Notas iniciais
Olá meu queridos leitores, que me acompanham, obrigada por seus comentários e favoritos. Percebi há uma confusão com algumas coisas, mas não se preocupem, vocês entenderão. Por esse motivo, trago um capítulo que poderá trazer alguma resposta, ou não. Desculpem de antemão os erros ortográficos que passaram por mim. Tem uma hora que você lê tanto que não percebe mais erro nenhum. Então, boa leitura! ;)

Anteriormente em ~ Me diga quem é você? ~
POV's Nora

— Vou marcar uma consulta com um psicólogo especialista! — finalizou e me passou a papelada toda — Você está bem Sra.Grey? — perguntou e vi sua mão indo em direção a minha que encontrava-se na mesa, mas tirei antes de ele me tocar.
— Obri...bri...gada! — então sai ocorrendo. Para qualquer lugar. Só uma coisa me passava a mente enquanto lágrimas insistiam em descer.
Estou quebrada!
POV's Narrador

Detetive Basso passara horas acordado olhando as gravações com muito cuidado, mas elas não o deram nada de especial sobre o possível aparecimento de Jev, mas pela placa da ambulância que aparece na gravação que o anônimo enviou, seria possível achar a vítima e assim receber um depoimento, além da acusação contra aqueles lixos.
— Merda! — resmungou bebendo mais um copo de café. As gravações não tinham nada dele, todos os pontos que filmavam o beco não prestavam, ou não haviam câmeras, a única que funcionava já haviam dado um fim. Descobriu quando foi ao escritório que era responsável pelas cópias de segurança e disseram que as cópias haviam sumido. Tentou sem sucesso encontrar a gravação original, mas não houve saída. Tinham limpado o terreno. Isso já o deixava ainda mais desconfiado. As de perto da delegacia, não houve ninguém suspeito, ou alguém deixando algum envelope, somente houve entregas pelo correio.
— Thompson! — Basso o chamou — Entre em contato com quem fez a entrega nesse dia e qual carteiro. Traga-o aqui! — por fim voltou as duas filmagens.
— Você tem que ter cometido um deslize! — disse coçando os olhos que já estavam bem pesados e cansados. Levantou-se para fazer mais café.
POV's Nora

— Quebrada! — sussurrava com se fosse a única palavra que sabia.
Olhei para o sol assim que sai da hospital. Ele começava a se pôr! O fim do dia chegará, ele cumpriu seu papel bem feito, enquanto eu nem sabia qual era o meu. Não sabia o que fazia. Não sabia nada.
Não contive minhas lágrimas. Enquanto caminhava para a parada de ônibus, elas insistiam em cair, e apenas as limpava. Será que meu pai me vê desse jeito também? Será que as outras pessoas também? Uma garota estranha, fria, anti-social? Meu coração doía só de imaginar.
Peguei meu ônibus e sentei na última cadeira. As pessoas me olhavam e cochichavam entre elas. Talvez também viam que eu me encontrava defeituosa. O quanto trabalho devo ter dado para meu pai. Ele que fez e faz de tudo para mim.
O desespero de não saber o que seria da li para frente me amedrontava. Antes, apenas iria para casa, mas agora, não seria assim tão fácil. Não tinha ideia do que fazer. Só conseguia chorar baixinho para evitar de incomodar alguém, não havia por quê. Que direito eu tinha? Nenhum!
Não sei quantas horas passei dentro daquele ônibus, mas o motorista me avisou que aquela seria a última parada. Olhei ao redor e eu era a única passageira. Ele pareceu constrangido em falar comigo, e não tinha como não ficar. Meu rosto com certeza devia estar inchado, vermelho e acabado.
Levantei e quando ia descendo o motorista interveio.
— Você está bem moça? — perguntou pelo retrovisor. Olhei para ele.
— Estou! — " Estou? " .Desci e percebi que não tinha ideia de onde estava.
Olhei ao redor. Não conhecia nada. Não fazia a mínima ideia de onde me encontrava. Meu celular descarregado, sem dinheiro. Apenas lembranças ruins me acompanhavam.
Andei sem rumo, pensando no que faria daqui para frente. Será que possuía concerto?
Encontrei um parquinho e me sentei em um dos balanços. O vento no meu rosto era frio enquanto me balançava. As lágrimas continuavam a deslizar por meu rosto por não saber o que seria de mim. Com medo de agir, de fazer, de tomar qualquer decisão errada.
Não demorou muito e começou a chover bem forte. Procurei um local para me proteger, até que vi um calçada mais a frente. Fiquei lá, acocada, esperando a chuva, o tempo, a dor passar. Agora encharcada, sentia frio, minha cabeça doía assim como meu corpo todo. Chorava em silêncio, assim como aquela criança dos meus sonhos. O motivo do meu silêncio era porque não queria atrapalhar e nem preocupar ninguém, e ela, por que chorava em silêncio?
O tempo passou, mas a chuva, o frio, a dor e a tristeza não passaram. Tentei me levantar mas minha energia havia ido embora. Então fiquei sentada onde estava. Fechei meus olhos e deixei que o sono me levasse embora, mas não antes de ouvir alguém chamando por meu nome bem longe. Foi a última coisa que ouvi.
POV's Patch

