Notas iniciais
Demorei a postar pois queria dar uma atenção especial aqui pois estamos chegando em pontos-chave, e tambem para melhorar a qualidade do texto; comentem o que puder para ajudar e sigam a historia. valeu espero que gostem :D


E então o doutor passou a analisar a frase por alguns segundos, extasiado com tal metáfora que o rondava, e talvez algo tivesse lhe passado em sua cabeça, porém em seguida percebi ele baixar seu semblante, passando a ideia de que havia falhado na sua tentativa. Vendo isso resolvi quebrar o silencio.
― E então? Qual é o próximo passo?
― Eu queria poder adiantar as coisas, mas meu consultório anda com a agenda cheia, e além do mais é bom darmos um tempo extra a você para se recuperar, posso fazer outra sessão com você em três dias. Tudo bem?
― Sim, claro, eu entendo ― Respondi amigável
― Então estamos conversados. ― Você ainda tem aquelas pílulas?
Então nesse momento eu me lembrei do que havia acontecido depois que eu havia tomado essas pílulas e aquilo voltou a me atormentar, não tive outra escolha senão contar tudo a ele em detalhes, ele ficou espantado é claro, mas eu senti que aquilo o havia deixado mais determinado a resolver o caso. Então me lembrei rapidamente que não havia contado nada do que aconteceu comigo para Janet, embora tivesse almejado isso momentaneamente, numa segunda análise, achei melhor assim, pelo menos por enquanto.
― Então nesse caso, acho melhor suspender o uso ― Disse ele se referindo ás pílulas.
― Tudo bem ― disse acenando com a cabeça
― Durante esses dias, veja se consegue concluir alguma coisa
― Vou tentar
Então saímos do pequeno quarto e nos encaminhamos de volta para a parte maior do consultório, onde o doutor falou brevemente sobre os progressos da regressão. Ele também teve que recomendar que Janet não comparecesse mais as consultas por serem muito longas e cansativas, e não somente por isso, mas pelo fato dela estar visivelmente aflita. Ela não pareceu ter gostado nem um pouco.

Cumprimentamos formalmente o doutor e saímos a passos largos, não demorou muito para que saíssemos do consultório do Dr. Harrinson, Janet parecia fazer um grande esforço para controlar sua raiva, mas ao sair não se conteve.
― Você ficou maluco? ― Vai deixar aquele cara mandar em mim?
― Aquele cara talvez seja um dos poucos em quem possa confiar então é melhor você se controlar
― Agora quer que eu me controle? Como vou me controlar sabendo que você é quase um paranormal ou sei lá o que, e que eu não posso fazer nada?
― Escuta eu sei que é difícil, mas você tem que se controlar, porque eu preciso me concentrar pra tentar entender o que é tudo isso, e se você ficar assim não vou conseguir pensar em nada, entendeu?
― Hurum ― Murmurou ela baixinho
Naquele instante ela veio até mim e me abraçou repentinamente como se quisesse afogar alguma coisa que lhe dava medo, ou como se quisesse simplesmente evitar chorar na minha frente. Percebendo isso eu a confortei perto de mim para que se acalmasse
― Tá tudo bem. ―Vamos procurar um táxi ― Completei
Então dobramos umas duas ou três esquinas e encontramos um taxi que estava deixando um pessoal, provavelmente turistas, entramos e demos o endereço que é o da casa e Janet, ela sabendo que sua mãe estava em casa e que seu pai estava para chegar fez o melhor que pôde para se recompor. Enquanto chegávamos, eu sofria com o fato de ter contado aquelas coisas a Janet e deixa-la daquela maneira, por outro lado, também sofria por não ter contado o que tinha acontecido de manhã, e por alguns momentos vi um completo dilema a ser resolvido.
Ao chegarmos em frente da casa dela, vi que ela estava com o olhar fixo em mim, e embora mais calma, continuava com um semblante de preocupação em torno do que havia acontecido, talvez isso se deva por ela ser muito emotiva com as pessoas mais próximas.
― Vê se fica legal tá? ― Iniciei
― Vou ficar
― É assim que se fala. Até mais.
― Até...
Então me virei e me afastei alguns metros, mas ai ela me chamou de novo.
― Nick...
― O que?
― Isso também vale pra você
Nesse momento acenei com a cabeça e me virei novamente, indo em direção a minha casa, e por mais que eu quisesse pensar em algo sobre a Janet ou sobre ás coisas que aconteceram hoje, eu só conseguia caminhar para chegar logo, na pretensão de me deitar, parece até que a ultima noite, que foi muito bem dormida graças a pílula me fez esquecer por um momento o que me aguardava.
Entrei em casa e logo subi para o quarto na intenção de descansar, mas mudei o raciocínio e percebi que este seria um bom momento para tentar descobrir algo sobre isso que vem ocorrendo comigo. Para me prevenir decidi pegar papel e caneta para o caso de ter que desenhar ou escrever algo que aparecesse em meu sonho.
Como esperado, eu tive um sonho, nele só havia luz por todo lado, como um lugar infinito no qual eu podia andar e não acabava. Logo comecei a ouvir uma voz que dizia
― Mesmo que tu temas os sinais que te mandei, assim será o teu futuro, tentes lutar, tudo será em vão e eu sei, horas se passarão, entenda e diga a si mesmo” What is it?”
Eu é claro não entendi nada daquilo, mas ele deu apenas uma pequena pausa, e no tempo em que ele não falou, tomei consciência de que estava sonhando e forcei minha mente para não esquecer o que ele disse, e mesmo não fazendo sentido nenhum e contendo pausas totalmente desnecessárias entre as frases, senti que precisaria memorizar. Ele continuou.
― Mesmo que lute para ser o ideal, um a um, ruirão todos eles, doloroso será o processo, ouse tentar contra mim, cairá sobre ti tudo, Sr. Ken.
Novamente ele solta frases totalmente pausadas e sem sentido nenhum, como se me fizesse um desafio para decifrar o que ele tem para me dizer, e quem quer que seja está brincando comigo. Então depois disso o sonho terminou e eu acordei. Fiquei parado alguns segundos para mentalizar meu sonho e anota-lo exatamente como foi dito usando virgulas durante suas pausas breves e um ponto na pausa longa. Assim eu fiz.
Por algum motivo eu não conseguia interpretar absolutamente nada daquilo, é como se realmente não fosse para haver sentido, ou apenas um sentido parcial, para esconder a verdadeira intenção do que ali estava. Mesmo confuso eu sabia quem poderia resolver isso. Ninguém menos que o Ivo, digamos que ele é meu melhor amigo depois da Janet, mais nesses tempos estava muito ocupado aprendendo o oficio do pai, o empresariado era a sua praia.
Por outro ponto, Ivo também se ligava muito em conhecimentos mais peculiares como códigos, anagramas e mensagens subliminares então eu logo pensei que se ele não pudesse resolver isso ninguém que eu conheço poderia. Também percebi que poderia ser difícil de explicar o que estava acontecendo comigo, mas mais por causa do tamanho da historia do que pela reação dele, que sempre foi muito racional, por outro lado, isso poderia fazer com que ele duvidasse de mim.
Peguei uma jaqueta, pois estava um pouco frio e fui ate a cozinha para pegar uma maça para comer. Depois sai de casa e caminhei umas três quadras até encontrar um táxi. Dei o endereço e seguimos viagem.
O Ivo morava numa das partes mais nobres de nova York, seu pai é de origem venezuelana, mas conseguiu cidadania aqui nos estados unidos, algo bem raro. Depois disso aprofundou seus estudos e montou uma pequena empresa de calçados por aqui. Hoje em dia já não é mais tão pequena, e tem bastante filiais espalhadas pelo país.

