Notas iniciais
Olha eu aqui de novo. Prontinho, Chapter 2 acabou de sair do forno. Espero que gostem. Vou tentar postar o capitulo 3 o mais rápido possível, alias metade dele já está feito. Nos encontramos lá em baixo. Boa Leitura. p.s: De antemão, perdoem- me os erros ortográficos e o título também, sou péssima nisso.

~ Anteriormente em "Me diga quem é você!" ~

POV's Nora

Abri a mensagem, apreensiva.

Tinha apenas uma frase, sem remetente, sem identificação.

"Desculpe te acordar!"

POV's Autor

Em outra residência um garoto em seu quarto, de luzes apagadas dormia profundamente. Na tela de seu celular um aviso tomava a tela.

"MENSAGEM ENVIADA"

Na manhã seguinte, enquanto tomava café, Nora estava perdida em pensamentos, todos confusos e apavorantes. Não prestava atenção no que seu pai lhe dizia sobre ter conseguido um emprego para ela, algo que almejava bastante.

– Nora está me ouvindo? — Harrison perguntou abanando as mãos em frente ao rosto da filha que não olhava para um ponto fixo no seu campo de visão, mas para o nada.

Em que será que ela pensava? Era tão sério assim? Tão importante para faze-la desprender-se da terra?

POV’S Nora

Tenho certeza que não era um sonho! O registro do meu celular infelizmente prova isso. Olhei ele de novo e as chamadas estavam lá, assim como a mensagem.

Como isso pode acontecer! Não dei meu número a ninguém e tenho certeza que meu pai também não.

Oh não. Seriam hackers? Uma vez vi que por meio de uma mensagem eles podem hackear o celular e conseguir informações pessoais. Eu não tinha nada no celular, apenas fotos que tirei e nenhuma delas eu estava posando. Não! Essa teoria era inconsistente.

Pensei na mensagem novamente: "Desculpe acorda-la". Espera! Acorda-la está no feminino. Essa pessoa sabia que eu era mulher. O que mais ela sabia? Saberia onde eu moro ou estudo, quem mora comigo?

Será que ela me observa nesse exato momento?

Levantei e fui até a janela da cozinha que dava para ver o cortiço. Sorrateiramente comecei a observar sem por meu rosto todo na janela. Nada de diferente, a dona lavava roupas em um tanque, o sobrinho da 12 brincava com a filha da 3 e a moradora do 9 lia algum livro.

Eu devo estar ficando paranoica. Sorri para mim mesma, pode ter sido um engano, após eu ter desligado a pessoa somente desculpou-se.

Escutei um barulho que me fez soltar um gritinho, era meu pai após ter batido com força na mesa.

– Você escutou alguma coisa que disse? Aposto que não — respondeu sem me dar nenhuma brecha. Ele parecia carrancudo, sua testa franzida e as sobrancelhas firmes.

– Me desculpa pai...eu realmente... — tentei explicar minha falta de atenção — Tive uma noite péssima.

Me sentei e o terminei meu café normalmente.

– Deve ter sido muito ruim para te deixar no mundo da lua! — avisou — Você está bem?

Acenei afirmando enquanto me levantava e ia lavar minha tigela.

– Aliás você acabou de agir como se tivesse sendo observada ou algo parecido — disse curioso, mas tinha algo mais em sua voz, porém não consegui distinguir.

– Você está realmente bem Nora? — perguntou e senti a intensidade da pergunta. Olhei para e ele, mostrando meu melhor sorriso.

– Uhmm — respondi e fui ao meu quarto.

Arrumei ele bem rapidinho e fui tomar um banho.

– Nora? — gritou meu pai.

– Banho

– Que seja, apenas me escute. Consegui um emprego para você, ele paga bem e o dono vai relevar já que você é uma estudante.

Um emprego. Maravilha. Disse dando soquinhos no ar. Terminei e me enrolei na toalha.

– Então se arrume, você começa hoje mes... — sai do banheiro e o abracei.

– Valeu pai — sorri em gratidão.

– Era isso que você queria, então não precisa agradecer.

– Já disse que eu te amo hoje? — perguntei balançando-o.

– Que eu lembre não — disse fazendo-se de difícil.

