Notas iniciais
Oie! Cá estamos com outro capítulo ;) Boa Leitura *-*

A garota levanta sua cabeça em um sobressalto graças ao susto que levou e levou sua mão ao despertador para silencia-lo.

– Merda! Esqueci-me de silenciar essa porcaria.

Ela se vira para a cama ao lado e se espanta ao não ver seu colega de quarto todo esparramado sobre a cama de uma forma nada graciosa e mais espantada ainda ao perceber que a cama está devidamente arrumada, muito bem arrumada.

– Enzo adoeceu. Só pode! Acordar cedo e arrumar a cama, isso não é o Enzo comum, não mesmo. – diz se dirigindo ao banheiro para tomar um banho e executar suas higienes matinais.

Banho tomado, cabelo penteado, roupa vestida, cada coisa no seu lugar, agora o que fazer? Thomas havia ido para Inglaterra ver seus pais e Serena havia ido conhecer a família de Gabriel. Ela estava sozinha. Com certeza Enzo havia ido para a casa de seus pais ou algo do tipo, só ela não tinha para onde ir.

E ela se senta na cama, respira fundo, toma coragem e disca aquele número em seu celular. Foram necessárias quatro chamadas para que alguém lhe atendesse, o que só aumento seu nervosismo.

– Alô?

– Ah, é você Diana? Vou passar pra mamãe.

– Okay Giulia. – falou revirando os olhos, nunca se dera muito bem com sua irmã, mas ainda sim sentia sua falta.

– Di?

– Oi mãe, como você está?

– Ah, aqui... está tudo bem. – Diana sorri coma tentativa falha da mãe de falar inglês.

– Mãe, pode falar espanhol mesmo, não precisa falar inglês.

– Ah que bom minha filha, por que isso não é comigo. – as duas sorriem.

– Já faz dois anos hein.

– Verdade, o coração não está aguentando de saudade. Tem dias sabe, que eu olho assim o Lucas fazendo arte, pintando as paredes e me sobe aquela raiva e então eu olho pra ele e posso te ver ali, brigando com ele e o ensinando pela décima quinta vez como pintar sem sair das linhas e como deve guardar devidamente seu material. E claro, que não deve pintar as paredes. – As duas riem mas uma lágrima desce do olho esquerdo de Diana.

– Isso era realmente engraçado. – diz secando a lágrima e mantendo o sorriso.

– Mas engraçado era o fato de que ele só tinha três anos na época. – e a risada da senhora se intensifica fazendo a moça parar para admirar aquele ato.

– Eu sinto muita falta de vocês, mãe.

– E nós te amamos muito minha filha. – a menina sorri teimando para segurar outra lágrima. – Então minha filha, vou ter que desligar, sua tia Karen chegou aqui e você já viu né, se não fizer sala pra ela cai na boca da família inteira.

– Okay mãe, vai lá. Te amo.

– Também lhe amamos princesa.

E a ligação é encerrada. E mais lágrimas vieram.

~*~

– Oi, desculpe te pedir isso já que mal nos conhecemos, mas será que a gente pode se sentar aqui? Parece que toda a América resolveu se reunir nesse café hoje. Está um inferno.

– Claro, sem problemas! Pode sentar, fique a vontade.

– Muito obrigada. – diz a mulher ruiva e sinaliza para alguém no balcão.

A mulher se senta na frente de Diana e logo após chegam dois homens para se sentar a mesa, um ao lado da mulher e outro aparentemente mais novo ao lado de Diana.

– Muito obrigada por nos deixar sentar aqui. – diz o homem que agora está com seu braço sobre os ombros da ruiva.

– Quê isso, sem problemas.

– Ah eu amei seu cabelo. – fala a ruiva desempacotando seu lanche que pelo que viu Diana, parecia ter sido para viagem.

– Muito obrigada, também gostei muito de suas mechas ruivas. – a mulher apenas sorriu e passou a dar o lanche na boca de seu namorado o que Diana estranhou extremamente.

– Aff, eu só saio com esses dois para segurar vela.

– São seus amigos? – perguntou Diana.

