Me encontre em Paris
2 Cápítulo 2
Antonella
Eu não entendia o porque da Madre me acompanhar até a diretoria, como se fosse a primeira vez que fosse e não sabia todo o procedimento, sentava no banquinho e mofava até que me chamassem, eu passava tanto tempo na diretoria que meu celular se conectava a internet logo que chegava a recepção, o que era bom, já que enquanto eu espera consegui responder todos.
— Vá entre! — Disse Madre, quando entrei sem nenhuma surpresa, o diretor , Senhor Silvestre já estava me esperando com seu cafezinho, sem cerimônia me sentei.
—Boa tarde Senhor Silvestre, suas férias foram agradáveis? — Perguntei enquanto tomava meu café.
— Foram ótimas , como está sua mãe ? — Perguntou o diretor, antes que você me perguntou, sim, o diretor Silvestre já teve um "namoro" antes de se casar com meu pai, acho que até hoje ela ter tido o bom gosto de casar com meu pai, invés ele, sinceramente já pensaram eu ser filha do diretor?! ECA!
— Podem parar com essa cordialidade. — Disse Madre extremamente irritada, Diretor Silvestre olhou para ela, sabia que não éramos amigas.
— Pois bem, então o que aconteceu desta vez para que senhorita Matteo vir parar logo no primeiro dia de aula na diretoria. — Disse Senhor Silvestre observando, ele sabia a verdade.
— Senhor Silvestre está garota, é um caso perdido, além de chegar atrasada, que é um ultraje, está com essas peças de roupa, o que acaba com a moralidade e ética da nossa escola. — Disse Madre com todo o ódio que ela tinha por mim, não entendia o motivo, desde o dia que pisei meus pés lá, era uma perseguição.
— De fato não é a melhor roupa, mas posso explicar, estava viajando durante o final de semana, estava indo me trocar , eu juro. — Falei com toda minha classe, não acreditava na perseguição que essa mulher tinha comigo.
— Nesse caso não vejo razão de tanto escândalo… — Quando ouvi aquelas palavras vindas do Diretor, um alívio ocorreu, olhei para a madre com um olhar superior que logo saiu da sala batendo os pés, estava pronta para ir.
— Contudo Senhorita , tenho não boas notícias em relações sobre suas notas… — Congelei e possivelmente meus olhos arregalaram quando Sr. Silvestre retirou uma pasta com muitos papéis que continham meu nome.
“Merda, estou fudida…” —Não conseguia parar em pensar naquilo, porque caem entre nós, nunca fui como a aluna exemplar, não sei como passei nesses últimos anos.
— Senhorita Matteo, o que pensa em fazer depois do colégio?- Sinceramente não estava tão interessada em pensar sobre meu futuro, sabia o que não queria, me tornar uma pessoa dentro do escritório e por mais que ficasse maravilhosa de terno de alta costura.
— Pretendo cursar moda. — Quando respondi uma felicidade veio à tona, talvez meu maior sonho era me mudar para estudar em Paris, um lugar longe de tudo e de todos e também era apaixonada cada vez mais quando visitar.
— Um bom plano, mas preciso ser sincero você provavelmente irá ficar em recuperação em todas as matérias relacionadas a exatas… — Sr Silvestre não precisava concluir, ficar mais um ano naquele colégio seria uma sentença, já tinha vindo ás forças para continuar a linhagem dos Matteos que há anos frequentavam o mesmo colégio.
— Não tem nada que eu possa fazer? — Perguntei realmente preocupada, quer dizer, eu poderia pedir para alguém me ajudar, Millie por exemplo, mas não sei se daria muito certo.
— Se eu não me engano, seu professor já escolheu já escolheu alguém, posso adiantar que ele é um excelente aluno. — Quando ele me disse isso, automaticamente comecei a penar em todos os meninos mais horríveis possíveis, quatro olhos e espinheitos, me desculpe se você se ofendeu com a minha sinceridade, mas é impossível que exista beleza externa em uma pessoa inteligente, é quase uma “norma” , se você é feio você tem que compensar na vida, ou sendo inteligente ou engraçado.
Quando saí da diretoria, praticamente em choque com a ideia de ter um tutor, fui para aula e por mais que quisesse matar aula como sempre, não queria ser pega pela Madre novamente,quando entrei todos olhavam para mim, fui me sentar ao lado de Millie enquanto passava os meninos mexiam comigo e faziam sons e as meninas, bem essas ficavam olhando e fazendo fofoca.