Cheguei a casa dele empunhando o papel nas mãos e pensando em uma forma de falar tudo àquilo para ele de maneira que ele pudesse absorver bem e que eu pudesse descobrir alguma coisa. Toquei a campainha e aguardei ele abrir.
― Oi, ― Disse ele me recebendo
― Oi
― Entra cara, fica a vontade
― Você tá legal? ― Perguntei
― Estou bem, só um pouco cansado ― E você como está?
― Vou levando, na verdade é por isso que estou aqui ― Disse mostrando a anotação
― O que é isso? ― perguntou
― É uma longa historia, mas pra que isso dê certo você vai ter que acreditar em mim pois não é brincadeira
― Tudo bem ― Afirmou
Depois disso comecei a lembrar ele sobre os meus sonhos e contei tudo desde que conheci o Doutor Harrinson até aqui, omitindo apenas o que aconteceu pela manhã, pois poderia correr o risco dele comentar com Janet, e isso não seria muito bom.
Depois disso ele entendeu que o motivo pelo qual eu estava ali era o código, pois das pessoas que eu conheço só ele saberia resolver. Logo ele começou a fazer algumas combinações sem sucesso, mas em outra tentativa um nome começou a se formar, mas por alguma razão ele demorou a achar.
Então olhei para o papel, ele viu as frases e circulou com a caneta a primeira letra da primeira frase e uma letra após a vírgula nas outras, mas ai viu que deveria quebrar o padrão na ultima letra, aquilo havia formado um nome.
― Matthew Murdock ― Ele leu em voz alta
Neste momento senti estrema fraqueza e cai no chão, e tudo o que eu ouvia era o Ivo chamando o meu nome e depois disso tudo foi ficando escuro e eu apaguei.

Notas finais
Espero que tenham gostado, não se esqueçam de comentar e se estiver gostando, acompanhar a historia, assim você pode ler os capitulos assim que sair. Obs: esse capitulo era pra ter saido no dia 27 ás 11:55, mas como editei de madrugada tive de colocar para o dia 28 no mesmo horário, pois gosto de colocar em bons horários para ficar mais acessivel Obrigado e até o próximo capitulo :D ;)