentação era de fechar seus olhos e entregar-se ao sono também, fazia anos que ela queria poder fazer isso, deitar com ele e poder apreciar sua companhia, e cá estava ela, deitada agarrada a sua cintura, pegando o corpo dele e colando ao seu, tomando todo o cuidado com o braço dele, e com os curativos, por mais que o braço não estivesse quebrado, ainda tinha uma torção dos músculos e o osso não estava muito firme de qualquer forma, ela apenas tomou sua mão e deixou o braço e o cotovelo dele parado.

Ela havia feito uma busca rápida sobre os remédios, eles eram bem simples, a Nerv tinha alguns, mas havia alguns que eram de caixas de entregas mesmo, ela teria que encontrar alguns carregamentos nas farmácias e comprar os remédios, o preço era salgado, mas o salário atual de uma Piloto, mesmo que em fase de teste, com certeza podia cobrir isso e muito mais, e não era como se ela fosse ter pudor de gastar seu dinheiro, ainda mais com Shinji que precisava realmente.

Asuka provavelmente não voltaria a treinar tão cedo, tendo em vista que ela teria que ficar com Shinji, então Evaline teria que tomar responsabilidade sobre os remédios, ela iria trazê-los, e ainda sim teria que falar com Akagi o motivo de Shinji estar tomando um remédio de hormônios, não tinha ideia do motivo, algum efeito colateral ocorreu em seu corpo? Não sabia, quando ela encontrasse com a mais velha ela perguntaria.

Não adiantaria perguntar pra Shinji, ele provavelmente não tinha ideia do que estava passando pelo seu corpo, e estava muito ocupado, finalmente dormindo em sua própria cama em seu próprio quarto, a cama era baixa, muito baixa, ela teria que ver isso mais tarde, não era como se ela quisesse que ele dormisse rente ao chão, ela tinha suas preocupações internas também, não queria que nada faltasse a ele, se sentia no dever de ajudá-lo.

— Você não tem ideia de como eu estou feliz por estar aqui. — Evaline comentou se desprendendo um pouco de sua mão e levando a mão até as costelas, passando os dedos sobre a camiseta branca leve, ela queria poder examinar a ferida, ou pelo menos a camada de pele escura que estava sobre as ataduras agora, mas preferiu apenas ficar com os dedos corridos, Shinji mesmo com seus toques não esboçava nada de estar acordando, ele realmente estava apagado.

Evaline sentiu seu estômago grunhir, e ela sabia que não importava o quanto ela tentasse segurar isso, se ela tentasse ficar mais tempo com ele deitada, ela não poderia relaxar pela fome, então preferiu aceitar a hospitalidade e com todo o cuidado ela se levantou, ela não estava mais do que dez minutos ao lado dele de qualquer forma, havia muito tempo ainda, ela não cozinharia nada que fosse muito demorado.

Shinji já havia jantado de qualquer forma, mas ela preferiu não arriscar, indo em direção a geladeira, ela encontrou ovos e uma caixa de leite fechada e queijo, bom o suficiente, provavelmente Asuka ainda tinha deixado o que havia comido no forno, ela se encaminhou até o forno, abrindo encontrou uma panela média fechada, contendo cubos de lasanhas e arroz, Shinji deve ter tido isso pro jantar também. Ela não teve que demorar muito pra fazer uma omelete, e não estava nem um pouco afim de fazer um suco pra ela, leite seria o suficiente.

Ela apenas esquentou o que sobrou e juntou em uma omelete, abrindo os armários procurou pelos pratos fundos, e encontrou logo acima em um dos balcões que ficavam acima da pia. Ela tencionou se deveria comer no sofá ou na mesa, não era como se ela fosse conseguir cortar no sofá de qualquer forma. Ela puxou uma cadeira, se arrumou e tratou de comer. Lembrando de quê agora ela não tinha cozinhado nada realmente, não que ela se importasse, ela ainda tinha uma hora e cinquenta minutos pra aproveitar os bons momentos. Ela comeu com velocidade, se engasgando duas vezes no caminho disso.

