Meant to Be
21 Chapter Twenty-One
Notas iniciais
Viajaram de volta à New York na segunda de manhã. Todos perceberam que Quinn estava estranha, às vezes a pegavam encarando Rachel como se com o olhar fosse desvendar sua alma. Ao desembarcarem, Puck, Emily e Hanna foram os primeiros a irem embora, já que tinham compromissos a cumprir.
– Mamãe, eu posso ficar com a mammy hoje? – perguntou Beth a Quinn.
– Tudo bem – disse simplesmente.
– Bom, nós já vamos indo... – disse Brittany.
– Na verdade, nós podíamos ir dar uma volta, B? Só eu e você... – perguntou Quinn.
– Ah, claro. Claro que sim, Q... – Brittany parecia confusa com o pedido repentino.
– Eu vou deixar a minha mãe e a An em casa e te ligo pra saber onde nos encontramos...
A loira saiu sem nem dar chance para Judy e Annie se despedirem das outras, ganhando olhares confusos de todos.
– O que aconteceu com ela? – perguntou Rachel.
– Eu realmente não sei, mas pretendo descobrir... – respondeu Brittany.
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Após deixar Annie e Judy em casa, Quinn marcou de se encontrar com Brittany em um restaurante para poderem almoçar juntas. Chegou primeiro e sentou-se, pedindo apenas uma água. Minutos depois viu a amiga entrar e dirigir-se até ela.
– Hey Q, desculpa por te fazer esperar... – disse a loira mais alta enquanto se sentava,
– Sem problemas, cheguei faz pouco tempo – deu de ombros – Vai querer beber alguma coisa?
– Pode ser água.
Quinn chamou o garçom, pediu mais uma água e disse que em breve elas fariam os pedidos.
– O que houve? – perguntou Brittany vendo o olhar distante da amiga – Você está estranha...
– Você lembra no dia que te liguei para me ajudar a escolher a aliança que pediria a Rachel em noivado? – perguntou ainda distante.
– Claro que eu lembro. Nem a que a San me deu é tão linda quanto aquela...
– Ela é linda mesmo – suspirou – Só não entendo como ela foi parar no pescoço da Rachel.
– O que? – Brittany tinha os olhos arregalados em surpresa – Do que você está falando, Quinn? Aquela aliança não está com você?
– Eu a deixei na calçada da Broadway naquela noite. Ontem quando fui procurar a Rachel, vi ela colocando o cordão que a dei naquele natal no pescoço e a aliança estava lá, ao lado do pingente de leão...
– Q, eu realmente não sabia disso. Acredito que ninguém sabe – parou e pensou – Mas agora eu entendo...
– Entende o que? – questionou.
– Entendo porque sempre que ela esteve triste nos últimos anos, quando chorava horas por sentir sua falta, até mesmo na noite em que reencontramos o Matthew no teatro e ela bebeu e saiu enlouquecida de casa... – olhou para a amiga – Ela sempre coloca a mão no peito e o aperta com toda a força existente. Eu e a San sempre pensamos que era uma ação involuntária, que ela sentia o coração apertar ou algo do tipo, mas não... Ela estava apertando a aliança, ela buscava forças nela.
– Isso não faz sentido, Britt... – a loira balançava a cabeça negativamente – Eu só joguei aquela aliança, deixei lá ao léu, no chão de um dos lugares mais movimentados de NY...
– Q, a Rach vinha logo atrás de você, ela te viu entrar naquele táxi. Não há dúvidas de que ela viu quando você jogou a caixinha com a aliança no chão. Ela provavelmente pegou e, como ela não é idiota, sabia do que se tratava. Por isso ela guardou...
– Por que ela anda com ela no pescoço?
– Talvez seja o que a mantém forte, o que a faz ter esperanças de te reconquistar...
– Isso é completamente sem noção. Ela não pode fazer isso, não pode guardar aquela aliança como se fosse dela...
– Mas é dela...
– Não é! – a agonia de Quinn era perceptível em seus olhos marejados – Eu não dei aquela aliança a ela, porque a encontrei aos beijos com outro. Eu não pude pedi-la em casamento, eu não pude tê-la pra mim...
– Você ainda pode, Q. Ela te ama tanto quanto ou até mais do que amava há 5 anos. A Rachel viu como é ficar sem você e isso fez com que ela te amasse ainda mais.
– Eu não posso, Britt. Ainda dói tanto...
– Eu sei que dói. Não se compara com a situação, mas eu fiquei assim sem a San, você lembra... – a loira assentiu – Mas essa dor só sumiu quando eu a beijei de novo, quando eu pude tê-la pra mim de verdade, depois de tudo que passamos.
