Me apaixonei pelo professor
4 Culpa do sorvete de baunilha
Notas iniciais
No mesmo instante em que li aquela mensagem, um sorriso apareceu em meu rosto. Não sei bem porque, mas sorri feito boba.
Estou ansiosa também, quero encontra-lo de novo, nem que não role nada. Apenas ver aquela lindo sorriso sexy já está ótimo.
Mamãe bateu na porta outra vez e logo em seguida bateu na de Hanabi. Seu eu quisesse usar o banheiro primeiro teria que levantar correndo.
Saí da cama e fui me arrumar. Hanabi ainda não tinha levantado e isso estava provocando um ataque de loucura na Dona Harumi.
Que saudade disso. Saudade de ver minha mãe brigar pra Hanabi levantar.
– Quando a Hinata sair do banheiro eu levanto! – ouvi Hanabi gritar.
– Cabem muito bem as duas no banheiro. – mamãe berrou de volta. – Se você chegar atrasada no seu primeiro dia de aula pode esquecer videogame por uma semana. Está avisada!
Contei, um. Dois. Três. Hanabi estava me empurrando para entrar no banheiro. O que uma boa chantagem da minha mãe não faz.
Em dez minutos eu estava pronta. Enquanto mamãe terminava de preparar nossos cafés, resolvi responder a mensagem do Senhor Sexy.
–.-
Para: Uchiha Madara
Não precisava responder, sei que estava
Arrumando as coisas para o seu trabalho.
Também adorei conversar e saber mais de você.
Espero ansiosa pelo nosso encontro. Bj!
Bom dia!
Enviada às 6h03
–.-
Enviei!
Hanabi apareceu na sala. Estava frio, fazendo talvez uns 17ºC. Mamãe me entregou o café e em seguida olhou Hanabi com seu vestido curto, coturnos e uma jaqueta de couro.
– Está frio e eu não vou falar mais nada! – Dona Harumi balançou a cabeça negativamente e voltou para a cozinha.
– Hana, você vai passar frio. Leva pelo menos uma calça e uma camiseta dentro da bolsa. – falei, prestando atenção no desenho que terminava de passar na TV.
– Estou levando. – ela piscou pra mim e foi pra cozinha atrás da mãe.
Cinco minutos depois, nos saímos. Sentei na frente, ao lado da mamãe, e Hanabi foi atrás.
Dona Harumi falou algumas coisas pra Hanabi sobre avisar ela (e eu) se for ir a algum lugar depois da aula e coisas do tipo.
Chegamos cedo à escola. Mamãe nos deixou lá e foi trabalhar em outra escola, há duas quadras dali.
Ino e Tenten esperavam no portão, conversando freneticamente. Ficaram surpresas a me ver, pois meu horário de chegar à escola era muito mais tarde. Pude ver que Ino não estava tão feliz. Não sorriu pra mim, mas sorriu pra Hanabi, abraçando-a. Teria que contar uma boa historia a ela.
– Bom dia gente! – falei. Mesmo Ino não estando muito feliz comigo ela respondeu. Tenten me deu um beijo e logo em seguida abraçou Hanabi.
– Quanto tampo Hana! Me contra menina... Como foi lá? – as duas morenas foram andando na frente, restando só eu e Ino.
Ela me olhou seria por alguns segundos. Olhei de volta, mas em instantes ela deu uma risadinha. Não aguentava olhar seria pra mim. Não aguentava não falar comigo. Sei disso porque somos melhores amigas desde o primário, não vivemos uma sem a outra. Tenten chegou depois, mas ainda sim e mais uma melhor amiga nossa.
– Então você tem um encontro e nem falo nada pra gente... – ela começou falando (e sorrindo). – Fiquei chateada de verdade, porque sempre contamos as coisas uma pra outra.
– Calma, me deixa explicar. – respirei fundo, enlacei meu braço no dela e fui andando. – Ontem, no nosso primeiro dia de aula, eu não fui à biblioteca? – ela confirmou. – Então. Lá eu conheci um cara hiper lindo. Tipo, muito lindo mesmo. Foi tudo tão rápido que nem deu tempo de contar. A gente se adicionou e marcamos pra sair na quinta, e isso foi antes de você me ligar. – ela afirmou minimamente e eu comecei a contar todo o resto.