Terminando de jantar ela colocou seu prato e copo na pia, levando a caixa agora aberta para a geladeira novamente e fechando o lacre, ela voltou-se para a pia e lavou o prato e guardou nos balcões novamente, desta vez ela iria realmente descansar, não era como se ela fosse conseguir dormir mesmo, não teria ouvidos pras reclamações de Asuka logo que acordasse, e com certeza Shinji não iria querer ver nenhuma das duas se tratando dessa forma.

Shinji sempre foi contra violência, era um menino de coração bom, e com certeza tinha problemas em se defender, mas agora que ela estava aqui, não teria mais esse problema, ela foi treinada pra isso. Ela terminou de fazer tudo o que tinha que fazer e foi em direção ao quarto dele.

Para a sua surpresa, ele havia acordado. E lhe encarou com visível surpresa na porta, ele ainda estava totalmente fora de si, mas conseguiu a reconhecer de qualquer forma, seus planos de se deitar furtivamente foram por água baixo, pelo menos ela conseguiu fazer isso por alguns minutos ao menos, ele com certeza ainda estava sob efeito dos remédios, ele apenas balançava a cabeça pros lados, tentando entender aonde estava.

— Shinji, você está em casa, no seu quarto, estava dormindo não faz muito tempo. — explicou Evaline para Shinji, ele pareceu de se mover tanto quando ouviu isso, pelo menos escutar ele parecia escutar, talvez não tivesse sido uma boa ideia de Akagi dar três pílulas ao invés de uma. — Está com fome? — ela perguntou pra ele, mesmo que ela tivesse feito o suficiente pra ela, ainda tinha deixado sobras, e ela poderia procurar algo nos armários, não era como se ela fosse uma cozinheira da mais alta classe, mas ela não gostava de passar fome.

Shinji estava olhando pra ela, não esperava acordar e ver Evaline em sua porta de todas as pessoas.

— Eu estou com fome... Por que está aqui? — Shinji não parecia estar tendo muito senso agora, ele parecia estar no automático.

— Vou fazer algo pra você comer, e eu estou aqui porque Asuka teve que sair, e me pediu pra cuidar de você... — ela explicou indo em direção a ele, Shinji parecia grogue ainda. — Eu vou te ajudar a ficar sentado, tudo bem?

Shinji apenas assentiu, Evaline se aproximou dele, pegou suas costas com a palma da mão e puxou o pelo braço, sustentando seu dorso com seus braços e o colocando sentado, colocando suavemente o braço abaixo de suas axilas, e colocando ele mais perto da cabeceira, isso fez com que os cabelos soltos de Evaline fosse muito perto do rosto de Shinji, que talvez não tenha se tocado que pensou muito alto.

— Você tem um cheiro muito doce... — Shinji comentou com os olhos fechados, era apenas o Shampoo que ela usava de qualquer forma. — É muito bom... Acho que eu poderia ficar com isso pra sempre... — Shinji ainda mantinha os olhos fechados, pareceu nem ter percebido o que havia falado.

Evaline no entanto, empacou no mesmo instante, não sabia se Shinji havia dito isso intencionalmente, ou se simplesmente estava alterado, mas então se lembrou que Shinji nunca elogiaria uma pessoa se ele não pensasse isso verdadeiramente.

— Muito obrigada. — disse ela se desprendendo dele. — Já volto, tente não adormecer, é apenas alguns minutos, certo?

Shinji apenas assentiu, Evaline saiu a passos rápidos do quarto dele e foi em direção a cozinha, ela conseguiu encontrar tempero verde nos armários e havia um saco de arroz aberto nos armários, haviam muitos pacotes de arroz na realidade... Japoneses e seu gostos, ignorou e despejou em uma panela menor sobre o fogão, ligando o fogo em baixo ela preparou a água fervida que Asuka havia deixado e derramou sobre o arroz, ela tinha certeza que se fosse o alemão teria queimado agora, mas este era diferente, agradeceu por isso.

