Meaning Love
1 O começo
Notas iniciais
Essa fic é da Gaby não minha, e espero que gostem como eu gostei *--*
Meaning Love
P R Ó L O G O •
Que menina nunca sonhou com seu príncipe encantado? Que menina nunca o imaginou se aproximando montado em um cavalo branco, com um chapéu daqueles de filmes antigos, com um sorriso estonteante em seu rosto, com uns lábios tão vermelhos, uma aparência tão inocente e encantadora? EU! Nossa, como eu consigo estragar em dois minutos qualquer clima romântico e sonhador! Simples: eu odeio a palavra amor. Mas que balela é essa? Não acredito nem no amor de mãe, simplesmente pelo fato de que se a minha mãe me amasse por exemplo, não teria colocado o pé na estrada e me abandonado em um orfanato! Mas eu não ligo, sinto que já superei esse trauma! São momentos como esse que eu procuro evitar. Como? Me afastando do amor e tudo o que seria ligado a ele.
Tradução: NÃO ACREDITO NO AMOR!
Mas tenha a certeza de uma coisa... isso vai mudar. Eu posso não imaginar como e quando, mas vai. Porque o amor é o sentimento mais puro e sincero do mundo... mas, deixemos isso para lá, porque por enquanto, eu não dou a mínima para isso.
C A P I T U L O • 1
Apresentações
Começaremos as apresentações, não quero que pensem que sou tão indelicada a ponto de não dizer nem o meu nome... haha. Sou Sophie Stracinsky, tenho 16 anos, sou indefinida quanto a minha aparência, porque não sou loira e nem morena, muito menos ruiva. Fui largada no Orfanato Good Children quando tinha apenas 8 meses de vida. Pois é, minha mãe cuidou de mim por esse meio tempo e, depois simplesmente foi embora, me deixando nesse lugar que eu não odeio totalmente, mas que não está em primeiro lugar na lista dos melhores para se criar uma criança e, que quando eu paro pra olhar a minha volta, percebo que qualquer lugar é melhor do que esse. Divido meu quarto com Sibby, minha melhor amiga, apesar de ela ser uma completa patricinha cheia de frescuras, eu gosto dela, gosto das atitudes que ela toma quanto às coisas que a incomodam, quem dera eu ter toda essa atitude! Às vezes, quando eu saio nas minhas noites de 'descanso', que são segundas, quartas e sábados a noite, encontro um ou outros alunos vagando pelos cantos da mansão mal iluminada e horripilante. Eu já me acostumei, mas eles eu tenho a certeza que não! Se saio pelas ruas da cidade, encontro um daqueles casainhos típicos, que ficam de mãozinhas dadas e trocam palavrinhas fofas! Ai, isso me enoja! Se procuro um lugar calmo para pensar nas coisas que acontecem na minha vida {que não são muitas}, só posso contar com o banheiro químico abandonado que fica próximo à praça. Mas existem alguns lugarzinhos que Deus e eu sabemos! Próximo a rodovia principal da cidade de Seul, existe um metrô também abandonado depois de um acidente a muitos anos atrás que o deixou sem utilidade nenhuma. O saguão ficou coberto por concreto quebrado, mas ainda assim, os bancos do metrô e das salas que ficavam ali, ficaram quase intactos. Vários moradores de rua 'habitavam' este local, até uma certa noite quando eles juraram ter visto um vulto preto e grande e, a partir dessa noite, nunca mais entraram lá. Muitas pessoas juram que ali existe uma força sobrenatural, mas sinceramente, eu não sei se acredito nisso. Por essa razão, esse lugar não é mais frequentado. Perfeito. Ah, esqueci de um pequeno detalhe sobre a minha tão fria personalidade: eu ouço e vejo coisas que estão muito distantes ou imperceptíveis aos sentidos humanos. Não que eu não seja humana, mas algumas vezes sinceramente, penso que não sou, pelo menos não uma comum! Posso escutar os batimentos cardíacos de uma pessoa a quilômetros de distância, ver uma estrela tão nítida, como se ela estivesse ao alcance das minhas mãos. É estranho, mas eu também já me acostumei! Ninguém sabe disso, nem mesmo minha colega Sibby. Justo ela que faz questão de saber tudo o que é relacionado a minha vida. Bom, a escola onde eu estudo aqui em Seul, é um verdadeiro saco! Nunca vi um lugar tão careta e nada divertido! A minha aula predileta é o recreio e o horário de almoço, já que são os únicos horários que eu tenho pra não fazer nada!
