Meet Athena

3 capítulo 2 - felicidade


Notas iniciais
HELLOOOOOOOOOOOOOOOOOO :)
Nossa gente, cadê meus leitores hein? Poxa, eu tô me sentindo tão alone aqui, na boa, vocês me abandonaram assim é? ~le cry
Eu tive tantas ideias legais hoje cedo, mas nem sei se vou continuar escrevendo com vocês desaparecidos desse jeito D:

I thought love was only true in fairy tales,

Meant for someone else but not for me,

Oh, love was out to get me; that’s the way it seems,

Disappointment haunted all my dreams.

- I’m a Believer

Poseidon

Olhei no relógio novamente. Ainda faltava algum tempo para a hora do almoço, mas eu não estava me aguentando. Eu queria sair dali, porque odiava aquelas aulas. E também porque queria vê-la de novo. Athena, a garota simpática por quem eu criei uma enorme afeição em poucos minutos.

- Apolo, se eu sair, você me cobre?

Um sorriso travesso se formou em seus lábios. Aquele garoto... Sempre querendo confusão.

Ele assentiu.

Enfiei meus cadernos na mochila de qualquer jeito e me levantei silenciosamente. O professor continuava escrevendo no imenso painel e falando naquele maldito microfone como se não houvesse amanhã.

Ninguém me deu muita atenção. Na faculdade as pessoas aprendem que, diferentemente do período escolar, ninguém está lá pra brincar ou ficar fazendo graça.

Desci alguns degraus e saí do auditório cuidadosamente, respirando fundo do lado de fora, como se um peso fosse tirado das minhas costas.

Caminhei até o lugar onde a havia visto pela última vez. Tudo estava deserto. Athena não parecia o tipo de pessoa que fugia das aulas como eu, ainda mais se ela queria tanto mudar sua vida.

Mas, mesmo sozinho, era melhor ficar ali do que ter de ouvir mil e uma baboseiras das quais eu nunca quis saber.

Athena

Sim, eu amo História. Eu amo estudar sabendo que vou ter uma vida perfeita e que vou viajar o mundo conhecendo lugares épicos. E, sim, aquela aula estava realmente muito legal se quer saber.

Mas as coisas estavam meio devagar. Talvez seja porque justo hoje eu quero que o tempo passe ou porque estou com a cabeça na lua. Tanto faz.

O fato é que mesmo sendo legal, a aula tá chata. Entende?

Falar com Poseidon foi a coisa mais sem noção que já me passou pela cabeça, mas não foi de todo ruim. Ele é uma boa pessoa, ou um ótimo ator. Bem, essa foi minha impressão.

Eu quero vê-lo novamente, é claro. Mas, ao mesmo tempo, não quero.

Eu sempre fui solitária e distante e, de repente, um garoto popular cai de paraquedas na minha vida. Eu nunca fui de ter medo dos outros, mas falar ou estar com ele poderia me trazer consequências das quais eu não queria nem pensar. As garotas, principalmente Anfitrite, têm um temperamento meio que explosivo, se me entende.

Andar com ele poderia me fazer um alvo da raiva daquelas patricinhas. E talvez até o prejudicasse diante dos amigos, ou seja lá o que forem. E, por aparentar ser alguém realmente bom e legal, diferentemente das pessoas com quem anda, não quero isso para ele.

Ok, estou falan... Graças a Deus, esse sinal tocou! Hora do almoço, hora de jogar tudo dentro da mochila e sair dessa sala abafada do inferno!

Hoje eu não to bem Jesus, ugh.

Poseidon

O sinal tinha tocado há uns quinze minutos e nada dela aparecer. Eu estava começando a me levantar para comer algo quando a avistei novamente. Loira, distraída e parecendo uma boneca.

Ela devia estar mesmo em outro planeta porque só me notou quando estava bem próxima. Percebi que suas bochechas claras ganharam um tom rosa e Athena sorriu timidamente, como antes.

- O que está fazendo aqui? – ela perguntou, sentando-se com cuidado.

- Quer que eu vá embora?

