Me and my dad

3 Antes de partir.


Notas iniciais
Yooo, estou tentando postar o mais rápido que posso, já que semana que vem eu vou ter prova. Bem, espero que gostem desse capítulo! Boa leitura!!!

– Quando você vai?

– Amanhã depois do almoço.

– Tudo bem. – eu me levantei e a puxei – vamos entrar, está ficando frio.

Sarada estava sentada no meio de vários travesseiros mastigando um mordedor que eu comprara para ela depois que eu a peguei comendo um dos meus pergaminhos de invocação.

– Não se preocupe, farei uma lista para te orientar. – Sakura correu para cima.

Eu peguei Sarada e a levantei para que ficasse de frente para mim. Ela tinha todas as características dos Uchiha, mas mesmo assim, tinha mais de Sakura nela... O formato dos olhos, a pele leitosa e macia, os lábios perfeitamente desenhados.

– Você é tão linda quanto sua mãe. – falei sem pensar.

Ela pareceu entender o que eu disse e me abriu um enorme sorriso desdentado, em seguida estendeu a pequena mão até poder tocar meu rosto. O toque era tão macio quanto o de Sakura e isso me fez sorrir.

– Vejo que não terá problemas com ela enquanto eu estiver fora. – Sakura falou da base da escada, estava com um bloco de notas na mão.

– Estamos nos entendendo. – falei colocando Sarada novamente nos travesseiros para brincar.

Sakura se aproximou e se sentou no meu colo, passou a mão pelo meu cabelo e ficou me fitando por um bom tempo. Eu sempre quis saber o que ela pensava quando me olhava assim... Milhões de sensações a dominavam nessas horas e eu nunca conseguia decifrá-la.

– Obrigada por estar fazendo isso por mim. – ela sussurrou.

Dei o meu melhor sorriso e peguei uma mecha do seu cabelo, este sempre me fascinara, eu adorava a cor e a textura. Lembro-me de quando ela o cortou pela primeira vez, estava lutando em desvantagem contra ninjas do som para salvar a mim e ao Naruto. Eu nunca contei para ninguém, mas um motivo a mais para eu ter perdido o controle aquele dia – além da marca da maldição é claro – foi o fato de ter visto Sakura machucada e seu lindo cabelo espalhado pelo chão. As garotas da vila estavam certas, eu gostava de cabelos grandes, contudo somente um tinha o poder de me deixar maravilhado.

Desde que eu fora embora da vila, Sakura nunca mais havia deixado o cabelo crescer, porém, para minha sorte, quando eu voltei ela nunca mais o cortou.

– Eu queria que a Sarada tivesse os seus cabelos.

– Ela é perfeita do jeito dela. – ela sorriu e se inclinou até poder encostar seus lábios nos meus.

Ficamos em silencio por mais alguns minutos, até que eu lembrei do bloco de notas em sua mão.

– O que tem aí? – perguntei.

– Ah, sim. Isso é pra te orientar caso haja algumas complicações.

Sakura me explicou tudo o que eu deveria fazer caso ela chorasse muito, soluçasse, se engasgasse etc. Mostrou-me como dar banho nela, como vestir sem machucar, como por a fralda de um jeito que não ficasse nem muito apertada nem muito folgada.

Eu me atentei a cada detalhe e tive que repetir algumas “lições” para que Sakura soubesse que eu havia entendido.

Fomos dormir tarde, pois eu ainda a ajudei a arrumar a bolsa pro dia seguinte. Ela me pediu para pegar algumas adagas no armário de armas, que ficava no alto pra segurança da Sarada.

Quando voltei pro quarto, Sakura estava sentada na cama com algo nas mãos, me aproximei e, olhando por cima de seu ombro, vi a foto que tiramos quando ela recebera alta do hospital, depois de ter tido a Sarada.

– Se lembra desse dia?

Estávamos os três na imagem. Eu, com Sarada no colo, e Sakura com a cabeça apoiada no meu ombro, nenhum de nós dois olhava para a câmera, ambos estávamos focados na preciosidade que eu carregava.

– Impossível de se esquecer.

*Flash back ON*

Como Sakura se curava rápido, foi fácil para ela se recuperar do parto da Sarada, embora o parto não tenha sido nada fácil.