– Não dá, B. Eu não consigo e tem a Annie...
– A gente sabe que você está só se enganando com a Annie. E ela também sabe que nunca terá seu coração.
– Mesmo assim...
– Olha, vamos dar tempo ao tempo, okay? Você sempre sabe o que fazer quando o momento ideal chega, dessa vez não será diferente.
Antes de Quinn responder, o garçom se aproximou da mesa onde elas estavam.
– As senhoritas gostariam de fazer o pedido agora? – perguntou simpático.
– Claro, agora é um ótimo momento – a loira mais alta olhou para a amiga e lhe deu um sorriso. Quinn o devolveu antes das duas fazerem seus pedidos...
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Ao voltar pra casa, Brittany deu de cara com Santana no sofá, assistindo alguma série policial que ela não sabia diferenciar. Ao vê-la, a latina se levantou e caminhou em sua direção. Agarrou a noiva pela cintura e lhe beijou apaixonadamente.
– Wow – a loira suspirou ainda de olhos fechados após o final do beijo – O que foi isso, amor?
– Saudades – a latina disse ainda abraçada a noiva – Eu odeio ficar longe de você.
– Eu também, San. Mas a Quinn precisava de mim, me desculpa – fez um carinho no rosto da latina.
– Eu espero que aquela loira azeda tenha tido um ótimo motivo para te manter a tarde inteira fora de casa... – disse enquanto puxava Brittany para o sofá.
– O mesmo de sempre: Rachel – disse enquanto se sentava no colo de Santana.
– O que foi dessa vez?
– Você sabia que a Rach usa a aliança que a Quinn iria pedi-la em casamento no pescoço?
– O que? Que história é essa?
– Exato. A Quinn descobriu isso e meio que pirou...
– Agora está explicado porque ela sempre agarrava o peito quando estava em crise...
– Foi o que disse a Quinn...
– Mas enfim, no que deu?
– Em nada. A Q é muito cabeça dura. Mas acredito que mais cedo ou mais tarde elas vão se entender. Eu dou até o nosso casamento, no máximo.
– Estamos apostando sexo? – brincou a latina beijando o pescoço pálido da loira.
– Sempre, amor – sorriu safada – Se eu ganhar, poderei fazer o que quiser com você na nossa lua-de-mel.
– É? E se eu ganhar, poderei fazer o que quiser com você pelo resto das nossas vidas...
– Mas você poderá de qualquer jeito, baby – disse Brittany antes de tomar os lábios carnudos em um beijo.
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Após o encontro com Brittany, Quinn ainda resolveu caminhar pelo Central Park antes de voltar para casa. Quando a loira retornou já era quase noite e ao entrar no apartamento encontrou sua mãe na cozinha, preparando um chá.
– Finalmente você voltou – disse Judy – Tudo bem, filha?
– Tudo sim, mãe. Desculpe a demora... – Judy assentiu – Onde está a Annie?
– Ela está no quarto, estava tomando banho há pouco tempo...
– Okay, eu vou lá falar com ela.
Quinn caminhou em direção ao quarto. Ao entrar deu de cara com uma arrumada Annie em frente ao espelho.
– Vai sair? – questionou a loira encostada no batente da porta.
– Hey, você voltou... – a morena se virou – Vou ao cinema com Rachel e Beth.
– Sério isso? – a loira arqueou a sobrancelha.
– Elas ligaram para te chamar, mas como você não estava, elas me chamaram... Você ainda pode ir se quiser.
– Desde quando você e Rachel são tão amiguinhas?
– Nós não temos motivo para sermos inimigas...
– Tudo bem, faça como quiser! – a loira entrou no banheiro e bateu a porta. Annie suspirou e foi até lá, tentou abrir, mas estava trancada.
– Quinn, abre essa porta. Por favor.
– Vai pro seu cinema e me deixa, An! – exclamou a loira, a voz abafada pela porta.
– Eu fico em casa se você quiser. Me desculpa, eu não queria te irritar... – Annie ouviu a tranca ser desfeita e em seguida a porta ser aberta.
– Eu estou exagerando, okay? Pode ir, eu vou dormir, estou cansada. Dê um beijo na Beth e não a deixe comer muito doce...
– Tem certeza?
– Claro, pode ir – a loira lhe deu um selinho.
Annie retribuiu o selinho em forma de beijo e em seguida saiu. Quinn voltou a fechar a porta do banheiro, tirou suas roupas e se jogou em baixo do chuveiro, na tentativa de que a água que escorria por seu corpo levasse embora toda a sua dor...
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