– Ela é minha irmã. – Diana sem perceber arregalou os olhos deixando escapar seu espanto por aquela situação. O rapaz ao seu lado tinha cabelos loiros e olhos verdes, diferente da mulher que era ruiva, tinha olhos castanhos e era repleta de sardas, detalhes os quais faltavam no rapaz. – Antes que pergunte, eu sou adotado.

– Eu não ia perguntar isso. – virou-se para seu lanche, completamente envergonhada por aquela situação.

– Não era o que seus olhos diziam. – falou o garoto sorrindo enquanto tomava seu frappuccino. – Prazer Nicholas. – estendeu-lhe a mão.

– Muito prazer, Diana. – apertou sua mão estendida.

– Então, Diana, — deu ênfase em seu nome – porque uma mulher linda como você está em um café sozinha em pleno feriado de 26 de novembro?

– Eis o resultado de não se ter um namorado. – os dois riram. – Mas e você, o que leva um rapaz na flor de sua adolescência estar tomando um frappuccino com a irmã e o cunhado em pleno feriado de 26 de novembro?

– Na flor da adolescência? O quem me dera. – diz o rapaz rindo e tomando mais um gole de sua bebida, induzindo de forma inconsciente para ambos, Diana a fazer o mesmo.

– Claro que sim. Você deve ter o quê 16, 17 anos?

– Tenho 21.

– Pera! Como? – a menina se espantou nitidamente e olhou para o casal a sua frente que agora faltava se engolir em um beijo muito, muito grudento. O rapaz apenas riu da história.

– É incrível como todos acham que tenho cara de criança. Sinto te dizer senhorita, mas não sou uma. – os dois riram.

– Nossa! Por favor, me desculpe. Isso deve ser muito ruim.

– Até que não, como um dia disse Platão: Como sabes que vem para o mal? Na verdade, isso já me ajudou bastante se você quer saber.

– Sério? Não consigo imaginar como.

– Já me livrei de muitas, por exemplo, deixe-me ver, já me livrei de muitas mulheres feias com isso.

– Nossa! Você tá mentindo, não consigo imaginar como.

– Nem todas as pessoas se enganam, algumas realmente percebem minha idade e como sou um cara extremamente sortudo, na maioria das vezes são mulheres feias. Mas tipo, não mulheres feias que a inteligência compensa, estou falando de mulheres feias que parece obra do cão mesmo e ainda se acha a última coca do deserto, me entende?

– Oh se entendo. – diz a garota rindo.

– Pois então, essas mulheres quando chegam a mim e vejo que não, em circunstância alguma não dá, aí eu pergunto a idade dela e logo depois digo a tão salvadora frase: Assim, eu não sei se você sabe, mas pedofilia é crime, e eu sou menor de idade. Na hora elas caem de queixo no chão e sempre inventam alguma desculpinha pra pular fora.

– Já houve alguma vez em que isso não colou?

– Pior que já, mas melhor deixar isso quieto.

– É melhor mesmo. – e os dois caíram em gostosas gargalhadas.

– Nicholas, já estamos indo, mamãe está nos esperando.

– Oh sim, bem foi um prazer te conhecer Diana.

– O prazer foi todo meu Nicholas.

– Nick. Pode me chamar de Nick.

– Okay, Nick.

O rapaz se dirigiu para fora do café junto com a irmã, mas logo voltou surpreendendo a menina que agora mexia em seu celular.

– Er... Diana?

– Ah, ué ainda por aqui Nick?

– Não peguei seu telefone.

– E quem disse que vou te passar? – pronunciou sorrindo — Sabe, não quero ser processada por pedofilia.

– A isso não vai acontecer, eu lhe garanto. – e os dois gargalham novamente.

Ela lhe passa seu número de telefone e ele se vai café a fora.

Notas finais
Amores, se alguém estiver confuso com toda essa historia de sumiço do Enzo e de Nick na parada, tudo será exposto e explicado no próximo capítulo. Espero que estejam gostando ^^ Caso tenham alguma dúvida, crítica, dica ou conselho estamos aqui para lê-los e acata-los quando possível. Fiquem á vontade ;) Está história pertence não somente a nós mas também á vocês. Vocês são demais e não nos cansamos de dizer isso. Obrigada por tudo até hoje! ^^ Beijos da Tia Angel e da Tia Mary