Me Mate, Me Ame

68 Pov. Terceira pessoa


O arrogante homem estava em sua sala de estar fumando seu charuto importado quando a companhia tocou, então o homem que trajava um robe preto de veludo se levantou e foi abrir a porta.

— O—o—o que você está fazendo aqui? — Pergunta assustado deixando o caro charuto ir ao chão.

— Você achou que tudo aquilo que você me fez iria passar em branco? — Respondeu a voz da pessoa que tinha entrado na casa do outro.

—Nós já acertamos nossas contas não há mais nada que você possa fazer.

—Isso é o que você pensa. — A pessoa diz apontando uma arma em direção a cabeça de Josh Vasques

— V—v—ocê não teria coragem! — O homem diz completamente assustado.

—Você acha que não? Eu sempre tive coragem, tudo que eu enfrentei nessa vida foi por ter coragem o único covarde aqui é você que é um lixo, uma escória para a humanidade, mas eu irei limpar a sujeira agora e jogarei você fora seu lixo.— E então a pessoa aperta o gatilho e sem pensar duas vezes dispara um tiro certeiro no meio da testa do homem que em outra hora sentia—se a pessoa mais poderosa do mundo.

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Ester


Estava andando de um lado a outro na sala de casa depois do telefonema de Jered avisando sobre a morte de Josh, quando minha porta foi aberta violentamente por quatro homens encapuzados, eu tentei correr mais infelizmente fui capturada no corredor do meu quarto e logo em seguida um pano com éter foi colocado em meu nariz me fazendo desfalecer nos braços do meu raptor.

Acordei mais uma vez assustada no momento em que uma grande quantidade de água gelada foi jogada em meu rosto que estava coberto por uma toalha que me impedia de respirar. Desesperada tentei me soltar mais infelizmente minhas mãos estavam amarradas para trás de uma cadeira e meu pescoço que parecia estar acorrentado a algo pesado pendia para trás facilitando a tortura que eu era submetida constantemente.

—Vamos garota acorda e canta! —Eu ouvi um dos homens falar e tirar o pano ensopado do meu rosto me deixando respirar em seguida.

—Eu... onde? Onde eu estou? — Pergunto ofegante puxando o ar desesperadamente para meus pulmões.

—Passeando bonitinha e você só sairá daqui quando cantar onde o playboyzinho se escondeu. — O homem fala parando em minha frente.

—Eu... eu... não sei do que você está falando...— Falo e em troca recebo um sonoro tapa que faz meu rosto arde, minha cabeça virar e minha bochecha sangrar.

—Tão bonita mais tão tolinha. Fala gracinha? Onde está o seu namoradinho? Será que você quer ser fodida por todos nós primeiro antes de falar? — O homem pergunta e eu tento focar meus olhos mais não consigo o enxergar com clareza.

—Que... Que dia é hoje? — Pergunto tonta.

—Hoje é sábado docinho. Você tem algum compromisso importante? — Ele pergunta rindo.

—Tem sim com o meu...

—Chega! Vocês já fizeram essa cadela falar? — Perguntou uma voz conhecida, era Aleff Vasques eu tinha certeza.

—Ela é durona chefe já tem dois dias e nada dela falar o que faremos agora? — Pergunta um gordo e careca nojento.

—Tragam a velha. —Aleff diz e saí da sala onde eu estava presa a dois dias, meu corpo tinha marcas de socos e chutes, minha cabeça doía e minha boca estava totalmente cortada por causa dos tapas, eu tinha 48hrs que tinha comido e bebido água pois o liquido gelado que eles usavam para me torturar com certeza não era apenas água então eu apenas cuspia tudo o que podia. Eu estava exausta e com muita dor, mas eu realmente não sabia onde Otavio estava e muito menos acreditava que tenha sido ele o assassino do Vasques apesar do meu carro ter sido abandonado no local, eu nem conseguia imaginar Otávio fazendo tal coisa. Por isso eu estava aguentando firme pois eu sabia que ele logo viria. Fui tirada dos meus devaneios pela algazarra que se formal no local no momento que uma mulher que vinha sendo empurrada caiu aos meus pés, ela estava como eu completamente machucada e descabelada de imediato eu não tinha a reconhecido mais ao encontrar seus frios olhos azuis eu consegui reconhecer a avó de Otávio ali.

