Notas iniciais
Recomendo ouvir "The impossible dream", versão do Andy Williams: https://www.youtube.com/watch?v=pQxF1OsjGLk

Está escuro novamente. Largo as ferramentas e me permito abaixar a cabeça uns segundos. Logo a visão vai voltar. Não, Maria, isso é temporário. Não estou cego, ou morrendo. Só façam a gentileza de calar uns instantes, sim?

Claro que lembro, Joaquim. Não custava tentar.

— Titânia, registro de voz 2.945… Não… 2.937...será o 82? Não lembro. Abra um registro de voz, por favor. Estamos, correção: Penso que estamos há vinte e duas semanas presos aqui.

Os dias parecem todos iguais, e saber a quantia exata deles seria tão inútil quanto deprimente. Está demorando mais dessa vez, porém vai passar. Só preciso deitar, respirar fundo e tentar não atingir outro móvel com a cabeça. Só mais uns minutos e minha visão voltará. De volta ao registro.

— Cássio perdeu a perna há quatro semanas, e tivemos um acidente com o drone há dez. Tenho adaptado algumas peças de reposição do B.O.R.E.A.S. para uma prótese, mas os aspectos mentais têm sido mais desafiadores que os mecânicos. Mauro ainda não achou as peças do drone destruído, e não tenho outro estabilizador funcionando aqui.

A verdade é que não consigo construir outro estabilizador para um drone nas condições atuais. Depois de tanto tempo sem alimento suficiente, meu raciocínio e minha habilidade motora estão lastimáveis.

Talvez um robô terrestre… é, acho que consigo fazer isso. Ainda devo ter algum motor bom, e umas plaquinhas solares numa caixa lá nos fundos. Se eu levantar devagar, posso ir até lá e…

A tontura volta, pior que antes. Na tentativa de evitar a queda, me seguro na bancada, e vamos todos pro chão num clangor metálico.

Permaneço deitado, sem força pra tentar uma segunda vez. Sei que ninguém virá me ajudar, estão todos fracos demais. Vou ficar aqui até levantar sozinho ou morrer.

— Marina, espero que essa gravação a encontre… bem. Feliz, dentro do possível. Você sabe tudo que há pra saber. Nada em mim mudou. Titânia, encerrar registro.

Não cedi à vontade quase irresistível de dizer o quanto eu a amo. Quem poderia saber com quem ela estaria, se pudesse ouvir… Quando, me corrijo mentalmente. Quando ela puder-

Sim, Joaquim. Sei disso.

Disso também. Sei de tudo isso. Abro os olhos, curioso com o barulho da mesa sendo afastada de mim.

— Está vivo.

Mauro… não, aquela personalidade com olhos de predador, o Maurício, me ajuda a sentar. Ele volta ao normal aos poucos, se acomodando ao meu lado.

Ele parece um esqueleto sujo, os olhos com o mesmo brilho febril que eu encontraria se tivesse coragem de ainda olhar num espelho. Pelo menos se importou de vestir algo; Depois de perder o pé, nem mesmo as ordens de Luca ou os pedidos de Mauro convencem Cássio a se mover, ou fazer qualquer outra coisa além de respirar.

— Parece surpreso.

— Se você estivesse morto, eu te jogaria numa panela, e talvez nós durássemos mais algumas semanas.

Olho pra ele, não sei se está mesmo brincando.

— Luca me deu mais cinco dias. Depois… você sabe.

Aceno com a cabeça que sim.

— Fred, você não pode deixar o Luca seguir com aquele plano maluco. Aquele escroto pensa que é feito de Lego? Desmonta e fica tudo bem? Você tem que pará-lo. Ele vai morrer.

Infelizmente, sei de que plano Mauro fala, porém não consigo impedir Odin de fazer qualquer coisa. Dez semanas atrás, Luca me chamou e falou calmamente como preservar e aproveitar ao máximo carne com osso. Me pediu pra ligar novamente o frigobar do quarto. Lembrei de todos os livros de medicina dos quais ele parece não desgrudar. Livros de cirurgia.

