Medicine 2° Temporada

55 Capítulo 55: Catastrophic part II.


Notas iniciais
Olá Meus Amores! Olha eu aqui de novo com mais um fresquinho e grande capítulo para vocês com todo meu amor do mundo. Eu espero de coração não ter demorado mas eu juro que estou a dias escrevendo e tentando finalizar mas houve uns contra tempos porém eu consegui finalizar e vim correndo postar para vocês. Espero que gostem do capítulo que escrevi com muito amor e dedicação e caso queiram entrar no GRUPO DO WHATSAPP das minhas leitoras é só mandar o numero por mensagem direta e o nome que estarei adicionando, pois lá não faltam avisos e conversas legais kkkk enfim curtam o capítulo como eu curtir escrever ele e me falem o que acharam, faltam 9 cometários para chegarmos aos 500 então por favor deem esse hekp aqui a história e comentem, não vai cair o dedo eu prometo. Boa Leitura>

Os casos mais graves ficam com os chefes dos setores médicos -- Klaus gritou ao subir em uma ambulância e havia tantas pessoas ali se esbarrando em meio as macas que saiam das ambulâncias, os socorristas e os bombeiros, estava um verdadeiro caos naquele lugar. Me aproximo da maca de Klaus e verifico a garota desmaiada com uma grande quantidade de sangue na sua blusa e jaqueta aberta, usava suporte de oxigênio e estava pálida demais.

Eu cuido dela Klaus -- falo me certificando de que ela seria minha paciente e ele concorda

Eu vou por ordem aqui -- ele comenta e eu concordo empurrando a maca dela com ajuda de Tyler apenas, precisávamos de o máximo de pessoas atendendo no momento, pelo menos até o caos todo diminuir na entrada da emergência do nosso hospital. A levamos ao trauma 1 onde começamos o atendimento imediato da paciente.

Eu quero duas bolsas de sangue O- para a paciente, quero contagem de eletrólitos, ultrassom abdominal para detectar hemorragias, quero um raio x para verificar a bala, não há ferimentos de saída então ela ainda esta dentro da garota -- comando de imediato após verificar se havia ferimentos de saída mas não havia, verifico em seguida as pupilas da paciente com a lanterninha --- Pupilas reagentes, batimentos em 50, PA em 10x60

Preciso que a estabilize -- falo para Tyler enquanto corro até Kyle -- Cadê o Raiox ou o Ultrassom?-- questiono parando no balcão

A caminho -- ele responde e uma das enfermeiras sai do elevador com o ultrassom portátil e atrás dela alguém com o Raio X, entramos no trauma 1 e vejo que os batimentos e a pressão da paciente estava estabilizando aos poucos graças a Tyler. Faço a mensuração do Raiox na chapa com ajuda dos enfermeiros e de Tyler e em seguida ele faz o ultrassom na minha frente enquanto eu observo as imagens.

Atingiu o fígado e esta próxima ao baço, temos que retirar imediatamente -- falo suspirando frustrado e nós a levamos a sala de cirurgia as pressas, nos preparamos enquanto a preparam e ao entrarmos na sala de cirurgia ela esta totalmente preparada recebendo suporte sanguíneo -- Vamos lá pessoal, vamos começar .. Bisturi

Bisturi -- a assistente anuncia me entregando o mesmo e eu o seguro entre o polegar e o indicador, dando suporte maior com o terceiro dedo e faço a incisão no abdômen da garota exposto e protegido lateralmente pela toalha cirúrgica com abertura deixando a área exposta.

Expansor -- Peço e deixo que Tyler fala o movimento posicionando o expansor e abrindo a abertura feito com o bisturi, deixando as entranhas da garota a vista

Sucção -- ele pede e recebe o mesmo em mãos retirando toda a quantidade de sangue livre na cavidade

água -- peço e jogo um pouco para limpar a área , Tyler suga rapidamente deixando tudo mais claro para nós -- Fica com o Fígado, eu vou ver a bala e o baço dela

Tyler balança a cabeça em concordância e eu de imediato entro em ação usando as pinças e tesouras para abrir meu caminho entre as camadas da paciente até chegar ao baço dela, a bala estava parada bem próxima a ele pressionando mas não entrou, uso uma das pinças e a seguro retirando devagar mas não foi o suficiente, a bala estava ali pressionando justamente e impedindo um sangramento que iniciou fortemente quando retirei a mesma, jogo na bacia a pinça e a bala e uso uma outra pinça para tentar parar o sangramento.

Sucção -- comando e alguém ao meu lado usa o mesmo sugando o sangue que não para de sair do baço da menina -- Ela vai precisar de mais sangue

Eu vou pedir para o banco de sangue -- Uma voz feminina soa na sala mas eu não identifico a pessoa estou ocupado demais focado no sangramento.

Pinça Kelly -- peço e estendo a mão recebendo a mesma e usando para tebtar manter a parede do orgão unida e evitar o sangramento. Fico mais uma hora naquela sala de cirurgia até que tudo esta sob controle e deixo que Tyler termine a cirurgia enquanto retorno a emergência para ajudar nos atendimentos.

Como estamos por aqui? -- Questiono a Kyle

Klaus conseguiu organizar, os atendimentos simples estão na clinica com alguns internos e enfermeiras, os residentes estão com casos mais agravantes e os emergenciais estão com os chefes de setores --- Ele respondeu de imediato

Klaus trabalhou na guerra, ele é bom no meio do caos -- comento e Kyle concorda -- O que tem pra mim?

Escolha qualquer um dos traumas, todos precisam de avaliação de um cirurgião geral -- ele fala e eu entro no trauma 1 onde Lexi estava atendendo, sinto-me péssimo pelo que vejo, um jovem com uma machadinha enfiada na clavícula e ferimento a bala no abdômen.

Eu achei que fosse somente tiros -- falo indignado

Todos achamos até que chegou este jovem e mais quatro com flechas e facas -- Lexi fala suspirando -- O nome é Jackson Hunter, ele tem uma grave fratura na clavícula e uma provável hemorragia abdominal, não conseguimos encontrar as balas e há ferimentos de saída nas costas, ele não sente nada da cintura para baixo e após uma crise apagou aqui no trauma

Tudo bem, ele provavelmente teve uma das vértebras atingidas e esta com edema local que pode estar provocando esta paralisia temporária ou definitiva, precisamos mandar ele para um TC -- falo colocando luvas limpas e ela suspira

Tenho que remover o machado mas esta tão próximo do pescoço, se eu fuder com tudo -- lexi fala temendo piorar o caso dele

A barriga dele esta ficando roxa -- A enfermeira fala nervosa e paro de olhar para minha amiga que esta me olhando esperando que eu diga se ela deve ou não remover o machado, me aproximo de imediato do paciente e verifico seu abdômen, estava bem flácido e edemaciado, uma grande quantidade de sangue estava ali.

Eu quero uma bandeja cirúrgica e uma sonda agora -- falo rasgando mais a sua blusa e uso Iodopolividona (PVPI) um concentrado antisséptico com iodo para demarcar a área e limpar a mesma, a enfermeira entrega-me uma bandeja com bisturi, pinça e tesoura, o básico ali mas serviria até ele estar em mesa cirúrgica, com o bisturi faço a incisão local e uso as mãos para abrir um pouco mais o tecido fazendo sangue escorrer pelas laterais e pingar em nossos sapatos.

Droga -- lexi resmunga ao remover a machadinha e o sangue romper pela abertura como uma torneira aberta esguichando no rosto da loira -- Damon?

Pressione, mantenha suas mãos no local ou ele vai morrer -- falo tentando manter a calma e ela concorda com ambas as mãos ali -- Kyle?

Uou -- o mesmo fala alarmado ao entrar no trauma

Qual a sala cirúrgica esta vazia? -- questiono

a sala 4 provavelmente -- ele responde vendo no sistema

Provavelmente?-- questiono

Bom, com toda a emergência é provável que não tenham jogado nada sobre cirurgias até o momento -- ele responde sem jeito e eu suspiro

Tudo bem, nos consiga sangue um suporte, um anestesista e um kit cirúrgico mais avançado -- falo rápido e ele concorda saindo depressa

Batimentos caindo -- a enfermeira comunica

Injeto 5mg de epinefrina e 2 de lidocaína -- falo sem precisar pensar muito e prepare ele para receber sangue imediatamente

Sim senhor -- ela confirma e olho para lexi que tem os olhos fechados por alguns segundos -- Lexi ..

Ele vai morrer, não vai?-- questionou

Não, vamos dar o nosso melhor e nós somos ótimos no que fazemos e temos grande chances de salvar este garoto -- falo a encarando e ela concorda

Ele só tem 14 anos -- a enfermeira fala aplicando o que eu pedi nele -- Batimentos subindo

ótimo -- falo sem a olhar pois estou mantendo contato direto com minha amiga e ela mantinha firme seu olhar em mim enquanto mantínhamos nossas mãos a pressionar certos locais no corpo dele.

Aqui doutor -- Kyle surge com um carrinho e tudo que pedi além de um anestesista que vinha empurrando o apoio para as bolsas de sangue.

Não acredito que vamos operá-lo aqui -- Peter o anestesista fala sentando em um banquinho e quando a enfermeira fala que ambas as bolsas de sangue estão conectadas e ele diz que o paciente de fato não irá acordar no meio do nosso procedimento eu posso enfim iniciar.

