Me Chama...
1 Sem dormir (one-shot)
Erza Scarlet K. Dreyer... Uma garota dos cabelos escarletes, linda e muito bem relacionada com Jellal Fernandez, que no momento estava longe, pois eram férias de verão e ela estava viajando na Tailândia.
O calor intertropical lhe fizera mal nos primeiros dois dias e por isso não dormiu... Sua prima Milliana mora em Bankog e no lugar onde mora, com certeza o povo não dorme, mas não fazia diferença para a ruiva no momento, ela se sentia amoada por estar longe de Jellal há quase duas semanas...
Sua segunda noite sem dormir ela começou a vagar pela casa da prima enquanto todos estão no andar de baixo conversando, ela entrou no salão de música e avistou um piano, o único canto que ainda não tinha visto depois da reforma... O encarou...
Se sentou no banco e brincou com as teclas... notou que noite passada choveu muito na cidade, e do nada, surgiram letras e dessas letras foram surgindo uma música...
Chove lá fora
E aqui, tá tanto frio
Me dá vontade de saber...
Aonde está você
Me telefona...
Me chama, me chama, me chama...
Nem sempre se vê!...
Seus olhos marejados começaram a deixar escorrer seu choro...
Lágrimas, no escuro
Lágrimas, no escuro
Lágrimas,
Cadê você?
Nem sempre se vê!
E uma luz de fora iluminava o salão escuro, a Lua estava grande, quase no jardim da casa...
Tá tudo cinza sem você,
Tá tão vazio...
E a noite fica sem porque...
Aonde está você?
Me telefona
Me chama, me chama, me chama...
Nem sempre se vê!
Mágica, no absurdo
Mágica, no absurdo
Mágica,
Cadê você?
Nem sempre se vê!
Lágrimas no escuro
Lágrimas, no escuro
Lágrima
Cadê você?
Ela chorava mais quando lembrava do rosto do latino-japonês...
Aonde está você?
Me telefona...
Me chama, me chama, me chama...
Nem sempre se vê!
Lágrimas, no escuro
Lágrimas, no escuro
Lágrima,
Cadê você?
Nem sempre se vê!
Mágicas... No absurdo
Mágicas, no absurdo
Mágica
Cadê você?
Ela chegou a repetir o refrão mais algumas vezes enquanto Jellal lhe atormentava a mente, era horrível pensar nele depois de ter tido uma discussão com ele e viajar para outro país sem se desculpar... Foi assim que se sentiu...
Me chama, me chama, me chama...
–Erza... -seu nome foi dito pela voz de quem tanto ama, ela parou de tocar o piano se virando para trás, notando que na poltrona azul escura havia uma pessoa, Jellal estava ali, exatamente ali, seria sonho? Não, ele a tocou e sim ele sorria...
–Jellal? O que faz aqui?
–Tentei te avisar que meu pai teria uma reunião aqui em Bankog, eu vim junto para te ver... Gomenasai... -Sua voz saiu tristonha, mas ela estava feliz em vê-lo, se jogou nos braços do moreno e não soltou mais...
–Bem, estou aqui... Não chore mais Erza. -foi a única coisa que precisou dizer antes de carregá-la até a sala para ver Milliana e o resto do pessoal...
Agora ela sabia... Dormiria feliz.
fins!
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