Me, the Angel and the Witch
10 Parte X
Notas iniciais
Uma coisa era certa. Eu iria trocar os lençóis da minha cama, pois estavam impregnados com o fedor do Ector de água de colônia vencida nos anos 50 ou 40 mesmo, e aquilo estava me dando enjoos. Depois desse episódio, tomei alguns calmantes e deitei aquilo parecia uma droga. Acho que já estava fazendo efeito sobre mim, por que estava vendo o Will sem camisa, mas ele tem um lindo corpo. Acho que... Apaguei de vez.
[...]
O dia estava lindo para um belo piquenique no parque, eu estava vestida como as mulheres no século XIX. Vestido armado, cabelo devidamente arrumado e no lugar, sem nenhuma mecha saliente pulando para fora do penteado, luvas brancas em minhas mãos com pulseiras de pérolas. Portava um pequeno chapéu, uma sombrinha branca toda rendada e, aberta para me proteger do sol. Estava me aproximando de um banco que estava sob uma árvore, quando vejo uma figura um pouco familiar. Era ele, era o Will. O meu Will. Ele sentiu minha presença bem antes de chegar ao nosso encontro. Ele usava um terno muito elegante, marrom e sapatos italianos legítimos. Will olhava para mim fixamente com aqueles olhos verdes, por alguns instantes me perdi na floresta que eram os seus olhos. Estava em pé, na sua frente. Ele se levantou, pegou minha mão e a beijou. Dei o meu melhor sorriso retribuindo o que ele acabara de fazer. Não tive tempo nem para dar-lhe boa tarde e ele me beijou. Foi diferente, esse beijo tinha muita calmaria, era bem romântico. Senti-me protegida com aquele beijo. Fomos parando o beijo com selinhos e sorrisos enquanto olhávamos para os lados nos certificando que ninguém nos tinha flagrado.
— Saiba que você está muito linda, Elizabeht. – Will disse com o seu melhor sorriso.
— Falo o mesmo sobre você. Caro Willian. – mas o que está acontecendo? Essa não sou eu, essa não é a minha voz.
— O que houve Eliza?
— Ahhhhhhhhhh. – foi apenas o que consegui dizer.
[...]
Acordei gritando pelo sonho que tive. Eu estava ali, mas não era eu. Levantei-me preocupada comigo mesma. E quem era aquela tal Elizabeht? Vou ter que fazer novas perguntas ao Will. Fui até o banheiro, olhei-me no espelho e eu estava horrível, as olheiras pioravam tudo em mim. Voltei para o quarto e procurei o meu celular. O achei em baixo do travesseiro. Aquilo só podia ser brincadeira. Droga! Estou atrasada para a escola. Tomei um banho de gato, me arrumei e peguei minha bike, comecei a pedalar o mais rápido que conseguisse porque a pé estava sem chances de acontecer. Eu não posso me atrasar para a aula de física.
Consegui chegar a tempo. Entrei na sala e vi a sena mais ridícula que já tinha visto na minha vida inteira. As "Poderosas do Colegial", assim que se denominam as quatro prostitutas da escola – como se não tivesse problemas de mais na minha vida para ter que me preocupar com elas -, estavam fazendo charme para um calouro qualquer como sempre. Como a bunda da Capitã das "Poderosas do Colegial" cobria toda a minha visão, não consegui ver quem era. Estava me direcionando à minha carteira, até escutar uma voz muito familiar me chamando.
— Any! Any! Você pode dizer as suas amigas que eu não as quero. Que já tenho uma garota em mente. – virei-me rapidamente sem acreditar. O Will era o calouro. Mais que droga! Ele pelo menos podia fingir aqui que não me conhecia.
— Will, elas não são minhas amigas, pode continuar aí. – fiz um sinal de positivo e continuei.
— Como assim Willzinho? Vai querer se enturmar com os rejeitados? – a Jennifer falou com a voz de gato escaldado. Ótimo! Já estão trocando até apelidos carinhosos.
— Vocês quatro não tem o direito de me chamar de Will ou Willzinho. A única pessoa que pode é a Any. Para vocês sou apenas Willian. – depois que ele falou aquilo, senti algo dentro de mim, algo muito grande. Era maior que a felicidade e não queria isso.
— Desde quando você fala com essa vadiazinha? – senti meu sangue ferver e não aguentei e parti para cima da Jennifer. Puxei seu cabelo para cima e ela se desequilibrou e caiu, quando tentou se erguer eu dei o primeiro, e último, desejado soco, e teria ficado por aí se duas de suas seguidoras patéticas não tivessem me empurrado para o chão ao lado da Jennaja começamos a rolar pelo chão, brigávamos feito loucas e as suas tietes dando forças para ela. Não percebi que ela estava de pé novamente, até que recebi um...
Fale com o autor