– Eu estou bem Sasuke-kun! – ela disse pela centésima vez.

Eu ainda tinha minhas dúvidas quanto ao estado emocional dela, principalmente depois de tudo o que aconteceu. O médico que fez o parto disse que as emoções ficariam oscilando dentro dela e que isso era perfeitamente normal.

– Certo. A sua mãe já arrumou a Sarada... Tem certeza de que consegue se levantar? Eu posso carregar você...

– Sasuke-kun! – ela se sentou na cama, já havia retirado a roupa do hospital e estava apenas esperando a enfermeira trazer alguns documentos.

O mundo ninja está ficando cada vez mais moderno, e várias pessoas estão usando carro agora em Konoha, mesmo que a maioria de nós não precise devido a nossa resistência, rapidez e força, que são melhores que de humanos normais. Mas ter um carro ajuda em horas como essa, eu pude levar Sakura e Sarada pra casa sem esforço, claro, a mãe e o pai dela também, mas isso é um detalhe.

Sakura ainda estava brava com o fato de nenhum dos nossos amigos estar presente no dia em que ela recebera alta, e eu estava fazendo o possível para não começar a rir e entregar tudo, já que o pessoal devia estar lá em casa pro chá de bebê (que a Ino organizou obviamente).

– Querida se acalme, tenho certeza de que eles têm um bom motivo, principalmente a Ino e o Naruto. – Mebuki falou com aquela voz melosa de mãe.

Eu gostava muito da minha sogra, ela era amiga da minha mãe assim como a Kushina. E desde que eu me casara com Sakura, ela se tornou uma segunda mãe para mim. Pena que não posso dizer a mesma coisa do meu sogro, ele simplesmente me odeia, claro que ele tem os motivos dele, acha que eu sou má influencia para a Sakura e diz que se eu a fiz sofrer no passado, nada me impede de fazer o mesmo agora. A única coisa que ele não entende é que eu amo a Sakura, mesmo que eu pareça um pouco frio às vezes, mas eu estou mudando por ela, e ele não enxerga isso.

– Ah, é? Tipo o quê? – Sakura ainda estava incrivelmente sentimental, embora alegasse o contrário.

– Bem, ele é o Hokage... – Mebuki insistia.

– Nós somos os melhores amigos dele! – Sakura apontou gesticulou para mim e depois para ela mesma – Quando a Hinata saiu do hospital nós estávamos lá!

– Meu amor, — usei a minha voz mais calma e suave – pense positivo, eles estavam quando a Sarada nasceu.

– Pensando assim... – sua expressão ficou mais amena e eu relaxei.

– Você pretende chegar ainda hoje? – Kizashi disse com um tom de desprezo.

– Desculpe se não quero arriscar a vida da minha esposa e da minha filha andando mais rápido que isso. – meu tom saiu seco, mas ele mereceu.

– Não comecem, por favor. – Sakura disse.

A partir daí ficamos todos em silêncio. Não demorou muito para chegarmos em casa, que estava totalmente escura. Eu fiz questão de abria a porta para Sakura, que estava com Sarada no colo, ela perguntou por que que eu não havia deixado nenhuma luz ligada, e eu disse que tinha esquecido.

Mas a surpresa aconteceu na cozinha, assim que a Rosada ligou a luz, surgiram cartazes com “Parabéns!”, “O “bebê é lindo”, “ Retorno do clã Uchiha”, sendo que esse último era do Naruto.

– Ah, meu Deus! Foi por isso que não estavam no hospital hoje mais cedo! – Sakura gritou.

Todos começaram a rir e a querer ver a Sarada, até que uma voz, um pouco aguda demais, gritou:

– Dá licença que eu sou a madrinha e por isso tenho direito a abraçar a nova mamãe primeiro.

– Nesse caso eu também, já que sou o padrinho. – Naruto falou.

Fora uma festa boa e Sakura realmente se divertiu. Mais para o fim, Ino insistira em tirar uma foto nossa. A nossa primeira foto como família.

*Flash back OFF*

– Bem, amanhã será um longo dia, é melhor irmos dormir. – falei enquanto pegava a nossa foto e colocava sobre o criado-mudo.

– Realmente, e eu estou cansada. – ela pegou Sarada no colo e a fitou – você quer dormir com a mamãe e o papai hoje? – ela se virou para mim – tem problema pra você?

