Meine Liebe.
1 Capítulo 1
Chowashu nasceu no reino Wasser durante a primavera. As crianças desse reino que nasciam na primavera poderiam desenvolver "mutações" por causa do superaquecimento nas correntes marítimas o que faz com que eles sejam forçados a ir ao Abissal. No caso dela, apareceram orelha e cauda parecidas com a de gatos, ela podia enxergar, ouvir, correr e pular melhor do que qualquer um "normal". Naquele reino todos eram feitos de água e tinham uma rivalidade muito grande como reino Shirma, um reino vulcânico onde todos tinham magma correndo pelo corpo. Desde pequenas todas as crianças aprendiam a nunca falar com eles , diziam que o magma poderia apagar na água,mas a água também poderia evaporar até sumir.
E assim ela cresceu.
Completado seus 16 anos ela conseguiu permissão para poder sair do reino submarino, poderia ficar quanto tempo quisesse na terra, mas todos ninguém gostava de ficar lá tanto tempo, pois tinham medo. Mas Choko não, ela queria ver como era tudo "lá em cima". Saiu e foi até uma praia e de lá começou a andar por todos os lugares. Achava tudo bonito e encantador, era como um paraíso... estava andando tão distraída que sem querer bateu em alguém.
–Me desculpe!- falou.
–Sinto muito! Eu estava distraído...
Ela olhou em quem foi que ela bateu, levou um susto e recuou. Um garoto com o corpo envolto em chamas e magma estava parado à sua frente. Ele também pareceu ficar assustado e sem saber o que fazer, pois recuou para trás. Os dois ficaram parados se olhando, alertas e sem piscar, nenhum deles tinha a mínima ideia do que fazer. Até que eles baixaram a guarda.
–O que está fazendo? -perguntaram juntos.
–Estou fazendo o que falaram caso eu visse alguém como você! -responderam juntos.
Eles ficaram um instante parados e começaram a rir.
–Espera, quer dizer que você me acha perigoso?-ele falou ainda rindo.
–É, e você me acha perigosa?-ela também ria.
–Eu nunca machucaria ninguém. -Os dois falaram ao mesmo tempo e quando perceberam, começaram a rir mais ainda.
–Sempre me disseram que as pessoas como vocês eram perigosas. Espera ai.
O garoto fechou os olhos e tocou no braço dela.
Ela recuou o braço assustada
-O que está fazendo?
-Nã... não queima que nem me falaram...achei que se eu te encostasse arderia...
–E eu achei que eu poderia evaporar, mas foi como se eu estivesse tocando alguém do meu reino...
–Então tudo que nos disseram era...mentira?
Ele se sentou.
-A proposito meu nome é Marshall Lee.
–Meu nome é Chokawashu, mas você pode me chamar de Choko.- ela também se sentou.
–Que dia louco!
–Há, nem me fale!
–Você até que é legal! A gente pode combinar de se encontrar aqui às vezes. Qualquer coisa você pode me chamar com isso. -Ele tirou uma rocha de uns 10 centímetros do braço.- Eu sou feito de magma então meu corpo produz rochas magmáticas, se eu as tirar do meu corpo eu continuo sentindo, então caso precise aperte-a e eu vou sentir no meu braço.
Ela pegou a pedra e assentiu.
Eles se encontravam de vez em quando e conversavam. Uma vez eles se encontraram de noite, ficaram deitados na grama olhando para as estrelas, conversando e rindo. Estavam tão distraídos que nem perceberam que tinha alguém os observando aquele dia. Até que eles ouviram uma voz:
–Ali, há! Eu sabia que ela estava aprontando alguma coisa.
Os dois se levantaram rapidamente. Algumas pessoas do reino Wasser,inclusive o pai de Choko, estavam lá.
–Papai?! O que...
-Rápido não percam tempo.-Alguém do meio das pessoas falou e nisso todos correram, pegaram Choko e começaram a ameaçar Marshall com várias coisas, como pedras e umas ferramentasde fazenda que Choko não fazia ideia de onde eles tiraram aquilo.
–Criatura nojenta, o que pensa que está fazendo?
–Não espera!- Ela ia correr para ajudar Marshall, mas seu pai a segurou.- Pai!- Ela reclamou mas ele estava com um rosto muito sério fazendo-a ficar quieta.