– Pai! — chamei e logo seus olhos estavam grudados nos meus — Eu te amo — sorri apertando suas bochechas e indo pro quarto — Pai te amo, te amo! — cantei em uma melodia inventada, mas antes de entrar nele parei e fiz psiu. Ele se virou, sorri e soprei um beijo para ele.

– Va logo se arrumar! — resmungou indo para a cozinha.

Vesti uma calça jeans que se moldava as minhas curvas, aliás, tinha pernas bem longas e delgadas, a camisa de manga curta cinza, um pouco mais larga e calcei um tênis preto. Amarrei meu cabelo, na verdade tentei. Meu cabelo encaracolado de cor castanho e às vezes penso que ele tem um pouco de vermelho, o que cria um contraste reconfortante com meus olhos esfumaçados e cinzas; meu cabelo possui um volume considerável, fazendo chapinhas fugirem mesmo antes de tentarem; mesmo que eu nunca tenha tentado. Fiz o esforço de prende-lo em um rabo de cavalo mal feito. Peguei minha mochila guerreira, o fundo puído mostrava isso, sorte que a cor preta dela disfarçava. Quando ia colocando meu celular na mochila ele tocou; o bip de uma mensagem.

Olhei apreensiva, a mensagem recebida piscava na tela. Um número desconhecido.

A abri.

"Desculpe ter atrapalhado sua noite de sonhos. Dormiu bem?"

Novamente sem identificação.

– Foi só um engano. Basta ignorar — respirei fundo. Não iria responder a aquelas mensagens. Talvez ele ou ela não saiba sobre a precaução de se comunicar com estranhos, mas eu sei bem e é o suficiente.

Desliguei meu celular e o joguei na mochila.

Meu pai disse que eu trabalharia como atendente em uma loja de doces e pães, era meio que uma confeitaria, especializada em guloseimas, doces e sobremesas.

O gerente, o Sr. Mouret, garantiu que pagaria bem mesmo eu sendo uma estudante do secundário. Meu pai especificou meu problema de interação e ele garantiu que de um jeito ou de outro haveria, mas que eu não precisava me preocupar.

– Você pode tentar procurar outra filha — me avisou quando subíamos no ônibus. Como sempre ele estava lotado, então permanecemos em pé, cada um segurando a barra de ferro.

– Não precisa pai, vai dar tudo certo! — garanti à ele e prometi a mim mesma com tamanha convicção e por um segundo tive a sensação de estar sendo observada, mas foi muito rápido.

Precisava conseguir me adaptar a esse trabalho, já foi uma surpresa eu não ter que ir atrás de um, não ia desperdiçar essa oportunidade. Apesar de ser algo que bate de frente com meus limites, o farei até o meu máximo para que meu pai não precise se preocupar, e sim, ter orgulho da filha que criou sozinha com as dificuldades que a vida trouxe, fazendo o possível para vê-lo fracassar. Eu jamais iria contribuir para o fracasso dele mas para seu completo sucesso.

É isso ai. Você consegue Nora.

– Você está com o olhar confiante! — analisou e eu sorri olhando para o lado até que peguei um garoto olhando para mim, ele lia uma revista, ela estava disposta de uma forma que só seus olhos estavam a amostra. Olhos azuis e intensos de alguma forma. Ele desviou o olhar para revista e eu dele.

– Você está bem? — senti a mão de meu pai no ombro.

– Sim, sim — garanti. Tentei olhar de canto e ver se ele ainda lia a revista. Foi em vão, minha visão periférica não tinha um alcance que me auxiliasse. Estava acostumada a observar as pessoas sem elas perceberem, mas ser observada não era comigo, sempre tento passar despercebida.

Me permiti olhar disfarçadamente no momento que o ônibus parou, mas ele não estava mais lá. Meus olhos fincaram em um homem lá fora na calçada, usava um boné preto. Meus olhos duraram nele e com se soubesse que estava sendo observado ele olhou para trás e logo seus olhos se demoraram novamente nos meus, a mesma cor, azul e intensa. Ele baixou o boné e a cabeça para que não pudesse ver seu rosto e se foi.

Meu pai foi o primeiro a descer depois de me dizer aonde era. Me desejou bom trabalho e tinha certeza que eu me sairia bem.

