Me? A Demigod?
1 Me? A Demigod? - OneShot
Notas iniciais
Olha, minha história não é muito diferente das dos outros semideuses. É esquisita isso sim. Não teve luta com monstros, ou aparições, mas eu escutava vozes, duas especificamente: a de um homem: era grossa e meia rouca, e de uma mulher: era parecida com um sussurro e era muito bonita. Toda vez que eu ia fazer uma burrada, o que quase sempre acontece, essas duas vozes ficavam vindo em mim.
Então, vamos começar minha "aventura" desde o comecinho mesmo.
Eu amo ler e sempre gostei de mitologias, toas: grega, romana, nórdica, egípcia, enfim. Já cheguei a gastar, caham, investir, todo o meu dinheiro numa saga muito conhecida ultimamente: Percy Jackson. Eu simplesmente me apaixonei por essa saga. Meus personagens preferidos são os Stoll, Clarisse e Leo. Sinceramente, sonho em casar com o Valdez, ele é perfeito.
Eu sempre costumava, nas férias, ir pra casa da minha tia pra brincar com meus primos e tal. Ter três primos dentro de uma casa só é muito legal, isso com quando você se dá bem com eles. Em uma dessas férias a pior dor da minha vida apareceu, mas me mostrou também muitos amigos, e valiosos também.
Em uma dessas férias, eu estava brincando com minha prima, Fernanda e a cachorra dela, Luna. A mais novinha, que tem 2 anos, tava dormindo e o irmão do meio, Thiago, tinha viajado com o pai.
Minha tia não é muito de ficar em casa, pois o trabalho dela precisa que ela fique saindo direto. Estávamos só eu, minha prima e a cachorrinha poodle e aí ela dá um grito enorme, mas eu já estava tão acostumada com as gritarias dela que nem liguei.
– Ádriaaaaaaaaaaaa!- ela me chamou meio nervosa, mas eu nem desconfiei
– Fernandaaaaaaaa! — gritei no mesmo tom que ela.
– Ádria, é sério, vem aqui, largar esse notebook!
– Tá, já tô indo — me levantei na maior preguiça e fui pra onde ela tava.
Chegando na área, eu não via ela e como a casa é muito grande, comecei a ir procura-la, nessa altura a empregada já tinha ido embora.
– Fernanda! — chamo por ela, circundando o perímetro da casa — Fernanda!
Eu começo a correr e ela me dá um susto, estava escondida entre dois muros muito apertados que não dava pra ver nada nem ninguém.
Daí a gente fica brincado de pega-pega pela área da casa. Na parte de trás tem um buraco enorme com um toco de coqueiro no centro que foi cortado pra os côcos não ficarem quebrando as telhas da casa. O problema é que lascas ficaram caindo ao redor desse buraco e no próprio coqueiro.
De repente um gato aparece do nada, na casa dela não tem gatos, e Luna não enxerga, pois sempre que tem gatos pela varanda, Luna corre atrás deles. O gato começou a virar uma pantera e eu comecei a correr:
– Fernanda, vai atrás da Duda e se esconde com ela!
– Mas por quê?
A pantera para de correr atrás de mim e sumiu do nada, foi aí que eu senti a dor mais horrível de toda minha vida. Eu caí dentro do buraco onde tinha as lascas de coqueiro. Eu caí sentada, mas me senti dormente. Fui voltando à consciência lentamente e comecei a senti as dores. Parecia um monte de pequenas adagas me furando e cutucando minha pele. Nunca queira sentir isso.
Uma farpa enorme tinha entrado no meu braço e outra na minha perna. Do meu rosto saía um líquido morno. Sangue. Via duas pessoas chegando, de início: uma loira alta, olhos cinzentos com uma camisa laranja onde dizia CHB e outra garota, essa com o porte físico mais desenvolvido, cabelos castanhos, alta também, seus olhos pareciam ter fogo dentro e ela era meio rude quando escutei-a falar.
– Muito bem, garota, conseguiu sobreviver de um monstro disfarçado caindo dentro de um buraco cheio de pedaço de madeira!
– Clarisse! — a loira falou — Dá um tempo, a garota nem sabe ainda.
– Tá. Tudo bem então. Vamos tirá-la daí.
Sentir minha pele rasgar mais uma vez quando elas me puxaram foi uma coisa horrível. Eu suava demais. Minhas roupas estavam manchadas de sangue, suor e sujeira.