-Como ousa ficar junto do inimigo? É quase tão nojenta quanto ele. Rápido! Ataquem-o.
–Não! Marshall corra...- ela gritou e começou a chorar em silencio.
– Eu não posso te deixar sozinha ai com...- Uma pedra acertou-o bem na cabeça.
–Vai logo! Rápido!
Ele saiu correndo, mas não conseguiu continuar muito porque acertaram-o com uma pá nas costas e ele caiu num barranco perto da floresta.
Eles começaram a rir com gosto, enquanto Choko só chorava.
–Vamos para casa e você vai ficar trancada no seu quarto e não vai sair de lá nunca mais!
Ela foi trancada em seu quarto, mas ela queria sair... precisava sair Marshall tinha sido machucado na cabeça. Mas seu pai havia trancado tudo até janelas e a tubulação. Sua mãe não queria deixa-la presa mas quem mandava na casa era seu pai. Ela começou a pensar em várias coisas ao mesmo tempo...estava confusa, triste, brava e não sabia o que fazer. Se ao menos ela pudesse virar um gato...do que valia a mutação que ela sofreu ao nascer se não poderia usar à seu favor?"Mutação idiota não me ajuda em nada!" pensou como se as células mutantes de seu corpo pudesse ouvir. Ela encostou a cabeça na grade e começou a chorar de novo, então escorregou, caiu para frente dando cambalhotas e quando abriu os olhos...estava do lado de fora!
Tudo foi tão rápido que a principio ela se assustou e não entendeu, simplesmente olhou pra cima e sua casa estava enorme. Olhou para si mesma, estava pequena e com pelos d'água pelo corpo inteiro, conseguia sentir e ouvir tudo ao seu redor, até mesmo as brisas mais calmas. Tinha virado uma gata, não sabia como e nem queria saber, começou a "correr" no mesmo instante que percebeu que estava livre.
Chegando na praia ela correu para a floresta, perto da onde viu Marshall cair, já estava escuro e ela não o encontrava e a preocupação não ajudava, passado alguns minutos ela ouviu um barulho vindo de um arbusto, correu até lá e viu um vulto tentando levantar. Ela o reconheceu e,então, o chamou, correu e abraçou-o, ou pelo menos tentou. "Marshall? Eu fiquei tão preocupada com você. Me desculpa, é tudo minha culpa. Ai, sua cabeça... ta doendo muito?"
Ele tomou folego e falou:
–Choko? Você é uma gata!Quer dizer, literalmente! E sua voz está ecoando na minha cabeça, isso é muuuito estranho! Está doendo, mas não precisa se preocupar.
Ela voltou ao normal e começou a chorar e ele a abraçou.
–E nem chorar, viu?
–Eu vou levar você para sua casa, lá você vai poder cuidar desse machucado na sua cabeça.
–Ficou louca? Eles vão tentar te matar!
–Não importa, quase te mataram por minha culpa então vou correr o risco. Além do mais não tenho pra onde ir, pra casa eu não volto.
–Então tá. Pelos menos coloca isso aqui.- Ele tirou o casaco e deu para ela.- Coloca o capuz, está escuro e vai ter poucas pessoas perto da minha casa, caso alguém te veja talvez não note que você é feita de água.
Ela pegou o casaco e colocou.
–Vou te ajudar a andar, você só precisa me dizer qual é o caminho até sua casa.
–A gente só precisa atravessar a floresta e chegar ao vulcão. Sou feito da mesma lava do vulcão se eu não te machuco a lava do vulcão também não vai te machucar. Eles andaram até de madrugada e finalmente chegaram no vulcão.
–Ali tem uma caverna é só entrar e a gente vai chegar na vila, como ainda é de madrugada acho que não vai ter muita gente acordada. Então vamos indo.
Ele a guiou até sua casa, lá dentro ele acendeu as luzes,guardou o casaco que tinha emprestado à Choko e pegou um kit de primeiro socorros. Choko o ajudou a limpar os ferimentos e enfaixar a perna e a cabeça.
–Obrigado.
–Não foi nada.
–Agora só tem uma coisa que eu preciso fazer.
Ele foi até um quarto e entrou. Começou a chamar por sua mãe.