Ela havia deixado pelo menos mais quatro cubos de lasanha, que ela tratou de amassar com os talhares pra esparramar, ela abriu os armários procurando por alguma outra coisa que ela pudesse encontrar pra usar de qualquer forma, pegou a colher e mexeu no arroz novamente, ela encontrou pequenos pacotes de sucos, se não se enganava Shinji gostava de sucos de uva, e laranja, principalmente uva. Ela pegou uma jarra e encheu de água e derramou o conteúdo do pacote.

Não que ela fosse muito com a cara de fazer isso, mas Shinji gostava, e era ele que iria consumir, então porque não fazer, não é?

— Ele não pareceu muito irritado com a minha presença, embora. — isso a fez um pouco feliz, mesmo que talvez as suas reações estivessem muito atrasadas, ainda seriam as reações dele, mesmo que ele fosse dezenas de vezes mais tímido do que isso. — Acho que isso é um bom sinal...

Ela abriu a geladeira novamente, haviam vários pequenos potes brancos sobre a geladeira, ela foi abrindo de um a um pra descobrir o que era, a grande maioria era salada, tinha tomate, Shinji não gostava disso embora, ele sempre preferiu alface. Ela pegou uma porção e deixou por perto. O arroz já havia acabado, novamente ela foi no armário e pegou um prato fundo e pegou os talhares, servindo o arroz sobre todo o fundo e colocando os cubos esparramados de lasanha logo acima, pegando o alface e colocando um pouco afastado da lasanha, ela serviu o suco em um copo grande e troteou até o quarto dele. Ela teria que alimentá-lo com certeza, ele mal conseguiu se colocar sentado.

Quando entrou, Shinji estava com os olhos piscando, mas logo que sentiu o cheiro ele logo se colocou em alerta, estava com fome realmente.

— Segundo jantar do dia, espero que seja do seu agrado. — disse Evaline, se sentando na cama ao lado dele, e colocando o prato quente sobre a palma, isso não pareceu afetá-la minimamente. Shinji observou o que ela havia feito, os pensamentos vieram mais rápido do que ele previu e a sua boca se manteve falante.

— Você é muito gentil... — ele disse repentino. — Obrigado pela comida. — ele fez um oração rápida com os olhos fechados e abriu a boca.

Evaline sorriu levemente com isso, Shinji parecia mais honesto quando ele estava desse jeito, se fosse ele normalmente, ele pensaria mais vezes antes de falar, mas a gentileza continuava a mesma coisa. Shinji apenas comeu em silêncio agora, tratando de olhar pra Evaline e pra colher estendida, ela parecia não se importar em ajudá-lo a comer... Ele teve medo que Asuka pensasse que isso fosse um incômodo, mas Evaline realmente mostrava nas feições dela que ela apreciava isso, ela esboçava um sorriso no rosto, mesmo que ela fosse do tipo séria, era... Diferente vê-la desse jeito, ela parecia estar gostando do que estava fazendo.

Shinji ficou nisso no automático, pensando no que ela lhe disse quando se conheceram, havia um motivo muito forte pra ele ter se esquecido do que aconteceu na infância, um motivo forte o suficiente pra ele ter esquecido essa bondade dela, ela lhe prometeu dizer um dia, ele ansiava por isso.

— Quando nós nos conhecemos, aquilo o que você disse... Era verdade? — perguntou ele repentino entre mordidas, Evaline estranhou por um momento, mas então se lembrou: Shinji sempre tinha que reforçar suas próprias conclusões, ele simplesmente não aceitava palavras boas tão facilmente.

— Não sei de qual parte você está falando Shinji. — ela estendeu o copo de suco pra ele. — Mas eu não tenho motivos pra mentir pra você, cada palavra do que eu lhe disse, é a mais pura verdade, palavra por palavra.