Não Joaquim, nenhum de nós merece isso, inclusive o Luca. Vocês querem calar a boca, por favor?

Foi em choque que liguei os pontos. — É sério, Odin? Suas pernas?

Ele olhou pra mim, intenso como um falcão antes do mergulho. — Mauro e Cássio não têm encontrado alimento, e aquele leopardo estúpido estragou o drone. Não vamos morrer de fome com quatro ou seis quilos de carne inútil bem à mão.

— Luca-

— Isso não é um debate, Fred. Estou lhe informando como você irá ajudar a manter todos nós vivos, até aqueles dois voltarem com comida. Também não gosto disso, mas estamos sem opções.

— Pelo menos espere mais essa viagem. Eu sei que eles vão encontrar alguma coisa.

Graças aos céus, naquele dia eles voltaram com um saco de ração mofado e alguns de feijão. Depois que confirmei que aqueles fungos não produziam toxinas, comemos até passar mal. Muitos dias depois, eu ainda mascava pedaços da embalagem, só pelo cheiro.

A essa altura, não há nada, por mais indigesto que seja, que não engolimos como animais. Preciso viver pra encontrar a Marina; pra isso, é necessário comer.

Saio dos meus devaneios e encontro Mauro olhando pra mim, repleto de tristeza. Como se pudesse ver dentro dessa coisa distorcida que é minha mente.

— Mauro, por que você está realmente aqui?

Ele abre e fecha a boca, indeciso. Foi algo além da esperança de mastigar outra coisa que não papel, mas não imagino o quê.

Nem vocês. Vocês são o distúrbio psiquiátrico mais barulhento que existe. CALEM. A. BOCA.

Pela décima vez hoje, desejei que Marina estivesse aqui. Ela saberia, e poderia ajudar. Pessoas ainda são um mistério pra mim.

— Luca está pirando, e o Cas…aquela mula velha não me deixa mais ajudar.

— Por quê?

— Ficar perto deles tá me fazendo muito mal, não que eu precise de ajuda pra isso. Mas o idiota percebeu. Meio que me expulsou de lá.

— Vou com você, então. Sei que posso ser de mais ajuda lá fora.

Olho pras peças espalhadas ao nosso redor. Aqui dentro eu não sou muito útil mesmo. E preciso saber, saber com certeza, se ela-

— Ela não está lá, Fred. Já fomos até a casa da Ma, você já mandou um drone… Se ela ainda estivesse por aí, com certeza teria desenhado uma porta e vindo pra cá antes de todos nós.

A voz dele está cheia de piedade. — Ela se foi, Fred. É foda, eu sei, mas aceita. Não sei se ela morreu ou se foi praquele outro mundo que ela falava… Já são cinco meses, cara. Desculpa te dizer isso, mas Marina não vai chegar.

Eu sei que Mauro está falando com a melhor das intenções, mas ouvir alguém de carne e osso verbalizando meus piores medos... Maria, Joaquim e todo aquele coro diabólico se agitam, como se o rapaz fosse um jogador marcando na final do campeonato.

— Desculpa. — repetiu.

Perdido na gritaria de estádio que minha mente se tornou, mal consigo escutar se Mauro diz mais alguma coisa. A angústia piora, mas não posso sair correndo. Não agora. As vozes ficam mais cruéis. São hienas mentais, e eu não posso me mexer. Elas estão tão perto agora, prontas pra matança, quase posso sentir seu cheiro. Não sei mais onde está Mauro, e não posso deixar que ele perceba.

Parem. Me deixem em paz! Tenho certeza que Marina está viva, em algum lugar. Caralho, parem de repetir isso! PAREM!

Inferno, eu seria capaz de enfiar uma broca na cabeça pra calar vocês. Aceitaria o dano cerebral feliz, se pudesse passar duas horas inteiras sem ouvir ninguém. Pela última vez: CALEM...

—… A BOCA, SEUS POr...— Droga, falei isso em voz alta? — Perdão. Luca, quero dizer, Mauro, eu não quis dizer isso.

Silêncio.

— Mauro? — Sinto uma mão na minha cabeça, e um gosto enjoado, como de xarope, no fundo da boca.

