Meant to be Yours
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Passou o Natal e o Ano Novo e agora 2018 já começa com uma entrega de presente! Ari, fofinha, espero que você goste! Mudei toda a minha ideia inicial só por você, chuchu!
Essa história foi baseada em duas músicas de um musical chamado "Heathers", que por sua vez foi baseado num filme com o mesmo nome. As duas músicas são um tanto tristes, mas tive inspiração pela letra. Então, farei o seguinte: colocarei um fundo para vocês ouvirem aqui em cima e nas notas finais colocarei as duas músicas que me inspiraram. Bora seguir com esse trem?!
https://listenonrepeat.com/?v=SFHoTmcgw8E#Japanese_Instrumental_-_Eternity_(Sakura_s_Leaves_Fall_Down)
Desejo uma boa leitura!
Nos vemos nas notas finais!
Meant to be Yours
I am damaged... Far too damaged.
But you’re not beyond repair...
Olhos tão azuis quanto os céus se abriram para o mundo, encarando a vastidão verdejante à frente. O vento murmurava algo que fazia com que todas as flores dançassem ao redor, espalhando seus perfumes e suas cores por todo lugar. Era a primavera que ela queria lhe mostrar.
Baixando o rosto, o homem de cabelos platinados começou a contemplar o rosto plácido da bela morena que dormia tranquilamente em seu colo. Por detrás daqueles olhos fechados e do corpo delicado, escondia-se a fonte de poder necessária para mudar tudo. O poder de destruir e edificar novamente, o poder que estava destinado a ser dele.
Desde que nascera, Toneri Ootsutsuki teve um propósito muito claro: destruir o mundo que o Rikudou Sennin havia criado, cumprindo o desejo de Hamura Ootsutsuki. Os humanos eram criaturas impuras e indignas de habitarem o planeta perfeito criado por Hagoromo, eles eram os criadores do caos e das guerras, propagadores do ódio. Mereciam ser destruídos.
Esse era o seu propósito, sua função. Seu destino.
E para alcançar esse objetivo era preciso de mais poder além do seu próprio. Ele precisava dos Hyuuga de Konoha. O Byakugan deles, bem como o Sharingan dos Uchiha, eram heranças sanguíneas intrinsicamente ligadas com os deuses e era a fonte para canalizar a destruição que Toneri planejava.
Hinata era uma Hyuuga. Ela era unicamente parte do seu plano.
E, agora, era o que o afastava dele.
Ao vê-la simplesmente dormindo, como se nada mais lhe preocupasse, era inevitável rever o caminho todo que o levara até ela e as escolhas que ela fez para mantê-lo por perto. Cada injúria, cada desafeto, cada lágrima... Cada mínimo pedaço dela o prendia aquele lugar.
Toneri era como o metal, Hinata era como um ímã.
~*~*~*~
Stick around here, make things better...
‘Cause you beat me fair and square.
Hinata sempre foi uma exímia observadora. Ela ouvia tudo, via tudo, sabia de tudo, embora nunca fora colocada à par de nada. Sempre às margens do conhecimento das pessoas, apenas como uma mera voyeur do desenrolar da vida.
E ela estava fodidamente cansada de apenas observar.
Embora sorrisse e fosse agradável com todos, Hinata sentia como se estivesse se afogando no limbo, e os outros sequer notavam. Sua família estava sempre ocupada demais com as frequentes mudanças nas tradições do clã, seus amigos apenas preocupavam-se em galgar seus lugares ao sol e até mesmo sua vila crescia com novos sentimentos e novas forças.
O fato é: Hinata Hyuuga nunca foi nada mais do que uma simples observadora. Uma mera sensação, nunca uma presença forte.
Até ele chegar.
Quando viu a chegada do forasteiro de cabelos platinados, a Hyuuga soube imediatamente que sua vida nunca mais seria a mesma, e bastou apenas algumas horas para constatar sua veracidade. Uma reunião, várias trocas de ofensas, muita bravata e um único sentimento: a raiva. Raiva por ver a mesma cena bélica se desenrolando bem diante dos seus olhos, raiva por ter outro inimigo ameaçando o mundo, raiva daquele ciclo sem fim.
Então, pela primeira vez, Hinata ergueu sua voz e fez com que todos a vissem pela primeira vez:
— Você diz que quer destruir o mundo pois não temos nada bom... Mas, e se eu pudesse lhe mostrar as coisas boas que esse mundo tem a oferecer?
