Notas iniciais
Oi de novo. Não vou dar desculpas, mas apenas pedir desculpas. Não estou muito bem pra escrever, na verdade, só fiquei melhor depois de umas situações que me deram inspiração. Aliás, vem história completa em 3 capítulos sobre uma experiencia amorosa que tive. Dois capítulos estão prontos, falta só o desfecho acontecer para que eu possa escrever. Me desejem sorte e não deixem de conferir ela. Sem muitas delongas vamos ao que interessa. Boa leitura.

Quando ia começar a me explicar, Patch me pegou pela cintura. Nossos corpos ficaram praticamente colados. Com a outra mão, afastou o cabelo para sussurrar no meu ouvido.

— Me siga!

Patch saiu na frente.

Cogitei duas opções:

a) Fugir imediatamente daquele lugar porque sabe-se lá o que Patch iria fazer.

b) Seguir ele e ir direto ao ponto, ou seja, voltar às rédeas do plano inicial.

c) Ou pirar de vez, o que eu queria muito naquele momento.

No fim, decidir seguir o plano original. Infelizmente Patch estava a muitos passos de mim. Tentei alcança-lo, mas as pessoas não ajudavam muito naquele momento, até que o perdi de vista. Rodei tentando encontra-lo e logo senti uma mão quente e macia agarrar a minha, sabia que era dele.

Podia ler seu olhar “Acho que falei que era pra me seguir!”. Ele segurou firme e me puxou. Incrivelmente Patch conseguia passar por entre aquelas pessoas, coisa que tentei e falhei.

Fomos para debaixo de uma escada que dava acesso ao piso VIP. O espaço era estreito, o suficiente para duas pessoas. Patch e eu ocupamos este minúsculo espaço, minúsculo o suficiente para sentir sua perna tocar na minha. Deixei meus braços ao lado do corpo porque se estivessem à frente, estariam no peito dele. Conseguia sentir seu cheiro, algo amadeirado, mas de uma forma um tanto suave.

Nos encaramos, nossos rostos não estavam tão perto, mas não longe o suficiente, bem, uma distância que alguém poderia compreender de forma errada a situação.

— O que está fazendo aqui? – perguntou falando perto do meu ouvido. Merda, podia sentir o hálito dele tocar minha pele.

O encarei, ponderando aonde iria me meter, se bem que, já estava metida até a cabeça, dessa vez não era por acaso, mas para ajudar alguém que fora injustiçado erroneamente.

— Acho que perguntei alto o suficiente pra você ouvir! – ele colocou um dos braços ao lado do meu rosto, bloqueando meu acesso para a pista de dança.

Continuava a encara-lo. Respirei fundo, poderia ser a pior decisão da minha vida, qaamas também poderia ser a melhor decisão em prol de alguém que eu considerava meio que importante, não sei ao certo, tudo aquilo era confuso.

Segurei a mão dele que estava livre e a apertei. Com a outra agarrei sua nuca e o fiz chegar mais perto do meu rosto para que pudesse sussurrar em seu ouvido.

— Acredito em você! – então soltei sua nuca e sua mão.

Patch me olhava, mas era como se não me enxergasse, ou me enxergava, mas estava incrédulo, difícil compreender. Pensei ter visto um sorriso no canto da sua boca, mas devo ter imaginado coisas.

— Tem certeza disso? – se aproximou do meu rosto. Apenas acenei com convicção.

Ele retirou a mão que impedia minha passagem e vi que seus ombros relaxaram, agora sua expressão era mais confiante.

— Você veio até aqui só pra me dizer isso? – acenei.

— Já disseram que você é maluca? – foi então que ele sorriu. Consegui entender tanta coisa daquele sorriso. “Não estou mais sozinho”, “Tenho alguém em quem confiar”, “Acreditaram em mim”, “Agora poderei seguir em frente mais forte”. Aquele sorriso. Foi a primeira vez que um sorriso mexeu tanto comigo, não evitei e sorri em retribuição.

Ficamos assim, um olhando o outro com sorriso nos lábios e muita coisa pra falar, mas deixamos que nossos olhos se comunicassem. Patch fez um comentário que me lembrou de como me vestia no momento.

— Aliás, belo traje! Eles pagam bem? – Patch sorriu maliciosamente.

— Você não presta! – fiquei surpresa comigo mesmo. Pela forma como falei e como me sentia melhor conversando com ele. Era reconfortante.

— Vem, vamos sair daqui! – ele segurou minha mão e me puxou para o banheiro.

— O que estamos fazendo aqui? – perguntei. Ele me abraçou e meu coração quase veio à boca. Fiquei sem reação nenhuma.

— Precisamos tirar essa roupa de você, caso contrário não vão deixa-la sair – ele tirou meu avental e o decote V ficou a mostra. Patch levantou uma sobrancelha ao notar o tamanho do decote.

— Não diga nada! – bufei de raiva e ele deu de ombros.

O banheiro feminino estava uma zona e não, não parecia ser feminino. Casais pareciam se pegar nos boxes e por não ter espaço, um casal se agarrava nos fundos mesmo.

— Não temos espaço aqui!

Patch então me levou ao masculino, que não parecia estar tão lotado. Por que essas pessoas não iam para algum lugar mais reservado da boate. O que fazia do banheiro algo tão especial? Infelizmente eu meio que sabia, mas resolvi deixar para lá.

— Não vou entrar ai! – travei no meu lugar.

— Ele tem Box vago, diferente do feminino. Vamos logo!

— Mas vão pensar que a gente...

— Estranho seria se eles não pensassem isso! – me puxou para dentro.

