Meine Liebe Erzhlt Die Sieben Weisen.
1 Capítulo Único.
Notas iniciais
E AusHun é um pairing lindo e dramático. -q
Espero que gostem..... enfim, bom ano novo adiantado! :3
Hetalia e seus incríveis personagens não me pertencem. E sim, ao Himapapa.
Buut, essa oneshot me pertenci sim, ou seja, foi tirada da minha cabeça. -q
Um último suspiro, uma última doce palavra. Ouço o som da sua doce voz, a cantar pelos bosques cobertos por uma fina camada de neve. Mas há algo de errado. A melodia que ouço dessa vez, porém, não carrega aquele ar alegre que antes tinha, preenchendo meu coração com o carinho. Por agora, a melodia que ouço, faz-me querer derramar lágrimas. Lágrimas contidas na mera lembrança de sua ida.
“Liza, você consegue me ouvir? Estou tocando, somente para você.”
Caminho desnorteado e sem um pingo de concentração. Derramo o chá da tarde, no tapete que cobre toda a sala de estar. Cometo erros banais em uma das minhas mais simples melodias, estas agora, sozinhas, sem seu adorável canto. Toco piano como se respirasse, já que me tiraram a razão com a qual sorria. Devo admitir, Eliza. Quando nos casamos, naqueles dias, que pareceram tão distantes, achava-a irritante, infantil e de difícil convívio. Sim, eu nunca quisera casar com você naquela época. A união opressora que nossos chefes ordenaram, me fez sentir um leve vazio no peito. Mas uma coisa eu pude perceber, depois de tantos anos ao seu lado. Seu amor alcançou-me, como uma lâmina sendo prensada em meu peito.
E quanto mais eu a conhecia, mais eu podia compreender o seu brilho e beleza. Como um doce lírio ao desabrochar, no alto de uma montanha. Tão hostil, e tão perfumado ao mesmo tempo, o qual conquistou-me por completo. Passei a escrever melodias, felizes e melancólicas, ao pensar em você. Sentia dor, ao vê-la ao lado do albino, tratando-o de forma tão igual. Um sentimento estranho e ardente cresceu silenciosamente em meu peito, obrigando-me a ser rude com o prussiano. E assim eu entendia, experimentava a Inveja pela primeira vez em minha existência.
Nas raras noites quentes de verão, ao vê-la utilizar vestimentas tão simples e despidas, sentia uma terrível vontade de tocar-te. Sentir sua pele macia, quente e aconchegante, em minhas próprias mãos. Respirar seu perfume inebriante, senti-la perto de mim. Pela primeira vez, experimentava aquilo que chamam de Luxúria.
Quando saíamos para um passeio, nos extensos campos perto de nossa residência, e deitávamos na sombra da única árvore da pequena colina. Nunca dei importância, nem muita atenção ao narcótico cafuné, que fazia naquelas tardes agradáveis e ensolaradas. De seus dedos, acariciando de leve os meus cabelos, desarrumando a ordem dos fios. Você, Eliza, fez-me sentir pela primeira vez a chamada Preguiça.
E apesar de ser um exímio cozinheiro, aqueles Bavarois de Chocolate que fazia, quando tinha tempo, eram simplesmente divinos. Nunca mais encontrei algo do gênero, em lugar algum. Toda vez que provo de algum doce feito de chocolate, o gosto do seu Bavarois automaticamente preenche minha mente, e faz-me lembrar de seu sorriso, ao trazer uma fornada quentinha deles, somente para mim. E foi assim, Eliza, que eu degustei da Gula.
E nossa convivência infelizmente, não pôde durar para sempre, esta arruinada por um sentimento ruim e ignóbil que consumiu o meu ser, na época que datava a Primeira Guerra Mundial. Iludido pelo brilho do acordo que fizera com Ludwig, coloquei-nos em uma grande enrascada. A fiz se machucar, quando, em uma tentativa falha de me proteger. Desculpe-me por desenvolver tal sentimento tão humano e desprezível, minha amada Eliza. A Ganância foi a minha ruína.
E quando perdemos a Guerra, a qual Ludwig tivera afirmado ganhar, o tratado imposto à nós, perdedores, fora o mais cruel que pude esperar, daquele que mais orgulha-se do amor. Lembra-se, meu amor? O Tratado de Versailles. Aquele o qual obrigaram-nos a cancelar o casamento arranjado, que no princípio me chateava. Eu tentei lutar por ele. Discuti como nunca havia feito antes, para que ele pudesse ser poupado. Que você não fosse afastada de mim, que eu não deixaste sozinha, não naquele momento. E o mundo provou da minha Ira, a qual fora abafada, pelo medo do alemão, que sentia se aquilo fizesse o tratado ser ainda mais rigoroso.
E os anos passaram-se, e eu sentia-me cada vez mais solitário, como nunca imaginara sentir-me. Seus passos alegres, a dançar pela casa não eram mais ouvidos. O som de sua cantoria, ao acompanhar-me em meu piano, nunca mais fora mencionado. Sua imagem vem-me assombrando e de certo modo, encantando-me. O seu perfume não está mais impregnado no travesseiro, que jaz ao lado do meu. Sua silhueta não é mais vista colocando as roupas no varal, nos dias ensolarados. A sua risada não ecoa mais pela casa, alegrando o recinto. E por quê? Porque fui orgulhoso demais para correr atrás de você. E não há um dia sequer, que eu não me arrependa de ter-me livrado deste Orgulho.
Sem mencionar no meu segredo mais precioso. Aquele que apenas o vento abafou aquelas três simples palavras. Aquele nosso último beijo, que fora mantido em segredo pelas paredes desta velha casa. E as pequenas palavras, que proferi à você, em um simples sussurro carregado pela brisa suave.
“Ich liebe dich.”
E é através desta carta, Eliza, que quero renascer o momento mais infeliz e incrível da minha vida. Ainda guardo-a com carinho em meu coração, trancado à sete chaves. Desculpe por demorar tantos anos, sem sequer tê-la procurado. Ou abraçado-a, beijado-a seguidas vezes. E dito que te amava todos os dias, quando acordássemos de manhã, juntos. E agora, através deste pequeno e simples testamento, vou conceder à você o meu bem mais importante, porém abstrato.
Cuide de meu coração, Elizaveta. E viva cada momento que lhe resta.
Porque a vida é uma dádiva.
Notas finais
A única frase que está em alemão no texto significa "Eu te amo".
E a ideia dos 7 pecados me surgiu ao rever FMA :D /apanha
E foi isso~ Uma oneshot dramática cheia de pecados do nosso lindo e querido austríaco!
(a Hungary deve estar chorando à essa hora, lol.)
Kissus, suas fãs de AusHun (ou não. q)
Baibai! >u
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