O estabelecimento ficava perto do parque LifeWater, me parecia bem estratégico, o fluxo de pessoas lá era bem evidente, principalmente nos finais de semana.

O gerente me esperava na porta da frente. O lugar era aconchegante, haviam mesas com cadeiras do lado de fora, cada uma com uma toalha vermelha e um pequeno vaso transparente, comprido e fino com uma rosa branca mergulhada em uma pequena quantidade de água. Esse contraste com a paisagem a fora. Um conjunto de árvores decoradas de flores rosas, bancos de madeira ocupadas de pessoas felizes ser punham entre as árvores e a calçada serpenteando entre elas. O barulho era composto de risadas vinda do parque assim como o canto dos pássaros. O som dos carros não estava longe mas ainda era audível.

– Você deve ser Nora Grey — o homem que devo deduzi ser o gerente me recebeu. Ele tinha cabelos grisalhos e ralos, mas possuía um carisma e traços franceses, o sorriso bastante alegre e entusiasmado — Bem vinda. Seu pai me falou muito bem de você — acrescentou e estendeu a mão.

Eu a olhei por dois segundos que mais pareceram minutos antes trocar um aperto e apenas sorri.

– Uhmm — ele percebeu que eu ainda estava tímida demais — Vamos entrar. Me siga.

O interior era bem mais reconfortante do que lá fora mais. As mesas agora eram cobertas por uma toalha branca e no lugar da rosa branca no pequeno vaso, dava lugar a uma vermelha. Mais à frente havia um balcão e deduzi ser a cozinha mais atrás, onde ficava uma porta de cor branca. A direita havia uma grande vidraça que dava para visão lateral do parque, podendo ver chafariz e a pequena fonte. Um balcão era colado com ele e com algumas cadeiras um pouco mais altas.

– Como você pode ver, tentamos passar o máximo de conforto, mas sem todo aquele luxo e etiqueta acima de tudo. Tentamos deixá-los se sentirem em casa — ele me olhou e eu acenei em afirmação.

– Agora quero que conheça as pessoas com quem vai trabalhar! — eu engoli em seco. Agora estava chegando a parte difícil, mas preciso lutar e agir como se fosse na escola e eu precise apenas falar o necessário.

– Eles vão te explicar o básico, não demora muito para pega o jeito! — avisou e fiquei com um nó na garganta em pensar que eu não pegaria o jeito e seria a exceção à regra. Não pense assim! Obriguei esse pensamento a deixa minha mente.

Atravessamos uma pequena porta a altura da minha cintura. Ela era daquelas que vão pra frente e pra trás e que não necessitam que você pegue na maçaneta, basta empurrar com seu corpo, parecido com aquelas de filmes de faroeste.

– Aqui funciona o caixa! — apontou para uma caixa registradora bem no canto do balcão que era separado por uma tela transparente de vidro.

Tinha um balcão de vidro repleto de doces e bolos com uma aparência deliciosa e muito bonitos. Adentramos e senti logo o cheiro de açúcar e baunilha e a calor quente que pairava no ar. A cozinha possuía dois fogões um ao lado do outro de 4 bocas, não tinha como saber onde começava um e terminava o outro. Em cima deles, meio que uma estrutura de ferro onde estavam pendurados variados tipos panelas e tampas.

Vi que já tinham começado a esquentar o fogão. Havia uma prateleira na parede oposta ao dos fogões onde ficavam todos os tipos de talheres e pratos, do lado deles uma bancada com duas pias
Dois freezers e uma mesa serviam como divisórias, entre onde a comida era feita e onde tudo lá era lavado e limpo.

No fundo, havia uma porta e antes mesmo de desviar minha visão de lá, pessoas começaram a sair. Uma estava com roupas brancas que deduzi ser de cozinheiro, a outra estava mais formal, com blusa vermelha parecendo o uniforme do estabelecimento e calças jeans pretas.

– Chegaram na hora. Esta vai ser sua nova colega de trabalho, Nora Grey — apontou para mim. Eu acenei apenas com a cabeça.