Shinji ficou um segundo parado, refletindo, Evaline disse muito claramente que queriam que eles fossem amigos como eram antigamente, e que ela lhe contaria o motivo pra por não se lembrar dela, ele queria saber sobre isso.

— Como nós éramos, quando crianças? — perguntou para ela.

— Com licença? — ela recitou, não entendo o que ele queria dizer com isso.

— Digo... Como nós dois éramos, quando éramos amigos? Eu não sei nada do que nós fazíamos.

Evaline pareceu pensar numa resposta apropriada.

— Éramos bem próximos... Não, eu quero dizer, eu me fiz próxima de você... — ela começou. — Quando eu te conheci, você não tinha sido largado com aqueles lixos de seres humanos não fazia nem um mês, quando eu encontrei você na porta da sua casa, eu me senti... Solidária com você.

— Você? Sentiu pena de mim? — Shinji não sabia se devia se sentir grato ou irritado, mas procurou entender e começou a instigá-la. — Será que eu posso.... Perguntar como foi isso?

— Não existe muito pra saber na realidade. — ela mentiu. — Eu beijei você algumas vezes, dormir com você algumas vezes, e chorei com você algumas vezes, te levei ao parque, te levei a teatros, te ensinei a andar de bicicleta... Tentei te ensinar a nadar.

Shinji tinha os olhos arregalados nesse ponto. Evaline notou isso, ela sorriu de leve, ela já até podia imaginar o que ele estava pensando, e o que ele iria falar.

— Eu... Beijei você? — Shinji perguntava realmente surpreso, ele nunca imaginou... Que ele teria esse tipo de contato com uma pessoa tão bonita. — Não consigo imaginar isso acontecendo...

— E por que não? — perguntou Evaline, mesmo já sabendo a resposta pra isso, falta confiança pra ele. — É por que você me acha bonita? Shinji, beleza não é tão importante quanto você acha que é para alguém, éramos crianças, e você era a pessoa mais próxima que eu tinha... Tirando minha família.

— Ainda sim, eu acho difícil de acreditar. — ele continuou nisso, parecendo agora meio cabisbaixo. — Eu nunca tive esse tipo de contato, de maneiras boas... Você era.. Gentil?

Nunca em sua vida atual Evaline poderia ter entendido o que ele queria dizer com a palavra gentil, ela jamais soube o que havia acontecido entre ele e Asuka, ela nunca soube o que ela havia feito, o que ela havia o feito sentir e o que havia deixado de sequelas em sua mente. Ela não entendeu, mas ela tentaria responder.

— Eu acho que era gentil, bom, talvez não tanto como deveria ser, éramos crianças na época, mas eu penso que foi muito honesto, de ambas as partes, veja bem, quando eu te beijei você saiu chorando de mim, e eu tive que ir atrás, apenas pra descobrir que você queria mais um...

Shinji tinha uma coloração mais forte no seu rosto, fugindo de uma mulher, era tão comum pra ele.

— Não se sinta mal Shinji, eu achei bonitinho. — Evaline disse honestamente. — E é claro que isso virou uma rotina entre nós, as escondidas é claro.

— Nós fazíamos isso seguidamente? — perguntou ele, repentinamente mais interessado. — E o que você quis dizer com o resto?

— Teve vezes que meus pais teriam que ir a trabalho para alguém importante, e não teriam outro lugar para me deixar a não ser na casa de seus tios, e como eles não dispunham de tantos quartos, me colocaram no seu quarto, me deixaram na sua cama, e te fizeram uma cama improvisada no chão.

— Ah... Então era isso que você queria dizer por dormir juntos. — exclamou ele.

Evaline sorriu com a desilusão que ele estava agora, ela iria quebrar isso. — Eu não terminei ainda. — ela lhe sorriu mais amável. — Eu me esgueirei dentro das suas cobertas e abracei você por trás, você acordou muito assustado, mas me abraçou de volta, e dormimos, pra no outro dia, quando aqueles velhos acordassem e nos vissem, apenas abririam a boca pra dizer que você era culpado por algo que não era...