Esqueci de mencionar um outro fator, que sinceramente, merecia ser esquecido, já que não é de nenhuma valia... a Formatura! Ai meu Deus, tem coisa mais chata? Sim, tem, mas é totalmente esquisito e sem-noção as pessoas ficarem convidando as outras para um festa em que você quer se divertir sem ter um parceiro (a) chiclete querendo dançar e se embebedar o tempo inteiro! Isso deveria ser um ritual de passagem (como costumam dizer) legal, divertido, mas nããão! Entrei na escola e parei frente a uma placa que dizia: 'Tema do baile de formatura: Monte Carlo'. Olhei com repulsa, me desviei e continuei andando, batendo com os ombros nos alunos que passavam por mim, já que eu era a aluna mais esquisita daquela escola, todos me olhavam com um ar superior e uma cara fechada! Mas eu não ligo, afinal, não preciso de amigos. Mas dá raiva! Cheguei na minha sala faltando apenas 1 minuto para começarem as aulas, sorte a minha, já que o professor Charlie odiava atrasos. Me sentei no meu lugar, como de costume e fiquei esperando o professor entrar. Não sei porque, mas eu era a única da sala que se sentava sozinha, sempre! Quando ele entrou, me fitou com os olhos confusos, como se fosse impossível que eu chegasse na hora certa!
– Bom dia a todos pessoal. Bom dia Sophie?- disse ele.
Encabulada, respondi: — Bom dia professor.
Ele começou a explicar sobre as planárias e como sempre, eu não estava prestando a mínima atenção no que ele estava dizendo e...
– Senhorita Stracinsky? Pode nos explicar como é o comportamento das planárias?
– Desculpe , não estava prestando atenção. — respondi com vergonha.
– Então, por favor, queira prender sua conc...
Ele não terminou a frase, por conta de uma interrupção, quando a diretora Finkle bateu na porta e se convidou a entrar. A sala que fazia a maior algazarra, se calou diante do olhar mais temido da escola.
– Com licença professor Charlie, mas temos um aluno novo na sua sala. — disse ela sorrindo entusiasmada.
– Pois não Diretora. De quem se trata? — perguntou o professor.
– Trata-se de alguém que tenho certeza que todos irão gostar... por favor, entre. O nome dele é Kauã Bastos.
Esse foi sem dúvidas o pior dia da minha vida. Entrou na sala simplesmente o garoto mais perfeito que eu já havia visto em toda a minha vida! Meu Deus, eu não podia deixar que essa louca ilusão chegasse em minha mente! Dois motivos: 1º um garoto daquele 'naipe', nunca olharia pra mim. 2º eu odeio o Amor {Hello-o}. Cabelinho bagunçado, loirinho, com os olhos tão azuis, a pele que parecia ser de seda, um rostinho tão bem trabalhado por Papai do Céu, um corpo levemente malhado e um olhar de derreter até uma pedra! Para quebrar o silêncio da turma diante daquela perf... figura muito charmosa, o professor disse:
– Muito bem Kauã, pode entrar. Bom, já que as outras carteiras estão ocupadas, pode sentar-se ao lado da srta. Stracinsky, logo ali. — ele apontou aquele dedo maldito para mim?
Fala sério! NÃAAAO!
Na minha mente, eu quase supliquei para que ele mudasse de ideia, mas já era tarde. Aquele garoto simplesmente perfeito estava vindo na minha direção, quer dizer, na direção da minha carteira. Consegui perceber o olhar zangado e de raiva das meninas da sala, e o de ira e inveja dos meninos! Eu quase infartei quando senti aquele perfume tão doce e tão bom próximo a mim! Pelo aroma, percebi que não se tratava de qualquer perfume, traduzindo: o carinha era burguês! Beleza, mais um motivo pelo qual ele nunca olhará pra mim. A diretora Finkle agradeceu e se retirou com pressa da sala após uma longa olhada para o garoto, que até ela mesma achou lindo. O professor foi até o centro da sala e o fitou.
– Muito bem sr. Bastos, pode nos dizer de onde veio?
– Claro. Vim de Nova York.
Todos olharam boquiabertos quando ele pronunciou essas palavras. Novamente, dois motivos: Primeiro: a voz dele era tão linda. Segundo: todas as suspeitas da sala, inclusive as minhas, foram confirmadas quando ele pronunciou as palavras NOVA e YORK. Realmente, ele era sim um burguesinho!
– Bom, muito bem. Então, vamos continuar a nossa aula? Por favor, já que o sr. ainda não pegou os seus livros, acompanhe a matéria com a sua colega, a srta. Sophie.
Ele me olhou com um ar de satisfação e confesso que não entendi o motivo, afinal, todos me consideravam a pior companhia daquela escola.
– Oi? — disse ele.
Por que ele estava falando comigo? Será que não dava para perceber que eu não queria me envolver com ninguém ali? Quando percebi que ele esperava uma resposta, finalmente respondi.
– Oi. — saiu mais seco do que planejei.
Ele deu um sorriso de canto lindo.
– Tudo bem? — Ele perguntou tentando manter a conversa. Os batimentos cardíacos dele estavam baixos e calmos.
– Sim, claro. Desculpe.
– Pelo que?
– Ah, nada não. Esquece.
– Okay. — ele suspirou. — Sophie Stracinsky, não?
Como ele decorou meu nome tão rápido. Confesso que meu sobrenome não é dos mais comuns.