– Esta é nossa decoradora de doces Ilysa Bianchin – ela também tinha cabelos grisalhos pelo que vi onde a touca branca não cobria, e feições com sinais da velhice, seus olhos calmos eram de um castanho claro — Ela é nossa artista na decoração de doces e bolos. E está é nossa caixa, Vickie Sky — seus cabelos loiros estavam presos em um choque e seus olhos eram verdes, seu sorriso era acolhedor, ela era mais alta que eu, parecia quase ter 1,83 e parecia ter uns quilos a mais, o que mesmo assim não tirou seu porte de mulher que como alguns dizem "boazuda".

– Bem vinda! – Vickie disse sorrindo. Eu sorri de volta timidamente. Percebi que sorrisos é que não iam faltar.

– Venha comigo! — falou ela novamente. A segui até a porta mais no fundo.La, parecia um desses vestuários, armários dividiam ao meio aquele espaço. Mais no fundo dele, parecia haver 4 banheiros.

– A partir de hoje este será seu armário. A senha é essa — me deu um pedaço de papel — Aqui está seu uniforme, você pode guardar suas coisas aqui também, vou esperar você se trocar, te encontro lá na cozinha — disse e se despediu, antes de ela sumir eu agradeci.

– Obrigada Vickie!

– Chama só de Vee! — piscou e sumiu pela porta. Sorri comigo mesma, ela parecia ser bem intensa, mas algo nela era... me interrompi. Nada disso Nora, você sabe o que acontece se criar laços. Apenas trabalhe.

Peguei a roupa depois de guardar minha mochila e segui para o terceiro banheiro.

Vai dar tudo certo Nora, você está se saindo bem por enquanto. Não vai cometer nenhum deslize.

O uniforme era composto de uma sai preta um pouco acima dos joelhos, parecida com as que usamos na escola , uma blusa de gola polo vermelha, com o nome CakesDoux bordado em preto e um cupcake bordado ao lado, no peito direito, e por último, um avental preto até onde a saia estava.

Antes de sair escutei um barulho vindo de fora, alguém assoviava uma música, abri um pouco a porta é meus olhos se cravaram em uma costa magra e forte de pele azeitonada e lisa. Senti meu rosto esquentar de tal forma que fiquei incapaz de desviar, o cabelo era tão escuro e caia por cima das orelhas, parecia estar molhado.

Fechei a porta e percebi que fiz um pouco de barulho. O assovio parou no mesmo momento.

O meu Deus, será que ele percebeu que o espiei? Tampei minha boca com as mãos. Por que eu continuei olhando-o em vez de fechar logo a porta. Minhas mãos foram da boca as bochechas, depois que senti meu rosto quente. Isso nunca tinha acontecido antes. Não foi porque eu quis. Não foi porque eu quis. Repeti esse mantra. Então lembrei que vi mais do que um porte atlético. Sua costa.

Sua costa tinha uma grande cicatriz em forma de um V de cabeça para baixo. Como ele conseguira uma cicatriz daquela? Não consegui pensar em nenhuma hipótese. Será que alguém fez isso com ele? Deve ter sido uma dor horrível. Quem seria capaz de fazer a um ser humano? Pensei aterrorizada.

Não houve mais nenhum barulho, até que os passos começaram a ecoar no corredor, percebi que se dirigiam ao local onde eu estava. Ouvi a porta de um dos banheiros abrir. Meu coração estava batendo a mil por hora e minhas pernas tremiam.

Os passos retornaram, e dessa vez, a porta do lado foi a aberta. Meu coração deu um solavanco. Fiquei estática em meu lugar e minha respiração entrecortada. Escutei os passos novamente até que vi a sombra dos seus pés por baixo do banheiro. Escutei o barulho dele encostando-se na porta e logo a voz que escutei do outro lado soou ameaçadora.
– Eu sei que está ai. E viu o que não devia.

Notas finais
Bom... espero que tenham gostado. Não sabem o quanto fiquei desesperada quando empaquei, nossa isso é ruim mesmo, espero não passar por isso novamente. Então, o que acham que vai acontecer? Nora talvez no lugar errado e na hora errada? Será o Patch? Se for, não parecia muito feliz por ter sido espionado. Não deixe de comentar, criticas construtivas são sempre bem vindas. Recomende aos amigos, não sabem o quanto isso me estimula a querer escrever mais. Beijos e até a próxima.