Kyle o expansor -- peço e ele me entrega , retiro minha mão rapidamente posicionando o expansor e o sangue volta a vazar, mas uma vez posicionado eu retorno com minha mão esquerda para o local segurando firme enquanto que com a direita estendo a mesma na direção de Kyle -- Sucção

vai fazer com uma mão?-- Lexi questiona e eu apenas confirmo -- preciso que me preparem a sutura com prolene 2.0 pra ontem e quero um pouco de água e sucção também

Uso a sucção com uma mão retirando o máximo de sangue da cavidade e entrego a sucção a lexi que usa no ferimento, foco no meu local e deixo a loira se virar na área dela, além disso eu uso apenas uma mão o que não me facilita em nada.

Gazes, muitas gazes --- falo a Kyle que lança-me gazes após abri-las e vou enfiando tudo na cavidade vendo-as ficar encharcada imediatamente, retorno minha mão não contente e volto a usar uma mão apenas -- Prepare o a sutura, eu preciso para isso ou ele vai sangrar até não ter mais nada no sistema

Tudo bem, prolene 1.5 ou 2.0?-- Kyle questiona

1.5 -- respondo e recebo a Mayo-Hegar, um porta agulha com suporte para dedos que é mais fácil de se manter no meu caso com uma mão desocupada apenas, além do movimento de alavanca ser melhor, faço o primeiro ponto enquanto Kyle me observa chocado -- O que é Kyle?

Esta mesmo fazendo com uma mão?-- ele questiona indignado

Aham -- falo óbvio -- Prepare a tesoura para cortar

Ele mantem a tesoura em mãos enquanto faço os pontos no local e peço que jogue um pouco de água e sugue retirando o resto de do liquido que sai alaranjado, ele entrega-me a tesoura e recorto o ponto feito no baço do mesmo e viro-me para lexi que estava terminando de pinçar a artéria com todo cuidado do mundo para evitar transtornos e ao finalizar ela sorri.

Ele esta bem pálido -- ela comenta -- Parece um vampiro daquele filme adolescente ..

Crepúsculo -- falo completando e ela concorda -- Anna gostava de assistir

É eu sei -- lexi e suspira -- E agora?

Vai fazer algo na clavícula dele?-- questiono e ela nega

Só trincou o osso, ele vai sobreviver e retornar ao estado normal -- lexi responde apoiando-se no armário

Suture ele, eu preciso ir ver outros traumas -- falo retirando minhas luvas e me livrando de suturar o paciente deixando ela para trás e entrou no trauma 2 onde Bailey estava comandando com Stefan ao seu lado e mais dois internos -- Precisa de ajuda?

Não, nós damos conta aqui -- Bailey responde e eu entro no trauma 3 onde Elena estava com Bonnie

Precisam de ajuda? -- questiono

Nós podemos nos virar, você viu o garoto com um machado no pescoço?-- elena questiona e eu confirmo -- Como ele esta?

Vai se recuperar, Lexi e eu o operamos no trauma 1 -- respondo as surpreendendo e saio do trauma 3 sendo pego de surpresa pelos gritos de uma garota entrando na emergência de maca e grávida com um tiro no do lado direito do peito -- Eu cuido disso

Me aproximo dela quando os paramédicos saem, ficando apenas um deles para me passar informação.

Tessa Timothy, 16 anos gravida de 7 meses foi atingida por uma bala do lado direito e não há ferimentos de saída, ela perdeu a consciência mas retornou no caminho, esta com contrações e em estado de pânico total, a pressão 13x9 e os batimentos a 130bpm -- o homem fala quando paro ao lado da maca, em seguida ele sai deixando a maca ali próxima e a mesma gritava tanto que seu rosto estava vermelho e ela estava suando demais.

Eu preciso que fique calma Tessa --- falo tentando mantê-la parada e ela grita assustada --- Tessa eu preciso te examinar

Verifico suas pupilas e estavam reagentes, verifico a rigidez do seu abdomen e estava rigido até demais e por ultimo verifico o seu ferimento, não havia de fato sinais de saída da bala e ela havia perdido uma boa quantidade de sangue.

Chamem a Rebekah e me arrumem uma sala de cirurgia para ontem -- grito o meu comando pressionando o local da bala quando ela começou a tossir e a quantidade de sangue saindo aumentou. Posiciono-me ao lado da maca empurrando com ajuda de Tyler que surgiu para me ajudar e ele esta do outro lado empurrando comigo -- Vai entrar comigo Lockwood?

Se permitir -- ele responde sorrindo

Você é meu queridinho, sempre foi só não fale isso a elena ou ao meu irmão -- falo o fazendo rir e concordar, as portas do elevador abrem e entramos com a maca até o setor cirúrgico para ocuparmos uma sala e operarmos a garota. Deixo que a preparem enquanto faço a minha limpeza na sala de preparo ao lado e observo do vidro todo o movimento dentro do centro cirúrgico e Tyler esta bem ao meu lado.

Chamou?-- Rebekah questiona entrando com sua máscara rosa de corações no cabelo preso em um coque de tranças e ela já usava máscara no rosto.

Temos uma cirurgia, importante -- falo apontando para o vidro -- É uma das alunas, ela esta grávida e foi atingida duas vezes, uma no lado direito e outra no abdômen, acho que ela não sentiu nada e a bala deve ter saído mas o bebê esta em sofrimento

Ela foi atingida no abdômen?-- Rebekah questiona e eu confirmo

Eu percebi quando o paramédico apontou discretamente, e entendi que ela não havia notado pois estava em uma crise nervosa -- explico retirando o sabão dos antebraços e das mãos, era sempre ao mesmo ritual ao entrar no preparo, escovar o máximo unhas, dedos, dorso da mão e ante braço ates de entrar o ambiente estéril do centro cirúrgico -- Ela tem 7 meses, eu já pedi bolsas de sangue O- para repor o que ela perdeu

Tudo bem, vou me lavar aqui -- Rebekah fala abrindo uma das torneiras e lavando-se enquanto eu e Tyler entramos na sala já limpos, ela entra minutos depois quando nós dois já estamos protegidos com os Epi's adequados, luvas, máscaras, avental e óculos de proteção. Me aproximo da mesa de cirurgia ocupando o lado direito da mesma com Tyler do lado esquerdo e peço o bisturi ao ver que o local estava já limpo e marcado com o antisséptico, faço a incisão próxima ao peito onde a bala estava e vejo Rebekah se por ao lado de Tyler pedindo o bisturi recebendo um novo e ela faz a incisão para a cesariana da garota, em menos de um minuto Rebekah esta retirando o bebê de dentro da garota e ele estava todo roxinho e sem chorar.

Esta vivo?-- questiono

É uma menina -- Rebekah fala entregando a enfermeira -- Coloquem ela no oxigênio mas antes fazem a sucção das vias aéreas e injetem 1mg de epinefrina, os batimentos dela estão baixos e também injetem de bicarbonato, eu já vou cuidar dela

Pode ir doutora, eu retiro a bala e fecho a cesariana -- Tyler se prontifica e Rebekah concorda indo a socorro da bebê que até então nem viva parece estar.

Bala fora -- anuncio após retirar o projétil da garota e jogo na bacia que tinha algumas gazes sujas já -- Preciso de mais gazes, água, e sucção

Sim senhor -- alguém responde rápido e eu logo tenho tudo isso, primeiramente uso as gazes e retiro tudo de sangue que consigo nelas, que saem ensopadas, jogo água na cavidade peitoral e sugo com o aspirador saindo a água alaranjada do sangue e começo a fazer a sutura calmamente, enquanto vejo Tyler retirar a bala depois de alguns minutos e uso a sucção para ajudá-lo com o sangue que não parava e em meio a minha distração ouço rebekah anunciar que a bebê estava viva.

Ela esta bem, vai precisar de auxilio respiratório e se passar de hoje terá grandes chances -- a loira fala se aproximando quando levam a neném na encubadora para a UTI neonatal do hospital e ela se prontifica a fechar a cesariana da garota.

Eu vou verificar a Nora, ver como esta com todos os familiares -- falo e tiro uma foto do rosto da paciente para levar a minha irmã, retiro a máscara e o avental jogando no lixo e deixo o centro cirúrgico onde ficou Rebekah e Tyler finalizando, caminho pelos corredores com o aparelho telefone em mãos e enfim chego a sala de espera que estava lotada de pessoas enquanto minha irmã estava organizando um quadro com fotos de pacientes.

Tudo bem pessoal esses são os pacientes que infelizmente não resistiram -- Nora fala afastando-se do quadro deixando que eles se aproximassem e retirassem a foto do seu ente querido caso o reconhecesse e ao me ver Nora se aproxima sorrindo -- Oi

Ta tudo bem por aqui? -- questiono e ela confirma e escutamos ao fundo alguns choros e gritos dolorosos, Nora fechar os olhos por alguns segundos.

Eu entendo totalmente a dor deles -- ela fala baixinho e suspiro sem saber o que dizer a ela, eu sinceramente não sabia o que pensar quando lembrava que perdi um amigo, uma irmã, um filho e uma mãe, afasto esses pensamentos e mostro a ela a foto que tirei.