—Que tal? Uma reunião com as garotas do Carson, apesar de faltar a loirinha gostosa mais vocês duas podem fazer um belo dueto. Onde o Carson se enfiou? INFERNO!!!Ele matou o meu pai! Onde ele se enfiou?

—Não foi o Otávio. — Eu falo de forma arrastada.

—É claro que foi. Quem mais você acha que teria motivos para matar o meu pai além do viadinho do seu namorado? Ele deve ter sentido falta do meu pai comendo ele por isso se vingou...Certo vocês não irão falar não né? Ok...podem continuar rapazes e agora é pra valer.— Ele falou e então os seis homens que estava na sala vieram para cima de nós, eles iriam nos estuprar porém não tiveram a oportunidade pois uma grande explosão aconteceu eu não vi exatamente onde pois estava de costas mais uma grande confusão começou e dois homens vieram até mim e a senhora que continuava chorando jogada ao chão.

—Vem bonequinha vou te tirar daqui agora. – Falou um homem alto e mal—encarado me desamarrando enquanto o outro arrastava a outra mulher que assim como eu tentava enxergar o que estava acontecendo. Fomos arrastadas por um longo corredor e depois entramos em um elevador antigo então eu entendi que estávamos em um prédio que parecia abandonado.

—E agora Zeca quais as instruções? —Perguntou o homem que segurava minhas mãos.

—Leva—las para o Daniels.— O outro respondeu e eu me senti estremecer, eu tinha que conseguir um jeito de sair dali com vida e ainda ajudar a avó do homem que eu amo. Então mesmo tonta e debilitada juntei toda a minha força e dei uma cotovelada no homem que segurava meu braço, em seguida chutei suas partes intimas, mas infelizmente o outro homem que segurava Elizabeth me acertou um soco certeiro no rosto e isso me desestabilizou me levando ao chão, quando eu pensei que tudo estava perdido e o meu plano de fuga arruinado ouvi um som de tiro um dos homens caiu em cima de mim. Elizabeth Carson a matriarca da família tinha acabado de matar um homem e tinha o outro sobre a mira de um revólver.

—Calma vovó!— Falou o covarde que me segura antes.— Não precisa atirar... eu posso ajudar vocês a saírem daqui que tal?— Ele tentou barganhar porem os olhos da matriarca estavam completamente frios e sem foco, ela parecia possuída de ódio. —Vamos senhora pense bem, eu posso ser o guia de voc... – Espantada eu vi o homem não ter a chance de terminar sua frase pois o sangue dele espirrou em meu rosto com o tiro certeiro que a senhora Carson mais uma vez acertou em um homem.

—Você é a médica do Otávio, não é? — Ela me pergunta rouca e com a arma ainda em punho.

—Sou. – Respondo sem entender o porquê de a arma estar apontada em minha direção.

— Eu vou te fazer umas perguntas e dependendo da resposta você viverá. — Ela diz e eu apenas concordo. – A primeira é... tudo o que eu ouvi aqui nesses dois dias é verdade? A morte do meu marido, a explosão e a quase morte do meu filho o abuso que meu neto sofreu tudo foi culpa dos irmãos Daniels Vasques? Realmente? Diga que eu não estou louca e que a culpa de isso ter ido tão longe foi minha?

—Sim senhora. — Respondo sem compreender suas palavras.

— O meu neto realmente está doente?

—Sim.

— Você acha que eu fui um monstro por deixar tudo isso acontecer? — Ela pergunta e depois balança a cabeça discordando dela mesma. – Que tola que eu sou é claro que tudo foi a minha culpa afinal eu que contei ao meu amado marido sobre as ameaças que a minha querida afilhada vinha sofrendo, eu o fiz investigar e descobrir tudo sobre os monstros da família Daniels, por minha culpa meu marido e nora morreram, e depois o meu filho...que espécie de mulher que eu sou? Vamos garota me tire desse inferno! – Ela diz sacudindo a arma em minha direção.

—Certo. – Eu respondo prontamente

Saímos do elevador e andamos devagar por um longo corredor nós realmente estávamos em prédio abandonado e parecia que antigamente era um hotel. Andamos cuidadosamente até que encontramos uma escada de incêndio que dava para fora do prédio, então começamos a descer silenciosamente e logo conseguimos alcançar o estacionamento do lugar.