- Não, eu não quis dizer isso... – Athena engoliu em seco. – É que... Pensei que você acompanhasse seus... Amigos... – eu ia questionar que eles não eram nada do que pareciam quando ela completou: — Ou seja lá o que forem pra você.

- Bom – comecei, pegando sua maçã. -, eu acompanharia, mas prefiro ficar longe. E, agora eu tenho uma nova amiga.

- Hum, sei.

Athena revirou os olhos, abrindo sua mochila e retirando o livro que eu vira em suas mãos de manhã.

- Qual o nome?

- Orgulho e Preconceito. – ela disse distraidamente.

- Hmm, é sobre o cara rico que despreza a mulher, mas acaba apaixonado por ela?

- Isso aí... Já li umas sete vezes. É um dos poucos romances que eu gosto.

- Por que? – perguntei, confuso, mordendo a maçã.

- Não sei bem, prefiro histórias de ação, aventuras ou sobre amizade, como as de ficção. Esses romances melosos que fazem um tremendo sucesso não são pra mim.

Ela é original, tenho de admitir, sabe?

Qual garota não usa salto ou vestido e se sente muito bem consigo mesmo? Qual garota não curte romance e toda aquela coisa melosa? Qual garota prefere ficar no seu canto com seu próprio mundo ao invés de sair com a galera pra noitada e ir pra cama com alguém que mal conhece?

Bem, eu tenho a resposta.

É um mundo totalmente diferente o dela, pelo menos pra mim que sempre vivi em meio ao luxo e gente metida. Mas eu gosto dessa nova realidade, é uma válvula de escape, é uma coisa muito boa.

Nós passamos uma boa hora conversando sobre coisas que eu nunca poderia ter falado à ninguém. Ela me contou um pouco mais sobre sua vida. Eu contei como não vivia em um mar de rosas como todos pensavam.

Depois de um tempo, o sinal tocou novamente. Era hora de voltar para o mundo real e continuar as aulas, já que nós dois estudávamos em período integral, ou seja, mais seis horas de puro desinteresse.

Athena

Nós nos separamos mais uma vez, indo cada um para o seu lado. O resto do dia passou como se nem existisse, sem graça e ainda mais chato do que antes.

Porém, o número de pessoas que resolveram me encarar também multiplicou. Bastante. Elas pareciam não ter o que fazer da vida, credo. Por que eu chamava tanta atenção? Sempre fui invisível e eu gostava disso, e agora tudo parece mudar de uma hora pra outra.

Estranho.

Eu até consegui prestar um pouco mais de atenção à aula, afinal eu não curtia muito ficar estudando pra recuperar o tempo perdido, então era melhor saber do que o professor falava sem parar.

Lá pelas três horas da tarde, recebi uma mensagem de Poseidon.

‘Eu odeio essas aulas, como tá aí?’

Nota mental: Colocar o celular no silencioso porque parece que alguém resolveu acabar com o tédio.

‘Não tô prestando muita atenção... Mas tenho.’

Desliguei o celular. Não porque não queria que ele me mandasse mensagens, eu gostava de conversar com Poseidon, mas precisava prestar atenção nas aulas se não quisesse estudar mais tempo do que pretendia.

As próximas duas horas e meia se resumiram em revoluções e Primeira Guerra Mundial. Eu prefiro a Segunda, então não gostei muito.

Eram umas quinze pras seis quando respondi sua pergunta ‘Já acabaram as aulas por hoje?’ e eu tinha acabado de sair da sala, morrendo de sono.

‘Aham, as suas também né? Vou pra casa agora.’

Eu não achava muito saudável ficar trocando SMS com ele no meio daquele povo todo, mas ninguém pareceu notar.

‘Ok... Eu também, te vejo amanhã?’

Sorri.

‘Pode ser...’

Entrei no carro de Apolo e ele sorriu como se tivesse descoberto a cura do câncer – não que eu ache que ele se importe com isso.

- Soube que conheceu Poseidon...

Eu o encarei impassível.

- Nos conhecemos da aula de administração.

- Aham.

- E ele me contou que conheceu a garota mais simpática de sua vida e que não sabia seu nome.