Eu acabei de operar essa jovem, ela estava grávida e o bebê esta na UTI neonatal sob cuidados da Rebekah -- explico e ela olha-me antes de balançar a cabeça e ir ao grupo de pessoas aflitos por não reconhecerem seus filhos nas fotos dos que foram a óbito aqui no hospital, eu a sigo e Nora observa que algumas das fotos foram retiradas do quadro, vejo as pessoas chorarem um pouco mais afastados com as fotografias em mãos -- Eu sou o Doutor Salvatore, estou no comando de alguns atendimentos e acabei de sair da cirurgia de Tessa Timothy

É minha irmã, eu sou responsável pela Tessa -- Uma jovem loira levanta se aproximando de mim nervosa -- Como ela está?

Bom, ela foi baleada duas vezes e precisou de uma intervenção imediata da nossa parte, conseguimos remover as balas e fizemos uma cesariana de emergência, Tessa esta saindo da cirurgia e vai permanecer sob observação mas até o momento ela esta fora de perigo -- explico e ela solta o ar lentamente enquanto as lágrimas caem por seu rosto aliviado

E o bebê?-- ela questiona voltando a ficar nervosa -- Eu descobri a gravidez dela a poucas semanas, ela escondia e apertava com cintas, começou o pré natal muito tarde ..

É uma menina, esta na UTI Neonatal devido problemas respiratórios pois não estava no tempo de nascer e os pulmões não estão totalmente maturados -- explico e ela sorri ao saber que ganhava uma sobrinha -- Se ela resistir a essa noite, tem chances maiores vamos torcer para que ela aguente

Obrigada doutor, obrigada mesmo -- ela fala me abraçando para minha surpresa e eu dou tapinhas em suas costas sem saber bem o que fazer e vejo Nora sorrir ao meu lado -- Eu vou ligar para os meus pais, ou eles vão se acidentar no caminho até Seattle de tão nervosos

Faça isso -- a aconselho e ela se afasta sorrindo para Nora que sorri de volta

Eu acho que esta fazendo um bom trabalho com eles -- falo e ela suspira

Eu gostaria de dar noticias melhores -- Nora exclama e olha um casal abraçado com uma das fotos que ela colocou no mural -- Eu consegui que quase todos doassem sangue, e tem mais alguns na coleta doando nesse momento

Você esta sendo maravilhosa Nora, obrigado pela ajuda -- falo a abraçando e ela sorri indo ao quadro de fotos retirando-as por enquanto e eu retorno a emergência encontro Bailey um pouco atordoada no meio dos leitos -- O que há Miranda?

Um dos atiradores esta aqui -- ela responde apontando para o trauma 3 onde Klaus estava atendendo o mesmo

Tem certeza?-- questiono e ela confirma -- Bate com os detalhes que alguns pacientes deram

Tudo bem, devemos avisar a autoridade competente para mantê-lo sobre vigilância e depois levá-lo sob custódia -- falo quando ela suspira, eu compreendo o que Bailey esta sentindo afinal aqui no hospital sob tantos olhares raivosos se souberem que ele é um dos que causou o ataque, a vida dele estaria em risco

Eu já liguei, o delegado responsável e alguns policiais estão a caminho -- Bailey responde baixinho

Temos 12 mortos confirmados só aqui no Seattle Grace -- Kyle passa por nós deixando a informação no ar e Bailey suspira pesadamente

Eram crianças estudando -- Richard para ao nosso lado quando seu paciente passa numa maca totalmente coberto e ele suspira com pesar

Eu vou ligar pro meu filho -- Miranda fala aparentemente abalada e pega o telefone

Bailey se quiser ir buscá-lo ou Benjamin, apenas para ficar mais calma sobre a segurança dele --- Richard sugere compreendendo o medo da amiga e sinto-me bem sabendo que ele como chefe compreende cada um de nós quando precisamos e Bailey concorda.

Ben vai buscá-lo, eu não quero dirigir nesse estado de nervos -- ela fala saindo com o telefone enquanto busca pelo marido para ir buscar o filho dela. Olho para meu padrinho e chefe e vejo o quão tenso ele esta no momento.

Já estamos no meio da tarde e parece que o caos não vai acabar -- Richard fala fazendo despertar para o horário e vejo no relógio, eu nem havia almoçado hoje e me pergunto se alguém nesse hospital fez isso, imagino que poucas pessoas foram capazes de conseguir parar e comer algo --- Pelo menos temos sangue suficiente no banco de sangue

Nora foi uma ajuda e tanto com os parentes os incentivando a doar -- falo e ele concorda

A mãe de vocês ficaria orgulhosa dela -- Webber comenta e eu concordo -- De todos vocês

vejo ele apontar para Stefan dentro do trauma 3 ajudando Klaus com toda a energia que ele tem para salvar um provável assassino e ainda assim ele estava lá com todo vapor dando o melhor dele independente de quem for seu paciente. Realmente Stefan é motivo de orgulho para qualquer pai ou mãe, eu como irmão estava orgulhoso do que ele se tornou, e Nora estava lá apoiando os familiares, ajudando-os a conseguir respostas e conseguindo que ajudassem doando sangue, isso nem era função dela mas estava ali ajudando em meio a tudo isso, e ela a pouco tempo sofreu uma grande perda, e ainda assim estava aqui dando o melhor dela da melhor maneira possível, eles são ótimos.

É, eu tenho ótimos irmãos -- falo concordando e Richard sorri

Eu nunca vi tanta criança e jovem aqui, nem em época de gripe -- ele comenta e eu tenho que concordar, é um dia bem difícil e tudo que eu queria era ver a minha menininha e ter certeza que ela estava bem mas não podia deixar os pacientes na mão. As portas da emergência abrem-se e por ela uma maca entra com um adolescente totalmente ensaguentado e desacordado enquanto um dos paramédicos empurrava a maca com a ajuda de uma mulher não muito alta, um pouco cheia e de cabelos pretos, ela estava desesperada gritando como ninguém.

Pelo amor de Deus ajudem ele -- ela pedia e nos aproximamos dos mesmo

O que temos?-- questiono após receber um par de luvas de Richard que pegou em um dos leitos

Adonis Graham, 16 anos baleado na cabeça durante o tiroteio na escola, avaliação de ECG (escala de coma de gasglow) em 4 e pressão e batimentos alterados mas conseguimos reverter e deixá-lo estável, não responde de modo algum -- o paramédico nos passou o caso do garoto e Richard suspira enquanto eu observo pessoalmente a reação das suas pupilas

Pupilas fixas -- comento a Richard e ele suspira fechando os olhos

O que isso quer dizer?-- a senhora questiona e eu imagino ser a diretora do colégio ou uma professora pois o mesmo era aluno da escola.

Morte cerebral, eu sinto muito -- anuncio e ela desmaia nos braços de Richard após alguns segundos paralisada

Preciso de uma maca e de suporte ventilatório para esta senhora -- Richard fala alto e dois enfermeiros vem até ele -- Damon, encontre os pais desse garoto e dê pessoalmente a noticia por favor

Tudo bem -- concordo com ele

Mandem ele para a UTI, os pais vão querer se despedir e podemos mantê-lo ventilando até o momento -- comando a Kyle que concorda pegando o telefone da emergência para solicitar a remoção imediata do paciente a uma das alas da UTI. Caminho pelo corredor esbarrando em um dos internos devido a pressa dele e a minha também, e ao chegar na sala de espera vejo que há mais pessoas dessa vez, devem ter chegado a pouco e me pergunto qual deles era parente do garoto.

ei, eu consegui mais doadores, estou organizando para que todos possam doar -- Nora fala orgulhosa

ótimo, maravilha -- comento e ela olha-me estranha

O que há?-- questiona

Alguém perguntou a você ou a atendente sobre Adonis Graham? --- pergunto e ela olha em volta buscando rostos familiares.

Aquele casal no canto, foram a dois hospitais já -- ela confirma

Obrigado Nora -- falo seguindo na direção deles e ao me aproximar o homem é o primeiro a me notar e logo os dois me olhavam com expectativa e eu imagino que serei a pessoa a destruir a vida deles dando a noticia --- Olá Sr. e Sra. Graham, eu sou Doutor Salvatore residente chefe do setor de cirurgia geral do hospital

Tem noticias do meu filho? por favor nós já fomos a dois hospitais atrás do Donnie -- a senhora fala nervosa e vejo em suas mãos como ela treme.

Adonis deu entrada aqui sim --- confirmo e eles suspiram aliviados -- O quadro dele é bastante complexo devo dizer

O que há com ele?-- o pai questiona

Poderiam me acompanhar? -- peço dando espaço a eles e os guio até uma das salas para terem maior privacidade nesse momento, peço que sentem e chamo Nora na porta -- Me consegue água para eles dois por favor

Claro -- ela confirma saindo e fecho a porta já observando que ambos olhavam para mim temerosos e desconfiados segurando ambos as mãos sobre a mesa, sento-me na cadeira de frente para eles.