—AAHH!!!Mais é claro que aqueles desgraçados iriam nos trazer para a propriedade deles, idiotas inúteis.— A matriarca esbraveja olhando ao redor, a mulher que eu sempre vi em revistas muito bem vestida e elegante agora estava com uma camisola e um robe de seda da cor vinho totalmente sujos e rasgados, seus rosto que sempre estava impecavelmente maquiado tinha machucados assim como o meu e seu cabelos estava parecendo um ninho de passarinho. – O que? Você vai ficar aí parada me olhando? Vamos embora! – Ela diz e caminha mancando a minha frente.

—Posso lhe fazer uma pergunta senhora? — Pergunto enquanto praticamente me arrasto atrás dela, meu corpo doía muito e minha cabeça parecia pesar uma tonelada.

— Se eu falar que não vai adiantar alguma coisa? – Ela resmunga

—Não, eu quero saber sobre o que a senhora estava resmungando lá no elevador depois que salvou a minha vida.

—Por que você vai me internar por ser louca e falar sozinha? — Ela pergunta ácida.

—Talvez, afinal uma vó omissa como a senhora com certeza deve ter algum parafuso a menos pois deixou o próprio neto a mercê de psicopatas, o deixou ser abusado e violentado sem nenhum remorso. – Digo irritada parando de andar e me encostando em uma árvore.

—Você é corajosa. — Ela diz balançando a arma.

—Eu não me importo mais...— Digo sentando—me no chão.

— Acho que foi esse o sentimento que não me fez ter remorso todos esses anos... eu não me importava mais afinal minhas mãos estavam atadas, eu estava sendo constantemente ameaçada eles mantiveram Otavio vivo só para me torturar eles filmaram tudo o que faziam a Otavio e diziam que iriam matá—lo se eu não cooperasse.

—E por que a senhora se calou? Foi por causa da presidência? Foi tudo por dinheiro? — Pergunto horrorizada só de pensar que ela foi omissa a tudo por causa do status da família.

—Parece isso, não é? Mais... não é. Meu marido sabia que iria morrer ele só não tinha planejado levar a mãe do neto dele junto. Mas ele descobriu que a morte de um famoso banqueiro foi armado pelos monstros Daniels Vasques e ameaçou denunciá—los como represália ele morreu também, mas ele deixou um arquivo falando sobre todos os crimes e roubos que a família praticava a muito tempo e nesse arquivo tinha os nomes dos próximos da lista, além dos Dawers os próximos seriam os Hiltons depois os Martneys e nós os Carson, em cada organização havia alguém deles infiltrado e o plano era matar a todos inclusive os herdeiros, o meu trabalho foi doloroso pois tive que me manter fria como se nada soubesse para poder proteger a filha da minha afilhada, os amigos do meu neto e indiretamente o meu neto também, e o meu maior arrependimento foi ter feito tudo isso sozinha, eu deveria ter aceitado a ajuda do Mason, mas não achei que iria conseguir protege—lo e então ele morreu também. – Ela parou de falar e ficou me encarando eu estava completamente atordoada com as palavras dela, ela sabia de tudo, ela assistiu a tudo...eu...eu não sabia o que pensar, tudo o que Otavio passou foi por mim, por Julia, Enzo e Jed ele sofreu o que todos nós iriamos sofrer se os Daniels tivessem conseguido colocar suas mãos em nós.

—Você está assustada? Eu te entendo, eu vivi assustada e com medo por todos esses anos e fiquei ainda mais quando um detetive me disse que meu neto estava doente e estava indo a uma psiquiatra, então eu pensei é Elizabeth você realmente destruiu a vida do seu neto...apenas por ter medo, apenas para proteger os outros.

—ESTER!!!— Antes de conseguir formular alguma palavra ouvi a voz de Otavio me chamar, enjoada e com vergonha por tudo que ele passou para nos proteger eu decido simplesmente correr para longe, eu não tinha coragem de encará-lo agora eu tinha que pensar e tentar entender tudo o que aconteceu até aqui, eu precisava falar com alguém.

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