– Sim. E você é Kauã Bastos. — afirmei, dando um leve sorriso.
Ele abriu um sorriso encantador, mostrando todos os dentes perfeitos e fez que sim com a cabeça.
– Então, qual era a página mesmo?
– 168. — não sei o motivo exato, mas ele me fazia prestar atenção naquele rosto angelical.
– Obrigada. — A nossa professora de gramática iria amá-lo. Afinal, ela sempre ama quem fala de 'maneira corretactamente correcta!'. — Bom, posso te fazer uma pergunta?
– Outra? — perguntei sarcástica. Ele sorriu.
– Porque eu tenho a estranha sensação de estar sendo alvo de alguns olhares nessa sala? — ele perguntou com uma expressão um tanto assustada.
– Não, você não está sendo alvo de alguns olhares, mas de todos os olhares! — eu respondi, cerrando os lábios para segurar o riso. Ele não se conteve e gargalhou baixinho. Nós continuamos essa conversa pelo resto da aula. Até que o sinal tocou para mudar de sala. A coincidência maior era que praticamente todo o nosso horário de aulas era igual. Então, fomos juntos para a outra aula. No corredor, vários olhares nos perseguiram, uns com raiva, outros com inveja. Bom, as meninas
dessa escola já não gostavam de mim, agora então! Seguimos conversando sorridentes até entrar em outra sala. Nos sentamos juntos novamente e continuamos conversando. Na hora do recreio, eu apresentei a ele a escola inteira, os lugares proibidos, os lugares mais legais, até que esbarramos com nada mais nada menos que a minha digníssima amiga Sibby. Ela deu aquele olhar desconfiado seguido de um sorriso que traduzido, significava: 'Safadchênhos'.
– Oooláa. — disse ela sorrindo.
Ele percebeu rapidamente o que ela estava pensando e respondeu com um sorriso meio sarcástico.
– Olá.
– Bom, deixa eu apresentar vocês dois. — eu disse tentando quebrar o clima de desconfiança que pairava no ar. — Kauã, está é a minha amiga e colega de quarto, Sibby. Sibby, este é o Kauã, o aluno novo.
Ela sorriu satisfeita com o 'casal' que estava a sua frente.
– Muito prazer Kauã.
– O prazer é todo meu. — ele sorriu gentilmente.
– Bom, eu vou deixar vocês dois sozinhos, tudo bem?! Aproveitem o passeio. Até porque eu preciso ir a secretaria, lembra da história do meu esmalte? — disse Sibby maliciosamente.
– Obrigada, igualmente. — ele sorriu novamente. Dessa vez, seus batimentos se aceleraram um pouco.
– Disponha. Até mais. Tchauzinho!
Ela saiu com passos rápidos, como se quisesse nos deixar a sós. Novamente, ele sabia qual era a real intenção dela. Ele sorriu e sugeriu que continuássemos o passeio. Caminhamos por toda a escola, até dar o sinal para a próxima aula. Dessa vez, não íamos estudar juntos, então, mostrei a direção da sala dele e fui para a minha. Encontrei Sibby na porta e ela me informou que estudaríamos juntas naquela aula. Nós ficamos paradas na porta conversando, já que o professor havia se atrasado e chegaria alguns minutos mais tarde. Ela percebeu que eu estava me aproximando demais desse garoto que conheci a poucas horas. Tudo bem que ela adorava uma histórinha de romance que dava certo, mas depois da sua visitinha até a secretaria, algo estava errado. Mas eu não sabia o que era, apesar de eu achar isso uma bobagem.
– Amiga, você sabe que eu super-apoio essa ideia de você namorar, mas é que... sei lá, ele tem alguma coisa que não bate! — disse ela tentando me esconder o que realmente queria dizer.
– Como assim? Alguma coisa que não bate? O que é? O fato de ele não ser como esses mauricinhos que você está acostumada a conhecer?
– Nossa, essa sem dúvidas foi uma das coisas mais rudes que você já me disse!
– Mas eu só disse a verdade Sibby, não estou envolvida com ele, não mesmo, ele é só meu amigo, nunca olharia pra mim com outros olhos.
– Amigo? Você conhece ele a quantas horas... cinco? E outra minha querida, ele olharia pra você com outros olhos sim, qualquer um olharia!
– E porque ninguém olhou até agora, me responde?
Ela perdeu a reação. E eu continuei.
– É, eu já sabia!
– Espera! Tem uma coisa que você precisa saber.
– Seja lá o que for, você me conta depois. — eu olhei por trás de seus ombros e ela percebeu que o processor Vincent estava parado na porta esperando nós duas entrarmos.
Nos sentamos juntas e só por birra, eu fiz questão de prestar atenção nas aulas e questionar o professor com uma pergunta qualquer quando Sibby tentava me dizer algo. O sinal da saída tocou e eu meio que corri em disparada em direção a porta. Ela veio atrás de mim, lógico Entramos no estacionamento e ela me puxou pelo braço.
