Meant to Be

33 Chapter Thirty-Three


Notas iniciais
Adivinhem só quem está de volta?! AHAHAHA' Nossa, que saudade de vocês! De postar, de escrever, de tudo! Minha fisioterapia terminou essa semana (foram as três semanas mais longas da minha vida). Estou com uma consulta marcada com o ortopedista, mas pelo que a minha fisioterapeuta disse, não há mais nenhum tratamento a ser feito. O cisto presente no meu punho "sumiu" (o inchaço diminuiu), mas ele não foi embora sem deixar sequelas. Eu não posso mais me submeter a grandes esforços com ele, o que, por ser destra, é meio difícil. Não posso mais passar horas e horas escrevendo/digitando sem parar, o que pra uma escritora com a mente em turbilhão é bem complicado. Preciso sempre fazer os exercícios impostos para, assim, evitar sentir dor e o inchaço voltar. Sei que parece bem ruim, mas comparado a como estava, eu me sinto ótima! Afinal, estou de volta :) Como já foi avisado, MtB está em sua reta final e, esse capítulo particularmente, é algo que todos (eu creio), estavam esperando. Então... Enjoy!

O sábado amanheceu ensolarado. Para aqueles que acreditam, até a natureza parecia perceber que aquele dia deveria ser perfeito.

Beth e Judy haviam dormido na casa Pierce-Lopez, que também seria o local da festa. Ou seja, muito cedo todos já se encontravam batendo na porta do casal e deixando uma Santana muito irritada por acordar cedo.

Quinn e Annie foram as primeiras a chegarem e encontraram Beth ainda dormindo. A loira já se preparava para ir acordar a filha com beijos, como sempre fazia na manhã de seu aniversário, mas foi impedida por uma mão em seu braço.

– O que foi, An? – perguntou Quinn.

– Por que você não espera a Rachel chegar e vão as duas juntas acordarem a Beth? – sorriu – Ela já deve estar chegando por ai e acho que a pequena B iria adorar...

Antes que Quinn pudesse responder, a campainha tocou mais uma vez e quando Brittany abriu a porta principal, puderam ver Rachel entrar acompanhada por Hiram e Leroy. Todos se cumprimentavam um a um, até os olhos de Rachel pousarem sobre as figuras de Quinn e Annie lado a lado, ambas lhe encarando com sorrisos que não diziam a mesma coisa.

– Oh, hey Quinn, Annie... – disse Rachel se aproximando – Como foi tudo em Londres?

– Melhor do que o esperado – respondeu Annie, recebendo um sorriso cúmplice de Quinn.

– Certo... É bom que você possa ter voltado para o aniversário. Beth ficará feliz em te ver.

– Não mais feliz do que ela ficará em te ver. Afinal, é o primeiro aniversário em muito tempo que ela tem você por perto... – sorriu – Por isso, que tal você ir com a Quinn acorda-la?

– Eu não quero atrapalhar...

– Não atrapalha – Quinn se apressou em dizer – Vamos lá, antes que ela acorde.

As duas subiram as escadas rumo ao quarto de hóspedes onde Beth dormia. Entraram silenciosamente e sentaram-se cada uma em um lado da cama onde Beth dormia. Quinn foi a primeira a agir, fazendo leves cócegas na barriga da filha, que se mexia, mas permanecia dormindo. A loira olhou para Rachel que a observava sorrindo e assentiu, então a morena passou a imitar seus atos. Aos poucos Beth começou a despertar e agora Quinn e Rachel atacavam a filha que se contorcia e ria junto das mães.

– Que preguiça! – exclamou Quinn – Acho que deveríamos cancelar a festa, já que essa mocinha quer ficar dormindo o dia todo.

– Não! Eu já estou acordada, mamãe! – exclamou Beth.

– Ah, finalmente! – brincou Rachel rindo – Feliz aniversário, princesa!

Rachel abraçou a filha e viu Beth puxar Quinn para se juntar a elas. As três permaneciam abraçadas.

– Quer seu presente agora ou mais tarde? – perguntou Quinn.

– Eu já ganhei o que queria – disse Beth contra o peito de Rachel.

– E o que seria? – perguntou a morena.

– Vocês duas comigo novamente – sussurrou.

Quinn e Rachel se encararam e sorriram sem jeito uma para a outra. O momento foi interrompido quando a porta se abriu, revelando Brittany.

– Acho que está na hora da aniversariante descer pra podermos aproveita-la também – sorriu.

– Nós já estamos indo, tia Britt – disse Beth.

Brittany sorriu e voltou a deixar as três sozinhas. Beth se ajeitou e logo as três desceram de encontro aos outros. Todos estavam na cozinha a espera das três e Beth sorriu ao ver que todos estavam ali, até Puck já havia chegado. Ela abraçou a todos, demorando-se um pouco mais nos três avós, até seus olhos pousarem em Annie.

– Tia An! Você voltou – exclamou correndo para os braços da outra morena.