– Quem... São... Vocês? — eu mal conseguia falar, mas já sabia quem eram.
As meninas não me responderam e outros dois seres estranhos: Um cara com uma parte do corpo de bode e outro menino de orelhas pontudas e um rosto latino, com pele um pouquinho morena e um cinto na cintura.
O garoto que reconheci de cara sendo Leo Valdez tirou um cantil do cinto, só podia ser néctar ou ambrosia. Annabeth me disse pra ser forte enquanto Clarisse segurava meus ombros pra baixo. Só senti um puxão no braço e minha vista escureceu. Alguém levantou minha cabeça e me deu um líquido com gosto de Coca-Cola misturada com Fanta Uva. Tinha um gosto esquisito, mas era gostoso e me lembrava glitter colorido.
Imediatamente me senti mil vezes melhor e conseguia me mexer já sem dificuldades.
– Uma fratura que por sorte não foi exposta — falou Valdez. Eu não parava de olhar para ele. Como tudo isso poderia acontecer? Eu sempre quis que todos os meus personagens favoritos dessa saga fossem verdade mesmo e agora isso era realidade. Será que eles sabiam?
– Alô? Acorda, Ádria! — Clarisse gritou estalando os dedos na minha cara.
– O que é, Clarisse? Pára com isso, garota. — falei de cara feia e dando uma tapa na sua mão, o que meu braço doer um pouco.
– É ela mesma — o sátiro falou, não o reconheci como o Grover, mas não me importei.
– Bem-vinda ao grupo, Ádria — Leo falou de novo, corando e eu continuei olhando para sua cara de elfinho latino. Tão lindo!
– O-obrigada, Valdez — falei por reflexo.
Levantei daquele chão imundo quando Clarisse, Annabeth, minha prima e o sátiro saíram, deixando somente eu e Leo a sós. WTF? O que era isso mesmo?
– Escuta, a gente vem te vigiando à alguns meses e eu fiquei sabendo sobre o que você sente por mim... — Ele me olhou com a cabeça meio abaixada.
– E então... — falei tentando não parecer tensa, mas era praticamente impossível.
– E então é verdade mesmo? — ele se aproximou mais de mim.
– Bem, Leo, gostar de um personagem como eu gosto é diferente de gostar desse personagem que virou realidade — falei tudo de uma vez só, sentindo pavor que surgiu do nada e sem por que.
– Ótimo, mais uma que não vai ficar comigo — ele olhou pro lado e eu me toquei sobre o que ele falava: Quione, Thalia...
– Eu não disse que não, só disse que diferente — sorri pra ele, sentindo o medo se esvair.
– Ótimo, porque eu não ia desistir sem tentar isso primeiro.
Leo tomou meu rosto com uma mão enquanto colocava a outra na minha cintura e me beijou. Foi calmo, foi apaixonante, foi bom, foi tudo! Eu me sentia envergonhada por estar toda suja e descabelada na frente de um garoto tão especial pra mim, mas deixei rolar o beijo e pus minha mão em sua nuca e em seu braço que segurava meu corpo perto do seu.
Logo apareceram vozes gritando e assobiando pra nós: Annabeth, que apareceu com Percy, Clarisse com Chris, os Stoll, Quíron, Grover e o sátiro que estava com eles e que eu não reconheci, devia ser o meu, e minha prima, Fernanda, com sua irmã, Duda.
Foi um dia incrível. Ninguém sabe me explicar o porquê de um gato ter se transformado em pantera. Não era nenhum monstro da mitologia grega conhecido por eles. Eu confiava na palavra de quem dissesse isso. Apesar de quase morrer de dor num conflito indireto, eu fiquei bem.
Agora estou no Acampamento Meio-Sangue. Meu lar desde então. Meus pais mortais me ligam quase toda semana. Eu sei dos riscos de ser achada por um monstro, mas a saudade é maior, os Stoll se garantem roubando e essas oportunidades a gente tem que aproveitem e por último, não há nada que eu tema, tirando o fato de receber uma maldição ou a ira dos deuses. Fui reclamada a algumas semanas como filha de Ares. Tive bênçãos de Atena e Apolo e Leo e eu estamos juntos. Quem disse que o que desejamos não pode ser verdade?
Essa é minha história de semideusa e sou orgulhosa de ser uma. Tchau!!
Notas finais
Não esqueçam de comentar, favoritar ou recomendar.
Tchauzinho
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