— Como foi? — Perguntou Millie, esperei nosso professor de cálculo e começamos a conversar , quando me cansei resolvi pegar uma folha e comecei a desenhar, sem muita inspiração era só para distrair ao invés de me preocupar com cálculos absurdos, dei graças a Deus quando o sinal tocou.
— Senhorita Matteo, poderia esperar um minuto? — Disse o professor Preste, fiquei esperando até que todos saírem, no fundo sabia que ouviria ainda mais…
— Saiba Senhorita Matteo que quando recebi seu nome em minha aula pensei que você seria exatamente igual a sua irmã, uma aluna brilhante... — E como se bastasse o sermão, eu era obrigada a ouvir a comparação com a minha irmã Eleonora, somos pessoas diferentes, porque as pessoas custavam a nos comparar, porque eu era obrigada a ser a sombra do meu próprio sobrenome ou pela própria irmã.
— Entendeu?
— Desculpe, mas não entendi, pode repetir ? — Falei “acordando” rapidamente.
— Eu disse que seu tutor será o Sr. Enzo Lionello, ele é da sua turma, deve conhecer. — Confirmei mesmo que não conhecesse ninguém com aquele nome, definitivamente ele não era do meu ciclo social, sai da sala pensando quem seria esse menino enquanto mexia no celular
— Ricardo ? — Perguntou Millie no meu cangote, como se quisesse ler nossa conversa, confirmei com a cabeça.
— Millie você conhece algum Enzo, se eu não me engano ele é da nossa sala. — Millie conhecia todo mundo , sem exceção uma fofoqueira nata.
— Sim, ele é da nossa sala desde.... desde sempre! Ele até participou ano passado da peça de teatro. — Tentei lembrar dele na peça, como estrela falava com todos, provavelmente o personagem dele era sem importância .
— Ele deve estar na biblioteca.
— Na escola tem uma biblioteca ? — Não escondi minha surpresa, Millie teve que me levar até lá, passei tanto tempo aqui e nunca entrei nesse lugar, quando fiquei entre a porta, pensei que seria engolida por tanto livro e para minha surpresa também tinha muitas pessoas o que complicou minha situação.
— Ele está sentado na mesa do meio. — Disse Millie apontando para dois meninos, mesmo sabendo quem era quem, caminhei até eles e me aproximei.
— Oi. — Falei pedindo atenção, acabei falando alto demais todos me olhando, o espinhento me olhou e deu um sorriso.
— Você é o Enzo Lionello, certo ? — O nerd espinhento apagou o sorriso, olhou para o menino do lado e o balançou-o, então ele levantou a cabeça, foi quando entrei em choque, ele era extremamente bonito era tão bronzeado, seu cabelo era castanho com fios claros e seus olhos eram verdes, que quase não se notava com por causa dos óculos grossos, fiquei me perguntava como nunca tinha visto antes, Enzo me olhava, mas sua feição não mudava, apenas se levantou até foi para fora da sala , sem entender muito fui atrás.
Quando nos aproximamos o silêncio, conseguia ouvir a gritaria do corredor.
— Então você vai ser meu tutor, não vai? — Falei tentando iniciar uma conversa, mas ele não me respondeu, apenas me olhava fixamente com aqueles olhos incríveis e desviou o olhar, meu sangue esquentou.
— Já que não vai me responder, toma meu número me ligue quando quiser falar. — Entreguei um pedaço de papel, ele pegou, analisou o papel e entrou novamente para a biblioteca, assim do nada, nem um “Vou te ligar” ou “ Falo com você mais tarde” , ele não sabia o quanto muitos gostariam o meu número, sinceramente não sabia como um mudo poderia me dar aula.
“Foi um prazer te conhecer idiota…” — Pensei comigo mesma, estava com tanta raiva que demorei para sentir meu celular tocando.
“Meu docinho já estou aqui, venha logo…”- Fiquei um pouco feliz com a mensagem de Ricardo, tudo que eu menos queria era ir para casa, fui para saída o mais rápido possível, só não sabia que todos os alunos estavam observando o carro parado, Ricardo era incrivelmente sexy apenas usando camiseta preta e jeans, entrei rapidamente no carro.
— Vamos cair fora desse inferno.
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