Com cuidado, procuro com as mãos o braço dele. Vocês se acalmam, e eu me sinto mais no controle. É quase como se eu pudesse dormir sem sonhar. Ouvi um gemido.

— Mauro? O que foi?

— Um pouco de dor no estômago. Acontece às vezes. Está melhor?

— Como você…

— Contato ajuda o Cas. Se funciona com aquele javali imbecil, podia funcionar com você.

— Não foi só isso. Me sinto… diferente. O que você fez?

Ainda não consigo ver direito, com todas essas manchas coloridas e os vultos contrariados, como abutres espantados por um predador maior. Um predador...Talvez o lobo imaginário a que Mauro recorre quando a pressão aumenta não seja tão metafórico assim. Quando finalmente o vejo, ele parece um tanto consternado, numa expressão idêntica à do irmão.

— Te explico se prometer não rir de mim.

— Tudo bem, prometo. — repito, sem ideia de onde ele quer chegar.

— Sou um mago. — Era isso?

— Eu sei que você faz mágica, Mauro. Desde a infância.

— Não disse mágico, Fred, do tipo que tira coelho de cartola. Disse mago, do tipo que manipula magia. Foi assim que pude te ajudar agora, e é assim que mantenho o Cas na linha. Pelo menos era, antes do filho da puta perder o pé.

Levo uns segundos pra apreender a notícia. No meio da massa confusa e triste que nossas vidas se tornaram, considerar que Mauro faz aquelas coisas inexplicáveis, como a Yuka e a Viviane, ainda é difícil demais.

Droga, Joaquim, cale-se. Você provavelmente já falou mais na minha cabeça que em sua vida inteira. Você e Maria não podem ser as vozes típicas? Me mandando anunciar invasões alienígenas ou não tomar banho?

— Você pode invocar comida?

Pensar em alimentos de verdade, do tipo que eu não via desde antes do apocalipse faz meu estômago lembrar que existe; alguns instantes e tudo é fome.

— Não, cara. Claro que não, ou a gente não comeria essas porcarias enlatadas o tempo inteiro. E mesmo que eu soubesse como, duvido que pudesse invocar uma ervilha sem ter um derrame. Sei...entender as pessoas. Às vezes, ajudá-las.

— Você pode encontrar a Marina? Falar com ela?

Um minuto atrás, eu não acreditava que Mauro era um mago; agora, estou implorando que seja verdade. Mau pode encontrá-la, pode falar com ela. Nem me atrevo a desejar que ele consiga me fazer falar com Marina.

A felicidade e a ansiedade são absolutas por um momento, e me sinto com energia pra levantar, pôr uma roupa decente e sair correndo até a casa dela. Até o fim do mundo, se ela estiver ali. Quase estou fora da oficina quando olho pra Mauro. Ele continuou sentado, imóvel.

— Eu tentei. Cada vez que passamos perto. Por quase um mês. Ela se foi.

— Não. Ela tem o lápis, Mauro. Ela está viva, em algum lugar.

— Queria acreditar nisso, mas é impossível.

— Por que você está insistindo nisso? — retruco agoniado.

— Você tem que parar de se torturar, ou vai acabar completamente louco. Ela não iria querer isso.

A palavra com “L” cai entre nós, estremecendo toda a rede de mentiras e negação que construo ao meu redor há meses.

Já não tenho meus pais, meu cãozinho está morto. As coisas a que dediquei minha vida inteira — minhas invenções, a ciência como solução dos problemas — hoje não passam de lixo. Toda a arte, a ciência e a história humanas… tudo arruinado.

E, meu Deus, eu já não tenho nem minha mente. Não passo de uma piada cruel, um cientista que não consegue pensar, amedrontado demais pra encarar a realidade que restou.

— Eu sei.

— O quê?

— Sei que é impossível — forcei as palavras a saírem. — Mesmo com o lápis, é impossível que ela tenha sobrevivido tanto tempo. Meus pais estão mortos, Bidu, Mônica, todos os outros. Marina está morta. Eu sei.

