Meet Her Again

1 Meet Her Again. ✧


Notas iniciais
Olha eu aqui de novo na categoria, uhul~~ q ASDJLKNÇA Bom, esta é uma one-shot num estilo beem diferente das histórias de "Oh Love", que era tudo lindinho, bonitinho e cheio de arco-íris, mas espero que agrade a vocês mesmo assim ADSJAKGHSD Boa leitura, meus amores~!

Três anos depois de se graduar no Ensino Médio, Nico era uma estrela solitária e popular, cada vez mais e mais ocupada com as tantas coisas que envolvem a rotina de uma idol. Viajando de ponta a ponta para as turnês mundiais enquanto Maki estava na faculdade de medicina. Esta sentia muitas saudades, porém tentava compreender tendo em consideração de que sabia o que envolvia a vida de uma estrela...

Dizem que o amor verdadeiro não se abala pela distância, mas esta é uma grande mentira. Por mais que os sentimentos sejam intensos, uma hora, a saudade e tristeza desgastam o amor dando lugar a um sofrimento sem fim. Um romance que antes parecia ser eterno e profundo, agora era mais uma corda que se rompia.

Nishikino se lembrava de estacionar o carro e caminhar até o luxuoso prédio que sua namorada ficaria durante o pouco tempo que passaria em Tóquio. Suas pernas tremiam ao andar pelo corredor até encontrar a porta do apartamento de Nico; quase sem respirar, bateu na porta e esperou, segurando-se para não chorar. Não podia chorar ali.

— Maki... — Yazawa estava com os cabelos compridos soltos, e definitivamente adorável naquele moletom cor-de-rosa que lembrava um pouco a época do colégio. Sorria ao pronunciar seu nome e, na ponta dos pés, enroscou os braços em seu pescoço e a beijou. A mais nova queria retribuir o beijo, mas sabia que não poderia. Queria sorrir, abraçá-la, dizer o quanto sentia sua falta e então passariam a noite juntas, mas não fez nada disso. Continuou séria e altamente formal.

— Eu posso entrar, Nico? — a expressão da mais velha fez Maki sentir uma imensa vontade de chorar. Como poderia suportar ver seu rosto após dizer o que viera para dizer? Ao adentrar o apartamento, ficou de costas para a namorada, fitando o céu noturno pela janela. Sentiu os braços de Nico ao redor de si.

— Maki... o que há de errado? — perguntou ela, falando em seu ouvido. — Você está agindo estranho, e isso não é de agora.

— Eu... — a mais nova se desvencilhou dos braços dela, como se fosse mais fácil dizer aquilo se ela não a estivesse tocando. No entanto, era difícil de qualquer forma; lutava contra o nó formado em sua garganta, precisava fazer com que as palavras saíssem claras para que não houvessem mal entendidos. — Nico, eu... eu não posso mais... não posso mais fazer isso!

— Isso o quê? — perguntou Nico, assustada com o modo em que Maki aumentou o volume da voz de repente. — Você...

— Acabou, Nico. Essa saudade que eu sinto quando você não está por perto está acabando comigo, e eu não quero sofrer mais.

— Você acha que eu também não sinto sua falta e isso me destrói? — gritou Nico, com lágrimas nos olhos. — Você acha que eu não gostaria de passar mais tempo com você como antes? — a mais velha tentava enxugar as lágrimas com as mangas do moletom.

— Nós duas estamos sofrendo. Vai ser o melhor para nós... — a mais nova não pôde evitar chorar também. — Eu amo você, Nico. Mas não podemos mais.

Dizendo isso, correu até a porta, sabendo que não conseguiria conter o próprio choro nem um pouco. Maki não se virou e saiu de dentro daquele prédio o mais rápido que pôde, correndo até o carro. Tentou virar a chave para enfim voltar para casa, mas antes que percebesse, sua vista estava embaçada demais para que conseguisse dirigir. As lágrimas vinham sem qualquer alívio para seu coração, com um aperto que lhe trazia angústia. Amava-a profundamente, mas fez o que era preciso ser feito. Seria o melhor para as duas, certo?

Mas mesmo que pensasse que fizera o correto, continuava sentindo uma dor que esperava que fosse embora um dia.

Nico encostou a cabeça na janela do avião, fitando a escuridão do céu da noite. A mesma escuridão que passara tanto tempo observando depois que Maki partira seu coração, deixando-a só naquele apartamento imenso e frio pelo Inverno. Suas palavras ainda ecoavam em sua mente e cada vez que fechava os olhos, podia visualizá-la lhe dizendo: Acabou, Nico. Essa saudade que eu sinto quando você não está por perto está acabando comigo, e eu não quero sofrer mais.

Yazawa entendia que ela ainda a amava, mas sua ausência fizera aquele relacionamento ir por água abaixo. Sabia que Maki não merecia sofrer por sentir sua falta e, particularmente, ela também não aguentava mais namorar por mensagens de texto durante longos períodos. Terminar era o melhor para ambas, mas ainda assim, tão doloroso dizer adeus. Adeus aos abraços, beijos e todos os toques.

Fechou os olhos e relembrou das memórias que sempre guardava com carinho, as memórias do colegial; ser uma estrela das Musas. Se apaixonar por Maki; a primeira vez em que estiveram em um encontro. A primeira vez que a beijou e a careta engraçada que a mais nova fizera, claramente desejando cavar um buraco para enterrar a cabeça de tanta vergonha. Tudo o que experimentaram juntas, todos os planos que faziam para o futuro. Nico adormeceu com aquelas cenas, lembrando delas como se fossem um filme. Dormindo, ela não entenderia o que havia acontecido.

Nishikino não fora corajosa o suficiente para comparecer ao funeral; demorou dias até que finalmente, pudesse comprar um buquê de flores e, reunindo forças, parasse em frente ao túmulo e colocasse as flores sobre ele. O cemitério estava vazio e, por debaixo dos óculos escuros, Maki chorava impulsivamente, como se não bastasse o tanto que já chorara naqueles últimos dias.

Ainda sentia-se um tanto desnorteada desde quando, numa manhã comum na qual ligou a televisão para assistir ao noticiário, recebia ligações no telefone fixo e celular enquanto fitava a tela da TV. Boquiaberta e paralisada, ouvia as palavras da repórter ao lado de uma foto de Nico, dizendo que o avião que levava a cantora Yazawa Nico e sua equipe para uma turnê na América do Norte sofrera uma falha nas turbinas, ocasionando sua queda na madrugada de domingo. Não haviam sobreviventes.

Não acreditava. Não queria acreditar. A ideia de que nunca mais a veria, de que nunca mais ouviria sua voz e jamais poderia beijá-la de novo era algo inconcebível. E mesmo naquele momento, ajoelhada em frente ao túmulo de Nico, ainda pensava que ela não estava realmente morta. Ainda acreditava e sempre sonharia com o dia em que poderia encontrá-la sorrindo e enroscando os braços em seu pescoço novamente.

Notas finais
Consegui arrancar alguma lagriminha de vocês? HUAHUEUHAHUE Ou consegui deixar aquele apertinho no coração? Me contem nos comentários. Até uma próxima vez, beijão. (ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!