Adonis deu entrada com um ferimento a bala na cabeça -- falo isso e a mãe já esta aos prantos ao escutar enquanto o homem tenta se manter forte -- Nós recebemos as informações com os paramédicos e os examinamos para confirmar os dados que nos foi dado, o ECG dele deu um total de 5, é uma resposta baixa e ele foi entubado no local mesmo, aqui no hospital confirmamos que infelizmente ele teve morte cerebral

Nãaao -- escuto ela começar a gritar e chorar desesperada e Nora entra com duas garrafas de água e copos colocando sobre a mesa

Tem certeza?-- o homem questiona já chorando

Infelizmente sim, as pupilas dele não reagem de modo algum e ele não tem resposta motora, verbal ou sensível -- confirmo e fecho os olhos por alguns segundos enquanto escuto a mulher negar que ele morreu, eu sabia exatamente como ela se sentia -- Podem vê-lo se quiserem, nós o levamos a uma das alas da UTI

Então se ele esta na UTI ele esta bem -- a mulher fala nervosa

Não senhora, nós só não temos a autorização para desligar os aparelhos que ventilam por ele sem o consentimento de um familiar -- explico e ela fecha os olhos chorando --- Seu filho não esta mais ali, é doloroso eu sei exatamente como se sentem e eu sinto muito por isso

Podemos vê-lo agora?-- o homem questiona

Posso conversar com vocês sobre algo que faria total diferença ?-- questiono e o homem confirma limpando as lágrimas com os lencinhos que Nora conseguiu para eles, e ela novamente nos deixou sozinhos --- Poderiam considerar doação de orgãos?

O que?-- a mulher questiona um pouco chateada

É um momento dificil, eu sei mas há pessoas do ataque e há jovens na fila de espera por orgãos que Adonis não vai precisar mais, sei que ele merecia viver mas estes jovens também merecem e o filho de vocês podem ser a chance deles --- explico calmo e a mesma fecha os olhos inconformada enquanto o homem olha um ponto fixo na mesa

De que orgãos estamos falando?-- ele questiona

Os orgãos principais mas se quiserem doar outra coisa temos a lista e a escolha é de vocês -- respondo e ele suspira olhando para a esposa antes de virar para mim e responder --- Podemos vê-lo primeiro antes de selecionar o que será doado?

Claro -- confirmo levantando e os guio até a ala da UTI após verificar no sistema no tablet em qual quarto ele estava, abro a porta de vidro deixando que entrem.

Ele parece que esta dormindo, tem certeza que morreu?--- a senhora questiona esperançosa e eu apenas confirmo quando ela me olha com lágrimas nos olhos.

Podem se despedir dele -- falo me afastando

Ele vai escutar ?-- o homem questiona

Não é um coma, mas acho que não se despedir é doloroso -- respondo

Ele não vai ouvir do mesmo jeito -- o homem fala óbvio

Mas terá a chance de dizer adeus, falar o que quiser e tocá-lo dizer que o ama -- explico e a mulher se aproxima do filho pegando a mão dele -- Eu vou sair e dar mais privacidade a vocês, volto em breve

Saio do quarto fechando a porta de vidro deixando-os com suas dores a vontade para expor elas e peço ao Ely enfermeiro chefe da UTI para me conseguir os documentos de doação de orgãos caso eles fossem mesmo assinar, precisava ter em mãos antes que eles desistissem da ideia de doar.

Oi, eu estou indo comer algo -- Lexi comenta quando esbarra em mim no andar abaixo

Eu preciso de pelo menos um café -- falo seguindo ao lado dela que balança a cabeça concordando com a minha sentença, peço um café quentinho e recebo meu copo com o meu nome escrito nele e Lexi pega um café e um sanduíche, sentamos em uma das mesas vazias -- Me dá um pedaço do seu sanduíche?

Porque diabos não pegou o seu?-- ela questiona e eu dou de ombros

Eu só queria um pedaço, não um inteiro -- me explico e ela suspira me entregando o mesmo e dou uma mordida devolvendo a ela e antes que eu possa tomar o meu café sou chamado por Richard que esta com os pais de Adonis, subo com meu café em mãos e os encontro no leito da UTI do garoto, Richard estava consolando a mãe do mesmo falando o quanto sentia muito e tudo isso mais.

Vamos desligar os aparelhos -- Chefe Webber comunica

Mas e a doação?-- questiono --- Não querem mais doar ?

Iam doar orgãos?-- ele questiona e eu confirmo

Estávamos pensando na possibilidade -- o pai de Adonis responde -- Mas Tiana tem medo que ele deixe de parecer nosso filho

Não vai, tudo que forem doar será camuflado --- respondo confirmando --- Vamos fechá-lo corretamente, e parecerá que nada esta faltando

Promete?-- ela questiona e eu confirmo

Eu mesmo fecharei o Adonis -- Richard confirma e ambos concordam -- O que gostariam de doar?

Ofereço a senhora o meu café e ela aceita e agradece, perdi minha bebida mas era por uma boa causa, ambos estão lado a lado com o filho e Richard vai falando a lista de orgãos que poderiam ser doados e eles diziam se doavam ou não.

Os olhos?-- Tiana questiona abismada

Bom ele estará de olhos fechados, ninguém vai perceber e uma pessoa que necessita estará recebendo as córneas -- respondo e ela olha para o marido

Tudo bem mas paramos ai, ou deixarão meu filho sem cabelos -- ele fala e nós concordamos com isso, fechamos nas córneas e eles assinam o documento nos permitindo retirá-los.

Vamos preparar a sala de cirurgia podem ficar com ele até o momento -- comento saindo com Richard -- Alguém aqui no Seattle Grace necessita de um dos orgãos? é compatível ?

Eu vou verificar, acho que um dos meninos do ataque precisa de um pulmão -- Richard responde -- E tem Ameera, ta na diálise a meses esperando um rim

ótimo, verifique se são compatíveis -- peço e ele concorda -- Se eles precisam, os pais de Adonis precisam assinar a doação direta ou os orgãos sairão do hospital quando eu ligar para a ONU

Farei isso pessoalmente -- ele assume a tarefa e eu deixo que faça, Richard fica mais animado quando tem o que fazer além das obrigações de chefe na sala dele, desço ao ser bipado e verifico um dos pacientes de Liam a pedido dele livro-me da obrigação de cuidar dele quando confirmo que não havia hemorragia abdominal e nem a bala estava alojada mais no mesmo, deixo que ele assuma o caso novamente e passo por Kyle que estava comendo e eu desejava tanto comer mas havia mais obrigações a fazer, então eu retorno ao chefe Webber que estava animado imprimindo os documentos de doação direta e isso me faz ver que Ameera era compatível e receberia o seu Rim, ela era nossa paciente a um tempo e estava na fila mas não era a primeira então essa doação seria sua grande chance antes que seu quadro piorasse e ela passasse a ser a numero um da fila, porém com maior chances de rejeição caso piorasse.

Fala com eles ou eu falo?-- questiono e ele diz que falamos os dois então eu o sigo, e mais uma vez precisamos passar pelo processo de conversação com o casal em meio a sua dor, e após explicarmos um pouco o caso de Ameera eles aceitam a doação direta para ela assinando o documento, e eu saio do leito da UTI para ligar para ela, e Richard fica tentando convencê-los a doar direto a uma das vitimas do tiroteio.

Ameera? --- questiono quando atendem a ligação

A mãe dela -- a voz responde

Reese, é o doutor Salvatore .. preciso que venham ao hospital conseguimos um Rim para Ameera -- respondo sem cerimônias e escuto ela gritar animada e chorar do outro lado da linha.

Estamos a caminho, ela vai internar e operar hoje?-- questionou

Sim Reese, ela vai internar e operar o mais rápido possível -- confirmo e ela grita animada

Vou organizar tudo, estamos ai em no máximo 40 minutos -- ela fala e desliga na minha cara me fazendo rir

Pode bipar Rebekah? eu preciso conversar com ela sobre Ameera -- falo para Ely e ele confirma, vou até Richard e faço a ele um sinal positivo com a cabeça confirmando através do vidro que falei com Ameera e ela esta a caminho, ele balança a cabeça em resposta e pede que aguarde com o dedo e eu fico a espera dele que sai do leito uns 3 minutos depois.

Eles assinaram, queriam saber se poderiam conhecer os receptores -- Richard explica

Explicou que os receptores são os unicos que podem ter acesso ao documento do doador mas até lá eles como pais ficam no escuro e provavelmente não serão agraciados com visitas dos receptores?-- falo e ele confirma --- É terrível mas é a verdade

Sim, bom Ameera esta chegando e podemos apresentá-los diretamente já que doaram diretamente e Ameera é um doce de jovem vai querer agradecer e acalentar os dois pela perda -- Richard comenta e eu concordo com o que diz, Ameera realmente iria querer agradecer.

Converso com Rebekah sobre o transplante de Ameera e ela fic feliz afinal a paciente dela sairia da diálise, nos preparamos para a chegada da mesma e fazemos alguns exames para nos certificar de que ela estava mesmo pronta pra a cirurgia e a deixamos internada sob medicação para preparar para o momento da cirurgia.

Eu quero conhecer eles, agradecer e dizer que sinto muito -- Ameera fala já em seu quarto enquanto aguardamos para ela ir a SO.