– Chega com isso Sôh! Você tem que me escutar!
– Não tenho não! Principalmente se for pra ficar tentando me envenenar contra o Kauã.
– Ah, agora ele tem até advogada? Que fofo!
– Ai, quer saber? Pra mim já chega! Eu não te entendo, na hora do recreio você gostou tanto dele! E agora tá com essas frescurinhas aí!
– Porque até a hora do recreio eu não sabia de nada.
– E agora você sabe! Eu vou pra casa, não vou continuar discutindo com você.
– Não, espera. Você precisa saber... ele não é assim, como você pensa... ele é meio que proibido.
– Ah é? Então como você pensa que ele é? Edward Cullen? Óóoh meu Deus! Me salvem desse monstro! Pelo amor de qualquer coisa, o que tá acontecendo com você? Tá a fim dele por acaso?
– O que? Eu não acredito que você tá falando uma coisa dessas pra mim! Por que você não acredita?
– Tudo bem então, me fala porque ele é 'proibido'.
– Ele...
Ela foi interrompida.
– Oi, tô atrapalhando alguma coisa? — disse Kauã atrás de mim.
Me virei e o fitei confusa. Relaxei meu rosto e respondi.
– Oi. Não está atrapalhando nada. — olhei para Sibby e a expressão dela era de raiva. Mas o curioso, era que ela não estava olhando pra mim e sim pra ele.
– Aconteceu alguma coisa Sibby? — perguntou ele. Confesso que era estranho o modo como ele falava. Ela fez que não ouviu.
– Já que não posso fugir de você, nos vemos em casa.
Ela se virou entrou no carro e em poucos segundos, desapareceu.
– Desculpe.
– Pelo que? Você não fez nada. — forcei um sorriso amável.
– É que eu percebi que a Sibby não gostou muito do fato de eu ter atrapalhado a conversa de vocês dois.
– Não é culpa sua, ela só está estressada.
– Tudo bem então. — ele tentou desconversar. — Como você vai para casa?
– Fiquei de ir embora com a Sibby, mas pelo visto, eu acho que vou ter que ir a pé mesmo.
– Haha, sei bem como é isso. Posso te oferecer uma carona?
Tentei parecer normal.
– Bom, sim. Obrigado.
– Disponha. Vamos? — ele me guiou até um conversível preto lindo que estava estacionado a poucos metros do portão de saída. Ele abriu a minha porta e a fechou com cuidado. Me aconcheguei no banco macio de couro e nem percebi quando ele deu a volta no carro e entrou. Eu o guiei pela estrada até chegar no prédio do orfanato. Ele me fitou com cautela, mas com um olhar de tristeza. Cerrei meus lábios e abaixei a cabeça.
– Você é...
– Orfã. Sou sim. Ou pelo menos, eu acho.
– Como assim? Você acha?
– A única coisa que eu sei é que minha mãe me abandonou aqui quando eu tinha 8 meses e sumiu. Desde esse tempo, eu não sei quem ela é e nem quero saber! Sobre meu pai, acho que sei o mesmo que minha mãe sabe: NADA! — uma lágrima involuntária escorreu pelo meu rosto.
Ele percebeu o possível início de choro e passeou seus dedos em minha pele afim de enxugá-la. Ele suspirou.
– Sinto muito. Mas, não fica assim não, por favor. Eles devem ter tido algum motivo. Ou ela, não sei.
– Mas nada justificava o fato de ela ter me largado aqui. — o sentimento de raiva me tomou.
– Bom, seja lá qual for o motivo, não quero ver você triste. Okay?
– Tá, obrigado. Por tudo! — Sorri levemente. — Eu preciso ir.
Ele apenas assentiu com a cabeça e deu um meio sorriso.
Entrei pela porta principal e percebi os olhares em minha volta. Quase infartei quando dei de cara com a diretora do orfanato, mas por incrível que pareça, ela não me disse nada. Passei reto, com olhar e passos firmes. Cheguei no quarto e Sibby já estava lá, sentada em sua cama. Mas não fez questão de olhar para mim. Pegou sua toalha e entrou no banheiro. Eu bem sabia o que isso significava. Ela esperava eu chegar, pegava a toalha bufando e entrava no banho, demonstrando raiva e ficava lá por mais tempo do que o normal. Esperei sentada na minha cama, confesso que cheguei a ficar entendiada. Finalmente ela saiu, já vestida, isso era outro mau sinal, sinal de que ela não estava a fim de conversar. Mas eu insisti.
– Ei, eu quero te pedir desculpas pela discussão de hoje.
– Hum. — disse ela secamente.
– Não fala assim, sei que esse seu 'hum' quer dizer que você está brava!
– E não era pra estar?
– Eu já pedi desculpas!
– Tá.
– Por favor Sibby, me conta! O que você iria me dizer sobre ele?
– Então foi só por isso que você pediu desculpas?
– Não, mas é que me bateu a curiosidade agora! Vai contar ou não?
