Meant to Be
5 Chapter Five
Notas iniciais
Quinn, Annie e Beth estavam na sala de espera do hospital, quando chegaram Santana, Brittany e Rachel, que ainda traziam Emily e Hanna.
– Q! – exclamou Hanna – Não acredito que você voltou e não me disse nada.
– Hey H – Quinn abraçou-a – Me desculpa, mas foi tudo tão corrido...
– É, B nos contou sobre a sua mãe. Por isso nós estamos aqui – sorriu.
– Muito obrigada a todas. De verdade, isso é muito importante.
– E onde está a tia Judy? – perguntou Brittany.
– Ela está recolhendo medula. Depois entraremos de uma em uma pra fazer o mesmo, e algumas horas depois o médico dirá se há alguém compatível.
– Mamãe, eu estou com fome – disse Beth.
– Filha, você comeu antes de sairmos de casa.
– Eu sei, mas eu estou com fome de novo.
– Eu posso leva-la para comer – falou Rachel.
– É mamãe, eu vou com a mammy – sorriu a menina.
Quinn olhou para Rachel, depois para Beth que tinha um sorriso enorme nos lábios, então assentiu. As duas saíram rumo a cafeteria deixando as outras para trás.
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POV Rachel on
Me oferecer para vir com Beth além de ser um modo de ficar à sós com a minha filha, foi também um modo de me ver longe de Quinn. Um dia que ela havia voltado e toda a dor de anos atrás estava de volta.
Eu e Beth sentamos em uma mesa após ela comprar um suco e um sanduíche natural e eu um café.
– Sanduíche natural? – perguntei.
– Sim. Mamãe não gosta que eu coma porcarias demais. Ela disse que preciso ser saudável – ela sorriu.
– Pra um menina de 11 anos você está cada dia mais inteligente.
– Mamãe fez um teste de QI quando chegamos em Londres, antes de eu entrar na escola, e vem repetindo todo ano. No último eu estava com 120. Tia Annie disse que eu vou ser um gênio – ela sorriu.
– Você já é um, meu amor – sorri – E a escola, como está?
– Tudo bem, mas tive que cancelar meu aniversário, já que tivemos de vir pra NY...
– Mas nós podemos fazer uma festa aqui. O que acha?
– Eu ia amar!
– Então vamos falar sobre isso com a sua mãe depois, tudo bem? – ela assentiu – Me fale sobre as aulas de dança...
– Mamãe disse que eu estou cada dia melhor no balé. Tia An gravou um vídeo do último concerto para mostrar a você e ao papai.
– Seu pai já sabe que vocês voltaram?
– Mamãe ligou pra ele ontem quando voltamos pra casa e ele disse que precisou viajar pra LA. Mas quando voltar, vai me visitar.
– Ótimo. E o vídeo, onde está?
– No tablete da Tia An, quando voltarmos eu te mostro.
– Tudo bem – assenti.
– Mammy, quando poderei ficar com você?
– Nós precisamos falar com a sua mãe primeiro, princesinha. Mas o show está em fase final e depois terei alguns meses de férias. Você podia passar uns dias comigo ou podíamos ir até Miami. O que acha?
Beth bateu palmas animada, me fazendo sorrir. Nem sei se Quinn permitiria que eu viajasse com ela, mas no momento tudo que eu queria era ficar perto da minha filha o máximo possível.
– Mammy, posso perguntar uma coisa? – ela parecia indecisa.
– Claro que sim, princesinha.
– Por que você e a mamãe se separaram? Ela nunca me falou, mas lembro que quando nos mudamos, ela estava triste o tempo todo até conhecer a Tia An...
A pergunta de Beth me deu um nó na garganta. Se Quinn não havia falado nada, eu deveria? Provavelmente não...
– Isso é algo que você só vai entender quando ficar mais velha, meu amor.
– Mas mammy...
– Beth, você pode ter um QI alto, mas ainda é uma criança. Isso é um problema entre mim e a sua mãe.
Antes que ela falasse, seu celular tocou. Ela atendeu e logo desligou.
– Mamãe disse para voltarmos, logo é a nossa vez.
Eu assenti, então juntas caminhamos de volta para onde todos estavam.
POV Rachel off
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Algumas horas depois...
O grupo aguardava o resultado dos testes de compatibilidade há algumas horas, mas nada havia sido dito ainda. Quando Quinn já pensava em ir em busca de respostas, viu o médico caminhando em direção a elas.
– E então, Dr. Thompson? – perguntou Quinn.
– Tivemos uma pessoa compatível.
– Oh meu deus – Judy já começava a chorar.
– Quem é Rachel Berry? – perguntou ele e todos viraram a atenção para Rachel.
– Sou eu – disse a morena.
– Srta. Berry, você é compatível com a Sra. Fabray. Quanto mais rápido fizermos a coleta e marcarmos a cirurgia, melhor. Assim ela já poderá iniciar a quimioterapia.
Rachel não teve tempo de reagir, pois logo os braços de Judy estavam ao redor de si. A Fabray mais velha chorava e murmurava agradecimentos a morena. Rachel arriscou olhar para Quinn e pode ver que a loira também tinha os olhos marejados, enquanto olhava para ela.
– Pra quando podemos marcar a cirurgia?
– Próxima semana – respondeu Quinn.
– Okay. Próxima semana, então – disse o médico e depois saiu.
Judy ainda chorava abraçada a Rachel, que apenas consolava a mulher.
– Mãe, tudo bem – disse Quinn se aproximando, apenas Judy estava entre ela e Rachel – O que importa é que agora tudo vai dar certo. Deixa a Rach respirar...
