Me Enamoré De Ti?
2 Regála-me Otro Día Más
Notas iniciais
Pov’s Francesca
Enquanto todos estão com suas vidas pacatas e monótonas que todo dia ignoram os valores humanos prevalecem o egoísmo para ganhar uma merreca para ser gasto nos impostos do político ladrão e o resto despejado na popularidade do filho na escola, também chamado de Iphone, Ipod, Tablet entre outros, eu estou prestes a dar o primeiro passo do meu futuro!
Realmente tenho muitos sonhos na cabeça, corrigindo-me... tinha muitos sonhos, pois no meu vocabulário esta palavra está somente em recordações, digamos, se eu tivesse um próprio dialeto, sonhos não seria comum e sim “planos”. Sonhos é usado por gente fraca e iludida que pensa que somente sonhando irá alcançar, planos soa mais concreto que com força de vontade sai do papel para a vida real em um tic-tac de relógio, mas claro, somente com alguém disposto a estar do seu lado para te ajudar e fazer companheirismo ~cof cof Marco cof cof~.
Da sapatilha para o salto, do laço para o cabelo solto, romântica para determinada, menina para mulher, Fran para Francesca Reys. Estou saindo do Studio com uma cara nova, meus pensamentos sobre o mundo mudaram e agora me fazem de uma pessoa disposta a sobreviver nesse lugar cruel. Seu eu quero, eu tenho que fazer, porque ninguém irá fazer por mim. Eu me amo mais, eu quero mais, eu planejo mais, eu corro atrás.
Por onde passo, com certeza deixo uma forte marca de meu ser, pois não irei aonde eu possa cambalear ou pisar em falso, estou mais alerta. Assim será meu caminho, seguindo eu mesma, obviamente terão obstáculos, porém quando triunfar poderei passar por cima daqueles que um dia ousaram duvidar de mim.
Fran mudou. Aliás... Francesca Reys já mudou.
Pov’s Violeta
Nunca estive tão viva antes.
Seus olhos não hesitavam em seu foco. Ele está me segurando na posição com a força de uma atração poderosa que vem de dentro dele. Quase posso sentir seu coração batendo contra minha pele. Quase posso decifrar os códigos dos seus pensamentos.
Tudo está ao revés para mim.
Ele respira pouco firme e me puxa para perto. Beijá-me no alto da cabeça.
– Vamos para casa?
Casa? Casa...
Muitos buscam refúgio, muitos buscam carinho, porém eu tenho repugnância por esse local, por essa palavra. Muitos irão pensar que eu sou uma adolescente na fase da aborrescência ou chegar ao ponto de dedução que eu sou uma desvairada mental. Entretanto desde a briga de mãe e pai, a casa adquiriu um estado desconfortável, tudo que faço parece desconfiável para meus pai. Eles infelizmente não romperam o casamento, que seria muito melhor, para mim e para eles, eles não cogitarem uma firmação de divórcio deixa pior a minha existência naquela moradia.
Durante o retorno, León me notou que eu estava inspirando pesado, devagar e que não separava meus olhos da estrada. Não poderia negar, era incontestável minha circunstância. Facilmente eu era assemelhada a uma estátua. Eu parecia uma estátua. Eu sou uma estátua. Não quero que em nenhum momento meus neurônios se recordem que meus pés poderiam estar em contato com o assoalho daquela casa.
O carro para e consigo ver a casa dos horrores ao meu lado. León toca minha mão com uma leveza maior do que uma pluma.
– Sou eu, ou você está com medo de seu próprio lar?
– Esse não é meu lar! – Uma resposta imediata para uma pergunta óbvia.
– Não precisa ter medo, vou estar contigo! – Olho para ele e dedico-me a dar um sorriso. Falho, aquela casa destrói até isso.
Giro a chave, toco a maçaneta e meu coração se equivale à um zumbido. León está atrás de mim para me dar algum suporte de segurança. O único barulho que se ouve é a madeira estralando por casa do frio contido somente naquela casa. Três passos e a saliva arranha minha garganta, a qualquer instante é possível que se ouça um grito.
Um estralo e fico estática, paro de me descolar e León só me diz no meu ouvido “ É somente seu pai descendo as escadas” Sua tentativa foi de me tranquilizar, porém ponderar que logo mãe pode estar descendo e iniciar mais uma discussão, não me consolaria. Mil pensamentos estavam batendo em meu cérebro é possível que eles acabaram de brigar e seu estado poderia estar nervosa. Ele coloca a mão na cintura e olha para nós.
