Notas iniciais
Olha só quem resolveu dar o ar da graça!!!

Amores, que saudades de vocês.
Essa one é bem curtinha, mas foi feita com carinho.
Está na categoria de originais pq estou postando pelo celular (por isso também não tem capa) e não consegui colocar na categoria certa.

Espero que curtam.

Era por volta de meia noite, num silêncio absoluto que ele despertou. Não conseguia mais dormir. Ao seu lado, a esposa descansava tranquilamente; sua face mais parecia a de um anjo. Depois de alguns minutos, um barulho lhe chamou atenção. Parecia um choro, um choro de criança vindo do outro quarto. Ele então se levantou e foi em direção ao barulho. Era sua filha. A menina estava aos soluços devido a um pesadelo.

— O que foi, filha? – ele perguntou, sentando-se ao seu lado na cama.

— As aranhas, papai. Elas queriam me pegar! – A menina respondeu ainda entre soluços.

Para tentar aliviar o medo que a filha estava sentindo, o rapaz se ajeitou na pequena cama, fazendo com que a filha deitasse a cabeça em sua barriga e tentou lhe explicar que pesadelos não eram reais e que as aranhas não iam lhe fazer mal.

— Mas eu tenho medo delas!

— Eu sei, eu sei – respondeu o rapaz, afagando os cachos arruivados da pequena. – Sabe, o medo existe para que possamos testar nossa coragem.

— Como assim, papai? – ela perguntou, agora curiosa.

— Bom, deixa eu te contar uma história. Há muito tempo, quando eu era ainda do seu tamanho, também tinha muito medo de aranhas. Lembro que uma vez, na escola, o seu tio me fez entrar em uma floresta com aranhas enormes, maiores até que você – a menina arregalou seus grandes olhos castanhos, e ele continuou – e eu senti como se fosse morrer de tanto medo.

— E o que aconteceu depois?

— Bom, nós corremos muito e tivemos ajuda de um carro voador!

— Mas você não sentiu mais medo?

— Ah sim, senti, e muito! Mas depois de alguns anos, ele se transformou. Eu tive medo de não poder ficar com a sua mãe. E depois de vê-la sofrer... – ele então deu uma pausa, lembrando-se da vez na mansão dos Malfoy – mas agora o meu maior medo é não poder ficar perto de vocês.

— Não precisa ficar com medo, papai. Eu sempre vou estar com você, e com a mamãe, e com o Hugo, e com os meus vovôs e vovós.

— Eu sei minha pequena, eu sei.

Rony e a menina ficaram ainda algum tempo abraçados.

— Papai?

— Sim.

— Eu não tenho mais medo de aranhas!

— Fico muito feliz em saber disso, meu amor! – ele disse abraçando-a novamente e aguardando até que Rose pudesse dormir novamente.

Notas finais
Não deixem de comentar o que acharam!

Beijinhos e até a próxima ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!