Quando os olhos azuis-gelo de Toneri cravaram-se nos seus, a Hyuuga soube que tinha muito poder em mãos. Um poder que poderia sair de controle a qualquer instante.
— Hinata, não interfira. — A voz autoritária do pai se fez presente.
— Na verdade, eu já tinha a intenção de tomar a herdeira dos Hyuuga como minha esposa... — O Otsutsuki abriu um sorriso gentil ao mencionar. — Mas essa proposta não estava nos planos.
— Não ouse tocá-la! — Hiashi também se levantou, interpondo-se entre os dois.
— Ottou-san, onegai... — Hinata pediu, tocando o braço do pai com delicadeza e depois virando-se novamente para o inimigo. — Peço apenas três meses. E, se ainda assim julgar que não somos merecedores da vida, poderemos recomeçar a guerra.
— Você fala como um general, uma guerreira admirável. — Toneri se aproximou, ficando cara à cara com ela. — Acha que os humanos são páreo para derrotar o poder dos deuses?
— Acho que todos vão lutar para preservar aquilo que amam. — Hinata respondeu com seriedade, lutando para guardas as emoções conflituosas dentro de si. — Todos nós já guerreamos uma vez e podemos fazer isso de novo. Mas não agora...
Todos ouviam as palavras de Hinata e sentiam o peso das escolhas, inclusive Toneri. Numa mera troca de olhares, tanto o Ootsutsuki quanto a Hyuuga sabiam que existia um universo completamente diferente dentro do outro. Dor, mágoa, lembranças, esperança. E isso seria deveras curioso.
— Três meses.
As palavras de Toneri trouxeram um alívio enorme ao coração da jovem morena, fazendo-a amolecer. Porém, assim que o albino saiu da sala, as palavras de seu pai a fizeram tremer novamente.
— Espero que saiba o que está fazendo, Hinata.
~*~*~*~
Please stand back now... ‘Little further.
Don’t know what this thing will do...
Como prometido, Toneri não tomou o Byakugan do clã Hyuuga logo de cara, dando a oportunidade de Hinata lhe mostrar o que de bom havia naquele mundo que valeria a pena salvar. Obviamente, ele não se surpreendeu lodo de cara. Fartura em alimentos, pessoas que o servissem bem, obras de arte, tecidos raros... Tudo isso ele tinha em seu castelo na lua, e ainda mais!
Mas ele não tinha alguém como Hinata em sua vida.
Jogavam shoji, pescavam no lago congelado, passeavam pelos caminhos de neve, tomavam chá na varanda, contavam histórias. Ah, sim. Hinata contava muitas histórias e cantarolava também — mas esse último, apenas quando estava sozinha. Secretamente, Toneri adorava poder escutá-la de qualquer maneira.
De certo ângulo, era curioso o modo em que ela tentava a todo custo impressioná-lo com as coisas que mostrava, e mais curioso ainda o jeito como ela parecia saber quando ele não tinha achado nada de extraordinário. Hinata Hyuuga o intrigava, fazendo com que toda aquela experiência patética valesse de alguma coisa. Era como se ela soubesse lê-lo.
Porém, nem tudo foi como um dia de sol no campo. A notícia de um novo inimigo vazou além dos portões do clã, fazendo com que os outros moradores de Konoha se preocupassem e, principalmente, o Hokage e seu fiel escudeiro. Não seria de se estranhar que Kakashi Hatake enviasse alguém para enfrentar o Ootsutsuki, principalmente se esse alguém fosse o salvador da humanidade.
O primeiro encontro de Toneri com Naruto Uzumaki foi muito esclarecedor, e também, deveras... Inusitado. Apenas de olhar para o loiro, o Ootsutsuki sabia que seria um forte oponente, ainda mais por sentir dois chakras ao invés de um só. O portador da Kyuubi fazia jus ao seu papel de herói, porém, podia ser derrotado.
No entanto, o que o albino não esperava era o efeito que o Uzumaki tinha sobre sua nova guia e futura esposa. Hinata corava e gaguejava perto dele, arrumava nervosamente uma mecha de cabelo atrás da orelha mesmo que essa não estivesse desalinhada. Era lindo. E aquilo o deixou desgostoso, por perceber que Hinata não exibia nenhuma daquelas reações consigo.
Então, o desgosto virou ira, quando Naruto ousou pousar as mãos no rosto corado da Hyuuga, murmurando as seguintes palavras:
— Não precisa lidar com esse monstro sozinha. Posso defender você!