Repito mentalmente a verdade óbvia, e que ainda assim neguei por tanto tempo.

Louco. estou completamente louco.

— Mas não importa quão improvável seja, preciso acreditar que ela está viva, que está perto, que posso encontrá-la. E quando eu encontrar o que sobrou dela, ainda vou negar e ainda vou procurá-la, Mauro. Não entende? É a única coisa que me restou. Ilusão, mentira, loucura… Dê o nome que quiser. Provavelmente estará certo.

A explosão de energia acabou, e eu voltei a ser o sujeito gravemente desnutrido preso numa lata elaborada demais, com alucinações bem irritantes. Mauro se levantou pra me ajudar, foi quando percebi que estava caindo contra a parede.

Então aquele brilho amarelado que via quando Mauro fazia algo mais difícil não era impressão. O fato dele conseguir levantar tão rápido, quando até o Luca não consegue mais que erguer a cabeça e se mover na velocidade de um idoso convalescente... No fim, era tudo magia?

— Desculpe, Fred. Entendo. Não vou falar disso de novo. Na verdade, queria poder fazer igual. Não consigo deixar de ver que estamos muito tremendamente fodidos. Se não acontecer um milagre, nem vou conseguir voltar. Não sei como ajudar o Cas. A perna tá sarando direito, mas ele tá morrendo.

Olhou pra mim com os olhos úmidos, num humor lupino. — Porra, todos nós estamos, Fred. Estamos morrendo, o retardado idiota tá definhando, não tem comida em canto nenhum desse caralho de bairro e já não sei mais o que fazer. Vim te procurar porque você parecia o único com a cabeça no lugar. Irônico, não?

Olhei pra ele, sem entender.

— Já se olhou no espelho ultimamente? Você está de camisa, apara a barba e não cheira como um bode morto. Entendo agora...Marina.

— Pois é. Depois de tanto tempo, não posso deixá-la me encontrar como um ogro. Preciso parecer gente e me manter só…

Einstein e Copérnico, é isso!

— Como se manter sozinho vai ajudar?

Sem nenhuma energia, sem calorias, Mauro vai falhar. Se ele não voltar, estamos todos mortos.

— Você não entendeu. Me ajuda a chegar no Odin.

— Fred, pra onde você tá olhando?

— Lugar nenhum. Um blecaute, acontece às vezes. Em alguns minutos passa. Vamos logo.

A visão voltou no caminho. Luca está tão imóvel diante das telas que por um momento penso que não está respirando. Mesmo de costas, ele sabe que chegamos.

— Falhei com vocês. Deveria ter nos alimentado mais cedo.

Sinto Mauro tremer um pouco sob meu ombro. — Luca, não me diga que você cortou-

— Não. Mesmo isso — Luca mostra as pernas num gesto curto. — já não seria o suficiente. Então decidi morrer com elas. É tarde demais.

— Ainda não, Odin. Aquelas chaves que te dei, preciso delas.

O vejo arregalar os olhos, entendendo. — Santo Deus. Quantas ainda tem ali?

— Vinte e duas. Um chefe generoso e dois colegas que não bebem dão muitas garrafas.

— Alguém pode me explicar?

— Eu sou um completo imbecil, Mauro. Não temos comida, mas temos álcool. Bebidas alcoólicas tem muitas calorias e por Deus, é só o que precisamos agora. Pegue a chave e leve o Mauro até lá, Fred.

Odin põe a chave na minha mão com mais força que a necessária, como um aviso. “Nem um minuto a mais”, parece dizer. Então suavizou a expressão, quase agradecido.

— E traga algo forte pra nós três. Estamos precisando.

***

— Odin, estou pronto. Fred…

— Pode falar.

— O Cássio é um porre, mas… não sei como, só… não deixa o imbecil morrer enquanto estou fora, tá? Ele tá desistindo de vez, eu-

— Não se preocupe, eu entendo. Farei o que puder. Quanto à Marina…

— Não posso ir praquele lado essa semana, Fred. Mas quando estivermos melhor, se a horta vingar, eu-

O interrompo com um aceno. — Quando você voltar, pode me contar mais sobre ela? Sobre esse outro mundo?

