Meant to Be
14 Chapter Fourteen
Notas iniciais
– Tem certeza que isso é uma boa ideia?
– Por deus, Sant! Já é a milésima vez que você me pergunta isso...
– Claro, eu estou preocupada! Você já se machucou demais, Hobbs...
– Olha, eu fico feliz por saber que você se preocupa, mas eu tenho tudo sob controle, eu prometo!
– Okay, se você diz...
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– Eu posso ficar em casa, An...
– Q, pode ir. Eu jantarei com a Judy e a Beth, depois vou terminar de analisar aqueles processos.
– Mas...
– Quinn, não se preocupe. É só um jantar. Eu confio em você – se aproximou e beijou os lábios da loira – Agora vá, antes que chegue atrasada.
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Quinn parou o carro em frente ao restaurante. Não, ela não queria estar ali. Pelo menos, não sem Annie por perto. Ela não sabia o que esperar ao estar no mesmo ambiente que Rachel, sozinhas.
Ao se encaminhar para a entrada do restaurante, estranhou o fato do mesmo parecer vazio, até avistar Liz.
– Quinn – cumprimentou a hostess.
– Hey Liz, tudo bem? – saudou – Eu tinha marcado com uma amiga, mas não sabia que vocês estariam fechados.
– A Srta. Berry está a sua espera – explicou a moça – Me acompanhe.
Quinn, mesmo desconfiada, seguiu atrás de Liz. O restaurante estava mesmo vazio, mas sentada, em uma mesa no meio do local, estava Rachel. Ao vê-la se aproximar, a morena se levantou, o que fez com que Liz recuasse e ela seguisse o resto do caminho até Rachel sozinha.
– Hey Quinn – cumprimentou a morena.
– Você fechou o restaurante? – perguntou decidida.
– Os paparazzi estão piores nos últimos dias, só quis nos dar um pouco mais de privacidade – deu de ombros – Onde está Annie? – perguntou enquanto puxava a cadeira para a loira se sentar.
– Ela não pôde vir, tinha uns processos para analisar – respondeu já sentada.
– Oh, que pena – a morena sorria por dentro.
– Você disse que queria falar sobre Beth?
– Sim, mas vamos primeiro fazer nossos pedidos. Pode ser? – Rachel chamou um dos garçons – E eu tomei a liberdade de pedir vinho. Brittany comentou que você se tornou ainda mais apreciadora nos últimos anos...
– Eu estou dirigindo.
– Ah Quinn, nós sabemos que algumas taças de vinho não fazem mal a ninguém! – brincou.
– Tudo bem, tudo bem – se deu por vencida.
As duas fizeram os pedidos e o vinho foi servido.
– É um ótimo vinho, ótima escolha – disse Quinn após o primeiro gole.
– Pra você, sempre o melhor – sorriu a morena.
– É... – Quinn sorriu sem jeito – Beth?
– Sim, Beth. Eu quero fazer uma festa de aniversário pra ela. Ela me falou que vocês tinham programado uma com todos os amigos dela, mas com a vinda pra cá, tiveram que cancelar.
– Sim, é verdade. E mesmo dizendo que não, sei que ela ficou triste.
– Por isso eu quero fazer a festa. Não quero que ela se sinta mal no meu primeiro aniversário com ela em muito tempo...
– Então vamos fazer a festa! Você já pensou em algo?
– Só que será na casa da Santana, o resto queria decidir com você e com ela.
– É uma ótima ideia, Rachel. Ótima! – as duas sorriram.
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Enquanto isso, Santana e Brittany estavam em casa, abraçadas juntas na cama enquanto um filme qualquer passava na televisão.
– Eu estou preocupada. A Rachel apostou muito essa noite.
– Amor, ela precisa fazer isso. Eu conheço a Quinn e sei que é assim que a Rach irá ganha-la...
– Mas fechar um restaurante? – Santana se virou para a namorada.
– Foi uma jogada alta, mas se ela ainda não voltou pra cá chorando, significa que funcionou – deu de ombros.
– Eu não sei, Britt... A gente viu como ela ficou da última vez. Não quero ver a minha melhor amiga se acabar novamente por causa da Fabray...
– Eu entendo a sua preocupação. Mas acredite em mim quando eu digo: dessa vez, a Rach e a Q vão ficar juntas. Elas só precisam deixar as mágoas de lado e recomeçar.