- Aham.

- Então, eu pedi pra que ele me desse uma descrição... E era minha irmã, olhe que coincidência!

Apolo deu uma gargalhada, balançando a cabeça.

- Pare com isso, não é o que você está pensando. – falei, revirando os olhos.

- Ah, é sim. Athena eu estou feliz por isso sabia? Ele é um cara legal e você vive sempre solitária, vocês vão se entender bem. Imagine quando tia Deméter souber!

- Nem pense nisso garoto! – ri junto com ele. – Ela não vai parar de me encher o saco...

- Esse é o espírito da coisa maninha!

- Aff, cala essa boca Apolo.

Não adiantou muito, porque quando chegamos em casa ele fez exatamente o que eu temia.

- Athena conheceu alguém hoje. – ele disse casualmente, como se fosse uma coisa muito normal.

Olhei-o fixamente, rezando para que ninguém ligasse para o que ele falava.

Meu pai nos encarou com curiosidade. Tia Deméter sorriu como se adivinhasse o que Apolo pensava e os outros apenas assistiam como se fosse uma novela mexicana.

- Ela resolveu fazer contato com o sexo masculino finalmente.

Como eu já esperava, minha tia surtou, levantou as mãos para cima e agradeceu a todos os santos por isso. Meu pai continuava curioso.

- Verdade? E quem é o sortudo?

Balancei a cabeça com força. Tudo bem, Apolo havia contado, eu podia lidar com isso. Mas eu conhecia a aversão do meu pai à família de Poseidon por achar que todos ali eram idiotas metidos à besta, o que não era verdade. E, graças a tudo que é de mais sagrado nessa vida, Apolo também conhecia. E por isso disse só ‘um garoto da minha sala de administração’ e foi para a cozinha.

O senhor todo poderoso Zeus, mais conhecido como meu pai, ficou um pouco aliviado e deixou o assunto pra lá.

Eu pude respirar novamente quando bati a porta do meu quarto depois do banho.

Deitei na cama e fechei os olhos, ainda enrolada na toalha. Meu cabelo molhou todo o travesseiro e eu não me importei em ficar deitada sobre a água gelada. Lembrei-me de cada momento que passei com ele. Fora tudo tão rápido e imprevisível.

O que está acontecendo com você Athena? Mantenha o foco, vocês nem são amigos.

Mas a gente bem que poderia ser... Digo, nós nos demos bem, ele não é uma má pessoa e nem arrogante como os outros, Apolo aprova ele e eu confio no seu julgamento. E até tia Deméter ficou feliz.

Agora é só não deixar meu pai descobrir quem é.

Lembrei-me de seus olhos intensamente verdes e divertidos, seu sorriso lindo e seu jeito descontraído de levar a vida, mesmo não sendo fácil. Mas então algo me atingiu com um baque. Poderia haver alguma razão por ele não ter se rebelado, por levar as coisas muito bem... Ele pode, bom, ele deve ter uma namorada, é claro. Ele é divertido e muito bonito, e também tem dinheiro, então não seria difícil arranjar alguém.

Ele deve amá-la demais. Eu não quero estragar isso.

Adormeci pensando em como o ditado “O que é bom dura pouco” nunca me pareceu tão certo.

Poseidon

Tudo correra muito bem quando cheguei em casa com Hades. Ninguém veio me encher a paciência, então tomei meu banho e procurei relaxar ao máximo.

Eu queria tanto vê-la novamente. Eu não tenho nem palavras para descrever o quanto estava ansioso! Eu me sentia tão feliz, tão livre, tão... Tão bem, como nunca me senti antes.

E era uma sensação tão boa que parecia que só existia felicidade no mundo.

Sorri bobamente deitado na cama, pensando na virada que minha vida dera em apenas um dia. Era bom ver que eu ainda podia ser feliz no meio de tanta merda que minha família aprontava.

Notas finais
Acho que isso tá muito chatinho e devagar u_u sim, eu acho.
Masssssssssss próximo capítulo vai ter uma coisa mais animada pra vocês, prometo ok?
E eu quero reviews animados tb po que iss U_U