–Maaarshall o que foi? Já ta na hora de levantar? O que aconteceu com a sua cabeça? Faz um sanduíche de pasta de amendoim pra mim?- sua mãe disparava com uma voz doce e meio desleixada.
–Hum...Quero te apresentar alguém. Não. Nada de mais. E não temos pasta de amendoim.
–Ta, mas quem a essa hora?
–Essa aqui é minha amiga Choko.
A mãe dele ainda meio sonolenta e preguiçosa sentou, estendeu a mão para cumprimenta-lá e então se tocou de que ela era feita de água e recuou a mão.
–Ãh, ela é do reino Wasser?- Ela perguntou com a mesma voz doce e desleixada. Marshall só concordou com a cabeça. E então a mãe dele pulou em Choko abraçando-a e depois olhou para si mesma.-Há! Eu sabia que o governo estava errado. Aquele bando de velhos, eles não sabem de nada...Querida você parece estar com fome, o que você come? hum...você está com sede? Mas...se eu te der água pra tomar isso seria canibalismo? Eu já volto!
Choko olhou para Marshall e levantou uma sobrancelha como quem perguntasse "O que foi isso?".
–Não liga, ela é ingenua mesmo. Parece até que falta um parafuso na cabeça dela.
–É, parece.-ela falou segurando o riso.
–Voltei! Marshall aqui tem um milkshake de chokato para você. E você querida, eu trouxe um lanche e um chá, não sei se você precisa beber alguma coisa, mas caso precise está ai!
–A gente bebe para não desidratar, já teve caso de pessoas de lá que ficaram na terra sem beber água durante algumas horas, primeiro eles iam ficando mais magros a cada hora que passava e depois de umas 5 horas morriam, ou sumiam a gente não sabe ao certo. -ela comentou.
A mãe dele ouvia com dois dedos sobre o queixo e assentindo como se ela fosse uma especialista e estivesse realmente interessada no assunto.
–Então é melhor você beber tudo já que aqui o calor é maior.
Depois que eles comeram e beberam, Marshall se levantou.
-É melhor a gente ir procurar uma casa para você, daqui a pouco vai amanhecer e sair daqui vai ser mais difícil. As pessoas poderiam te ver e te matariam sem pensar.
–É. -ela concordou pensando que seria horrível acontecer tudo o que aconteceu antes. Marshall se despediu da sua mãe e os dois saíram bem rápido do reino Shirma.
–Espera estou ouvindo um barulho. — Choko disse e os dois pararam e começaram a ouvir.
–Não acredito que ela fugiu, da próxima vez que a ver vou mata-la não importa se for minha filha ou não. Alguém que desonra a família desse jeito não merece viver. Umas 50 pessoas do reino Wasser estava fora da água procurando por Choko.
–Rápido vamos para dentro da floresta. -Marshall sussurrou e em seguida apontou para a floresta densa e fechada. Não se preocupe, tem uma pessoa lá que pode nos ajudar, mas eu também vou precisar dos seus olhos, se for como a dos gatos você pode enxergar no escuro. Procure X's pelas árvores e siga a trilha.
Havia gente indo na direção deles, Marshall a agarrou pelo braço e correram para dentro da floresta. Lá era muito mais escuro do que aparentava, mas ela conseguia achar os X's e estava curiosa para saber quem poderia estar na floresta que os ajudaria. Após algumas horas eles chegaram à uma Clareira na floresta,lá havia uma casa pequena como um chalé de acampamento.
–Fläwery! Abra a porta por favor! -Marshall pedia enquanto batia na porta.
–Fläwery? -Choko olhou para Marshall.
–É ela é minha...
Uma voz desconhecida, calma e meiga cortou a de Marshall
–Não precisa gritar tão alto Marshall eu posso ouvir.
Choko se virou e viu uma garota de cabelos longos, linda e pequena,devia ter 1 metro e 60 de altura e ser um ou dois anos mais nova tinha o corpo envolto em chamas e magma como o de Marshall, usava uma saia vermelha, uma blusa branca, um laço no cabelo e suas mãos e pés estavam enrolados em ataduras, ela devia ser "mutante" também pois no topo da cabeça saiam orelhas arredondadas como as de chinchilas e por debaixo da saia vermelha saía um rabo que igual ao corpo estava envolto em chamas.