– Isso que é o difícil, já que a Quinn é uma cabeça dura e nunca se preocupou em ouvir a versão da Rach sobre o que realmente aconteceu naquela noite... – bufou – Ela só fugiu e deixou aquela pequena criatura para trás, sofrendo pela falta do grande amor e da filha.
– Seu jeito de demonstrar amor pela Rachel é tocante, baby – Brittany riu – Mas sério, não se preocupe tanto. O momento de colocar todas as cartas na mesa vai chegar.
– Eu só espero que no final do jogo, ninguém saia machucado – murmurou a latina voltando a deitar junto da noiva.
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Quinn e Rachel caminhavam juntas para a saída do restaurante. O jantar saiu melhor do que o que a morena havia planejado.
– Tenha uma ótima noite, Srta. Fabray, Srta. Berry – despediu-se Liz.
– Você também, Liz – respondeu Quinn – E já disse, me chame de Quinn.
A moça assentiu e sorriu para Quinn. Rachel apenas fez um movimento com a cabeça em direção a ela.
– Você veio de carro? – perguntou Quinn quando as duas pararam ao lado de onde ela havia estacionado.
– Não, mas eu já pedi um táxi – respondeu.
– Nada disso. Eu te deixo em casa, entra ai.
– Não precisa, Quinn...
– Vamos logo, Rachel! Não é nada, você só precisa me indicar o caminho...
Quinn destravou o carro e abriu a porta do lado do passageiro para Rachel. Após a morena entrar, deu a volta e entrou no lado do motorista. Rachel indicou o caminho e depois de alguns minutos dirigindo, Quinn parou o carro em frente ao prédio onde ficava o apartamento da morena.
– Está entregue, Srta. Berry – brincou a loira.
– Muito obrigada pela carona, mas principalmente pela noite, Quinn. espero que possamos repetir qualquer dia desses... – sorriu.
– Claro que sim. Temos que organizar o aniversário da Beth...
– Sim, claro. Qualquer coisa, me liga – a morena se inclinou e beijou o rosto da loira, pegando-a de surpresa – Boa noite, Quinnie.
– Ér... Boa noite, Rachel.
Quinn viu a morena sair do carro e caminhar até a entrada do prédio. Antes de entrar Rachel ainda deu tchau para a loira, que logo em seguida acelerou o carro a caminho de casa.
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Quinn dirigiu até em casa com um sorriso no rosto. Um sorriso o qual ela não sabia ou não queria explicar. Subiu para o apartamento e ao entrar viu as luzes da sala apagadas. Era tarde, provavelmente todas já deveriam estar dormindo. Caminhou até o quarto e ao entrar encontrou Annie dormindo espalhada pela cama.
Quinn queria ama-la. Era tudo que ela mais queria. Annie era boa, sempre foi. Mas seu coração insistia em não esquecer Rachel, mesmo depois do que a morena fez anos atrás. Seu coração buscava nas atitudes da morena, a Rachel pela qual ela se apaixonou. A Rachel que nunca seria capaz de trai-la. A Rachel que se tornou mãe de sua filha, a Rachel com quem ela queria se casar, a Rachel com quem queria formar uma família. Mas será que essa Rachel ainda existia ou será que ela se perdeu aquela noite após o final daquele espetáculo durante aquele beijo com aquele homem? A cabeça e o coração de Quinn travavam uma batalha intensa onde não se sabia qual sairia vencedor. De um lado seu coração gritava “volte pra Rachel, você a ama e ela te ama também” e do outro sua cabeça insistia “Annie é o melhor pra você, não a deixe escapar”. Quinn se sentia como parte de um desenho animado, onde o diabinho e o anjinho brigavam em cada um dos seus ombros.
Os pensamentos da loira bagunçavam ainda mais sua cabeça enquanto ela trocava de roupa para poder dormir. Após vestir uma calça de moletom e uma camiseta regata, olhou para a cama mais uma vez: Annie agora estava abraçada a seu travesseiro. Não, ela não conseguiria dormir ali. Pelo menos, não hoje. Deu a volta e saiu do quarto. Voltou para a sala, foi até a cozinha e por fim terminou na sacada do apartamento. Observava, pela primeira vez desde que voltou, a noite de New York. O céu estrelado que tantas vezes compartilhou com Rachel, seus amigos, Beth... A noite de Londres era linda, mas nada se comparava a noite da cidade onde ela pôde dar vasão aos seus sentimentos mais complexos e completos. Quinn sabia que nunca, nunca, conseguiria desligar-se do seu grande amor. Rachel era, é e sempre será a representação do seu maior desejo: amar.
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