Então era isso. Aquele imbecil metido à salvador estava tentando convencer Hinata a se afastar de si. E, pela expressão dela, estava quase conseguindo.
Não!
A aura odiosa poderia ser sentida à quilômetros de distância, suficientemente forte para que Hinata e Naruto se virassem em direção a um Toneri transtornado. Seu olhar e o chakra aquamarine pareciam dizer: “quero ver você tentar”. Inconscientemente, o Uzumaki se postou à frente de sua amiga e preparou-se para uma luta ali mesmo.
Porém, novamente, a voz de Hinata foi ouvida em alto e bom tom:
— Gomen ne, Naruto-kun, mas não posso deixar que interfira. — Surpreendentemente, a determinação dela não a deixou gaguejar. — Ainda tenho tempo até os três meses acabarem e não vou deixar que tudo o que mostrei seja em vão.
— Hinata... — Naruto se surpreendeu por vê-la passar para o outro lado, ficando entre ele e o oponente.
— Todos nós vivemos uma guerra que pareceu ser infindável. — A voz dela tornou-se dura, bem como sua expressão. — Onegai, espere um pouco mais antes de começar uma nova.
Toneri não soube como se sentir ao vê-la virar e rumar para junto de si, tomando-lhe o braço e afastando-o do Uzumaki. A única coisa que conseguia sentir era o coração batendo desenfreado dentro do peito, como um tambor de guerra.
Pois Hinata havia escolhido ficar com ele.
~*~*~*~
Hope you’ll miss me. Wish you’d kiss me.
Then you’d know I worship you...
— Por que você está fazendo isso, Hinata?
A frase preocupada tornou-se uma nova rotina na vida da jovem Hyuuga, todos os dias ela a escutava vindo de pelo menos três bocas diferentes.
— Estou fazendo o que acho certo, Tenten-san. — A morena respondeu sorridente, ajudando a amiga a se arrumar. — Mas não vamos pensar no futuro...
— É estranho pensar no futuro, sendo que tudo pode acabar. — Tenten murmurou, caminhando até o espelho e se encarando. — Quer dizer, olha só pra mim... Estou prestes à me casar e nem sei se terei tempo o suficiente para viver com o Lee. Nós já perdemos muito...
Hinata sentiu uma pontada profunda no peito, pois sabia que a kunoishi das armas se referia ao antigo membro de equipe, morto na quarta guerra ninja. Seu primo não fazia falta somente para o clã Hyuuga, mas para todos aqueles que tiverem a oportunidade de ver Neji crescer e amadurecer. Uma oportunidade que ela havia tirado dele. E mesmo sabendo que Neji daria sua vida um milhão de vezes por ela, a herdeira dos Hyuuga sempre iria se culpar pela morte do primo.
— Neji está orgulhoso de você e do Lee. — Hinata disse, exibindo um sorriso trêmulo. — Ele estará conosco hoje, tenho certeza!
Tenten não conseguiu segurar mais as emoções, abraçando sua amiga chorosa e rindo com ela em meio às lagrimas. Separaram-se apenas quando Ino e Sakura vieram para chama-las para a cerimônia. Estava na hora.
Embora ela mesma tivesse de empurrar a cadeira de rodas, Tenten fez questão que seu sensei a acompanhasse até o altar. Rock Lee estava muito elegante e com uma aparência muito mais centrada, embora não perdesse o olhar apaixonado de sua noive nem por um instante. A celebração foi levara pelos sorrisos e as lágrimas, memórias e um pouco de sabedoria.
Naquele momento não havia inimigo, não haveria guerra. Era só amor.
Hinata parecia ser a única que estava ciente de que Toneri também estava presente, pois embora ele camuflasse muito bem o seu chakra, sua presença era sutil para quem já estava acostumada a tê-lo por perto nesses últimos dois meses e meio. Por isso, durante o jantar, ela se esgueirou por entre os convidados alegres e foi até ele.
O gelo e a neve tinham dado lugar às primeiras flores e aos ventos mais amenos, deixando que a primavera tomasse seu posto pelos próximos meses. O Otsutsuki estava sentado num dos galhos de uma cerejeira que estava começando a se florir, olhando a lua longínqua. Sua casa.
— Foi para isso que você pediu os três meses... — Ele disse ao perceber que ela já estava perto o suficiente para escutar. — Queria que seus amigos pudessem se casar.
