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2 O amuleto de geeste


Notas iniciais
Este é o segundo capitulo da fanfic, espero que gostem Aos fantasmas: comentem, assim vocês me ajudam a melhorar a fanfic Obrigado!

Continuando...

—Meu deus! É o amuleto de Geeste! — Gritou o Doutor

— O que é isso? — Eu perguntava
— O amuleto de geeste, ou dos espíritos é um amuleto que algumas civilizações africanas e egípcias acreditavam ter o poder de dominar os maus espíritos e aprisionar suas energias no amuleto utilizando-os a um bem próprio.
— Então quer dizer que eu tenho alguma ligação com esse amuleto?
— Talvez sim, mas mesmo que tenha não sei se conseguirei explicar o que houve aqui com você nem mesmo através da regressão, e eu também não sou nenhum estudioso sobre o assunto ou coisa do tipo, mas posso te adiantar, há algo mais por trás disso — Concluiu.
— O que acha que devemos fazer?
— Quero que esteja aqui a manha as seis para fazermos nossa primeira regressão, poderia ser prejudicial a você esperar mais.
Após avisá-lo que estudava de manhã, voltou-se a mesa para pegar um atestado, enquanto isso eu olhava Janet visivelmente assustada e com medo toda encolhida ao lado da mesa do Doutor e olhando para mim. Nunca havia vista aquela expressão. Após aproximar-me dela, agarrou minha cintura e recostou a cabeça sobre meu peito.
— Eu estou com medo — Ela sussurrava
— Vai ficar tudo bem — Dizia no mesmo tom
Neste meio tempo, o Doutor se voltava para nós e me entregava o atestado, que contava dois dias, virou-se para uma prateleira, pegou um frasco ainda lacrado de remédio, retirou uma pílula e após me afastar de Janet, me deu dizendo
— Tome esta pílula antes de dormir, eu não lhe daria normalmente, pois ela desacelera a corrente sanguínea e induz um sono profundo, mas vejo pelas suas olheiras que não esta dormindo bem e preciso de você descansado para amanhã.
E pegando a pílula discretamente acenei com a cabeça ao doutor e saímos Janet e eu a procura de um táxi. Ameaçava chover e eu ainda queria ter uma conversa com Janet antes de chegarmos a casa dela, por este motivo não queria arriscar. Acenamos ao primeiro táxi e entramos, paguei a gasolina e demos o endereço, tudo no mais impetuoso silencio, exceto pelas poucas palavras que dirigia ao motorista.
Eu via os prédios passarem, uma leve garoa caindo no vidro e o motorista ligando o pára-brisa, algo me dava a sensação breve de que eu precisaria de um moletom naquela hora, e aquelas nuvens carregadas não pareciam querer perdoar nenhum desavisado. Chegamos a casa da Janet, e eu fui despertado daquela viagem em meus pensamentos, agradeci o motorista e descemos. Após fechar a porta caminhamos alguns segundos até que não agüentei e quebrei aquele maldito gelo que imperava sobre nós.
— Quer conversar? — Perguntei
— Não sei, estou confusa
— Porque?
— De repente você começa a ter esses sonhos sem parar, depois tem um surto ou sei lá o que, o que vai vir depois? — Perguntou olhando no fundo dos meus olhos
— Olha só, Eu acho melhor você não se preocupar tanto comigo okay? Vou ficar legal, vai dar tudo certo...
— Nicolas Ken! Não fale comigo como se eu fosse uma criança!
— E o que você quer que eu diga?
— A verdade! — Enfatizou
— Ah é? — Indaguei forte
— É! — Repetiu
— A verdade, Srta Janet Saul, É que eu não sei o que fazer! — Satisfeita?
— De verdade? Sim, estou satisfeita, pois você é meu amigo e eu não me perdoaria se algo acontecesse com você
Aquela frase me deixou em choque, ela nunca havia dito nada assim, alias vivia calada e desde mais cedo na minha casa parece ter algo preso na garganta e que somado ao episodio desta noite a deixou aflita ao extremo. Após esta conversa, perguntei a ela se nos veríamos amanha na regressão, apesar de não querer, pois temia que ocorresse outro momento como aquele no consultório, mas também temia que ela pensasse que estava me distanciando dela. Ela aceitou. Breve, me distanciei e ela também parecia se distanciar, porém se tivesse olhado para trás, teria visto que ela esperou até o ultimo momento para parar de me vigiar.

Começava a engrossar a chuva, então resolvi correr por entre o dois quarteirões que separam minha casa da casa da Janet, passei por entre alguns becos para tentar não me molhar tanto e consegui cortar caminho até a minha casa. Entrei e tirei a blusa, estava toda encharcada, mas mesmo assim não liguei em deixa-la no sofá alguns instantes enquanto eu tomava banho, precisava daquilo, tinha sido um dia além do normal, se é que se pode dizer que algum dia da minha vida é assim.
Saindo, peguei a blusa e torci na pia deixando-a menos encharcada, fui no quarto e retirei as coisas da minha cama, me jogando bruscamente sobre ela, só queria dormir, então lembrei da pílula, fui ao banheiro, tomei e voltei para a cama, breve já estava dormindo.
Quando acordei devia ser umas quatro da manhã, levantei cedo me lembrando do compromisso que havia marcado com o Doutor para fazer a primeira regressão, tinha de me arrumar logo ou iria perder a hora. Eu estava com sono, mas o dia estava lindo, me espreguicei e fiquei observando-me no espelho do guarda roupa por um tempo. Criei coragem e sai da cama, o chão estava molhado, talvez pelo fato de eu ter tomado a pílula na pia do banheiro na noite passada e ter saído com as mãos molhadas e pingando. Escovei os dentes, lavei o rosto e sai do banheiro.
De repente me surpreendi, estava saindo do banheiro quando topei com um homem, mas o pior é que quando olhei para seu rosto logo percebi que era o homem que aparecia nos meus sonhos, meu susto foi tamanho que escorreguei na parte molhada do chão. Ele tinha uma expressão diabólica nos olhos e uma sádicidade arrepiante na expressão, vestia um terno inteiramente preto, cabelo branco e calvo e olhos azuis que não lhe amansavam a aparência impiedosa. Sua voz rouca me arrepiou a espinha e atordoou a mente.

— Se não posso estar nos seus sonhos, serei sua realidade, Sr. Nicolas.
Aquilo tudo havia me atordoado, fechei os olhos, tamanho era o meu temor naquele momento, mas ao abri-los, não havia mais ninguém. Perguntei-me se estava ficando louco, e em seguida chorei. Se ele é real, que Diabos quer de mim? Isso foi o que dominou a minha mente enquanto encarava o vazio.

Notas finais
Se você esta gostando da historia, marque-a assim poderá acompanha-la sempre que for atualizada, novamente, obrigado!