O sinal tocou. No pátio, Hanabi e Tenten já estavam rodeadas de garotos do colegial. Não era por causa do vestido curto, mas minha irmã chama muito atenção, eu sei disso. Intervi a conversa da rodinha, avisando que Hanabi já tinha que subir. Era o segundo toque, o toque do segundo ano. Ela!
– Eita! Vocês são gêmeas? – um garoto, que pelo que parece ser do segundo ano também, perguntou, sorrindo bem perto do nosso rosto.
– Parecemos gêmeas? Acho que não! — respondi. Não era a intenção ser grossa, mas acho que rolou um pouco. Ele recuou, parecendo um pouco mexido com a minha resposta. – Vamos Hanabi, vou te levar pra sala. – sai andando. – Vocês vêm meninas, ou me esperam na sala?
– Te esperamos lá! – minhas amigas piscaram pra mim, afirmando que estariam me esperando. – Tchau Hana! – elas acenaram.
Segui em frente, subindo as escadas, enquanto Hanabi acenava. Rapidinho já havíamos chegado. Eu conhecia a professora que estava na porta, então resolvi falar com ela sobre minha irmã. Não demorei muito, pois o sinal do terceiro ano havia tocado. Acenei para Hanabi e ela retribuiu com um sorriso, e então segui para minha sala.
Quando cheguei, Ino e Tenten estavam na porta conversando com o professor. Elas sorriram quando me viram virando a esquina do corredor e apontaram para mim. Talvez estivessem falando pra o professor esperar eu chegar. Ele olhou para trás e pediu para eu correr. É difícil ter professores legais quem nem o Obito. Temos aula com ele desde o primeiro ano e ele sempre gostou bastante da gente. Um ótimo professor, amigo e um gato, confesso.
Entrei na sala e ali fiquei, durante três horas e meia, até chegar o intervalo.
Hanabi havia encontrado minha sala e estava esperando na porta, sorrindo para alguns garotos que saiam da minha sala e falavam com ela. Chegou agora e já é mais popular que eu. Esta igualando a popularidade da Ino. Ela sorriu pra mim e então saímos da sala, indo em direção à cantina.
Tenten, Ino e Hanabi conversam sobre coisas aleatórias, que eu certamente não estava prestando atenção. Resolvi levantar e ir ao banheiro, mas elas continuaram lá. Passei por uma multidão de gente no pátio e lá no fundo do corredor vi algo que de repente parou meu coração. Um ser alto, de cabelo grande e preto, um corpo malhado ideal. Não podia ser! Madara está aqui? É aqui que ele vai trabalhar então? Senhor! Tentei correr, passando pelo turbilhão de gente, mas era difícil. Fiquei na ponta dos pés por um segundo, para me localizar e ver onde ele estava.
– Licença! – trombei em alguém. – Ai... Dá licença, por favor. – alguém me bateu em mim, deixando cair cadernos e livros. Ajudei a pegar o mais rápido que podia e me levantei pra tentar correr novamente. – Desculpe.
Vi ele balançar a cabeça, olhando para os lados. Cansei de tentar correr e precisava ir ao banheiro, que era no sentido totalmente contrario ao que eu estava indo. Fiquei na ponta dos pés por mais alguns segundo e o vi andando, virando o corredor e provavelmente entrando numa sala.
Quando finalmente consegui chegar à esquina do corredor o sinal tocou. Consegui vê-lo de canto antes de ser empurrada por alunos e inspetores. Era o Madara? Eu não sei e provavelmente nunca saberei.
– Vamos mocinha! – a inspetora colocou a mão nas minhas costas, me empurrando de vagar.
– Ei, me deixa perguntar uma coisa. – Ela olhou pra mim, esperando eu falar. – Tem professor novo aqui na escola?
– Tem vários professores novos aqui na escola querida, agora vamos subindo pra sala. – e foi me empurrando novamente.
Droga! Sem escolha eu fui voltando pra sala, e na escada encontrei as meninas, que talvez nem tivessem notado minha ausência. Hanabi ficou no segundo andar e foi para a sala, enquanto eu e as outras subimos para o terceiro.
Os restos das aulas passaram voando e sem que eu percebesse. Fiquei pensando se aquele homem podia ser mesmo o Madara, e pensei também porque eu nunca perguntei onde ele iria trabalhar. Sei lá, bestice minha.
