Me afogando no oceano em seus olhos.
1 Rendida

Ele a observa dormir como um guardião em seu quarto coberto pela luz amarelada do abajur. Damon o apaga e o quarto quente e aconchegante entra em trevas.
Ela se revira na cama desconfortável pela presença dele na escuridão. Ele sorri enquanto assiste seus movimentos e o sorriso dele é a única luz no breu daquele ambiente. Então Damon aproxima sua mão seguida pela manga da jaqueta de couro e toca acariciando lentamente o rosto macio e delicado de Elena. Ele está sorrindo.
Nesse momento Elena acorda sentindo sua a mão forte e quente tocar seu rosto, então ela sorri sonolenta não o enxergando no quarto.
– Invasor de quartos! – Ela não o vê, mas o sente.
– Não! Não Elena... Continue dormindo. Você fica tão serena, e eu... eu gosto das trevas e te ver coberta por elas, é mais do que a consumação pra mim!
Damon solta uma gargalhada baixa, evolvente e arrematante num som que se espalha tomando posse de todo o quarto. Elena só pode enxergar o sorriso de Damon em meio à escuridão.
– Então fica aqui. – Ela pede tomada pela risada de Damon – Fica aqui comigo! Gosto de sentir seu corpo quente e forte colado ao meu. Amo sentir cada célula de meu corpo reagir à sua presença. E a sua respiração que exala seu perfume quando você suspira junto a mim, Damon! Amo sentir e ouvir as batidas se seu coração, elas me acalmam...
Quando ele ouve essas palavras, não sente forças para negar à Elena. Ele então, se aproxima lentamente subindo na cama e deitando-se ao lado da moça, colocando a mão esquerda embaixo da cabeça e o outro braço se estende em cima dos travesseiros de Elena, abrindo espaço para que ela aconchegue-se nele.
Ela se achega até ele e encosta-se nele de costas. Seu corpo todo se arrepia no mesmo instante. Elena pega a mão de Damon que estava apoiada na cabeça e a deposita em sua cintura coberta pelo seu short azul cintilante. Ele encosta o rosto no dela sentindo o cheiro de sua pele e de seu sangue.
– Melhor não ficar tão perto de mim. Posso não resistir! – Ele sorri.
Não há outro instinto que Elena possa obedecer ou ceder, do que virar-se para ele e encarar o brilho de seus olhos.
– E o que você pode fazer? – Cochicha Elena, desafiando-o.
Damon suspira trêmulo como se tentasse preencher um buraco no peito com ar. Ele suspira muito próximo aos lábios de Elena e ela sente seu hálito quente invadir sua boca a deixando tonta.
– Posso me alimentar de você novamente, como em Atlanta... Mas dessa vez pode ser mais excitante e dolorido. Ou posso tocá-la e obrigá-la a ser minha como da primeira vez!- Damon roça os lábios nos de Elena. – Posso fazer você gemer meu nome agonizando no prazer e na dor enquanto arranco de você, pouco a pouco, o seu sangue que jorra em minha boca rapidamente por causa de seus batimentos acelerados... Oh, Elena... – Ele respira.
Ela sente a sua respiração quente em seus lábios, o que a faz estremecer deixando-a loucamente excitada. Elena aperta o corpo contra o de Damon enquanto sente seu coração e seu membro já ereto. Então morde o lábio inferior.
– Isso acontece com todas, Damon?
– Com você é diferente! – Ele declara cochichando ofegante. – É quente, é sedento...
Não há como entender o que ele tem e como consegue mexer com seu psicológico. Damon sabe como provocá-la e como despertar e aflorar a parte mais obscura dela.
Elena toca os lábios de Damon sentindo-os e os encaixa junto aos seus perfeitamente.
– Eu... – Ele arfa – Eu estou sentindo seu coração, Elena. – Damon começa a tocar o centro do peito de Elena e então abaixa lentamente a sua regata, revelando então o volume de seus seios que se dão cada vez que ela dá uma lufada de ar.
Seus toques a fazer delirar. Sua voz... à faz perder completamente o juízo.
– E... e o que você sente quando o sente e o ouve?
– Sinto meu mundo inteiro desmoronar, Elena! – Confessa Damon, que toca suavemente as gotas frescas de suas por entre os seios de sua amada enquanto sua língua trava uma batalha implacável possessa pelo mel da boca de Elena. Sua mão desce deslizando pelo seu corpo até chegar ao shorts. Ela invade por dentro do mesmo, tocando-a por cima da calcinha e sentindo Elena umedecida. Ele faz para observar as reações de sua menina.