–Maninha...
–Hunf, eu achei que você nunca iria aparecer pra me visitar.- Deu um abraço em Marshall e se virou para Choko.- E você é...?
–Chokowashu. -respondeu Choko.
Ela se virou para Marshall, inclinou a cabeça como um cachorro confuso e perguntou:
–Sua namorada?
Nisso Choko corou e Marshall se embolou um pouco mais disse:
–Hã...
–Ah...ia ser super legal se você namorassem e imagina como ia ser se tivessem um filho.-Fläwery falou fazendo Choko corar ainda mais se é queera possível.- Enfim Chokowashu, eu sou Fläwery, irmã mais nova de Marshall e se estiver se perguntando, minhas mãos e pés estão amarrados pois eu não consigo controlar minhas chamas direito e as vezes ela gostam de botar fogo na floresta.-Ela abriu a porta.- Venham entre.
E com isso ela seguiu para dentro acompanhada de Choko e Marshall. Ela pegou alguma frutas e colocou em uma tigela de argila, se sentou em uma cadeira, pegou uma maça e a comeu.
–Ah quanto tempo você está aqui?-Choko perguntou
–Eu sai de casa faz tempo, não gostava do reino Shirma ficar impondo regras e difamando o reino Wasser, os mortais e as pessoas "especiais".-explicou Fläwery.
–Especiais?- ela perguntou.
–É sabe, tipo você e a Fläwery.-Marshall respondeu.- Ela nasceu durante o inverno que é quando o vulcão para de produzir lava, a temperatura cai muito e as crianças recém-nascidas sofrem mutações e a Flawery-
–Querido irmão, acho que eu posso contar essa parte né? -ela interrompeu.- A Fläwery aqui nasceu no inverno e virou pessoa-chinchila. E você...
–Nasci na primavera que é quando as correntes ficam fortes e somos forçados a ir à zona abissal.-ela continuou
–Uhum. Até que virar meio animal não é tçao ruim, comparado com outras mutações. Já vi casos de pessoas com 5 braços e 3 olhos.- Fläwery comentou e logo depois veio um silêncio imenso até que ela continuou.-Porque mesmo vocês estavam me procurando?
–Estávamos sendo perseguidos pelas pessoas do reino Wasser, eles querem nos matar...-respondeu Marshall.
–Hum, e ai você achou uma boa ideia dar uma passadinha aqui? -ela disse num tom irônico.
–É...bom... senão seriamos mortos...
–Entendo.-Ela se levantou e foi até a janela ficou um tempo parada como se estivesse ouvindo um canto de um pássaro e voltou a falar. -Eles estão na floresta, mas acho que seja difícil eles encontrarem esse lugar porque-
–Como você sabe?
–O que?
–Que eles estão na floresta?
–Posso ouvi-los, minha audição sempre foi boa principalmente porque eu fico longe do vulcão então não tenho que ouvir as explosões que vem dele e nem a barulheira que vem do mar, não só por causa das ondas mas também por causa dos animais. Principalmente os golfinhos que guincham o dia inteiro.
Choko abriu a boca para defender os golfinhos mas, um barulho como um rugido veio de fora. Fläwery abriu a porta e um leãozinho entrou pela porta. Devia ter uns 25 centímetros quando estava com as quatro patas no chão e dobrava de tamanho caso ficasse,ou pelo menos tentasse ficar, sobre duas patas, aparentava ser um leão normal mas sua cauda era igual a de um escorpião.
–Löwe, wir haben Gäste! -Fläwery falou para ele.
O leãozinho deu um rugido manso, se virou para os dois convidados e abanou o rabo de escorpião .
Fläwery olhou para Marshall e Choko vendo que eles não tinham entendido o porquê dela ter falado aquilo.
–Me desculpem, ele só entende Alemão.
–Como é o nome dele? -Perguntou Choko.
–Löwe. Há muito tempo um mortal idoso se hospedou aqui, me contou suas aventuras, parece que ele lutava om um monte de bichos como o Löwe, me disse que estava velho demais e que o tinha pego Löwe na Alemanha, seja lá onde fica isso. Esse homem ficou um tempo aqui, mas depois de alguns dias...-sua voz começou a ficar fraca, Löwe abaixou as orelhas, e ela e continuou.- depois de alguns dias, ele morreu. Nunca tinha visto alguém morrer antes, principalmente feliz do jeito que eles estava...