— Hai... — Hinata confessou, baixando a cabeça.
— E não só por eles, mas também para fazer com que seus outros amigos pudessem encontrar pontos felizes, além de se preocupar com uma possível batalha. — Toneri continuou a dizer, virando o rosto para ela. — Você tomou para si a preocupação de todos, apenas para que os outros tivessem esperança. Garantiu que todos pudessem ter sua cota de felicidade.
Hinata apenas baixou sua cabeça e ficou em silêncio. De fato, ela decidiu fazer tudo aquilo pelos outros mais do que por si mesma. Aguentou todos os olhares descrentes e as injúrias sussurradas, apenas para que tivesse um pouco mais de tempo para aqueles que importavam para ela e Neji. Era um meio de tentar se redimir com ele.
— Você cuida muito dos outros, Hinata... — Ele disse, descendo do galho e se aproximando dela. — Mas quem é que cuida de você?
— O que mais posso oferecer a você?
Com os olhos úmidos e as mãos apertadas uma na outra, Hinata fez sua última tentativa de mudar a situação do mundo. Foi por isso que Neji morreu: para salvar o mundo! Não importava se ela também precisasse se sacrificar, ela só desejava de todo o coração que não houvesse uma quinta guerra que estraçalhasse mais vidas inocentes.
Como se o resquício do inverno estivesse nas mãos de Toneri, Hinata se arrepiou quando ele lhe tocou o rosto com delicadeza, erguendo seu olhar para ele.
— Me ensine... Um beijo.
Os olhos perolados dela se arregalaram, pois ela jamais esperaria um pedido como aquele. Sim, um pedido, não uma ordem. Os olhos de Toneri estavam doces como ela nunca tinha visto, um mar de emoções num fundo azul-gelo. E mais do que nunca, Hinata Hyuuga se sentiu indefesa.
— E-eu... — Ela murmurou, corando e desviando o olhar do dele. — Nunca...
— Podemos tentar aprender juntos, então? — Ele pediu novamente, abrindo um leve sorriso. — Você viu mais vezes do que eu, posso garantir.
Toneri Ootsutsuki era o inimigo. Um forte oponente que poderia colocar seu mundo e tudo aquilo que ela mais amava abaixo com um simples estalar de dedos, ele era frio e calculista, parecia não ter nenhuma emoção. Ele apenas a queria para mostrar sua superioridade.
Mas ele também era solitário e recluso, tentando a todo custo encobrir seus fantasmas com uma máscara de indiferença. Por essa razão, Hinata tinha vontade de abraça-lo forte e extirpar toda a frieza de sua alma. Talvez, se ela pudesse salvá-lo...
Antes que percebesse o rosto dele estava a centímetros do seu, o olhar buscando sua permissão. Então não foi difícil fechar os olhos e deixar que seus lábios fossem tomados. No instante seguinte, a jovem Hyuuga se viu perdida numa espiral de sentimentos: o calor do primeiro toque, o medo da rejeição, o sabor de uma lembrança que não era sua, o desejo de um futuro incerto. Tudo ao seu redor se resumia à Toneri.
Através daquele singelo toque, Hinata pode confirmar tudo o que sabia ser verdade. Uma criança sozinha no escuro, criada por marionetes num castelo gelado. A missão que foi interpretada errada, o treinamento duro e cruel que ele mesmo se impôs, uma vida silenciosa e esquecida.
Ao se separaram, a morena abriu seus olhos lacrimosos e vislumbrou seu maior inimigo na mesma situação que ela. Toneri não parecia entender.
— O... O que...
E antes que ele pudesse especular mais, Hinata se adiantou para ele e o beijou novamente. O calor e o desejo foram maiores dessa vez, como o sol de verão que aquece o mar gelado.
E eles não souberam por quanto tempo ficaram aquecendo um ao outro com aquele delicado gesto de compaixão.
~*~*~*~
I’ll trade my life for yours!
And once I disappear, clean up the mess down here.
Os dias se passaram, logo completaram-se os três meses que Hinata havia pedido.
Depois dos beijos na noite do casamento de Lee e Tenten, algo dentro de Toneri se quebrou. Agora ele podia entender o motivo pelo qual a herdeira dos Hyuuga se oferecera como mártir para andar ao lado do inimigo do mundo, o motivo pelo qual ela tinha sido forte o suficiente para aguentar a todos lhe dizendo coisas impagáveis.