O sinal tocou e a nossa sala desceu. Enquanto eu esperava com as meninas a minha irmã chegar ficamos conversando na porta da escola. Ino me cutucou e eu sem entender olhei para a direção que ela olhava. Kiba, o garoto que ela gostava e Yahiko, o garoto que eu estava a fim ano passado. Ino acenou para eles e dessa vez foi eu que a cutuquei, não que adiantasse algo, pois eles já estavam vindo à nossa direção.
– Olá meninas! – Kiba se pronunciou primeiro, juntamente com o aceno de cabeço e o olhar sedutor do Yahiko.
– Oi! – Ino exclamou e eu e Tenten sorrimos. – Não os vi hoje. Estavam na escola?
– Fala baixo se não você me complica gata! – Kiba falou, rindo baixo. Tinham cabulado aula.
Como pode a Ino gostar desse sujeito. Não que ele seja má pessoa nem nada do tipo, mas é que ela é tão certinha que às vezes eu me impressiono por gostar de garotos problemáticos.
– E ai Ino... – Kiba novamente começou a falar. – Vai rolar de a gente sair quinta? – ele olhou pra mim, assim como Yahiko.
– Ah, eu não vou poder ir. Tenho um compromisso! – falei e todos voltaram suas atenções para mim.
Vi Hanabi caminhando e acenando para mim, acenei de volta e isso fez com que todos a olhassem. Ela sorriu e eu vi de longe o brilho do piercing dela.
– Temos que ir. Vocês vêm meninas? – Tenten me olhou. Senti que ela queria vir junto, mas ela não deixaria Ino sozinha com dois garotos. Elas balançaram negativamente a cabeça. – Então tchau gente, até amanha! – dei um beijo em cada um e segui para casa com Hanabi.
No caminho paramos para tomar um sorvete, que apesar de estar um vento frio o sol estava meio forte. Ela começou a falar sobre as pessoas da sala dela e dos professores que mais gostou. Falou que todos comentaram sobre a nossa semelhança e fizeram aquela pergunta chave: Vocês são gêmeas?
Enquanto terminávamos de tomar o sorvete, sentamos em um banco qualquer na praça mais perto.
– Como ele é? – Hanabi perguntou.
– Ele quem? – falei, sabendo de quem ela perguntava, mas enrolando.
– Uchiha Madara! – ela sorriu. — Me conte. E não venha com essa de “Porque quer saber?”, quero que você me conte e ponto! – suspirei.
– Tá, vamos ver... Ele é alto, um pouco bronzeado, tem um cabelo grande e preto, todo espetado, um corpo um pouco malhado, mas ideal sabe, nem de mais nem de menos. Os olhos dele são lindos, um ônix de fazer faltar o ar. O sorriso dele é tão puro, mas ao mesmo tempo, tão sexy e sedutor... – suspirei sorrindo. É bom lembrar-se dele, lembrar-se dos detalhes mais lindos dele...
– Posso dizer uma coisa Hina? – ela prestava atenção em cada palavra que eu falara, sorrindo como sempre. Assenti. – Você está apaixonada!
– Eu? – ri. – Não estou não, só estou falando que ele é um homem muito bonito. Você que perguntou, eu apenas respondi. – fechei a cara, querendo parecer séria.
– Esta sim, e qualquer um que perguntar sobre ele vai perceber Hina! – ela riu delicadamente. – Não precisa esconder de mim, sou sua irmã, sua confidente.
– Já disse que não estou. Agora vamos logo. – levantei num movimento súbito e quando virei para seguir em frente dei com a minha casquinha de baunilha em algo. – Ah, droga! – resmunguei
Larguei o sorvete na lixeira que havia do lado do banco. Por um instante não havia notado no que eu tinha atingido, mas depois, com as provocações de Hanabi ausentes notei o que era parado na minha frente.
– Eu só vim dar um oi. – e riu meio sem graça.
AI SENHOR! Uchiha Madara!
– Ai meu Deus, m-me desculpe. Desculpe de verdade, nunca foi minha intenção. – sorri sem graça, tentando achar dentro da bolsa algo que pudesse limpar.