Ela respirou fundo e aliviou a expressão em seu rosto. Veio em minha direção e sentou-se ao meu lado.
Eu preciso confessar que fiquei no mínimo apreenssiva com o que ela poderia me dizer, mas mantive a calma e a seriedade.
– Bom, hoje, pouco depois de me encontrar com vocês dois na hora do recreio, eu fui até a secretaria. Quando cheguei lá, encontrei uma garota, 16 anos no máximo, que procurava por ele. Kauã.
– Ah é? Duas perguntas: O que você tava fazendo na secretaria? Segunda pergunta: Quem garante que ele é o único Kauã dessa escola?
– HAHA, primeira resposta: alguém roubou meu esmalte pink e você sabe disso, eu te falei que iria ir lá. Segunda resposta: Pra evitar maiores constrangimentos com você fiz questão de checar todas as listas dos 3 turnos sobre alunos chamados Kauã. E olha só: Não achei nenhum além dele! — ela fez uma careta e eu fiquei surpresa.
– Nossa. — não sabia mais o que iria dizer a ela. — Bom, então, me diz quem você acha que essa garota é?
– Olha queridinha, de patricinhas eu entendo, e sei muito bem que ela é uma. Sei reconhecer a voz de uma patricinha a quilômetros de distância e, pela voz dela falando o nome dele, concluí que ela pode ser nada mais nada menos do que a namorada dele ou algo assim. — Ela demonstrou que não tava pra brincadeira, então engoli meu riso seco.
– Como assim, namorada? Ele teria me contado alguma coisa!
– Ah, nossa, com certeza ele é muito diferente dos mauricinhos que eu estou acostumada a conhecer! O que mais você acha que uma patricinha burguesa, com roupitchas caras, com aquela voz que cá entre nós, merecia o prêmio de mais irritante do mundo, estaria fazendo lá na escola procurando pelo principezinho mais desejado em apenas cinco horas e meia? — disse ela já com raiva, não de mim, mas da garota!
– Putz, calma! Deve ter sido algum engano, sei lá, ela deve ser prima, ou irmã, quem sabe?!
– E se não for Sophie? Você acha mesmo que eu vou suportar ver você chorando por algum menino? — inacreditável! Ela começou a chorar.
Apoiei sua cabeça em meu ombro e a consolei.
– Calma Sibby, eu não vou me apaixonar por ele, tá bom? — eu disse, tentando acalmá-la e tentando me fazer acreditar nisso também.
– Tudo bem tudo bem, momento 'Cry' passou. — ela levantou rapidamente e enxugou as lágrimas. Eu a olhei confusa e me perguntei: 'Como eu ainda não fiquei maluca?' Ela reconstrui sua expressão e ficou séria como eu nunca havia visto antes.
– Bom, agora é com você. Quer acreditar em mim? Acredite! Não quer? Huum, só lamento.
Fiquei completamente perplexa com o que eu havia escutado, mas fiquei caladinha no meu canto. Sabia que se eu ainda dissesse alguma coisa, ia rolar tapa por ali. Ela era um doce de patricinha, mas independentemente de quem fosse, se tivesse a péssima ideia de provocá-la, acabava no mínimo, no hospital! Ela pegou a bolsa da cama e disse:
– Eu vou sair, já que hoje é o nosso dia de descanço. Não sei pra onde vou, mas tudo bem, não espere por mim, acho que vou chegar tarde.
Ela me disse isso como se fosse minha namorada ou coisa do tipo. Eu balancei a cabeça positivamente. Ela saiu e bateu a porta. É , ela ainda estava chateada com tudo o que tinha acontecido naquela tarde. E eu, como sempre, não sabia o que fazer.
Caminhei de um lado para o outro, no quarto semi-minúsculo, chegando a ficar tonta. Parei diante do guarda-roupas e a minha mente sugeriu: 'Porque você não sai também?', e eu me respondi: 'Simples querida mente, eu não tenho pra onde ir.' Nós meio que começamos a discutir o assunto em pauta e chegamos a um concensso: Eu vou sair! Pra onde eu também não sei, mas vou! Tomei um banho rápido, arrumei o cabelo prendendo-o em um rabo de cavalo charmoso, passei um batom incolor, peguei a chave do carro que Sibby havia deixado — sinal de que ela havia ido a pé com a intenção de pensar -, saí batendo a porta, atravessei o salão e fui direto para o carro, que na verdade, era de nós duas. Entrei e dei a partida. Comecei a acelerar, não sabendo que rumo tomar, mas mesmo assim, continuei. Parei em uma lanchonete um tanto convidativa, que por sinal estava cheia.
Parei o carro na primeira vaga que encontrei, peguei a bolsa e saí.
Procurei uma mesa vaga e finalmente encontrei uma perto do balcão de granito preto reluzente. Um garçom veio me oferecer o cardápio. Pelo movimento percebi que ele não tinha tempo, seus batimentos também estavam bastante acelerados, então disse:
– Bom, escolha por mim, por favor? O que você acha que eu iria gostar? — sorri.