Foi por amor.
Hinata amava sua vila, amava seu clã e seus amigos. Hinata amava o mundo e amava a vida. E isso era algo que nunca lhe fora ensinado. Durante toda a sua vida, o Ootsutsuki viveu em seu castelo habitado unicamente por ele e suas marionetes. Nunca soube o que era sentir, nunca soube o que realmente era viver. E agora ele entendia.
Agora ele sabia qual era o som do vento ameno, o toque da grama verdejante, a beleza das flores e o calor do sol. Toneri Ootsutsuki finalmente entendeu o que era o amor.
E ele amava Hinata.
Por essa razão, assim que voltaram para o complexo Hyuuga naquele final de tarde, Toneri convocou uma reunião com Hiashi e seu conselho, informando que desistiria do plano de acabar com o mundo criado pelo Rikudou Sennin e voltaria para a lua, prometendo nunca mais sair de lá.
Como prova de sua palavra, tirou os próprios olhos e os entregou ao patriarca do clã, pedindo unicamente para que ele os entregasse a Hinata como uma lembrança de tudo o que tinham visto juntos. Sem os olhos, não havia mais ameaça. E assim ele partiu, exatamente com o pôr do sol.
~*~*~*~
Our love is God! Our love is God!
Our love is God! Our love is God...
— O que é isso?
Hinata se surpreendeu ao receber a caixa selada de seu pai, ainda mais ao tocá-la e sentir a energia que ela emanava.
— Você conseguiu, minha filha. — Hiashi murmurou, abrindo um sorriso amuado. — Você conseguiu salvar o mundo.
Pai e filha se encararam por um longo tempo, até que a mais nova tivesse coragem para desviar o olhar para a caixa em suas mãos, apertando-a até que seus dedos ficassem brancos.
Toneri havia partido. O mundo estava salvo. Toneri havia partido.
Um vazio intenso a invadiu a ponto de fazê-la quase sufocar de dor. Dor não só por vê-lo partir, mas por imaginar um mundo sem ele. Toneri tinha mostrado outro lado ao mundo: o de um homem que volta atrás de sua escolha e que é capaz de pensar no próximo. Ele também era capaz de amar, e ela sabia disso.
Hinata sabia que aquilo havia sido feito por ela, para ela.
— Agora faça o que deve ser feito, Hinata.
A herdeira ergueu o rosto, mirando diretamente os olhos claros se seu pai. Os mesmos olhos, mas ainda assim tão diferentes. Hiashi tinha olhos sérios, confiantes, mas que agora transmitiam um leve brilho de esperança misturada com a tristeza. O patriarca Hyuuga sabia que sua filha queria partir.
E assim, com apenas um sorriso como palavra final, Hinata saiu correndo para encontrar o seu destino e a sua redenção. O mundo dos shinobi estava salvo outra vez, agora seria a hora de salvar seu coração.
As pessoas olhavam para ela, murmurando baixinho sobre a nova heroína da vila, para ela aquilo de nada valia. O que realmente lhe importava estava no topo da montanha dos Kages, o ponto mais próximo dos céus. E quando ela o encontrou, suas palavras disseram tudo:
— Acho... Que eu estava destinado a ser seu. — Toneri disse, virando-se para ela com um sorriso aliviado.
— Eu estava destinada a ser sua. — Hinata o respondeu sorrindo e chorando ao mesmo tempo. — Estávamos destinados a ser um.
Além disso, as palavras não se faziam mais necessárias. Apenas as bocas, os corações, os corpos e todos os sentimentos.
Em um mundo novo, cheio de calor.
Say “hi” to God...
Notas finais
Confesso que a minha ideia inicial não tinha nada a ver com o mundo ninja e afins, mas depois que eu vi o pedido da Ari decidi mudar tudo só pra agradá-la, então se preparem que vem mais fic por aí.
Como prometido, aqui estão as músicas que me inspiraram de fato na história:
https://www.youtube.com/watch?v=U2kyD2zGjlY&t=4s
https://www.youtube.com/watch?v=mPoQ-EyiIJo&t=4s
Bem, minha história felizmente teve um final melhor do que o das músicas, e isso é o que importa, néh não?! E eu espero do fundo do coração que a minha presenteada goste de tudo! Ari, foi feito de coração viu!!
Muito obrigada a todos que leram até aqui e até a próxima! Logo logo tem mais!
Beijos,
Arê!
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