Me Mate, Me Ame
6 Ester
Eu vi o exato momento que o reconhecimento passou por seus olhos e decidi que não iria me opor se ele se aproximasse de mim até por que eu teria que trabalhar dessa forma se eu realmente decidisse aceitar a proposta de Enzo. Voltei minha atenção a Aline e balancei a cabeça concordando com o que ela havia dito por que sim realmente Otávio é um homem muito bonito e o jeito que Anthony se veste lembra muito aqueles pops stars coreanos e japoneses que vemos nos dramas na internet e pra quem tem uma queda por esse universo acaba sim se vestindo igual aos seus ídolos. Estava realmente envolvida na música que tocava que quando Aline beliscou minha cintura e eu acabei dando um pulo com o susto que tomei.
—Aí Aline! Que foi? — Perguntei afagando minha barriga dolorida.
—Bom se você olhar para trás agora verá que o gato que te falei está vindo para cá e com os olhos fixos em você. —Ela falou pulando como uma pulguinha na minha frente eu dei uma disfarçada e olhei para onde ela apontava e sim Anthony estava vindo mesmo em minha direção. Tomei uma profunda respiração e comecei a contar 10.9.8.7.6.5.4.3.2..
—Olá! Que bom te encontrar aqui. — Falou Anthony em meu ouvido usando uma voz para lá de rouca e sexy.
— OI! Eu te conheço? – Eu falei disfarçando afinal não podia dar bandeira de que o conhecia de algum lugar.
—Nós nos encontramos no aeroporto ontem você não lembra? – Balancei a cabeça negando eu definitivamente iria dar corda e ver até onde ele iria. – Bom, mas isso também não me importa. Quer tomar um drink? — Perguntou ele no meu ouvido. Apenas balancei a cabeça concordando a final não queria contrariá-lo pois eu não estava afim de confusão e como Enzo disse o Anthony é o mais violento de todos e todo cuidado é pouco. Virei a procura de Aline para avisar onde iria, porém, a maluca já tinha sumido. Dando de ombros me voltei para Anthony com um meio sorriso e então seguimos por entre as pessoas até chegarmos ao bar. Ele tomou a minha mão e me fez sentar em um banquinho vago que tinha ali e ficou me encarando, ele olhava para o meu rosto como se estivesse olhando a joia mais preciosa do mundo e aquilo estava deixando—me totalmente encabulada e para quebrar o momento estranho resolvi quebrar a tenção.
— E aí cadê a minha bebida? —Perguntei um pouco alto por causa do barulho.
—Qual o seu veneno? — Ele perguntou cheio de charme e eu não pude evitar soltar uma pequena risada.
—Bom eu ainda não sei o seu nome então não te darei uma informação tão intima assim. — Resolvi brincar um pouco.
—Meu nome é Anthony e o seu é Ester, não é? —Perguntou com os olhos brilhantes em minha direção.
—Sim e como você sabe o meu nome? – Perguntei totalmente surpresa por ele me conhecer.
—Pode—se dizer que temos amigos em comum e que já nos encontramos antes bem antes a muito tempo atrás. – Ok agora fiquei com medo dele.
—Eu realmente não me lembro de você. Fomos colegas de escola?
—Não. E eu não tenho pressa de que você se lembre afinal você me chamou e me prometeu algo a muito tempo atrás e na hora certa você vai se lembrar e irá dar o que quero. – Porra! Esse cara é louco eu estou me tremendo toda agora ainda bem que estou sentada. – Bom não tenha medo eu nunca lhe faria mal ok! – Ele completou olhando—me atentamente.
—Ok eu não terei medo se você não falar essas coisas estranhas por um acaso é alguma nova forma de cantada? Por que que te aviso que é terrível. – Falei tentando manter o tremor no meu corpo. —E agora eu quero cerveja por favor!
—Cerveja? Achei que você iria querer algum drink de mulher com guarda—chuva e essas frescuras todas. —Ele perguntou com uma sobrancelha arqueada e um sorriso debochado no rosto.