— Nora?
Seria ela mesma? Mas o que essa garota fazia por aqui? E numa hora dessas, ainda por sinal, dormindo na calçada?
— Nora? — me agachei na sua frente a protegendo com meu guarda-chuva. Ela estava cabisbaixa e encharcada. O que ela pensava ficando assim indefesa — Nora! — sussurrei perto do seu ouvido, mas ela não demonstrou nenhuma reação.
— Nora! — a balançei mas ela apenas cambaleou para o lado, tive que a aparar antes que caísse para o lado.
— Aish! — fechei meu guarda-chuva e o coloquei na mochila de Nora, depois a botei nas minhas costas. Passei a sacola de compras para a mão esquerda e a peguei no colo.
Nora estava encharcada e tremia demais. Com certeza se não a esquentar logo pode adquirir um resfriado. Minha casa não ficava muito longe da li, mas era um boa pernada, ainda com o sobrepeso dela.
— Mas o que diachos essa garota estava pensando? — resmunguei — Se jogando pelos cantos como se fosse uma sem teto!
Nora realmente era uma pessoa estranha. Isso me deixava em uma guarda alta por que eu não sabia o que esperar dela. Ela não era previsível como a maioria das pessoas, parecia ser diferente. Isto significava ficar de alerta.
Já bastava o que Nora sabia de mim. Era um risco ter me visto daquele jeito. Todo o tempo que passei escondendo aquilo, por um minuto de desatenção minha, foi por água a baixo. Precisaria ganhar a confiança dela, assim saber quais suas reais intenções ao saber meu segredo que por sinal, nenhuma pessoa viva sabia, até agora.
Após uns quinze minutos, cheguei na vila que morava. Peguei a chave no meu bolso da frente e fiquei tentando abrir a porta até conseguir. Meus braços estava cansados. Entrei e fechei a porta empurrando com o pé. Coloquei ela em cima da cama.
Nora estava encharcada, precisava trocar essas roupas dela. Odiaria fazer o que tinha em mente mas essa era a única solução.
Dei três batidas na porta do quartinho ao lado.
— Olá! É...- a moça que eu vi umas vez lavando roupa apareceu — Será que você podia me ajudar?
— É...claro! — ela sorriu.
— Uma amiga minha desmaiou na rua, enquanto procurava a encontrei na calçada. Ela está encharcada, será que você podia trocar as roupas dela? — pedi com muita gentileza e um sorriso no rosto.
— Ô...tudo bem! — ela pareceu desapontada. Nem ao menos liguei para isso. Apesar de que ela era um pouco atraente.
— Você pode ir na frente. Deixei uma muda de roupa minha em cima da cama! — avisei e esperei que ela voltasse. Após uns 5 minutos ela saiu do quarto.
— Pronto! — ela disse assim que me viu — Você precisa deixar ela bem quente, talvez pegue um resfriado!
— Sim, sim. Muito obrigado pela ajuda! — acabei e entrei no quarto rapidamente.
Nora estava deitada na cama e tremia bastante ainda. Vestia uma camisa preta minha de mangas longas e uma cueca box vermelha. Suas outras roupas estavam em cima da mesa.
Subi na cama, peguei gentilmente seu corpo, o colocando para mais perto da parede, uma vez que onde ela estava molhou um pouco. Peguei os lençóis que tinha e a cobri. Ajeitei o travesseiro também.
— Aish! Essa garota! — toquei sua testa ela começara a ficar com febre.
Peguei uma vasilha, esquentei um pouco de água, e depois esperei que ela ficasse morna. Durante esse tempo, Nora se remexia na cama, e murmurava alguma coisa, mas não conseguia entender.
Sentei na cama e deixei a vasilha com água na cadeira. Enquanto colocava o pano na sua testa. Ela tremia e franzia a sobrancelha diversas vezes. Com um tempo entendi ela falar algo.
— Por favor, me desculpa! — ela gemia — Não vou mais sair lá de dentro! Prometo — de repente ela começou a chorar e a se encolher — Por favor mãe. Não vou mais sair de lá. Me perdoa! — ela chorava enquanto se debatia na cama.
Nora estava tendo um pesadelo com a mãe. Parecia ser bem ruim. Ela continuava chorando e se debatendo.
— Por favor, me deixa sair! Aqui é muito escuro — então começou a chorar baixo e se encolher — Não por favor. Tenho medo do escuro!
— Nora! Acorda! — comecei a balança-lá, até que ela abriu os olhos e me fitou, mas o mais repentino foi quando ela se sentou e me abraçou pela pescoço encostando sua cabeça em meu ombro. O que era isso? Fiquei sem ação. Senti meu coração bater um pouco rápido e um nervosismo por um breve momento, mas sei que era somente a surpresa do seu ato. A única coisa que fiz, foi o que senti ter que fazer. Agarrei sua cintura com os braços, foi o ápice para ela começar a chorar. Essa garota era ilegível para mim.