– Eu não podia perder seu aniversário, meu amor – sorriu Annie, abraçando Beth.

– Acho que já podemos tomar café, não é? – perguntou Judy sorrindo.

– Eu estou morrendo de fome, vó! – exclamou Beth.

– Então você e sua mãe terão que brigar pelo bacon, querida – brincou a Fabray mais velha.

– Claro que não! É meu aniversário, eu tenho preferência – disse.

– Nunca há preferência quando o assunto é bacon, filha – disse Quinn rindo.

O café da manhã passou entre conversas e risadas. Tão logo ele terminou os preparativos para a festa começaram. Cada um exercia uma função para que, no final, tudo estivesse perfeito para Beth.

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– Onde está a Beth? – perguntou Judy.

– Está terminando de se vestir, mãe. Logo ela está descendo – respondeu Quinn.

Já era final de tarde e os poucos convidados começavam a chegar. Beth havia convidado alguns amigos da nova escola para se juntarem a sua enorme família que, por sinal, já estavam todos lá. Puck conversava com Luca e Kurt que haviam chegado de Los Angeles; Hanna, Brittany e Judy conversavam animadas com Hiram e Leroy; e Quinn estava lado a lado com Santana observando a interação de Rachel e Annie, que contava a morena como haviam sido seus dias em Londres.

– Só eu acho essa amizade estranha? – perguntou Santana.

– É estranho vê-las juntas, mas ambas são sinceras demais para estarem apenas sendo falsas... – Quinn deu de ombros.

Antes que a latina pudesse retrucar todas as atenções se voltaram para Beth que descia as escadas. A Fabray mais jovem não negava ser filha de Quinn, vestindo um short jeans com uma camiseta rasgada do Sex Pistols que deixava seu ombro a mostra, os cabelos loiros curtos bagunçados e um sorriso estampando o rosto ao ver todas aquelas pessoas ali. A primeira a abraça-la foi Quinn, que estava próximo ao final da escada.

– Feliz aniversário, minha princesa – Quinn sussurrou e depois beijou a testa da filha.

– Obrigada, mãe. E obrigada por tudo, por me dar a chance estar aqui hoje... – disse com um sorriso.

– Eu te amo, meu amor – a outra disse feliz.

Beth abraçou todos, ganhando beijos, desejos de felicidades e muitos presentes. A festa estava animada. Música, comida e bebida a vontade, muitas conversas e risadas. Quinn já tinha tocado algumas músicas no violão, para a felicidade da filha, e no momento estava sentada com Annie ao seu lado. A morena falava de Emma e as duas riam, felizes. De longe Rachel observava a interação das duas com um sorriso triste. Na cabeça dela, a volta de Annie havia acabado com todas as suas chances de reaproximação de Quinn, logo quando as coisas pareciam se ajeitar...

– Hora dos parabéns! – exclamou Hiram, chamando a atenção de todos.

Todos começaram a se aproximar da mesa onde estava o bolo. Beth já estava ali e sorria para todos, mas os interrompeu antes que começassem.

– Mãe, mammy, venham pra cá – pediu – Quero vocês ao meu lado.

As duas se olharam sem jeito e sorriram, antes de irem até lá. Ficaram uma de cada lado de Beth durante todo o parabéns. No final, a garota fechou os olhos com força e então apagou a vela. Recebendo aplausos e gritinhos animados de todos.

Todos já haviam se separado novamente e comiam o bolo, após tirarem fotos. Annie estava sozinha sentada no sofá da sala, com um sorriso estampado no rosto, trocando mensagens com Emma, até sentir que alguém se aproximava.

– Hey Rachel, tudo bem? – perguntou ela ainda sorrindo e vendo a morena sentar-se ao seu lado.

– Sim, sim. Eu só... Só queria falar contigo, pode ser? – perguntou acanhada.

– Claro, aconteceu algo?

– Bem, eu só queria dizer que fico feliz da Quinn ter você, sabe? – começou – Não só agora, mas antes. Eu sei que você a ama e que ela te ama também, então... – suspirou – Eu não vou atrapalhar. Eu já percebi que a Quinn não vai me dar a chance de dizer o que aconteceu, imagina uma chance de reconquista-la... – riu sem graça – Por isso, eu vou sair do caminho. Só, por favor, faça ela feliz. A Quinn merece toda a felicidade do mundo, ela é a melhor pessoa que eu conheci e eu nunca quis magoa-la... – terminou e uma lágrima solitária desceu pelo seu rosto.

– Posso te perguntar algo? – viu Rachel assentir – O que realmente aconteceu naquela noite? Eu conheço apenas a versão da Quinn, mas sei que na hora da emoção, o julgamento daquela ali pode ser bastante afetado, então...

– O que realmente aconteceu? Okay...

Flashback on

Havia acabado. Seu primeiro show na Broadway chegava ao fim e ela não podia estar mais feliz. Havia sido um sucesso e tudo que ela desejava agora era poder comemorar com Quinn, Beth e sua família que a esperava na entrada do teatro.