Seus olhos se iluminaram e ele sorriu satisfeito.
– Obrigada srta. Posso escolher um X — Salada?
– Claro, por mim está ótimo! — acertou! Como ele descobriu que era o meu lanche favorito? hehe.
Enquanto esperava o meu lanche, fiquei olhando para os lados, procurando alguma coisa que prendesse a minha atenção tempo o suficiente para o garçom voltar. Senti alguém tocando meus ombros, como que fazendo uma massagem.
– E aí Miss Stracinsky! Como está?
Fiquei surpresa quando vi que era Kauã atrás de mim. Ele definitivamente não estava me ajudando em nada com aquele meu pequeno problema de não querer me envolver com ninguém.
– Oi, mais ou menos. — respondi. — O que faz aqui? — perguntei.
– Acho que o mesmo que você! — ele gargalhou.
Incrivelmente ele estava bem mais solto na lanchonete do que na escola.
– Ah, claro. — respondi sem graça.
– Posso me sentar com você ou está esperando alguém?
– Sinto muito, o George Clooney marcou comigo daqui a pouco. — disse irônica fazendo ele rir. — Claro que pode sentar, só não deixa ele ver, sabe como é... o George é um pouco ciumento. — Ele começou a rir outra vez.
– Obrigada. E aí, o que uma moça tão bonita faz sozinha nesse lugar?
– Já disse, caramba! Esperando o George. — ele arqueou as sobrancelhas. — Tá, vou parar com isso.
– Hum. — ele abaixou a cabeça — O motivo talvez seria sua discussão com a Sibby?
SIM!
– Não, claro que não. — eu disse, pouco convincente e ele percebeu.
– Por favor, não minta pra mim. — pediu ele.
– Eu não estou mentindo Kauã! — disse mais séria do que pretendia.
– Bom, nesse caso, tudo bem. Eu não insisto mais.
Depois de mais uns minutos de silêncio, o garçom voltou com o meu X-Salada e ficou suspreso ao vê-lo ali.
– O sr. não estava aqui quando vim fazer os pedidos, não é?
– Não, não, eu pedi o meu por telefone e disse que já estava chegando. O cara que me atendeu já deve estar vindo com o meu pedido. — ele sorriu.
– Ah, sim. Mais alguma coisa srta.?
– Não, obrigado.
Ele se retirou. Kauã ficou me observando devorar calmamente meu lanche e sorria de vez em quando. Eu não podia evitar o pensamento de que nós dois estávamos saindo juntos, mesmo que tivesse sido apenas uma coincidência. Outro garçom chegou e o cumprimentou amigavelmente, como se eles se conhecessem a muito tempo. Depois de outros poucos minutos, ele também saiu e novamente nos deixou a sós.
Fiquei com vergonha de o ver lanchando. Ele era tão delicado e paciente e eu, louca com as duas mãos super sujas de molho. As pessoas atrás dele, passavam toda hora, algumas batiam na cadeira sem querer, mas ele sequer se movimentava. Até que por fim, se decidiu:
– Posso me sentar mais ao seu lado, eu já estou ficando cansado dessas batidas aqui!
Gargalhei.
– Claro, pode sim. — cobri a minha boca com a mão menos suja enquanto falava. Ele puxou a sua cadeira e a colocou bem ao meu lado. Tipo... bem ao meu lado.
– Aqui está bem melhor. — disse ele com um sorriso de canto perfeito.
Poucos minutos depois, nós dois terminamos, tentei parecer mais calma quando percebi que ele estava chegando mais perto. Entrei em pânico quando senti sua respiração tão perto do meu rosto. Aquela boca perfeita vindo na direção da minha. Isso era um beijo? Aliás, vai ser um beijo? Ai meu Deus, o que eu faço agora? Eu percebi que ia pagar mico, peguei a minha bolsa e disse:
– Preciso ir ao banheiro. Com licença.
Ele suspirou tristemente.
– Claro.
Saí caminhando com passos rápidos, evitando as cadeiras e pessoas que por mim passavam. Cheguei ao banheiro quase sem fôlego e me debrucei sobre a pia de mármore. Havia alguns boxes fechados, sinal de que eu não poderia gritar feito uma louca e respirar como eu queria. Pouco a pouco todas as cabines ficaram vazias e eu pude lavar o rosto dando leves suspiros. Fiquei pensando no que eu faria se ele tivesse me beijado. Quase infartei quando uma garota entrou no banheiro e me encarou como se pudesse ver o meu lado desesperado.
Mas, infelizmente, como não havia uma rota de fuga, ela percebeu a minha situação, pelo simples fato de que a tal passou o tempo inteiro olhando para ele, como se quisesse me empurrar da minha cadeira e se sentar ali pra se oferecer pra ele. Ele nem havia prestado atenção nela. Era aquelas patricinhas típicas sab... Será? Patricinha? Kauã? Talvez fosse a mesma garota da qual Sibby havia me falado.