Rachel sorriu internamente ao ouvir Quinn lhe chamar pelo apelido. Judy se separou de Rachel e abraçou a filha.
– O que acham de ir almoçar? Por minha conta – disse Quinn.
– Eu não vou poder ir, Q. Preciso voltar ao trabalho, tenho uma coleção pra terminar... – disse Hanna.
– E eu preciso conferir as edições de um filme. Mas obrigada pelo convite – disse Emily.
– Eu preciso ir pro estúdio – disse Santana.
– E eu tenho uma coreografia para terminar. Desculpa, Q – disse Brittany.
– Você vai, não é mammy? – perguntou Beth.
Rachel pensou. Se ela dissesse que sim, seria apenas ela, sem nenhuma amiga por perto. Se dissesse não, poderia magoar Beth. A dúvida pairava em sua cabeça.
– Eu tenho que ir pro teatro – disse a morena por fim – Mas podemos sair pra jantar hoje após o espetáculo. Você poderia ir assistir, filha. Que tal?
– Posso, mamãe? – Beth perguntou a Quinn.
– Vamos ver, filha. Mais tarde você liga pra sua mãe e dá a resposta.
Rachel assentiu, então se despediu de Beth e Judy, e saiu junto de Santana e Brittany.
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– Por que você não foi com elas? – perguntou Santana quando as três já estavam no carro – Eu sei que você só precisa ir pro teatro mais tarde...
– Eu tenho outra coisa pra fazer... – respondeu Rachel.
– Que coisa?
– Não é da sua conta, Santana. Só me deixa em casa, por favor.
A latina não falou mais nada o caminho inteiro. Deixou Rachel em casa e saiu com Brittany. A morena entrou em casa rapidamente, foi para o seu quarto e trocou de roupa. Pegou as chaves do carro e saiu. Ela só precisava estar no teatro mais tarde, então dirigiu até um dos locais que costumava ir para espairecer. Logo estava lá. Estacionou o carro e se dirigiu a entrada.
– Hey Rach, veio cedo hoje... – disse o segurança.
– Preciso esfriar a cabeça, Joe – disse a morena dando um tapinha no braço do segurança e entrando em seguida.
Rachel entrou e pôde notar que o local, mesmo estando em horário de almoço, estava bem movimentado. Caminhou até o bar onde havia uma moça ruiva.
– Hey Rach, veio cedo hoje... Vai beber o quê? – perguntou ela.
– Apenas uma gim tônica, Abby. Tenho espetáculo mais tarde e minha filha vai estar na plateia, então não posso ficar bêbada agora...
– Filha? A que mora em Londres com a sua ex? – perguntou a moça enquanto pegava a gim para Rachel.
– Essa mesma. Elas estão em NY e a minha princesinha vai me ver hoje...
– Por isso você está aqui uma hora dessas? Por causa da ex, não é? – entregou a bebida.
Rachel não respondeu, apenas deu um sorriso torto e tomou o primeiro gole da bebida, enquanto observava o local. Logo a voz de Abby se fez presente nos autofalantes do local.
– Boa tarde, pessoal. Temos aqui conosco uma cliente e amiga que sempre nos dá o prazer de ouvi-la cantar. Recebam Rachel Berry!
Rachel tomou o resto de sua gim tônica e se encaminhou para o pequeno palco. Ela falou com um cara com um violão que havia ali e sentou-se no banquinho em frente ao microfone.
I'm walking alone tonight 'cause
I've only got room for two
Me and my burdened black heart
It's all we know how to do...
Yet, I look for a bigger bang
Than the kind I'm continually seeing
Sick of all this inertia
I want a human being!
Lover, can you help me?
I'm a child lost in the woods
A black heart pollutes me
Then I think...
You're a mountain
That I'd like to climb
Not to conquer
But to share in the view!
Pulled by a false inertia
and pushed out by circumstance
A pistol firing at my feet that's
Coercing me to dance
Yet, I look for a bigger bang
than the kind I'm sorry to know
Here I am, first foot of the climb
Watch me go!!
Lover, can you help me?
I'm a child lost in the woods
A lit path eludes me
Then I think...
You're a mountain
That I'd like to climb
Not to conquer
But to share in the view!
You're a bonfire!
and I'm gathered 'round you
Set this old black
Heart inertia aflame
Send it away...
You're a mountain
That I'd like to climb
Not to conquer
But to share in the view!
You're a bonfire!
and I'm gathered 'round you
Set this old black
Heart inertia aflame
Set it aflame, send it away...
Ao terminar de cantar, Rachel foi aplaudida pelas pessoas que ali estavam. Ela agradeceu e voltou para o local onde estava sentada no balcão, onde outra gim tônica já estava a sua espera.
– Obrigada, Abby. Eu precisava disso... – disse a morena.
– Sempre que você vem aqui você só precisa de duas coisas: música e uma bela loira – disse a barman.
– É, mas hoje vamos ficar apenas na música...
– Tem certeza?
Rachel só entendeu a pergunta quando uma loira muito bonita sentou-se ao seu lado.
– Você canta muito bem. Deveria investir na carreira...
– Obrigada. E eu já invisto há anos – Rachel riu.
– Sério? Não lembro de já ter te ouvido antes...
– Broadway. Já foi lá?
– Não faz muito meu estilo.
– Então não tem como você ter me ouvido antes...
– Bom, agora eu já sei onde te encontrar – a loira sorriu – Muito prazer, Kate.
– Rachel Berry e o prazer é meu – sorriu.
Rachel e Kate permaneceram em uma conversa por algum tempo até saírem juntas do bar.
– Até parece que ela ia ficar só na música... – disse Abby para si mesma.
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