– Não, de jeito nenhum. – fiquei pensativo por um minuto – mas essa é sua última noite antes de viajar... Eu tinha outros planos em mente...

–Sasuke-kun! – me repreendeu e ficou rubra instantaneamente. Eu sorri.

Ela arrumou rapidamente a cama e nós três nos deitamos nela. Sarada ficou no centro para não cair. Eu estava quase dormindo quando senti uma mão macia acariciar meu rosto e mexer no meu cabelo.

– Só quero me lembrar de todos os detalhes pra quando eu não estiver aqui. – Sakura me informou assim que eu abri os olhos.

– Não é como se você fosse passar um ano fora. – falei enlaçando a minha mão na dela.

– Eu sei, mas mesmo assim... É que eu sinto sua falta ás vezes, Sasuke-kun. – ela sussurrou.

Imediatamente me vi tomado de uma culpa enorme. A única coisa que ela queria era estar comigo sempre, e o fato de eu sempre sair em missões só a deixava mais chateada. Senti-me novamente um egoísta.

– Desculpe-me por isso. Nunca foi minha intenção te deixar sozinha.

– Eu sei. – ela sorriu minimamente.

Inclinei-me sobre Sarada, com cuidado para não machucá-la e pressionei levemente meus lábios nos de Sakura.

– Eu amo você. – falei me perdendo naquela imensidão verde.

***

A manhã foi bem agitada, Sakura corria de um lado para outro e Sarada parecia até saber que Sakura partiria dali a algumas horas, pois começou a chorar e a dar febre.

Por volta das onze e meia da manhã, Sakura já estava na porta da frente com sua mochila e enormes lágrimas nos olhos.

– De repente não parece uma boa ideia ir. – falou.

– Você não pode desistir agora. – respondi – é a sua chance. Nós vamos ficar bem.

– Tem certeza, Sasuke-kun?

– Absoluta.

– Certo... Lembre-se de levá-la para passear no parque todo dia, ela gosta de lá, mas não vá muito tarde, pois o frio pode fazer com que ela adoeça. Ah, e se fizer calor não a deixe com muitas roupas, pode até deixa-la sem fralda por algum tempo, ponha só uma calcinha. Tome cuidado com a temperatura da mamadeira e eu deixei um pouco de leite do peito no congelador, só precisa aquecer no banho maria. Quando der banho nela, tome cuidado para a água não entrar no ouvidinho. E tenha paciência meu amor, os dentes dela estão nascendo e ela vai ficar meio chatinha, por isso meça a temperatura dela regularmente e se-

– Sakura. – chamei já impaciente. – você me disse tudo isso ontem á noite. Eu entendi, não vou matar nossa filha.

– Eu sei, mas se tiver qualquer complicação ligue para Ino ou para minha mãe, elas podem ajudar.

– Não vou precisar de ajuda. — minha voz soou meio infantil, mas eu tentei ignorar isso.

– Desculpe, eu estou um pouco ansiosa. – ela sorriu e em seguida olhou o relógio – Oh! Preciso ir!

Sua expressão ficou terna e gentil quando se virou para mim novamente, depois ela levou os olhos para Sarada que estava em meus braços.

– Meu bebê... Vou ficar com saudade. – num gesto incrivelmente simpático ela pegou Sarada e a abraçou, depois depositou um beijo em sua face e a devolveu para mim. A essa altura já chorava muito.

Sem dizer nada eu a puxei para um abraço e beijei o alto de sua cabeça.

– Não se preocupe meu amor, nós vamos ficar bem. – e com isso eu a beijei.

Seguiram-se mais alguns minutos de despedidas silenciosas até que Sakura finalmente atravessou a porta e me deixou com Sarada.

– Parece que agora somos só nós. – falei para ela.

Sarada me fitou com aqueles enormes olhos de bebê e em seguida começou a chorar. Bem... Esse tempo sem Sakura seria realmente longo.

Notas finais
Então, eu sei que faço muito flash back, mas eles serão necessários para a história de desenvolver. Espero que tenham gostado e não se preocupem, o próximo vai ser basicamente Sasuke e Sarada. Comentem por favor! Beijos e até mais!!! XD
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.