Eles virão até você, Richard foi buscá-los para que possa agradecer pois até o momento mocinha esta confinada nesta cama e neste quarto -- a repreendo e ela concorda sorrindo

Obrigada por tudo aos dois, são meus anjos da guarda e eu nunca vou esquecer de vocês -- Ameera fala sorrindo e vejo Rebekah se emocionar com ela --- Se estou viva hoje é graças a vocês

É nosso dever Ameera, não precisa agradecer -- respondo e ela sorri

Podemos entrar?-- Richard questiona e Reese e Ameera confirmam e ele entra com os pais de Adonis

Eu estava aqui agradecendo a Damone Rebekah, e eu devo muito a você também doutor Webber, assim como eles, você é um anjo na minha vida -- Ameera fala e Richard sorri

Não precisa agradecer -- ele responde e ela revira os olhos -- Ameera, esses são Tiana e Dario Graham os pais de Adonis, o seu doador

Eu sinto muito de verdade que tenham perdido o filho de vocês -- Ameera fala complacente a dor deles -- Mas quero que saiba que minha mãe e eu somos gratas pela chance que estão me dando

Eu posso abraçar vocês?-- Reese pergunta ao casal e ambos confirmam, primeiro ela abraça Dario e depois Tiana recebe um abraço caloroso da mesma e vejo Tiana chorar no abraço de Reese -- Eu sinto muito de verdade, nós nunca vamos esquecer o que seu filho significou para nossas vidas, ele esta dando vida a minha filha

Obrigada, de verdade -- Ameera fala abraçando o casal ainda confinada na cama e ela esta emocionada, esta feliz pela chance que recebeu mas esta sentido-se mal pelo casal, eu sei que sim, sentimos todos a mesma coisa, ela recebe uma chance mas Adonis teve a dele usurpada.

Bom, eu estou indo para o centro cirúrgico com Adonis -- Richard comunica após alguns minutos

Ameera, dê um beijo na sua mãe vamos entrar na cirurgia também -- Rebekah comunica e a garota abraça a mãe

vou esperar ansiosa querida, eu te amo -- Reese fala emotiva enquanto eu levanto as proteções da cama para empurrarmos Ameera até o centro cirúrgico e os pais de Adonis seguem Richard para mais uma vez e pela ultima vez darem adeus ao filho. Quando estamos em frente a SO levam Ameera e Rebekah e eu nos preparamos fora dela,retiramos nossos jalecos, ela já estava com o cabelo em tranças e coque pois o dia foi corrido e não havia tempo para ficar refazendo e colocamos nossas toucas, a dela rosa com corações e a minha preta com caveirinha, presente da senhorita Alexia louca por ossos e que achou na promoção, três pelo preço de duas e Lorenzo e eu usamos caveirinha por isso, retiro meu relógio e deixo tudo no armário fechando, entro no preparo e começo a lavar minhas mãos na companhia da loira que estava satisfeita por Ameera enfim poder ser uma jovem normal, com uma rotina parcialmente normal.

ela esta pronta?-- questiono enquanto duas enfermeiras me ajudam, uma delas esta amarrando o avental cirurgico em mim e minha máscara e a outra me auxiliando com as luvas e o anestesista confirma com um acenar de cabeça sentado próximo a cabeça dela -- Então vamos começar

Bisturi -- Rebekah pede e faz a incisão na mesma -- Expansor

Eu faço -- falo posicionando e abrindo-o fazendo a incisão expandir e a cavidade aumentar nos dando maior visibilidade, e nos preparamos para a chegada no novo rim e quando trazem ele finalmente podemos colocá-lo no lugar sem retirar o antigo e conectamos os vasos sanguíneos a ele com calma e precisão, a todo momento o anestesista nos da um feedback do estado de Ameera e ela estava indo bem, sem alterações hemodinâmicas, faltava apenas uns detalhes e conectarmos o ureter no novo rim e finalizaríamos a cirurgia 4 horas depois da entrada.

água -- Rebekah pede e dão a ela uma quantidade a mesma joga na cavidade e aspira

Doutor Salvatore, estão chamando o senhor na creche a sua filha esta chorando demais e já tentaram de tudo mas não ta tomando os remédios necessários para a dor -- alguém me avisa da porta da cirurgia e olho a pessoa logo atrás da imagem de Rebekah e a loira me olha.

Onde esta elena?-- questiono

Esta com Miranda Bailey levando pessoalmente os orgãos que a ONU ordenou para outros hospitais locais -- ela responde -- Um deles é em Portland

Merda -- resmungo

Eu termino aqui, vou só terminar de unir o ureter e fechá-la -- Rebekah fala me incentivando a deixar a cirurgia mas eu não queria deixar Ameera.

Eu volto já -- falo largando tudo e livro-me das luvas e do avental cirúrgico sujo de sangue, só no caminho percebo que estou de máscara e deixo ela pendurada em meu pescoço sem paciência e tempo. pego o elevador até o andar da creche e caminho até a ala em que Florence fica por ser bebê ainda e a encontro nos braços de Emma chorando tanto que estava vermelha e tossindo enquanto a babá a embalava nos braços tentando acalmar a ferinha mas falhava fortemente, entro na salinha repleta de bebês em berços, acho que tinha uns dez bebês ali, me aproximo de Emma preocupado com a minha gordinha naquele estado --- O que houve Emma?

Ah doutor ela acordou de um cochilo assim e não quis tomar suco, cuspiu o remédio para dor e até já provocou de tanto chorar -- Emma responde entregando a pequena em meus braços e eu a beijo, vejo que sua cabecinha estava quente e seu corpinho sacudia em meus braços devido seus soluços.

O que há meu amor?-- pergunto beijando sua cabecinha e ela agarra minha blusa da farda fortemente chorando enquanto as lágimas escorrem por seu rosto, de fato não era encenação e ela estava sentindo dor -- Eu vou ficar com ela e acalmá-la Emma, obrigada

Pode tentar dar o suco de maçã a ela -- Emma fala entregando-me o copinho dela com o liquido e eu confirmo pegando a chupeta dela presa no pegador e a roupinha dela e coloco em sua boca enquanto saio da creche com ela para encontrar um bom lugar para nós dois.

Não amor, isso ta sujo -- falo arrancando a máscara do meu pescoço quando ela começa a brincar com a mesma e isso faz ela chorar e se jogar para trás, caminho com ela pelos corredores e e entro na sala de Raiox onde havia algumas chapas com o Raiox e eu ligo a luz da mesma chamando atenção dela -- Olha só querida, alguém quebrou três dedos da mão

Observo ela com o dedinho na boca soluçando e com o rostinho molhado enquanto o nariz escorre, não é a imagem mais bonita dela mas era uma das mais meigas eu devo admitir, novamente ela sacode um pouco com o soluço e beijo sua cabecinha, sento no sofá ao canto próximo a porta e tento fazer ela tomar o suco e ela bebe aos poucos enquanto esta inquieta e chora em determinado momentos mas consigo fazer ela beber o mesmo.

Vamos lavar esse rostinho bonito -- falo saindo da sala com ela que tem sua cabecinha apoiada em meu ombro e cutuco minha bochecha com seu dedinho gordo e pequeno, mordo o dedo dela que sorri com a chupeta na boca e entro no banheiro masculino lavando o rosto dela e seco com um papel toalha enquanto ela se olha no espelho rindo -- Esta se admirando ?

Uau .. temos uma dama no banheiro -- Klaus fala quando sai de uma das cabines e eu confirmo saindo do banheiro logo a frente que ficou lavando as mãos e o espero fora do mesmo --- O que há?

Ela não esta muito bem, passei o dia sem vê-la e elena também e ela esta com dor .. tive que abandonar uma cirurgia por ela -- respondo e ela começa a resmungar em meus braços ameaçando chorar -- Preciso manter ela sem chorar, a gente se vê por ai

Torno a caminhar com minha filha pelos corredores enquanto ela belisca-me as bochechas com os dedos inquietos e tenho seu copinho em minha mão pendurado pelo apoio de mão dela no meu dedo e acabo parando na galeria vendo que Rebekah estava finalizando a cirurgia.

Deu tudo certo Rebekah?-- questiono usando a linha direta entre a galeria e a sala de cirurgia para conversar com ela

Sim, eu só finalizei a ligação entre o ureter e o novo rim e finalizei fechando ela --- Rebekah responde terminando de suturar a incisão de Ameera e vejo-a cortar o ultimo ponto

Olha querida, tia Bex acabou com a cirurgia -- falo e ela espalma as duas mãozinhas no vidro e encosta a boca fazendo barulho ao afastar -- Não, menina isso é sujo

Florence, oi -- Rebekah chama atenção dela quando ela começa a chorar após eu brigar com ela e afastá-la do vidro e a mesma para e olha para a tia abaixo do vidro e acena ainda chorando.

Acho que magoei os sentimentos dela -- comento fazendo rebekah rir e vejo que Ameera esta sendo levada do centro cirúrgico de volta ao quarto, desço as escadas até a entrada do centro cirúrgico e por pouco não esbarro em Rebekah que estava saindo do mesmo já sem todo o equipamento de segurança, ela chama por Florence mas a garotinha agarra-me e encosta a cabeça em meu peito manhosa -- Ela não esta muito bem

O que há minha bela ?-- Rebekah questiona e toca a pequena -- Ela esta quente

Sim mas eu já dei umas gotinhas de anti-térmico a ela -- falo beijando a minha menininha e ela começa a chorar -- Eu vou ver algo para dor

pobre florzinha -- Rebekah me segue pelo corredor -- Quer ir comigo avisar a Reese que Ameera teve uma excelente cirurgia?