Choko quis consola-la mas então ouviram um barulho alto vindo da floresta, umas 50 pessoas feitas de água estavam na clareira.
–O que fazemos agora?- disse Choko.
–As portas são feitas de borod, não resistem muito.- Disse Fläwery.
–Ótimo...- Marshall falou- Vamos sair pelos fundos.
–Minha casa não tem saída nos fundos cabeça-quente.
-Podemos tentar abrir um buraco e sair por lá, senhorita-minha-casa-não-tem-fundos.
Choko abafou um riso e sugeriu que discutissem depois. E logo em seguida começaram a gritar do lado de fora para que abrissem a porta ou iriam demolir a casa. Teria sido engraçado, pois parecia o lobo mau,mas não era tão engraçado já que eram 50 pessoas que queriam mata-los.
Eles foram para os fundos, pegaram um machado e abriram um buraco, mas eles já haviam cercado a casa inteira.
–Chokowashu, por contagem de votos do reino você deve retornar ao recife, onde iremos executa-la! -disse um dos guardas da cidade, e com isso começaram a entrar na casa pelo buraco e pela porta, que havia sido derrubada.
–Se eu quisesse retornar, porque acham que eu retornaria já que agora eu sei que vocês querem me matar?-disse ela com um tom de ironia, o que fez o guarda não ficar muito feliz
-Vamos leva-la a força então.
–Logo em seguida alguns guardas entraram e os seguraram. Eles não pareceram notar Löwe e se notaram, não o acharam perigoso.
–Me soltem! Qual o problema de vocês comigo? -Choko se debatia, igualmente Fläwery e Marshall faziam mas, sem resultado.
–Qual o nosso problema com você? Desrespeitou sua família. -disse o guarda e apontou para os pais de Choko.-E nos desrespeitou quando se juntou à esses bando de trapos!
–Eles não são trapos. -ela silabou entre os dentes.
–São sim! Menininha ingênua...é isso que da deixar um garota como você sair do reino. -disse o pai de Choko.
–Se me permite senhor vou executa-los aqui mesmo. -disse o guarda.
–Vá em frente.-Sibilou o pai de Choko.
–Vamos começar com esse rapaz aqui...
–Não! Me mate primeiro!-gritou Fläwery.
– Oras, a menininha tentando ser corajosa, então assim seja, você primeiro.
– Ele pegou a faca e colocou no pescoço dela, deu uma risadinha e continuou. -Últimas palavras?
Fläwery deu um sorriso como se estivesse esperando aquilo e então disse calmamente como se não estivesse prestes a morrer:
–Löwe, Roar der Hölle! (Löwe, Rugido Infernal!)
O guarda olhou para ela, e uma sombra enorme cobriu a dele e então se virou. Löwe cresceu em meio segundo, devia ter sextuplicado o tamanho, tomou folego e deu um rugido enorme que deve ter se propagado à quilômetros de distancia. Era tão forte que era impossível ficar de olhos abertos ou em pé. Todos haviam caído no chão,a maioria não estava morta, mas muito zonzos,feridos, mas Choko, Fläwery e Marshall estavam apenas um pouco atordoados.
–Fläwery abriu a boca por alguns segundos pois não conseguia falar e quando conseguiu, sua voz saiu fraca:
–Guter Junge!(Bom menino!)
Löwe voltou ao tamanho normal e abanou o rabo rugindo mansamente.
–O que foi aquilo? -Perguntou Marshall.
–Rugido infernal, Löwe é um tipo de Manticora e pode rugir mais forte que um dragão.
–Uou!
–Vamos sair daqui antes que qualquer um recupere os sentidos.
–Ela começou a andar e então parou e se virou.- Eu acho mesmo que vocês dariam um belo casal.-Ela se virou e continuou a andar.
Choko olhou pra Marshall então ele a beijou.
–Vamos temos que achar outro lugar pra ficar.
Ela assentiu segurou a mão dele e os dois seguiram Fläwery e Löwe.
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