Falo o mais baixo possível, mas Mauro olha por cima do meu ombro, e quase pude ouvir a ordem de Odin que ele ficasse quieto. — Falamos disso quando eu voltar, Fred. Pode abrir, Odin.

Aquele cheiro de pesadelo inunda a sala quando a porta interna levantou, e logo Mauro era um ponto escuro nas câmeras, cada vez mais distante.

— Agora ele está por conta própria, Fred. Pode vigiar se quiser, vou passar um tempo com o Cas e deitar cedo.

Nós dois podemos ouvir a voz de Cássio, oscilando entre a hesitação e o desespero, ainda fraco demais pra se mover, depois de semanas na depressão mais profunda que já vi; Luca olha na direção da voz, a melancolia como uma nuvem na expressão normalmente afiada. — Cássio nunca passou tanto tempo sozinho com seus fantasmas. Isso e uísque… nunca é uma boa combinação.

— E você? Vai ficar bem?

Luca me olha, e pode ser o excesso de álcool, mas ele parece sorrir pela primeira vez em meses.

— Boa noite, Fred.

***

Não consigo dormir. Posso ouvir o sono perturbado de Luca e Cássio, e parte de mim sabe que não deveria ficar tão obscenamente feliz no meio da desgraça patética que é minha vida. Mesmo todas as vozes são apenas ruído de fundo agora.

Baixo, peço à Titânia pra mostrar uma projeção da carta celeste do hemisfério sul. Ah, ali está ele. O planeta Vênus, luminoso, me fazendo sonhar com um futuro do fundo da lama.

Estou preso nas garras da esperança outra vez, e honestamente não dou a mínima pro fato que isso irá me destruir mais tarde; as palavras de Mauro voltam e voltam, brilhantes, sensacionais, três palavras apenas:

“Aquele outro mundo”

É improvável que ela esteja viva, e eu sei disso. Porém não naquele outro mundo, onde todos nós somos apenas uma ideia impressa em papel. Ela, Xavier, Denise, Isadora… Todos os que não vimos, aqueles que não sabemos de nada, todos eles podem estar lá. Um mundo sem monstros, magia, apocalipse, em que uma artista pode viver em paz por muito tempo.

Posso imaginá-la indo pra faculdade, saindo pra dançar com amigas, não tendo uma preocupação mais séria que as provas do trimestre. Sem medo, fome ou solidão.

Marina está viva, mesmo que seja impossível. Mesmo que eu seja uma pilha de imagens rabiscadas no mundo dela, não me importo. Aqui ou em algum outro lugar, ela está viva. Eu sei. E eu vou encontrá-la.

Notas finais
Como algumas são referências recentes, vou enumerá-las aqui: *Vésper é um dos nomes de Vênus, que apesar de não ser uma estrela, é um dos corpos celestes mais brilhantes, e também é conhecido como Estrela Vespertina. Qualquer um que já viu uma foto do laboratório clássico, com seu enorme telescópio, sabe que Fred sempre gostou de olhar pra cima. * Em "Entre a Luz e a Escuridão", Fred começa a ter crises de ansiedade, e um dos sintomas era a perda de visão temporária. Apesar do anacronismo, nessa história ele já reconhecia o problema; * B.O.R.E.A.S. é um andróide que às vezes aparece pra auxiliar o Fred. * Os eventos dessa história acontecem um mês antes da Festa do Fim do Mundo; * O Lobo se chama mesmo Maurício ( um lobo chamado Lobo é esquisito); * Teoricamente é possível sobreviver por algum tempo apenas com álcool (que realmente tem muitas calorias) , mas é tão ruim pra saúde que nem vale a pena comentar; * A primeira origem de Marina realmente foi ela desenhando uma porta e caindo na história da Mônica ("Marina, marota Marina"); com o tempo, isso foi meio que ignorado. Pra mim, ela gostou tanto que trouxe os pais pra dentro da história. A todos que leram, obrigada e espero vê-los na próxima (sim, tem uma próxima semana que vem)