Claro -- falo enquanto suspendo Florence acima de mim e ela para de chorar, caminhamos lado a lado no corredor enquanto Rebekah fala-me sobre como foi corrido seu dia, se para nós médicos não especializados em pediatria foi corrido e eu nem comi durante todo o dia e essa noite que já havia caído imagina para minha cunhada que é a chefe do setor de cirurgia pediátrica do hospital nem imagino quantas vezes ela conseguiu respirar com tranquilidade hoje antes de ser chamada para um novo atendimento. Chegamos a sala de espera e vejo que Reese estava sentada junto aos pais de Adonis e apoiando um ao outro, nos aproximamos do trio preocupado.

A cirurgia foi um sucesso -- Rebekah fala e vejo Reese suspirar aliviadíssima pelo peso que saiu de seus ombros nos últimos segundos

Obrigada, aos dois -- ela fala emocionada e vejo os pais de Adonis se abraçarem felizes por Reese

Richard já finalizou com Adonis, ele o fechou totalmente como prometido e já esta no necrotério aguardando a remoção -- falo aos casal que balança a cabeça agradecendo a informação -- Eu sinto muito mesmo, mas imagina que o filho de vocês de certa forma vive em outras pessoas agora e nada foi em vão

Obrigado pelas acolhedoras palavras doutor -- Dario agradece e oferece-me a mão, aperto em cumprimento -- Obrigado por tentar pelo nosso filho, nunca esqueceremos isso

É meu dever, eu só lamento não ter conseguido ajudá-lo como gostaria -- respondo e ele sorri triste

Podemos ver a garota Ameera?-- Tiana pergunta e olho para Reese que confirma

Sempre que quiserem -- Reese responde tranquila e os três seguem caminho juntos até o quarto de Ameera, Rebekah e eu vamos comer algo enquanto eu preciso distrair a minha sentimental bebê, escolho um sanduíche de peito de peru, uma fatia de torta de maçã e um suco limão, Rebekah carrega meu suco na bandeja dela enquanto eu carrego a minha mercadoria sem prazo de validade que esta resmungando e babando em seus dedinhos, sentamos em uma das mesas disponíveis e percebo que a maioria estava em peso ali no refeitório e que o dia foi horrível para todo mundo.

Aqui amigo, e sua torta -- Rebekah fala deixando minha refeição a minha frente quando sento e coloco a gordinha sentada em minha coxa a segurando e ela bate as mãozinhas na borda da mesa ansiosa para comer, a loira senta a minha frente com sua refeição sobre a bandeja e sorri para Florence.

Temos uma convidada especial hoje -- Enzo senta a mesa com sua comida

Temos uma intrusa hoje -- corrijo e ele encara a mesma que grita quando não lhe dou comida mas nem eu havia comido ainda -- E faminta

Precisam levar ela a um nutricionista -- enzo comenta me fazendo rir e dou um pouco do suco a Florence que faz uma careta

Devo ter esquecido de por adoçante -- falo rindo dela que me olha lambendo os lábios e coloca os dedinhos na boca -- Gostou?

Eu preciso de férias depois de hoje -- Klaus resmunga sentando a mesa -- Parou de chorar?

Ela esta decidindo se gosta ou não de limão -- respondo e ofereço um pouco mais e ela aceita -- Definitivamente é sim

Olha essa careta -- Enzo ri quando ela se contorce toda em meu colo devido a acidez da fruta e dou a ela um pedacinho do pão do meu sanduíche a mantendo ocupada mastigando o mesmo e ela sorri com o pão na boca -- Me diga como negar comida a isso?

É só não olhar --- Klaus comenta fazendo a gente olhar para ele, três pares de olhos o encarando esperando que o Mikaelson fale o que tem a falar -- O que foi?

Ta dizendo que negaria comida essa coisinha fofa que eu fiz?-- questiono balançando Florence e ela ri e Klaus sorri ao ver o sorriso dela -- Vá diga que não tem coração Mikaelson, Rebekah é a unica com coração na família diga isso

Caroline esta grávida -- Klaus fala e vejo Enzo engasgar com o sanduíche dele, acerto um tapa em suas costas e ele bebe suco levantando os braços em seguida enquanto tossia.

Serei titia?-- Rebekah pergunta surpresa e eu continuava atônito mesmo após acertar meu amigo com tapas nas costas

3 meses -- Klaus responde e permanecemos calados até que a gargalhada de Florence soa no ambiente -- Do que ela ta rindo?

Acho que de você -- respondo

Ela sabe que ta ferrado -- Enzo fala rindo -- Bate aqui no titio

Ele levanta a mão para Florence e ela toca a mãozinha dela na dele

Isso garota -- ele fala animado e ela sorri -- De novo

Pega filha -- ofereço mais pão e dou uma mordida no meu sanduíche que estava fantástico mas devia ser a fome tremenda após todas essas horas sem um alimento no estômago e lembro-me de Nora, eu não a vi no refeitório, mando mensagens a ela e recebo sua resposta de que já comeu mais cedo me deixando mais aliviado.

Ainda temos atendimento -- Lexi comenta suspirando cansada

Klaus será papai -- solto a novidade e a loira arregala os olhos surpresa

Não creio -- Lexi comenta duvidosa e Klaus confirma com um balançar de cabeça

Ela vai para o meu apartamento esta semana, é maior e vai ser confortável para nós dois e o bebê -- ele explica e suspira -- Eu estou apavorado

Oh amigo, melhor superar isso afinal faltam só 6 meses até o bebê nascer -- enzo fala aconselhando ele e todos concordamos

esperou 3 meses para nos contar?-- Lexi questiona chocada após processar a informação

Caroline descobrimos essa semana, ela estava com o ciclo normal nos primeiros meses e essa semana deveria ter vindo mas não veio e ela marcou uma consulta para checar e estava lá o nosso bebê, 3 meses lá dentro e a gente nem fazia ideia -- ele explica e sorri um pouco nervoso

Ei, vai ser um bom pai amigo só seja você -- falo imaginando como ele se sentia sobre isso e ele sorri

Obrigado -- Klaus agradece e o grito da minha filha me faz dar atenção a ela que queria meu sanduíche, dou mais um pouco a ela e mais um gole de suco enquanto como também e vejo ela fazer gracinhas com Lexi sorrindo toda marota para a tia enquanto a alimento e me alimento, como a torta de maçã mas não me livro de dar a ela isso também e quando acabamos a coloco sentada na mesa e ela quer o lixo para brincar.

Não, nem pense nisso -- falo negando e ela me olha por alguns segundos entortando a cabecinha para o lado e sorrindo -- Fala papai

mama mamama -- ela me responde fazendo-me encará-la indignado

Garota eu banco sua boa vida -- repreendo e a sacudo levemente e ela ri gostando e com dedinhos na boca -- Papai, fala papai

abababa -- ela quase chegou lá

Desista amigo -- enzo aconselha e eu me nego

Papai -- repito e ela fica me olhando com o sorriso no rosto e eu a beijo fazendo ela gargalhar -- Tudo bem não precisa dizer

Pa..pa. papapapa -- ela fala meio gritando

Ela falou, falou papai -- falo animado e jogo Florence para cima que grita chamando atenção na cantina -- Repete gordinha

hahahaha -- ela gargalha se jogando para trás sentada na mesa fazendo charme e sendo boba mas eu não me aguento, sinto até meu coração acelerar de felicidade, ela falou papai pela primeira vez e eu estava com ela para ver isso, que maravilha.

Agora diz titio lorenzo é o rei da mulherada -- enzo fala cutucando ela que ri

Não ensine a menina a mentir --- lexi fala encarando o namorado com desdém e quem gargalha disso é os irmãos Mikaelson

Você me ama -- ele comenta sentado ao lado dela e ela nega -- Não seja ridicula

se enxergue homem, seja menos --- Lexi fala e Recebe Florence nos braços quando ela engatinha sobre a mesa até a mesma recebendo um beijo babado no queixo -- Ah é nojento e fofo ao mesmo tempo

papapa -- Florence torna a repetir enquanto passa para os braços de enzo inquieta

Seu pai sou eu -- falo chamando atenção dela e a mesma joga-se nos braços de Klaus após agarrar o jaleco dele que estava ao lado de enzo, acho que ela quer dar a volta na mesa ou sei lá o que mas não para quieta, nos braços de Klaus ele a coloca em pé sobre suas coxas e ela agarra as bochechas dele encarando o loiro.

Ela ta me encarando de um jeito -- Klaus fala a olhando de volta e sorri -- Parece que pode ver minha alma

Ela tem essa mania -- comento rindo do meu amigo e vejo Florence puxar ele desesperada e beijar a bochecha dele babando o mesmo, até vejo pingar baba -- Ei garota, eu to vendo isso mesmo?