– Então, aproveitando bastante o encontro? — disse ela com um sorriso sarcástico. Momento: vou voar no pescoço dela.
– Haha, muito minha querida. E você? Pelo visto não, né? Acho que você perdeu alguma coisa na minha mesa, por isso não tá aproveitando tanto quanto eu né?!
Ele me fuzilou com os olhos.
– Não me desafia! Eu acabo com você aqui mesmo. E você não vai poder voltar para o Kauã que a essa hora já deve ter enjoado da sua cara.
– Iih, não é o que parece! Se tivesse enjoado, não teria sentado bem ao meu lado e tentado me beijar.
– Mas quem disse que eu não quero que você o beije? — ela gargalhou. Não entendi essa parte. — Vai, prova o gosto delicioso do beijo dele. Mas vai ser a única vez também!
– Do que você está falando sua louca? — olhei confusa.
Ela deu um passo a frente e me encarou. Negativou com a cabeça e sorriu triunfante. Não entendi de novo. De repente ela saiu do banheiro tão rápido como havia entrado. Se ela era mesmo a garota da qual Sibby falava, tinha razão: a voz dela era totalmente irritante.
Lavei meu rosto mais uma vez. Saí meio tonta de lá, tentando achar as palavras certas para dispensar Kauã por aquela noite, mas não foi preciso. Quando cheguei, a mesa em que havíamos sentados estava vazia e limpa. Me aproximei do balcão e o garçom que havia me atendido disse que minha conta já havia sido paga. Agradeci e saí do estabelecimento.
Quando estava chegando do outro lado da esquina, um carro escuro passou em disparada por mim, quase me atropelando. Quase surtei quando vi pelo vidro fumê que era Kauã no volante e a vaca-rosa ao lado dele e mais alguém no banco de trás. Alguém que eu não pude ver quem era, mas que me olhava fixamente até o carro desaparecer, como se quisesse gritar para mim.
Voltei para casa atordoada com a possível cena de namoro escondido. Não conseguia entender. Ele tentou me beijar e agora vai embora com outra? Minha mente estava me destruindo e debochando de mim, como se ela soubesse que isso iria acontecer, mas nem pra me avisar né? Eu não poderia ter me apaixonado. Meu Deus!
"Mais uma vez você foi feita de boba Sôh"
– Cala a sua boca! Você não sabe de nada!
"Pobre Sôh, não quer aceitar que foi traída quando estava voltando a acreditar no amor!"
– Primeiro: Ele não era meu namorado para eu me sentir traída. Segundo: Eu não estava acreditando no amor. Okay?
"Tudo bem, eu acredito em você! HAHA. Faz de conta que você não queria tê-lo como seu namorado, não é?
– Vai pro inferno! — gritei.
"Deuzulivre! Vou é meditar, porque é o que você está precisando!"
– Já vai tarde. — gritei a mim mesma.
Passados alguns minutos, cheguei frente ao portão do orfantato ainda mal iluminado. Estacionei o carro na primeira vaga que encontrei e desci. Já eram quase 01:00 da madrugada. Atravessei o pequeno salão que dava a uma escada longa a qual dirigiam-se os 'moradores' para os seus respectivos aposentos. Entrei no quarto, larguei a bolsa que mais parecia uma mochila e me joguei na cama como se não a visse a anos. Por um momento, até senti ela me abraçar também. Já que não havia mais ninguém naquele momento que se dispusesse a me dar um abraço. Mas, como já disse, a muito tempo que eu não ligo mais. Pouco tempo mais tarde percebi que Sibby ainda não havia chegado. Sinceramente, de início eu me assustei, mas depois relaxei... imaginei que ela quisesse ficar um pouco sozinha para pensar em tudo o que estava acontecendo naqueles dias.
O telefone toca. Momento: eu tenho que achar ele! Corri meus dedos pela bolsa até encontrar o pequeno. Atendi depressa:
– Alô!?
Uma voz rouca, masculina e um pouco familiar respondeu:
– Sophie? Que bom ouvir sua voz.
Senti seus batimentos um tanto quanto acelerados. Não sabia que tinha o poder de sentir as coisas pelo celular.
– Quem é você? Como sabe meu nome?
– Ah, que maneira é essa de falar comigo?
A voz ficou mais assustadora e eu pude ouvir um gemido atrás dela. Me assustei.
– Ou você me fala quem é, ou eu desligo esse celular agora! Anda, me responde?! — disse nervosa.
– Não vou falar quem sou eu, mas se você desligar o celular, a Sibby simplesmente... MORRE!
Arregalei os olhos e involuntariamente deixei escorrer lágrimas pelo meu rosto. Fiquei trêmula e com a voz e pernas fracas.
– P-por favor, ela está aí com você?
Ele gargalhou como se aquela situação toda fosse o máximo.
– Claro que ela está aqui. Que graça teria se essa delicinha não estivesse?
– Me deixe falar com ela?!
