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8 Capítulo VIII
Primavera — Setembro de 1996
“ — Nunca vi cerejeiras aqui em Londres. – disse Hermione girando com os braços entre o caminho de cerejeira que caiam sobre eles. Draco riu de lado.
– Meio incomum, né? – perguntou ele, coçando-se para não contar que os bruxos resolveram dar um tom alegre no Green Park.
– Acho linda cerejeira. – disse ela olhando animada para ele. Draco sorriu de lado. Hermione parecia mais linda e jovial que nunca, o simples vestido branco, realçava suas pernas quando ela girava embaixo da chuva das pétalas de cerejeira.
– Venha. – disse ele animado, puxando-a para a lateral do caminho feito na grama. – Vamos tirar uma foto. – disse ele. Hermione sorriu e começou a arrumar o cabelo, enquanto ele tirava uma câmera, visivelmente diminuída, do bolso interno do casaco.
– Que câmera desengonçada. – brincou ela quando viu ele segurar desajeitado.
– É uma bruxa. – revelou Draco. – Com licença, o senhor pode tirar uma foto nossa? – pediu Draco puxando um senhor pelo braço.
– Claro. – disse o homem animado com a animação deles.
– É só apertar aqui. – disse Draco mostrando o botão para o senhor. – Não se preocupe com os movimentos, ela é perfeita e não sairá errada. – avisou Draco correndo até Hermione.
– Sorria! – exclamou o homem apertando o botão.
Como a foto bruxa se diferencia da foto trouxa pelo movimento, é necessário segundos até o flash. E nesse tempo é que uma chuva de pétalas da cerejeira caíram sobre os dois, fazendo Hermione sorrir divertida, enquanto Draco abraçava-a por trás e girava-a lentamente.
– Obrigada. – agradeceu Hermione indo pegar a câmera com a foto já revelada.
– Bom dia. – cumprimentou o homem se afastando.
– Que linda. – disse Hermione animada vendo a foto da chuva de pétalas e ele abraçando-a. – Ficará comigo. – disse ela mostrando a língua para ele. Draco revirou os olhos.
– Venha. Vamos comer alguma coisa. – disse ele puxando-a pelo braço.
Draco suspirou e puxou a foto que se encontrava na sua gaveta secreta. As palavras dela daquela noite até aquele momento ecoavam na sua mente. Soavam como um aviso. Draco virou o rosto, a janela dele fora enfeitiçada para mostrar a visão que os outros alunos conseguiam, já que a Sonserina se encontrava abaixo do lago. E o que Draco enxergava era a lua, crescente, parecendo um sorriso. Não tinha jeito... Jogando as cobertas para o lado, ele foi procurar Harry Potter.
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