Quando Damon o faz, Elena tem um orgasmo imediatamente. Aquilo só seria possível com aquele maravilhoso homem por qual ela está loucamente apaixonada e daria a vida por ele. Seus toques são serenos, porém eróticos. Ele sabe o que faz e gosta de ter o controle. A respiração de Elena está trêmula e ofegante. Seus batimentos cardíacos acelerados, esse é o efeito que ele tem sobre ela.
Quando Elena o puxa mais para si, o deixando e cima de seu corpo, ela pode senti-lo excitado Então desce as mãos pelo seu peitoral beijando todo o seu corpo, até chegar ao cinto com intenção de abri-lo. Damon tira as mãos de Elena imediatamente da borda de sua calça e as prende no alto da cabeça depositando sua força vampiresca, impedindo-a de se mover.
– Não... – Ele cochicha no ouvido dela, encostando seus lábios quentes em sua orelha. – Você não vai fazer isso hoje!
Damon desliza a mão pelo corpo de Elena até ela invadir mais uma vez o shots dela, mas dessa vez por dentro da calcinha. Ele começa a tocá-la e desce os dedos até penetrá-la com um deles. Damon começa a massageá-la observando suas reações esperando que ela chegue ao ápice.
Elena sente a força depositada por Damon sobre seus pulsos. O corpo da moça se arrepia com sua voz que queima cada átomo do mesmo. Ela se delicia com as estocadas de seu dedo que invade a parte mais sensível de seu corpo e sente a dor que é compensada por uma explosão de prazer e desejo que a leva a extrema loucura e ao imenso delírio. Aquilo aumenta mais e mais, e a moça já não consegue mais controlar-se debaixo dele. Por um momento esquece todo o mundo, e o que pensariam disso. A tensão que Damon a faz sentir se eleva, fazendo-a se contorcer e contrair a barriga, mas o que é torturante é que ele a imobiliza para que não se mova. Ela goza sentindo o controle total que ele tem sobre ela.
– Ah... Damon... Aah... – Elena range os dentes, imóvel abaixo de seu corpo.
Que êxtase maravilhoso e agonizante!
Ele a observa ter quase uma convulsão e não suporta. Damon acaba por tocar seus lábios trêmulos e quentes no pescoço de Elena, e sobre suas cicatrizes ele crava os caninos em sua pele fina e saborosa. Ele a faz gozar delirante junto ao efeito de sua mordida dolorosa e ardente enquanto a massageia e segura suas mãos.
– Completamente minha... Só minha. Minha! Não há prazer maior que te ter assim, minha princesa...
Aquilo realmente dá prazer à Elena. A mesma sente os dentes de Damon cravar em sua pele com força enquanto goza soltando gemidos altos e torturantes. Uma gota de sangue escorre até o meio de seus seios. Elena ainda sente o dedo de Damon dentro dela, explorando a parte mais obscura de sua intimidade. Seus pulsos e movimentos ainda são controlados por aquela força sobre humana, tentadora e irresistível.
– Sou sua! E você é meu! – Ela sorri e é logo surpreendida pelos loucos beijos de Damon.
Com os olhos semi cerrados amortecida, Elena sente a claridade do abajur invadir o quarto outra vez. Damon pega um pequeno lencinho branco na cabeceira da cama. Ele passa suavemente o lenço no pescoço até o meio dos seios de Elena para limpá-la.
Não há como evitar, ou negar. Elena está rendida ao oceano nos olhos de Damon!
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Todos os diários são colocados em cima da escrivaninha. Folhas escritas voam pelo quarto. Ele procura por todos os lados, dentro de todos os livros. Os chacoalha e folha-os. Abre e fecha as gavetas. Abre os armários e retira o que há dentro.
Stefan começa a abrir seus diários e folha-os para que então, caia. Colunas e colunas de livros e diários. Ele pega mais um dos pequenos diários que tem uma capa bordô escura e macia, então o abre.
– Aqui!!! — Ele diz à si mesmo, satisfeito por finalmente ter encontrado.
Ele tira uma pequena moldura branca descartável de dentro dele. Seus dedos deslizam sobre a foto de uma garota esplendidamente linda. No canto direito da moldura está assinalado:
“Katherine Pierci, 1864”
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