Ela gosta de você irmão -- Rebekah comenta sorrindo

Florence Maria Salvatore --- falo

Não tem Maria no nome dela -- Lexi comenta

Eu to com raiva e chamo ela do que quero -- falo me jogando sobre a mesa e puxo sua roupinha vendo ela ri, faço novamente e novamente e ela se irrita se jogando para trás ameaçando chorar -- Tudo bem mas não beije outras pessoas do sexo masculino

Mamãe eu comi torta -- Jake surge ao lado de Stefan e Rebekah esta sorridente ao receber o filho no colo -- E eu vi foto de ossos

Nós jantamos na sala de Raio X -- Stefan comenta sentando na cadeira a minha frente quando a esposa o olha confusa

E foi divertido ver ossos ?-- Rebekah pergunta e ele confirma animado

Eu quero ser o papai -- Jake fala levantando e se jogando nos braços de Stefan que o pega no colo

Quer ser feio?-- pergunto e sinto o chute bem na canela -- Filho da ... P.u.t.a

Falo o palavrão em silabas para que o menino não entenda e vejo Klaus rir quando Florence tenta morder ele sem sucesso.

Meu filho quer ser médico, meu neném -- Rebekah fala emocionada

Ele pode mudar de ideia ainda -- Klaus comenta e a loira o encara

Não corte nosso barato -- Rebekah o repreende e ele concorda de imediato e vejo ela sorrir segurando a mão de Stefan sobre a mesa enquanto Jake brinca usando o estetoscópio do pai para escutar o coração do pai.

faz tum -- ele comenta animado

Achou o lugar de escutar, parabéns --- Stefan o incentiva

Eu quero ouvir o da mamãe -- ele fala levantando e indo até Rebekah do outro lado da mesa e ao meu lado e ela inclina-se um pouco para que el faça em pé e ele coloca nela no lugar errado devido os seios.

Aqui meu amor, em meninas é aqui -- ela coloca no lugar e segura a mãozinha dele -- Ouviu?

Faz tum também -- ele fala sorrindo e ela balança a cabeça positivamente para ele enquanto sorri -- Posso ser como o papai?

Pode ser o que quiser filho -- ela responde carinhosa e percebo os pais maravilhosos que meu irmão e minha cunhada são, e o sorriso genuíno de Jacob para a resposta dela me faz perceber que saber que ele esta feliz me faz bem, esse menino já tem lugar no meu coração e eu nem notei quando isso aconteceu de fato mas aconteceu, Jacob é meu sobrinho e ninguém poderia dizer ao contrário.

Meu telefone não para de apitar e vejo as mensagens do meu pai chegando uma atrás da outra após uma chamada perdida que eu nem vi o telefone tocar, percebo que estava no vibrador e nem sei em que momento coloquei nisso.

É o papai, ou alguém morreu ou alguém esta prestes a morrer -- falo abrindo as mensagens e meu irmão me olha na expectativa leio cada mensagem cuidadosamente e silenciosamente.

Touro bravo: Ta com o telefone enfiado aonde?

Touro bravo: Eu preciso falar com você

Touro bravo: Se eu estivesse morrendo e dependesse de você, estava morto

Touro bravo: Damon Salvatore me responda é urgente

Touro bravo: É bom que esteja inconsciente para me deixar falando sozinho aqui

Touro bravo: Quero fotos da minha netinha ( Achei meio sem conexão mas meu pai é bem aleatório em mensagens)

Touro bravo: É urgente me ligue, repito é urgente

Eu: O que aconteceu?

Touro bravo: Pode falar agora?

Eu: Quem morreu?

Touro bravo: Ninguém

Ninguém morreu -- falo acalmando todos e meu telefone toca em minha mão

Oi pai -- atendo ao telefone e levanto me afastando um pouco

Por que demorou a atender?-- ele pergunta ansioso e me confundindo afinal eu atendi na mesma hora

Eu não .. -- ia responder mas ele me interrompe

É o seguinte, eu vou me casar -- ele fala de uma vez e eu acabo esbarrando em Liam Davis ao ouvir essa informação, peço desculpas ao afastar o telefone do ouvido um pouco e ele segue de cara feia me fazendo fazer uma careta a ele por trás.

Casar com quem?-- questiono

Com a Michele Obama -- ela responde bruto

Nossa que agressividade --- comento e ouço o suspiro dele -- É com a mamãe?

Claro que sim, quem mais eu casaria depois de todos esses anos?-- ele questiona e eu quero dizer que os velhos hoje em dia estão afim de novinhas -- Nem pense em me responder com insolência garoto, eu vou ai só lhe dar uma lição

Que maravilha pai, casar com a mamãe -- falo engolindo minha ironia e ouço ele rir do outro lado da linha -- Como foi isso?

Eu a levei para jantar, organizei um jantar para dois no vinhedo com luzes e pétalas de rosas na mesa e um cantor tocando as músicas favoritas dela, e eu a pedi em casamento para selarmos a nossa união de uma vez por todas -- ele responde me fazendo sorrir

E como ela ficou?-- pergunto imaginando

Com aquele sorriso de tirar o fôlego -- ele responde apaixonado e sinto-me extremamente feliz por eles

Isso me deixa muito feliz por vocês dois -- falo sincero e ele agradece

Depois a gente transou ao chegar em casa -- ele comenta e eu faço careta

Informação demais -- repreendo e ouço ele gargalhar

Eu tô feliz demais -- Giuseppe fala e eu posso sentir em sua voz que ele de fato estava feliz

Que bom pai, você merece -- respondo e ele agradece novamente

Quero sua ajuda e de Stefan -- ele comenta logo em seguida e eu fico a escutar o que ele tem a dizer -- Quero dois casamentos um ai para nossos familiares e amigos e um aqui na itália para os meus familiares e amigos daqui, é quase impossível juntar todos em uma festa só então quero fazer isso, sua mãe merece o casamento que sempre quis e nunca pôde ter pois eu era casado, quero dar a ela a festa que sempre quis, e quero casar em uma balsa pois nos conhecemos em um evento de medicina no cruzeiro

Isso é lindo pai, ela vai amar -- comento imaginando que ela nem fazia ideia dos planos dele

Ela acha que embarcaremos para nos casar no civil e com vocês perto mas vou ligar para Adele e ver se reverendo esta disponível para abençoar nós dois no dia, casaremos no civil e no religioso no mesmo dia -- ele explica e eu fico a escutar -- E eu quero que cuide de todos os detalhes com seu pessoal, ela merece filho

Pode deixar pai, ela terá o casamento dos sonhos -- confirmo e ele agradece -- Eu te amo e eu a amo, diga isso a ela por favor

Pode deixar querido, eu te amo e diga ao seu irmão que eu o amo -- ele responde e quando confirmo ele briga comigo me mandando enviar fotos de Florence e ao confirmar que mandaria ele despede-se e desliga na minha cara.

Seleciono algumas fotos recentes da minha filha e envio a ele antes que me ligue xingando e guardo o aparelho telefone no bolso retornando a mesa e vejo Florence tampando a visão de Enzo que agora tinha ela em pé em suas coxas e logo após tampar ela retirava as mãozinhas e ria alto quando ele dizia ''Achei Florzinha'', sento-me em minha cadeira novamente.

Esta tudo bem?-- Stefan pergunta preocupado enquanto tem o filho no colo e ele mexia no esteto do pai distraído, confirmo com um acenar de cabeça -- O que o velho queria?

Ele simplesmente me ligou para dizer que vai casar com a mamãe -- respondo e vejo meu irmão arregalar os olhos verdes herdados do nosso pai e nesses segundos de tempo enzo se assustou a ponto de esquecer de fechar os olhos e Florence enfiou o dedinho bem no olho esquerdo dele.

Ai -- ele resmunga e ela chora -- Não .. não doeu querida nem doeu

Abadbabd -- ela resmunga para ele como se o repreendesse por não brincar

Titio ta ouvindo a noticia do ano -- ele comenta

Eles vão casar, é oficialmente oficial -- falo vendo que Stefan ainda estava chocado e vejo lexi sorrir

Isso é lindo -- Rebekah comenta

Sim, todos esses anos como casal vivendo como casal e sem poder casar e agora eles podem -- Lexi fala sorrindo -- Isso é bem bonito, eles ainda se amam

Ele fez um pedido romântico com luzes e velas e pétalas de rosas e contratou alguém para cantar as músicas preferidas dela, e ela disse sim -- resumo tudo e vejo Rebekah suspirar apaixonada e meu irmão sorri abertamente, assim como eu,Stefan sempre quis que eles fossem casados de verdade e eles enfim seriam, sonhos se tornam realidade de fato -- Ele vai dar duas festas uma aqui e uma na Itália, não conseguiria reunir todo mundo então decidiu isso

Eles devem mesmo comemorar -- Klaus comenta e todos a mesa concordam

Pediu que organizássemos a festa daqui e já deu uma dica de local -- falo por alto e todos concordam, Lexi e Rebekah estavam empolgadas balançando a cabeça dava para notar isso.

................................

ELENA:

O dia foi de fato uma verdadeira maratona, ou pior que uma maratona devo acrescentar. Houve perdas, muitas perdas mas houve vitórias também e foram grandes vitórias e isso é o ofício da medicina, você ganha mas também perde, prova disso foi a morte do jovem que acabou doando os orgãos salvou outras vidas após perder a sua, e de certa forma não foi em vão. Acompanhei Bailey na entrega dos orgãos em determinados hospitais e alguns eram fora da cidade mas enfim estávamos retornando para o Seattle Grace com a sensação de dever cumprido e também cansadas e famintas mas estávamos voltando para o nosso lugar de fato, assim que o helicóptero pousou no terraço do hospital e desligou totalmente descemos e chamamos o elevador para descermos até estarmos na zona interior do hospital, retiro meu casaco do hospital que era quentinho o suficiente e de um azul escuro com o simbolo e nome do hospital, já não precisávamos nos identificar nos outros hospitais e Bailey faz a mesma coisa ainda dentro do elevador.