– Deixa, deixa... Eu já ia tirar essa blusa mesmo. – e tirou. Enquanto deslizava a blusa para cima, a camiseta de baixo deixou um pouco a mostra seu abdômen definido e uma cicatriz um pouco grande que ia da lateral da barriga até quase o umbigo. Eu corei.
– Então Hina, não vai me apresentar? – Hanabi olhou para mim sorrindo. Parecia um pouco... Encantada. Vamos dizer assim. Esperei ele se ajeitar e então fiz.
– Hana, esse é o Madara. – Hanabi arregalou os olhos claros, olhou pra mim e sorriu para ele. – Madara, essa é minha irmã Hanabi! — eles se cumprimentaram.
– Acho que vocês já devem ter ouvido muito isso, mas... Vocês se parecem muito! – ele sorriu e Hanabi olhou para mim. Estava parecendo uma doida olhando para nos quase no mesmo tempo.
– Ah já! Muito, né Hana? – ri um pouco e cutuquei Hanabi.
– Sim! – ela acenou freneticamente. – Sabe, Hinata me falou que você era bonito, mas não imaginei que fosse tanto. – senti meu rosto queimar de vergonha. Cutuquei-a.
– Ah, — ele riu e passou a mão no grande cabelo negro. – obrigado!
– Ér... Por favor, me deixe limpar a blusa. – sorri, ainda sem graça. – E isso não é um pedido. – puxei a blusa da mão dele e dobrei.
– Ok né! – riu. – Tenho que ir agora meninas, — deu um beijo em Hanabi. – tenho que fazer umas coisas ainda. – chegou a mim, me deu um beijo e me abraçou.
Ainda estou viva? Isso é um sonho? Não, não é, pois sinto seu cheiro, sinto seus braços me apertando, sua respiração no meu pescoço.
– Até quinta! – ele sussurrou no meu ouvido, então desfez o abraço. – Tchau Hanabi, foi um prazer te conhecer.
– Idem! – ele saiu andando e começamos a acenar juntas.
Hanabi me olhou, sorrindo de um jeito “safado”. Suspirei. Não esperava que ele fizesse isso. Comecei a andar e Hanabi veio atrás de mim correndo. Ela ficou sorrindo dando voltas em mim até que cansou e começou a andar saltitando ao meu lado, sem falar nada, apenas sorrindo de orelha a orelha.
Chegamos em casa e largamos nossas coisas no sofá. Fui à cozinha pegar algo para beber e quando voltei Hanabi já não estava mais na sala. Achei meio estranho ela não ter falado nada depois que o conheceu, mas apenas a deixei na dela.
Peguei minhas coisas e subi para o quarto. Notei que a porta estava aberta e barulhos de porta batendo estavam acontecendo lá dentro. Hanabi!
– O que você vai usar? Já sabe? Vão sair não vão? Que dia? Quinta? Esse é o seu compromisso? — não disse? Ela estava muito quieta pro meu gosto. Ela revisava meu guarda-roupa e tirava peças que achava interessante para um “primeiro encontro”. Larguei a bolsa no chão e deitei na cama. Ela falaria disso o resto do dia.
– Hana, por favor, agora não. Estou cansada!
– Ah Hina, para vai! Eu sei que você quer começar a procurar a roupa certa, maquiagem, cabelo e tudo essas coisas, eu sei disso. – pior que ela esta certa.
Sentei-me na cama e fiquei olhando pra ela. Ela sorriu e aos poucos um sorriso foi abrindo no meu rosto também. Sim, eu queria ver o que ia vestir. Eu queria experimentar a maquiagem certa, o sapato certo. Eu queria.
Comecei a trocar de roupa, experimentando cada peça que ela me passava. Calça jeans e camisa? Não! Saia? Não! Vestido? Talvez!
– É o “primeiro encontro” nosso, — fiz as aspas no ar. – Não posso ir com qualquer roupa! – disse.
– Isso quer dizer que...? – ela sorriu de orelha a orelha para mim.
– Sim, vamos ao shopping! – ri.
Mandei uma mensagem para mamãe avisando que íamos sair e talvez voltássemos tarde. Mandei mensagem também para Ino e Tenten. Se elas quisessem ir, estaríamos esperando no shopping. Dei uma pequena geral na casa, tomei um banho rápido, assim como Hana, e saímos. Trancando a porta!
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