— É... Eu me lembro de algumas coisas desse tempo. — disse ele amargamente. — Continue, por favor...

— De tempos em tempos, havia eventos em um parque que havia perto de onde você morava, e como eu era muito mimada demais pra uma criança, eu sempre conseguia o que eu queria e consequentemente, o que eu queria era você junto comigo, meu pai nos levava nesse evento quase toda vez, ou quando ele realmente tinha mais do que duas horas livres, era divertido, você ficava assustado e impressionado, eu já tinha visto algo daquele tipo várias vezes, pessoas fazendo números, danças, mostrando algo inédito... Mas pra você parecia algo novo, eu gostava era mais de ver suas reações, do que de olhar o próprio show, admito.

— Eu não me lembro de ter andado de bicicleta com você... Ou muito menos de ter aprendido com alguém. — ele comentou, não se lembrava realmente, mas estava ficando cada vez mais interessado no que ela tinha a dizer.

— Foi bem chato, na verdade. — ela logo se recitou. — Não estou dizendo que foi chato ensinar você a andar, estou dizendo que foi um porre enorme conseguir permissão dos seus tutores pra te deixarem andar no jardim... Demorou, mas no final eu consegui.

— Como você conseguiu? Do que eu me lembro, eu nunca consegui nada deles.

Ela pegou sua mão e o tirou de seus pensamentos. — Quem poderia resistir a uma criança loira adorável como eu? — o humor em suas falas indicava que estava brincando com ele, isso parecia novo pra ela, não imaginava Evaline tentando ser engraçada, mas admitiu que isso foi bom de se ouvir. — Conversei com meus pais sobre isso, e eles conversaram com seus tios de merda, então tudo se resolveu, e em uma semana você já estava andando sem cair, quer dizer, quase sem cair.

Eu não devo ter um equilíbrio muito bom, não é? — ele sabia disso, provavelmente em uma moto seria ainda pior.

— Você tinha suas dificuldades, e cada vez que você tomava pro lado, Himura levantava você novamente, e eu te dizia o que você tinha errado, e te mostrava como fazer. — ela lhe respondeu, desprendendo sua mão agora. — Eram tempos maravilhosos Shinji, acredite, eu não tenho coragem de mentir pra você, eu daria qualquer coisa pra ter aquilo novamente.

Shinji não consegui encontrar um traço de mentira ou de falsidade nela, os olhos que o encaravam, diziam que era tudo a mais pura verdade que saia dela.

— Eu queria poder me lembrar disso também, deve ter sido uma época boa da minha vida, e eu esqueci disso... — ele se lamentou e se reencontrou na cama novamente. — Mesmo assim, foi divertido saber o que acontecia naquele tempo, obrigado por ser minha amiga.

— Eu faço com prazer Shinji. — ela lhe respondeu. — Não precisa me agradecer por isso, eu me divertia bastante naquela época também, tinha muitas vantagens ser sua amiga.

— Quais eram?

Ela se aproximou dele, instintivamente Shinji um alerta ecoar em sua cabeça, com visível medo. Evaline não fez nada, apenas o encarou olho a olho.

— Você é uma vantagem de se ter por si só Shinji, eu aprecio sempre a sua companhia, você é uma pessoa amável, e é definitivamente alguém que eu quero bem quisto pra mim. — ela lhe respondeu, tomando distância novamente, Shinji pareceu feliz em ouvir isso dela.

— Obrigado por ser assim... Eu gosto disso.

— Se você gosta da maneira como eu te trato, ficarei mais do que feliz em continuar com isso Shinji. — ela lhe sorriu. — Bom, eu ficarei mais uma hora com você, o que você quer fazer até lá? — Shinji claramente havia perdido o sono.

— Eu quero... Não sei realmente, eu estava gostando de continuar ouvindo o que fazíamos antigamente, será que não pode continuar?

Evaline assentiu com isso, era bom o suficiente. Era uma sensação boa, de estar retomando o que lhe foi tirado, de pouco em pouco.