Rachel trocou de roupa e se preparava para tirar a maquiagem quando ouviu duas batidas e em seguida a porta se abrindo. Matt apareceu em seguida, entrando no camarim.

– Hey Matt, tudo bem? – perguntou simpática.

– Tudo ótimo, perfeito. Você foi perfeita, Rachel – disse sorrindo grandiosamente.

– Bom, obrigada – agradeceu – Fico feliz que tenha acabado e que tenha sido um sucesso. Tudo que quero agora é comemorar.

– Então vamos comemorar, nós dois juntos – sorriu maliciosamente – Meu apartamento está pronto pra gente.

– Me desculpa, mas eu não posso, Matt. Meus amigos estão me esperando – desconversou.

– Seus amigos podem ficar um dia sem você, Rachel. Vamos lá, agora nós podemos – disse se aproximando cada vez mais da morena – Eu sei que no começo foi tudo tão complicado. Nós éramos colegas de trabalho. Eu era seu diretor e qualquer coisa que acontecesse seria tratado como assédio. Mas agora não, minha estrela. Agora somos duas pessoas, somos eu e você. Não há nada que nos impeça. Não há qualquer outra coisa entre nós...

Antes que a morena pudesse impedir, o homem se aproximou mais dela, enlaçando sua cintura e juntando seus lábios. Rachel colocou as mãos nos ombros dele, tentando afasta-lo, mas ele era mais forte. O momento só foi interrompido, quando o som da porta aberta e algo caindo no chão chamou a atenção de ambos. Mas então Rachel arfou e seu peito apertou...

– Quinn? Quinn, não é isso que você ta pensando! – disse Rachel sentindo o terror ao ver a dor no rosto da loira.

Então Quinn correu. Correu, correu, correu. Rachel corria atrás, gritava, chamava pela loira. Mas ela não parava. De relance viu os rostos confusos de seus amigos, mas não parou. Correu atrás de Quinn até a calçada movimentada da Broadway.

– Quinnie, espera. Nós precisamos conversar, amor. Aquilo foi um engano... – tentou mais uma vez.

Mas antes que ela pudesse se aproximar, viu Quinn olha-la uma última vez com o rosto banhado em lágrimas e entrar dentro de um táxi, antes de jogar algo na calçada.

Rachel queria continuar correndo, mas contra um táxi era impossível. Foi até onde Quinn estava há poucos segundos e viu uma caixinha jogada no chão. Seu coração arfou. Pegou-a e abriu, encontrando uma aliança dentro.

– Não, não pode ser... – sussurrou para si mesma, antes de cair de joelhos na calçada, em um choro estrangulado.

Flashback off

Ao terminar de contar a Annie sobre aquela noite, Rachel chorava. Chorava como uma criança. Ainda doía lembrar de como havia perdido Quinn. Doía e Annie viu a dor estampada nos olhos chocolates daquela que estava em sua frente. Ela sabia que Rachel falava a verdade. Qualquer pessoa era capaz de ver e sabia que Quinn só não o fez, pois não deu nenhuma chance a outra.

– Eu... Eu só queria que ela acreditasse em mim, Annie – disse Rachel entre soluços – Eu queria que ela tivesse me ouvido antes de ir embora, de levar a minha filha, de passar anos em outro país, outro continente...

– Eu não estou defendendo-a, mas você sabe como a Quinn consegue ser cabeça dura... – suspirou – Ver outra pessoa beijando seu grande amor, mexe com a pessoa. Ela não pensou e por isso vocês perderam tanto tempo...

– Eu a procurei em outras pessoas. Todas com quem tive algum tipo de contato íntimo, era procurando por ela. Nenhuma das garotas com quem transei entendiam porque eu as chamava de Quinn, mas aceitavam por estarem na cama com a famosa Rachel Berry.

– Eu sinto muito, Rachel...

– Não, eu sinto – suspirou – Mas como disse, não vou mais ficar no meio de vocês. Com o casamento das meninas sendo adiantado, eu sei que logo vocês vão voltar pra Londres e...

– Não. Rachel, tem algo que você precisa saber... – disse interrompendo e chamando a atenção da outra – Eu e a Quinn terminamos. Eu... Eu encontrei alguém em Londres e nós decidimos terminar.

– O que? Mas... Vocês... Vocês pareciam tão bem hoje – disse confusa.

– Nós estamos bem. Mas estamos bem por motivos distintos – sorriu – Eu sei que pode ser difícil acreditar, mas ela te ama. Ela nunca deixou de te amar. E como eu quero que ela seja feliz, eu vou te ajudar. Ela vai ter que te ouvir, te dar uma chance de contar a sua versão daquela noite, nem que tenhamos que prendê-la! – exclamou rindo e conseguindo uma risada da outra – Ela vai te ouvir, Rachel. Ela vai te ouvir e tudo ficará bem...

O que nem Annie, nem Rachel sabiam, era que Quinn já estava ouvindo...

Notas finais
Me façam feliz! :3