Me diga! Quem é você Nora?
POV's Nora
Andava por um corredor, não havia luz alguma e ele não parecia ter fim. Desesperada comecei a correr, tentar encontrar o fim dele. Foi então que bati em algo. Parecia uma porta de madeira. Olhei para trás e não havia mais corredor nenhum. Apenas outra parede de madeira. Parecia estar dentro de uma caixa, ou algo parecido. Quando minha visão se acostumou com a escuridão, notei coisas naquelas paredes. A palavra mau estava escrita diversas vezes, assim como a palavra mãe. Outros eram carinhas tristes e cheio de arranhões na porta.
Tentei abrir empurrando já que não havia nenhuma maçaneta. Aos poucos a luz foi entrando. Ao sair, olhei para trás e percebi que tinha ficado dentro de um guarda-roupa. Ele tinha correntes com cadeado em volta da maçaneta. Aquilo me deixou confusa.
Olhei ao redor do quarto que estava. Havia uma cama arrumada, brinquedos intocados no canto do quarto. Vi muitas bonecas bonitas, bolas, casinhas, acabei explorando os brinquedos ali. Com um tempo percebi algo que me chamou atenção por estar no quarto que parecia ser de uma criança. Foi os diferentes tipos de cintos, palmatórias, pendurados na parede ao lado da cama. Aquilo trouxe arrepios na minha espinha.
Fui para a porta do quarto explorar mais até ouvir alguém mexendo na fechadura. Um frio e um medo me atingiu como se eu tivesse feito algo extremamente errado.
— Não, não! — comecei a sussurrar. Ouvi um click e a porta abriu. Uma mulher apareceu. Seus olhos me penetraram com uma fúria evidente.
— O que está fazendo aqui fora? — perguntou com a voz fria.
— Eu...eu... — comecei a lágrimas e minha perna tremia.
— Me responde! O que faz aqui fora?
— Não não — comecei a ne afastar dela — Por favor não.
— Você ainda não aprendeu não é? Acho que vou ter que te dar uma lição novamente.
— Por favor, me desculpa. Não vou mais sair lá de dentro! Prometo! — lhe pediu desesperadamente.
A mulher que estava encoberta pelas sombras entrou no quarto e o trancou enquanto cantarolava uma canção de ninar que reconhecia. Foi ao lado da cama pegar um cinto grosso marrom.
— Já disse pra você não sair de lá — ela veio até mim — Mas não, você é uma menina levada é só quer fazer o que der na telha! — ela estalou o cinto na cama.
— Me desculpa por favor. Só sai um pouco para brincar — me ajoelhei com as mãos em súplicas — Eu estava errada, me desculpe. Não vou mais brincar aqui fora. Não vou sair lá de dentro — Mas então ela começou a largar o cinto em mim, a dor não era física, mas um dora mental, sentia meu coração arranhando a cada batida. Ela não deixou de cantar a canção, foi então que reconheci a voz das sombras sumiram do seu rosto.
— Por favor mãe. Não vou mais sair de lá. Me perdoa! — chorava mas ela não pareceu ter pena de mim.
Minha mãe me puxou pelo cabelo e me jogou para dentro do guarda-roupa.
— Por favor, me deixa sair — pedia chorando — Aqui é muito escuro!
— Não saia daqui até eu mandar, e não quero ouvir um pio, se me desobedecer, já sabe o que te espera! — então ela fechou e ouvi o barulho de correntes na porta.
— Não por favor! Tenho medo do escuro! — chorei cabisbaixa em silêncio com medo de que ela me ouvisse. Senti então algo me balançando, o guarda-roupa balançava junto, me jogando para todos os lados. Foi então que abri meus olhos. E me deparei com Patch me balançando e chamando por meu nome.
— Nora! Você está bem? — perguntou com as mãos em meus ombros e seus olhos fixos no meu. A única coisa que me passou pela cabeça eu fiz. Me sentei e abracei Patch. Queria me sentir protegida, não pensei no que isso iria dar ou se iria me ferir mais tarde, só queria o abraço de alguém, mais especificamente, da pessoa que me tirou daquele pesadelo horrível. O abracei pelo pescoço encaixando minha cabeça na curva do mesmo. Quando ele retribuiu foi a gota d'água para que começasse a chorar. Ficamos assim até que não houvesse mais lágrimas para cair. Sabia que assim como ele estava ligado a mim por causa do seu segredo, este momento iria me ligar a ele.

Notas finais
Espero ter clareado um pouco a mente de vocês hahaha. Não deixem de comentar, sempre tento responder para que vocês saibam que eu noto vocês. Agradeço aos que me acompanham, mesmo mesmo. É um honra para mim. Até mais amores! ;*