– Nem pensar! Não por enquanto. Ela precisa se acostumar ainda. Se eu deixá-la falar com você, obviamente ela vai dizer quem sou eu e o lugar onde ela está.
– Não, ela não vai falar, eu só quero saber se ela está bem!
– Nem tanto, mas já já vai ficar sim. Satisfeita?
Fiz que não ouvi a patética pergunta.
– O que você quer?
– Como assim? O que eu quero?
– Fala sério! O que você quer pra deixar ela?
– Ah, sim! Bom, tem uma coisa que eu quero mais do que ver o seu completo desespero...
– Então me fala logo que eu consigo.
– Você!
Pronto. Alguém me enterra! Entrei em pânico total, não sabia o que fazer: se chorava, se gritava, se mandava ele ir catar coquinho ou o quê! Mas eu já sabia o que deveria ser feito para que o infeliz soltasse minha amiga. Me concentrei e pude sentir que ela estava um pouco fraca e com dores.
– Tudo bem. Onde eu encontro você?
– O que? Tá brincando? Fácil assim? — perguntou a voz debochada.
– Fala logo caralho!
– Você vai vir sozinha, só com o seu celular para que nós possamos manter contato minha princesa.
– Não me chame assim, seu nojento! Para onde eu vou e que horas?
Ele deu um riso perverso e sarcástico.
– Naquela rua escura atrás do Shopping Break Store. Sabe onde fica? E a hora: AGORA!
Meus olhos se fecharam por 5 longos segundos. Se abriram mais nervosos do que quando se fecharam.
– Tudo bem. Já estou indo.
Ouvi um gemido assustado e uma risada baixa vinda dele, depois desligou. Fiquei apavorada, porque não sabia quem ou o que queria comigo. Tentei sentir se a frequência cardíaca dele estava acelerada, mas pelo contrário, estava calma até demais, como se quase nem batesse. Meus pés não queriam se mover, mas eu insisti tanto que eles resolveram me obedecer. Peguei só a chave, pois não fazia sentido algum levar a bolsa nessa ocasião, né? Desci as escadas, atravessei o salão, fui em direção ao carro olhando atentamente para todos os lados, evitando qualquer olhar que pudesse perceber o meu desespero e entrei. Parti tão rápido que um casal que estava passando se assustou com o barulho que o carro fez. O relógio no painel do carro indicava duas coisas. Primeira: eram 01:32 da madrugada. Segunda: o velocímetro marcava 120 km/h. Mas não havia mais como parar, afinal, eu não tinha muito tempo. Queria que isso acabasse logo e por um momento pensei que estava sonhando. Deixei o carro 1 quadra antes do local em que eu deveria estar, só por uma última precaução.
"Tudo bem, calma Sôh. Agora eu tô contigo, vai dar tudo certo." — minha mente tentava me incentivar agora. Meu coração batia descontrolado que parecia que ele queria me dizer para eu ir sozinha e deixar ele no carro me esperando... se é que eu ia voltar!
O celular tocou novamente. Quase rasguei o bolso da minha calça para pegá-lo.
– Onde você está? — perguntei rapidamente.
– Acha mesmo que eu vou contar pra você?
Não percebi que comecei a tremer. Ele continuou:
– Vá até o carro preto parado no fim da rua.
Olhei para os lados, mas não vi carro algum.
– Que carro? Não estou vendo nada!
De repente, os farois se acenderam rapidamente para que eu pudesse vê-lo. Andei em direção a luz que já havia se apagado, tateando pelos muros dos estabelecimentos comerciais que me ladeavam.
Ele desligou o celular. Percebi que um homem desceu do banco do motorista, provavelmente, ERA o motorista! Ele abriu a porta de trás para mim e, com medo, entrei. Percebi que havia um vidro preto que impedia qualquer tipo de contato — pelo menos do lado onde eu podia ver — com o condutor. Eu não sabia, mas do outro lado desse vidro, me olhando fixamente, estava o dono do coração mais calmo que eu já havia sentido e daquela voz, rouca, mas que eu sabia que conhecia de algum lugar. Os batimentos do motorista estavam calmos, como se ele não soubesse da real intenção do seu 'patrão'. Ele me ligou:
– Chegamos Sôh.
Desligou outra vez, só pra variar.
Continua...
Notas finais
Posto a segunda parte na quarta. Eu acho. Mas se tiver reviews lindos para salvar minha vida até lá, já que a Gabi vai me matar por eu ter postado a fic dela, eu acho que ela poupa minha vida. Ainda sou jovem e preciso aproveitar a vida nee q
E Piperchan, vê se comenta pra salvar minha vida, não fuja se não eu puxo seu pé quando eu morrer. Isso serve para todas que lerem e não comentarem, perseguirei vocês MUAHAHA' kkkk
Então sejam lindas(os) e mandem reviews para a boa moça (gaby) que ela ficará feliz e esquecerá da minha morte.
Até mais... *.~
Fale com o autor