—Não eu não sou como as outras. Aliás eu sou filha de dos melhores cervejeiros do mundo. — Falei cheia de orgulho do meu pai.
—Será que poderei conhece-lo um dia?
—Bom quem sabe. Mais então Anthony conte sobre você!
—Não tenho muito o que falar não só sou isso aqui mesmo que você está vendo. – Falou meio cabisbaixo.
— Nossa misterioso você.
—Você gosta?
—Do que?
—Do mistério?
—Gosto!
—Bom...Eu... – Ele foi interrompido por um foguete chamado Aline pendurando—se em meu pescoço.
—Ol!!!Ester a galera já está indo você irá agora?
—Não, eu irei leva-la não se preocupe. —Anthony respondeu antes de mim olhando com os olhos em fenda para uma Aline encantada ao meu lado.
—E você é? —Perguntou ela o olhando de cima a baixo.
—Sou Anthony a seu dispor. – Respondeu ele todo galante beijando a mão dela. Mas que figura esse cara meu pensei comigo mesma.
—Muito prazer Anthony sou Aline Brandon amiga da Ester e já que ela está em boas mãos eu já vou indo. Ester qualquer coisa liga que venho te pegar. — Falou toda séria.
—Ok mamãe! —Falei fazendo graça de sua proteção comigo. Logo ele se despediu e saiu em busca das meninas.
—Ela se preocupa com você e isso é bom, eu gosto.
—Sim ela se preocupa sim. Mas vai Anthony fale sobre você, em que trabalha?
—Não trabalho, eu sou encarregado.
—Encarregado? – Perguntei estranhado a escolha de suas palavras.
—Sim. Encarregado de gastar, olha você não tem que saber disso ok. —Falou ele ficando sério de repente e mostrando que aquele assunto não lhe agradava. Eu como não o queria zangado resolvi deixar quieto a questão trabalho. Porém meu organismo resolveu se manifestar e a vontade de ir ao banheiro surgiu.
—Ok! Ei você se incomoda se eu for no banheiro? – Perguntei o olhando.
—Você vai fugir? – Perguntou segurando meu pulso e a vontade de responder que sim gritava em minha mente, mas apenas neguei balançando a cabeça. Eu tinha uma tendência perigosa a curiosidade. O deixei ali e segui a procura do banheiro. A fila enorme fiquei por ali por uns dez minutos e ainda assim não consegui usar o banheiro resolvi então voltar para o bar dar tchau a Anthony e ir embora fiz meu caminho de volta e no meio do caminho percebi uma movimentação estranha no meio da pista de dança olhei o bar e Anthony não estava lá fiquei curiosa com movimentação na pista de dança e fui para lá antes de chegar no centro da confusão ouvi umas meninas comentando
—Ele vai matar o cara! – Falou uma ruiva.
—Deixa ele matar aquele desgraçado já quase me estuprou, o cara não sabe ouvir um não quando uma mulher não está afim. —Falou a loira ao lado. E eu apressei um pouco mais o meu passo e assim então pude ver Anthony montado em um cara que que estava totalmente ensanguentado no chão.
—ANTHONY! —O gritei no meio das pessoas, mas ele simplesmente não me ouviu. —ANTHONY!!!— Continuei gritando e nada então resolvi agir e fui na direção dos dois que ainda estavam no chão. —Vem Anthony! Levanta! Chega você vai mata-lo !— Falei perto dele e o que recebi em troca foi um belo de um empurrão que me fez cair sentada no chão o lado bom disso é que no momento que fui ao chão Anthony me viu e levantou—se vindo em minha direção para ajudar—me a levantar e o lado ruim foi que eu caí de novo com Anthony por cima de mim quando o idiota que estava no chão acertou uma garrafa na cabeça do Anthony. Droga! Já vi que esse trabalho vai ser o mais difícil de toda minha vida.
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