Mean Girls - Interativa
2 First Text.
Notas iniciais

POV Maddison Whittemore
Ok então, hoje fazem exatamente três meses que deixamos Sophie matar uma garota, não que eu esteja contando ou coisa parecida.
O “acidente” com a Naome, como Sophie gosta de chamar, mas todos sabemos que aquilo não foi um acidente, pelo menos eu sei que não foi, aconteceu no último dia de aula, depois que enterramos Naome no meio da floresta e voltamos pra casa, foi como se nada tivesse acontecido. As outras garotas conseguiam agir como se aquilo não fosse nada, pelo amor de Deus, era uma vida, qual o problema delas?
Acabamos nos afastando, e olha que eu moro do lado da cada de Sophie, mas sempre que ela passa por mim, eu prefiro atravessa a rua e fingir que não a vi, faço isso com as outras garotas também, mas não levem a mal, mas estar com elas me lembra daquela noite e eu já sinto culpa o suficiente por mil vidas.
Então aqui estou eu, três meses depois, olhando pro espelho e me preparando mentalmente pra amanhã, o primeiro dia do último ano, e o primeiro dia em três meses que eu vou ser obrigada a encarar as meninas.
Suspirei e continuei me encarando no espelho, havia muita coisa na minha cabeça agora, ultimo ano, faculdade, meus pais, as meninas, Naome, tudo. Mas como essa é a minha vida, minha linha de raciocínio foi brutalmente cortada pelo barulho de alguma coisa batendo no vidro da janela do meu quarto.
Sai da frente do espelho, passando por cima da cama mesmo e quase trombando contra a janela, a abrindo para encontrar Sophie com uma cara entediada escorada em sua janela, que para minha infelicidade no momento, fica de frente pra minha, com uma pedrinha na mão.
— Caramba Maddy, que demora. — Sophie reclamou revirando os olhos.
— O que você quer? — Perguntei.
— Mal humor Maddy? — Ela sorriu ladina. — Vem pra cá, agora, e eu não estou pedindo. — Ela falou e me cortou antes que eu pudesse dar qualquer tipo de resposta. — Se não chegar em cinco minutos, eu vou te buscar.
E dito isso ela fechou a cortina do quarto me deixando encarando o vento.
Peguei um casaco qualquer que estava jogado na minha cama e desci as escadas correndo, já que se eu bem conheço Sophie, é capaz dela bater aqui daqui cinco minutos. Passando pelo balcão da cozinha eu peguei as chaves da porta, e sai pela porta de trás, que dava direto no quintal de Sophie.
Ao me aproximar da porta, pude ouvir uns burburinhos, a porta estava entreaberta então eu obviamente apenas entrei. Encontrando Sophie sentada em seu sofá vermelho com aquela pode de “Eu sou melhor que vocês”, Violet estava sentada ao seu lado, Faith lixava as unhas sentada no chão, já Avery e Laya discutiam por algum motivo que eu prefiro nem perguntar. Lucy encarava a parede como se fosse a coisa mais legal do mundo, Claire brincava com um cubo mágico e Gabriella estava me encarando.
E essas, são as garotas cumplices de um assassinato... Mas faltava uma, Megan, que eu não quero nem saber aonde está metida.
— Maddy. — Sophie sorriu animada assim que me viu, levantando-se do sofá e vindo na minha direção.
— Você chama e eu venho, o que está acontecendo aqui? — Perguntei encarando as meninas.
— Bom, como você provavelmente sabe, hoje fazem três meses que a nossa nem tão querida Naome se foi. — Lucy explicou com uma falsa cara triste.
— E agora que as férias se foram e todos voltaram pra cidade, todos estão começando a se perguntar, aonde Naome está enfiada. — Faith continuou a linha de raciocínio de Lucy.
— E bem, não vai demorar muito para que as perguntas comecem a surgir. — Dessa vez quem falou foi Sophie.
— Ta...e? — Continuei meio confusa com o que estava acontecendo ali.
— E bem, desaparecimentos levam a perguntas e perguntas levam a polícia, que leva a interrogatórios, é um estalo de dedos até descobrirem sobre a briga que eu e Naome tivemos antes da última vez que todos a viram... Entendeu ou preciso continuar? — Sophie falou revirando os olhos.
— E você está morrendo de medo de chegarem em você, por isso nos chamou aqui hoje pra inventar um história que pode futuramente ferrar com todas nós apenas para salvar a sua pele, todas entendemos Soph. — Laya se pronunciou pela primeira vez.
