Meet&Kiss

1 Capítulo único.


Notas iniciais
Bom, essa oneshot é dedicada à Alessandra Galvão, uma grande amiga. Não sou muito boa em transcrever em palavras a minha gratidão por você, Arê. Fazia muito tempo que eu já planejava escrever uma ItaHina para você e agora, finalmente, eu a consegui. Você me deu colo e ombro amigo nos meus momentos de tensão e aflição. Eu sou uma pessoa de uma enorme sorte por ter te conhecido e te colocado em minha vida. E, cara, eu ainda pude te conhecer pessoalmente! Isso foi maravilhoso! Eu sou muito... Muito grata a você, Arê. Na verdade, acho que você merecia uma fic muito melhor que essa, pois não achei que eu tenha conseguido escrever tão bem assim... Mas eu a fiz de coração e quero te presentear com ela. Obrigada mais uma vez, Arê. Ademais, uma boa leitura!

Att,
yin-yang.

Cinco anos. Esse é o tanto de anos que Hinata ficou sem ver Itachi. Ele havia ganhado uma bolsa para estudar na Universidade de Cambridge. Como um bom estudante de Direito, aquela era uma oportunidade única, irrecusável. Seria um ótimo delegado, assim como o pai dele já havia sido. Ela não tinha dúvidas disso.

Eles haviam se conhecido quando a garota tinha seus treze anos e ele seus dezoito, no campeonato de basquete intercolegial. Ele era o pivô do time do colégio e ela era novata no grupo de torcida. Como em um filme de comédia romântica, o veterano do último ano da escola terciária a havia convidado, uma caloura do primeiro ano da escola secundária, para sair. De primeira instância havia recusado, já que sua personalidade lhe bloqueava. Mas o mais velho não desistiu. Foi graças à perseverança dele, que eles tiveram o primeiro encontro deles e logo em seguida o primeiro beijo; tudo no festival cultural da instituição. E foi sob a árvore de cerejeira na formatura do Uchiha que ele a entregou o segundo botão de seu uniforme, uma marca, entre eles japoneses, do amor correspondido.

Desde então já não conseguia vê-lo todos os dias; na verdade, a comunicação foram mais por mensagens de texto pelo celular e, aos fins de semana que não tinham provas, eles conseguiam sair a um encontro. Ele estava no segundo ano da faculdade, então, quando foi convidado para estudar fora do país. Separar-se daquele que amava era difícil e talvez até doloroso. Ele disse que até não iria só para ficar com ela, mas ela não podia pedir algo tão egoísta para ele. Queria o melhor para ele. Então eles prometeram que, dali a cinco anos, um ainda estaria esperando pelo outro e se reencontrariam na mesma praça, próximo ao chafariz, onde, naquele momento, faziam o juramento.

Agora, decorrido todos aqueles longos anos, a Hyuuga estava com seus vinte anos. Seus cabelos, antes curtos, agora chegavam até o meio das costas, bem tratados e hidratados. Frente à fonte de água, ela estava à espera do amado. Ela havia se tornado uma universitária. Cursava o segundo ano de medicina. Seu corpo não era mais de uma adolescente; apesar de a massa corporal acima do padrão para sua estatura, tinha formas esculturais. Era tudo o que uma jovem japonesa queria ser: bonita, atraente e inteligente. Quantas propostas ela já não havia recebido de namoro? Várias. “Ele já deve estar com outra” e “você não pode esperar para sempre por alguém” eram comentários mais frequentes daqueles que ela rejeitava. Não importava se o que diziam era verdade ou não; acredita nele e cumpriria a promessa. Esperaria por ele.

Ansiosa, ela olhava para o relógio. Quinze para as cinco da tarde. Estava quase na hora, como o combinado há cinco anos. Ela sabia que ele cumpriria a parte dele. Contava os segundos, inquieta, olhando para cada lado. Seu coração estava a mil. Mal podia se conter! De repente, sentia uma breve cutucada no ombro. Olhava para trás e ali a sua tão esperada surpresa. Cinco horas em ponto. À sua frente, então, estava um homem alto e robusto. Seus cabelos, negros presos em um rabo-de-cavalo, era, de longe, o seu maior charme. Ele sorriu para ela, gracioso. No mesmo instante que eles se viram, souberam se reconhecer. Aquele era Uchiha Itachi, seu amado.

– Tadaima, Hinata. – Anunciou ele, risonho.

Ela, porém, nada disse. Sorriu ao invés disso, não sentindo vergonha alguma em demonstrar o quanto estava feliz e contente pelo retorno. Sem muito pensar e qualquer tipo de permissão do outro, ela uniu seus lábios aos dele, iniciando, assim, um longo e nostálgico beijo. Primeiramente, ele se surpreendeu. Afinal, quando foi embora, ela era apenas uma garota tímida. Hoje, ela já era uma mulher e com atitudes — mas ele não achou isso ruim, de modo algum. Desse modo, ele também retribuiu aquele gesto tão único para ambos, fechando os olhos para então poder melhor aproveitar aquele momento tão esperado. Delicadamente, ele acariciava o rosto dela, até que por fim teve o ósculo findado e os olhares novamente se cruzavam.

– Okaeri, Itachi-kun. – Respondeu-lhe ela, tão suave.

Assim, ele a abraçava fortemente e deitava sua cabeça no ombro da amada. Ele conseguia sentir o coração da sua menina, que tanto batia forte por ele.

– Desculpa por te fazer esperar tanto... – Disse ele, com os olhos fechados. Não se importava se todas as pessoas da cidade os olhassem. Aquele momento do reencontro era mais importante.

Ela negou com a cabeça, abraçando-o de volta enquanto afagava seus cabelos e o observava, encantada.

– Não tem porque se desculpar, bobo. – Proferiu tênue. Ela beijou a testa do mesmo, tentando conter as lágrimas. – Na verdade, eu só tenho a te agradecer por ter cumprido a promessa por tanto tempo... Obrigada por não ter se esquecido de mim e, principalmente, por ter voltado.

Com o término das palavras, ela não conseguiu se segurar, deixando transbordar aquelas teimosas lágrimas de felicidade. Ela sorriu.

– Eu estou feliz, Itachi-kun. Muito feliz! – Falou, meio aos soluços. – Tanto, que eu não consigo deixar de chorar. Ai, como eu sou boba!

O rapaz se afastou um pouco da amada para fitá-la melhor. Enxugou os olhos da outra e assim a beijou brevemente, antes de, por fim, encostar sua testa na dela.

– Eu te amo, Hinata. – Disse ele, acariciando os lindos e delineados lábios. – E nada... Nada mais vai nos deixar longe um do outro. É uma promessa.

Ela então sorriu de volta. O que ouvia lhe agradava e confiaria nele, assim como sempre fez.

– Eu também te amo, Itachi-kun.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!