Me, myself and I
2 O garoto novo.
Notas iniciais
POV—Stevie—ON
Lá estava eu saindo da desinteressante aula do sr. Mark, mas por acaso meus amigos não estavam saindo comigo.
Nelson e Kevin haviam saído da aula de história pois o diretor os havia chamado.
Será que eles se encrencaram? Pensava.
Passei pelas perfs e elas fizeram o tradicional “lesadinha”, mas não me importei. Já estava acostumada com as garotas esnobes que se acham as melhores.
Passando pelo refeitório, alguém esbarrou em mim.
– Não olham por onde...
E então enxerguei duas pessoas, um pálido e um bronzeado, levantando livros do chão.
– Ah, oi Stevie, estávamos justamente procurado você. – Fala Nelson, ofegando, deduzi que eles estavam correndo quando esbarraram em mim.
Sem mais nem menos, começaram a me puxar para a biblioteca, praticamente me arrastando pelo chão.
– O que estão fazendo??? Parem de me arrastar!!!
Eles não responderam. Ao invés disso, me largaram e novamente eu caí, mas dessa vez alguém me segurou. Olhei para cima e tinha um garoto, pele clara, cabelos pretos e olhos castanho escuro.
Soltei sua mão de meu braço e olhei para o garoto, esperando que se apresentasse.
Ei! Eu não ia fazer isso primeiro né...
– Ah, desculpe... – Fala ele assim que percebeu que estava esperando. – Meu nome é Zander, Zander Robins, e o seu?
Olhei para ele indignada, mas falei.
– Stevie Baskara. – Falei e me virei para Nelson e Kevin que estavam nos olhando sorrindo. – É por isso que me trouxeram aqui?
– Não... Bem, não exatamente. O Zander sabe tocar guitarra muito bem.
– Tá, e...? – Falei, não estava conseguindo chegar a uma conclusão, eles não explicam direito.
– Lembra que queríamos montar uma banda? – Assenti, já sabendo onde queriam chegar. – Ele será nosso guitarrista. Então já decidimos o nome da banda. Gravity Four. –Eles e o Zender fizeram um gesto de como se estivessem segurando algo que estava flutuando, como um mini balão de ar.
– Olha, eu não sei o que vocês tão fazendo, mas... – Fiquei pensando, mas achei que o que falaria iria magoá – los. – Tudo bem... – Faço um gesto como o deles, mas todo desengonçado, o que os fizera dar gargalhadas.
– Meninos, cês têm certeza de que essa menina sabe mesmo tocar baixo?
Gostei desse garoto. Ele estava me desafiando. Eu nunca, repito, nunca! rejeito um desafio.
– Hummm... Você é esperto. – Falei, o fazendo sorrir. – Mas não mais que eu.
Peguei o baixo e comecei um solo que estava treinando . Só vi a cara de surpresa dele quando terminei.
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