Sophie virou-se para encara-la e eu juro que eu podia ver um buraco se formando na testa de Laya só pelo olhar que Sophie lançou pra ela, que não se intimidou e apenas sorriu de lado.
— Não vai livrar só a minha pele, mas a de todas nós. Ou esqueceram que estavam todas comigo quando aconteceu? — Sophie perguntou.
— Você foi a única a empurrar a garota. — Avery falou.
— E você podia ter me parado, mas não parou. — A loira retrucou e vi Avery se encolher um pouco desconfortável. — Confessem, todas aqui queriam Naome morta tanto quanto eu queria, a polícia pode chegar em todas nós, mas não importa que empurrou, porque todas estávamos lá.
— Ok Sophie, entendemos, você já provou seu ponto. Qual a história? — Perguntei.
— Bom, nós queríamos comemorar o último dia de aula, pois estávamos felizes que iriamos todas pro terceiro ano juntas, fomos pra sua casa Maddy, seus pais estavam em Londres, nós assistimos alguns filmes, jogamos conversa fora e dormimos, ninguém aqui viu a Naome, sabem porque? — Sophie se virou encarando todas as meninas. — Porque aquela noite, nunca, aconteceu. — Falou pausadamente.
— Eu ainda acho que devíamos contar pra polícia. — Gabriella falou.
— Bateu a cabeça na vinda pra cá, ou você é só burra mesmo? — Faith perguntou a olhando indignada.
— Cala a boca Faith, eu concordo com a Gabriella, é melhor contar, dizemos que foi um acidente, meus pais são advogados, os melhores, o máximo que vai acontecer é a gente pegar trabalho comunitário e alguns meses de prisão domiciliar. — Avery falou.
— Eu não faço trabalho comunitário mas nem que me paguem. — Claire falou.
— Até porque se pagassem não seria trabalho comunitário, gênio. — Laya respondeu revirando os olhos. — Eu não acredito que eu vou dizer isso, mas eu concordo com a Avery.
— Pena que vocês não tem escolha. — Sophie falou sorrindo falsa para as três. — Aquela noite nunca aconteceu, certo?
— Certo. — Respondemos, algumas a contra gosto.
— Ótimo, então vejo vocês amanhã meninas. — Sophie sorriu. — Alguém fica pra dormir ai?
Eu nunca vou entender como ela faz um assassinato parecer uma coisa natural, sério.
— Já tive o suficiente por aqui, vou pra casa. — Falei.
E antes que eu pudesse por meu pé pra fora daquela casa, fui parada pelo som paralelo de nove celulares tocando ao mesmo tempo. Fechei a porta me virando para as meninas.
— Ok, isso é bem estranho. — Lucy falou.
Tirei meu celular do bolso, logo abrindo a mensagem de remetente desconhecido.
— “Uma festa do pijama? Essa é a história de vocês? Podem escapar da policia com essa, mas vão precisar fazer melhor pra se livrem de mim, aproveitem bem seus últimos dias de liberdade e lembrem-se, eu sei o que vocês fizeram —Anonymous” — Li a mensagem encarei as meninas.
— Sophie isso não tem graça. — Falei.
— Eu juro Maddy, não foi eu, eu recebi também. — Ela falou me mostrando o celular.
— Eu fui a única que reparei quem quer que tenha mandado a mensagem, estava espionando a gente? — Lucy perguntou assustada.
— Não... — Violet falou encarando o celular com a mesma expressão que Lucy tinha no rosto.
— Eu, eu preciso ir pra casa. — Falei me virando e abrindo a porta novamente.
— Maddy. — Laya me parou antes de sair. — Eu sei que a gente não conversa faz um tempo, mas, será que posso ir com você?
— Claro, meus pais estão viajando mesmo. — Falei.
— Cansada de ser ignorada em casa Laya? — A expressão assustada de Sophie foi substituída por um sorriso irônico.
— Dá um tempo Sophie, você não precisa der uma vadia o tempo inteiro. — Falei puxando Laya pra fora daquela casa antes que pule em cima de Sophie.
Voltamos caminhando em silêncio, mas não vou negar que eu olhava pra cada canto escuro entre o meu quintal e o quintal de Sophie, o medo me corroía, a final, mais alguém estava lá aquela noite, mais alguém sabe.
— O que você acha daquela mensagem? — Laya perguntou quando chegamos a porta da minha casa.
Parei antes de abrir e a encarei.
— Eu acho que só tende a piorar.
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