Logo de cara, uma mulher estava em cima do balcão com as pernas em volta de um homem. Notei que seu uniforme era igual ao meu.

— Olha só. Parece que temos outra fugitiva! – o homem falou enquanto suas mãos passeavam pelas coxas daquela mulher e ela o beijava no pescoço. Ele era bem elegante, usava um terno que parecia caro.

Patch envolveu seus braços por trás de mim disse com a boca bem perto da minha cabeça.

— Essa aqui é minha! Divirta-se com a sua! – falou de forma sedutora e ameaçadora.

A jovem então olhou para nós dois, mas seu olhar demorou no Patch, pareceu um tanto com inveja, pelo menos, a forma como ela o olhou e mordeu os lábios ficaram bem evidentes. Patch então foi me empurrando para um dos boxes enquanto beijava meu pescoço.

Somente encenação Nora, mas o nervoso e o frio na barriga eram originais. Mas o estranho era não estar achando ruim, na verdade, não era nenhum pouco ruim sentir a maciez de seus lábios. Nora controle-se!

Assim que entramos, Patch foi logo sussurrando.

— Entra no papel, enquanto isso, me diz onde deixou as suas roupas, vou te dar minha blusa e segurar as pontas com a minha jaqueta. Tire essa blusa e vista a minha.

Siga seus instintos, mas sem deixar eles te dominarem. Não sabia o que estava acontecendo comigo, e tinha medo de descobrir.

Patch começou a empurrar a porta com as costas, enquanto isso tirou a jaqueta, antes de ele tirar a blusa, virei de costas. O vaso ali não nos permitia mexer muito, já estava me acostumando com essas faltas contínuas de espaço.

— Minha bolsa está no vestiário entrando naquela porta de serviço – tirei minha blusa também. Patch rapidamente me passou a blusa dele por cima de meu ombro e me virei assim que me vesti.

De repente ele rasgou a blusa e deixou cair no chão perto da porta.

Olhei-o espantada, mas ele apenas gesticulou que eu colocasse as mãos por cima da porta, fiquei meio estática mas o fiz, ou melhor, tentei fazer mas Patch estava no caminho e não iria alcançar, ele me segurou pelas pernas e me pegou no colo. Dei um grito sem intenção por causa da atitude dele e segurei a porta, que fez um barulho dele se chocando com ela.

Ele sussurrou no meu ouvido.

— Bem original!

Não dei atenção a ele, pois só conseguia pensar em como estávamos. Suas mãos seguravam pelas minhas coxas que estavam envolta dele. Nossos rostos perto o suficiente para sentirmos a respiração um do outro.

Encaramo-nos e uma adrenalina pulsava em mim no momento e dessa vez, meus instintos tentaram me trair.

Soltei uma das mãos da porta e agarrei sua nuca. Seu cabelo era tão macio entre meus dedos. Patch não entendia o que estava acontecendo, muito mesmo eu. Meu corpo parecia estar se mexendo sozinho.

Patch encostou a cabeça na porta e fui me aproximando aos poucos. Apenas alternava meu olhar entre sua boca e seus olhos. Meu Deus, o que eu estava preste a fazer? Estou maluca. Rapidamente voltei a mim e esfreguei minha boca no seu pescoço.

— É bom que eu esteja sem batom! – sussurrei. Patch ainda estava meio paralisado, porém voltou a si rapidamente.

— Entendi! – ele passou o dedão nos meus lábios, o que me deixou bem nervosa e passou nos seus.

— Vamos! – ele me puxou para fora.

— Mas já? Que rápidos! – o homem do balcão ainda estava se atracando com a moça.

— É, ela é bem pratica – Patch limpou os lábios e fechou o zíper da calça – Infelizmente tivemos perdas! – olhou para a roupa no chão.

— Estamos indo para um lugar mais reservado e espaçoso – Patch passou o braço no meu ombro – De preferencia, a prova de som! – ele sorriu.

O homem gargalhou com ele e disse que aproveitasse.

— Onde disse que deixou a mochila? – Patch perguntou.

— Me segue! – o guiei até o vestiário.

— Espera só um... – quando ia entra para me trocar ele me impediu.

— Não temos tempo pra isso. Vem, antes que sintam sua falta! Vamos sair pela porta da frente.

— É melhor irmos pelo fundo, o guarda me viu quando tentei entrar. Subornar ele não deu muito certo.

Patch gargalhou baixinho.

— Me mostre por onde você entrou!

Rapidamente saímos da boate, felizmente ninguém nos viu.

No beco, o clima enfim começou a ficar mais calmo.

— Muita adrenalina de uma vez só pra você? – Patch perguntou ao me lado.

Estava ofegante demais para responder.

— Você realmente sabe como... – não deu tempo de terminar, pois reconheci o guarda que subornei vindo para o beco. Instintivamente puxei Patch para cima de mim.

— O que...

— O guarda – sussurrei. Patch ficou tenso de repente e agarrou-me com uma das mãos a minha cintura, fazendo meu corpo chocar-se contra o dele enquanto sua outra mão puxou meu rosto em direção ao seu. Senti uma de suas pernas entre minhas coxas. Parece que todo meu corpo estava encaixado com o dele.

Foi nesse momento, bendito momento que joguei tudo para o ar. O agarrei pela cintura diminuindo ainda mais qualquer espaço que nos afastava e fiz o que sei que me arrependeria depois.

Puta merda.

Beijei ele.

Notas finais
Vou nem me prolongar nas notas finais. Quero somente ler seus comentários e suas reações hahaha
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.