– Quem é esse rapaz Violetta?
– León, meu namorado – Eu e com minha inútil coragem.
– Francamente Germán! Violetta tem 20 anos, quer controlar a vida da nossa filha?
– Corrigindo... MINHA filha, porque você só fica viajando de turnê em turnê!
Não quero ver essa cena que se repete toda hora por dia, todo dia por semana e toda semana por mês. Arrastei León ao meu quarto e eles nem nos avistaram.
Já perdi meu eu, já perdi meu lar, já perdi meus pais, não quero perder León. Não quero que meus braços meus braços sintam falta de seu calor. Seu toque. Seus lábios, seus lábios, sua boca em meu pescoço, seu corpo em volta ao meu, ligando-me como a afirmar minha existência na Terra.
– Violetta?
Engulo a bala em minha garganta (N/A a bala seria a pressão de agora )
– Porque você está chorando? – Sua voz é quase tão gentil quanto sua mão conforme se liberta do meu domínio. Ele toca as lágrimas que me escorrem a face e me sinto humilhada que quase não sei o que dizer.
– Não quero ser vulnerável, mas também não quero não quero voltar ao ser frio de antes.
Ele toca seu nariz no meu. Recosta-se no meu pescoço. Enrola uma porção do meu cabelo em volta dos dedos e eu não consigo não consigo não consigo respirar.
– Você é o que você quer ser.
Seus lábios estão próximos aos meus.
– E eu gosto do jeito que você age.
Sobressalto-me e ele está me beijando, profundo e poderoso e irrefreável. Seus braços envolvem minhas costas, curvando meu corpo até que estou praticamente na posição horizontal em minha cama e não me importo. Minha cabeça está no travesseiro, seu corpo pairando sobre o meu , suas mãos segurando meus quadris por debaixo do meu vestido e eu mal consigo inalar. Ele é um banho quente num dia frio, uma falta de ar, cinco dias de verão esculpidos em um corpo. Sou uma constrangedora confusão de nervos, indo de encontro a ele, controlados por uma corrente de eletricidade. Sua essência está assaltando meus sentidos.
Seus olhos.
Suas mãos.
Seu peito.
Seus lábios
Estão ao meu ouvido quando fala.
– Estamos aqui por sinal – Ele está respirando com dificuldade agora do que quando estava correndo por mim – A gente talvez devesse ... deixar quieto.
Quase não entendo sobre o que ele está falando. Só concordo com a cabeça balançando no meu pescoço, aí que me lembro que ele não pode me ver pelas cortinas fechadas e sem luz. Tento me lembrar de como se fala, mas estou concentrada demais nos dedos que ele está descendo por minhas coxas para ser capaz de formular frases.
– Sim – É tudo o que falo.
Ele ajuda a me sentar novamente, recosta sua testa na minha.
– Desculpa – Diz ele – É tão difícil me segurar – Sua voz está perigosamente rouca.
Permito que minhas mãos deslizem sob sua camisa e sinto-o firmar-se, engolir. Traço as linhas perfeitamente esculpidas de seu corpo.
– Você não tem que se segurar – Digo à ele.
Seu coração está batendo tão rápido que não consigo distingui-lo do meu. O ar entre nós está em 5000ºC. Seus dedos estão na curva lodo abaixo do meu quadril, provocando o pedacinho de pano que me mantém, até certo ponto, decente.
Um grito ecoa nos meus ouvidos, meus órgãos se contraem e meu coração... de bater normalmente. Está a mil. Obrigo a León ter medo comigo, minhas mãos estavam rasgando seus músculos.
– León – Medo – Não quero ouvir – Medo – Não quer escutar – Fique comigo esta noite por favor! – O suplico com medo.
– Violetta, eu vivo perambulando Baires, a convivência da minha mãe é de mal à pior. Claro que ficarei com você, o tempo que quiser.
León me ninava, me mimava, me dava segurança em seus braços. Ele desliza suas mãos pra minha cintura e me aninha em seu peito, logo seus dedos tampam meus ouvidos e secando minhas lágrimas. Ele tira suas mãos delicadamente e passo ao ouvir os berros... sendo cortados ao som de León uma frase que me confortou:
– No final tudo dará certo – E adormeci em seu abraço.
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