Fizemos o nosso melhor hoje, perdemos algumas vidas mas Salvamos mais do que perdemos e isso é maravilhoso -- Bailey comenta e eu concordo com ela

Fizemos sim -- confirmo e ela suspira --- O que há?

Meu filho deve estar na sala do Richard cansado e sem saber porque raios o mantive aqui o dia todo -- ela responde enquanto o elevador estar a descer

E você como uma mãe maravilhosa e sensata vai sentar com ele, conversar e explicar tudo a ele pois seu filho é inteligente e vai compreender além de saber que há perigos ai fora e que você fará sempre o possível para protegê-lo -- eu respondo e ela me olha por segundos

Tem razão Gilbert, é isso mesmo que eu farei -- Miranda fala e quando as portas se abrem ela toca meu braço em um carinho e segue, eu também saio do elevador e sigo até a cantina para comer alguma coisa, pego dois sanduíches e uma coca cola geladinha, sento-me na mesma mesa que Bonnie e Caroline e abro a embalagem do meu primeiro sanduíche.

Como foi a entrega?-- Bonnie pergunta comendo o seu sanduíche

Nós entregamos tudo e a tempo -- respondo mordendo o meu sanduíche e fecho os olhos saboreando esta delicia, minha refeição do dia pois o café já havia se mandado do meu sistema a muito tempo.

Que bom amiga -- ela responde e sorri -- Quase todos já comeram, somos meio que as últimas

Olho em volta e vejo que há poucas pessoas no refeitório de fato e volto a morder meu lanche e bebo um pouco da coca cola, olho para caroline que estava calada demais para o meu gosto afinal em outro momento ela estaria comentando como pegou casos maravilhosos no decorrer do dia e se lamentando pelas perdas que presenciou.

O que há de errado Caroline?-- pergunto preocupando-me e ela me olha após suspirar

Eu estou grávida -- a loira solta de uma vez e eu engasgo mas me recupero após beber quase o copo todo da coca e sirvo mais da latinha no copo descartável transparente, vejo seus olhos encherem de lágrimas -- Eu estou apavorada

Ei, não fique assim ser mãe é maravilhoso -- falo pegando sua mão sobre a mesa e faço carinho -- E você será uma mãe e tanto para esse bebê

Tenho seis meses para me preparar -- ela comenta e explica o que ocorreu para descobrir tão tarde a gestação e eu fico tão feliz por minha amiga que não consigo não sorrir por ela -- Vou para o apartamento do Klaus mas quero reformar algo primeiro , será mais confortável para nós três

Caroline imagina poder fazer pelo seu bebê tudo que fez pelo meu bebê, baby chá e revelação se quiser... podemos fazer tudo com você e muito mais, se quiser ou não a escolha é sua mas como sua amiga eu adoraria fazer por ti tudo que fez por mim -- falo e ela sorri

Já imaginou o baby chá do meu bebê -- ela fala animada já sorrindo em meio as lágrimas -- Acha que eu serei uma boa mãe?

Uma mãe maravilhosa -- a corrijo e ela sorri levantando e eu faço o mesmo a abraçando quando a mesa não esta mais entre a gente -- Vem Bonnie, vem pro abraço

Ta -- ela fala animada e nora abraçamos as três juntas -- Isso é maravilhoso, seremos titias

seremos titias bonnie -- falo rindo e Caroline confirma emocionada e rindo

Depois de falarmos sobre bebês e eu prometer a minha amiga que a emprestaria tudo que li sobre gestação e sobre bebês, terminamos nosso jantar e eu sigo em busca da minha menina afinal estava morrendo de saudades dela, passei o dia todo sem conseguir ir até ela. Na creche falam que ela nao estava lá há um bom tempo, que Damon havia pegado ela quando a pequena estava nervosa e com sinais de febre, preocupo-me e tento ligar para Damon mas não consigo então saio em busca dos dois pelos corredores.

Klaus .. ei viu meu marido e minha filha por ai?-- questiono e ele confirma sorrindo

Quarto dos plantonistas -- responde e eu agradeço seguindo pelo corredor

Ah klaus --- chamo parando e ele faz o mesmo no final do corredor --- Felicidades ao novo papai

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Obrigado elena -- ele agradece sorrindo e eu sigo meu caminho até o quarto dos plantonistas e entro devagar com medo de acordar alguém, na cama transversal do outro lado do quarto oposto a porta estavam Rebekah e Jacob deitados jogando no tablet infantil que deram a ele no natal, e na cama de cima da beliche na vertical,Lexi estava deitada acordada mas aparentemente cansada enquanto que no beliche de baixo Damon estava com Florence deitados lado a lado e ela estava do lado da parede enquanto ambos viam algo no telefone quietinhos.

Aproximo-me dos dois e Damon ao me notar abre espaço na cama e eu fico deitada de lado no que me restou ali enquanto Florence estava quietinha no canto e ele a envolvia com o braço segurando o telefone com a mão próxima aos pés dela.

Oi amor -- falo e ele sorri virando um pouco o rosto e me dando um beijo próximo a boca, sorrio feliz com seu carinho e beijo-o de volta --- Eu soube que ela teve febre

Eu dei remédio, para febre e dor --- ele me acalma e suspiro relaxada

Que papai maravilhoso -- comento e ele sorri

Aliás ela falou papai -- Damon me surpreende e sorrio feliz, ela aprendeu a falar papai também mas infelizmente eu perdi isso -- Relaxa eu gravei ela quando já estava familiarizada com a palavra após a quarta vez repetindo

ta, eu quero ver depois -- falo e ele confirma -- O que estão assistindo?

Um tal de patrulha canina -- ele responde e imagino que por isso ele não me atendeu, ela provavelmente estava no comando do aparelho.

Parece interessante -- comento e Florence levanta a cabecinha ao enfim ouvir minha voz e ela sorri de apoiando-se na barriga do pai e ao tentar levantar bate a cabecinha na beliche de cima e começa a chorar, antes que aumente seu choro Damon a passa para o meio de nós e eu a dou de mamar para calá-la, nem foi uma batida forte apenas assustou, ela aperta meu seio já calada e continua a mamar enquanto sua mãozinha aperta o mesmo e os dedinhos inquietos estão sob minha pele.

Que bom que os cachorrinhos pararam ai embaixo -- Lexi comenta me fazendo rir e Florence sorri com o meu mamilo ainda na boca achando que eu tava rindo para ela, beijo sua mãozinha e Damon esta deitado de lado encostado na parede, toco minha boca com o dedo pedindo beijo e ele aproxima seu rosto do meu beijando-me de verdade e como eu senti falta disso durante o dia, dava-se energia para seguir e aguentar, esses dois eram minha carga energética e nenhuma cafeína era párea para Damon e Florence em minha vida.

Meus pais vão casar -- Damon fala baixinho me surpreendendo e ele tem um lindo sorriso no rosto, estava feliz e isso era fato e me deixava imensamente feliz.

Isso é maravilhoso amor -- respondo e ele concorda comigo

Alex enfim será uma Salvatore no papel -- ele comenta e suspira -- Anna sempre quis isso, ela imaginava o dia que entraria como dama da nossa mãe, disse que mesmo adulta seria a dama e seria a garota mais feliz da festa depois da nossa mãe

Ela ainda será, ela estará lá através de todos que a amavam e sentem a falta dela --- comento acariciando o rosto dele --- Fique feliz amor, seus pais vão se casar

Eles vão se casar -- Damon repete e sorri, um sorriso genuíno e que tira-me o fôlego por breves segundos, eu realmente e incondicionalmente amo este homem a minha frente mais que a mim mesma. Permanecemos calados depois disso fazendo carinho um no rosto do outro enquanto o único som no quarto é do das sugadas de Florence em meu seio, nem o joguinho de Rebekah e Jacob estava mais ligado pois ele provavelmente pegou no sono ao lado da mãe, apenas a minha garotinha fazia ruídos mamando enquanto dormia em meu seio e ficava entre Damon e eu, nunca me senti tão aquecida e inteira quando nesta cama de solteiro com os dois amores da minha vida e se eu pudesse viveria assim para toda a vida. Damon dorme com meu carinho em seu rosto e eu os admiro ao meu lado por longos minutos no quarto escuro apenas com a luminária da cômoda na parede oposta a nossa cama acesa iluminando muito pouca coisa ali e eles eram lindos até dormindo, após longos minutos apenas os observando e recordando tudo que Damon e eu já passamos como namorados e casados até o momento atual com nossa garotinha que em breve faria um aninho fazia ver que toda a caminhada e toda dor sentida no caminho até aqui valeram totalmente a pena e eu viveria tudo novamente por esses dois.

Notas finais
É isso ai meus amores! Espero que tenham gostado, falem nos comentários o que acharam e qual momento preferido de vocês, no próximo capitulo teremos muitos belos e fofos momentos eu prometo. Até o próximo>