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5 Capítulo V


Notas iniciais
Desculpem-me a demora, eu tive uns problemas no pc, mas não terei mais ;) Boa leitura!

Verão — Junho de 1995

– Oi Draco! – exclamou Hermione animada pulando em cima do amigo que a abraçara. – Fico feliz que tenha conseguido vir. – disse ela animada. — Venha! – disse ela animada puxando ele para dentro da casa dela. – Desculpa por fazer você vir hoje, mas... Como eu comemorei o meu aniversário com uma festa antes... – começou ela animada fechando a porta e indo para a sala. – Bom, meus pais saíram, disseram que eu podia convidar quem eu quisesse... – disse ela animada. Draco sorria abobado. A animação dela era contagiante. Rapidamente ela o empurrou para sentar no sofá.

– Mione... – murmurou Draco tentando chama-la, mas ele não conseguia conter a euforia da menina.

– Mas como eu não tenho nenhuma amiga... – disse ela triste sentando ao lado de Draco e batendo no joelho dele, tentando diminuir com sua animação.

– Mulher do céu! – exclamou Draco segurando os punhos dela e deitando-a no sofá. Os rostos pertos um do outro. As respirações ofegantes. Ela com um sorriso nervoso nos lábios. – Calma... – pediu ele sentindo o ar ir embora.

– Você tem algo para me falar? – perguntou ela olhando nos olhos cinza dele. Draco engoliu em seco. Ela o conhecia muito bem.

– Você me conhece tão bem... – murmurou ele olhando os olhos castanhos dela que brilharam rapidamente.

– É um dom. – brincou ela. Draco ergueu a lateral do sorriso. – Um dom que eu adoro ter. – disse ela. – O que você quer me falar? – perguntou ela calmamente.

– É uma coisa que eu quero te dizer há anos... – começou ele.

– Aham... – concordou Hermione vendo ele aproximar milímetros o rosto do dela.

– Hermione...

– Sim... – disse ela sentindo a mão dele segurar sua bochecha.

– Eu... – disse ele nervoso. Hermione olhava para ele com os olhos brilhando, sentindo o rosto dele se aproximar. – Te amo. – disse ele.

– Eu também te amo. – disse ela sorrindo e puxando ele para um beijo. Ele abria a boca calmamente, queria sentir a textura da boca da amada. Hermione apertava seu corpo contra o dele. – Draco...

– Oi. – disse ele beijando o pescoço dela.

– Estou ficando sem ar. – disse ela nervosa. Draco riu e se sentou, puxando ela para sentar na sua frente. – Pergunte. – mandou ela. Draco franziu o cenho confuso.

– Perguntar o quê? – perguntou ele nervoso. Hermione ergueu a sobrancelha.

– Eu vi que você me perguntava alguma coisa. – disse ela. Draco suspirou e tirou uma caixinha de dentro do bolso interno do casaco.

– Você aceita namorar esse bobão loiro que te ama pacas? – perguntou ele nervoso, se ajoelhando na frente de Hermione que sorria alegre.

– Eu aceito namorar esse bobão loiro lindo que está ajoelhado na minha frente e que eu amo muito. – disse ela se ajoelhando na frente dele e o beijando.

– Oh... – disse ele abrindo a caixinha e tirando um anel de prata escrito “Hers” e “His”. Dela e Dele respectivamente.

– Mas é possessivo e ciumento. – disse ela rindo quando ele pôs o anel “His” nela. – Agora você sabe que ninguém pode encostar em você com segundas intenções que não eu. – disse ela divertida. Draco sorriu e beijou-a novamente. – Esse é o meu presente de aniversário? – perguntou ela divertida.

– Pode ser outro. – disse ele no ouvido dela. Hermione corou e escondeu o rosto nele.

– Eu estou com medo. – disse ela. Draco olhou-a confuso.

– Medo do que Mione? – perguntou Draco segurando-a pelo ombro.

– Esse ano... – começou ela puxando ele para o sofá. – Esse ano vai ser complicado. Esse seu quinto ano... – disse ela mexendo nos dedos dele. – Ele vai ser complicado...

– Como assim? – perguntou Draco acostumado com as visões dela.

– Você e o Harry... Terão uma batalha. – disse ela nervosa.

– Entre nós? – perguntou Draco, levemente interessado na ideia. – Nós já tivemos uma...

– Não é a mesma batalha. – disse ela apertando os olhos. Draco engoliu em seco, ele conseguia perceber que ela estava levemente alterada.

– Está tudo bem. – disse ele apertando ela num abraço.

– Cuidado... – pediu Hermione com o rosto no pescoço dele. – Tome cuidado...

– Mione...

– Me prometa que agirá certo. – pediu ela nervosa. – Me prometa que ouvirá o seu coração.

– Hermione... – murmurou Draco confuso.

– Espere que eu decorei uma citação linda dum livro que cai muito bem neste momento. – pediu ela erguendo o dedo, como pedindo um tempo. – “Prometa que fará o que seu coração manda. Eu sei que você tem um coração maravilhoso aí dentro. Só precisa de alguém que tenha paciência para achá-lo. Me prometa! Me prometa que fará apenas o que for da sua vontade! Que não irá mais obedecer os outros. Apenas seu coração. Prometa.” – pediu ela olhando para ele nervosa. Draco engoliu em seco.

– Hermione... – murmurou Draco puxando ela pela mão até o sofá para se sentarem melhor. – No mundo bruxo... Você precisa seguir certas regras, tanto para o bem quanto para o mal. Você nasce e não escolhe sua família. Aceita tradições e regras que eles empoem. Minha família me empoe essa regra. Essa condição e eu tive que aceitar. Não por que eu quis, quero deixar claro, mas sim por que fui obrigado. Consegue entender? – perguntou ele calmo. Hermione respirou fundo.

– Não vai ser uma batalha legal. – avisou ela nervosa. Draco suspirou, as batalhas entre ele e o Potter eram tensas. – Draco...

– Eu sou uma pessoa que não tenho escolha. – disse ele.

– Você pode escolher. – disse ela.

– HERMIONE! – gritou ele nervoso. Ela empalideceu e engoliu em seco nervosa. – Mione, me desculpa...

– Tudo bem. Eu só estou te avisando. – murmurou ela se levantando e indo para a cozinha. Draco suspirou, sua namorada era cabeça dura. Ele sorriu de lado. Namorada...

– Ei... – chamou ele indo para a cozinha atrás dela. Rapidamente viu ela de costas para ele, mexendo em algo na bancada.

Draco se aproximou e enlaçou seus braços na cintura dela. Encaixou o queixo no ombro dela e ficou olhando, vendo ela arrumar os morangos nos mousses de chocolate.

– O que a minha linda está fazendo? – perguntou ele vendo ela molhar um morango no chocolate e erguer na altura da boca dele. – Que delícia. – ele disse com a boca cheia. Hermione estufou o peito.

– Já posso casar. – disse ela orgulhosa. Draco riu e deixou um beijo no pescoço dela.

– Só se for comigo. – disse ele possessivo. Hermione riu e voltou a arrumar o mousse. – Eu não consigo parar de te beijar. – disse ele molhando o pescoço dela. Ele não percebeu, mas ela se segurava fortemente na bancada.

– Talvez... – murmurou ela querendo achar algo lógico. Infelizmente a lógica estava longe dela. – Eu não queira que você pare. – disse ela sentindo ele colocar o cabelo dela para o lado.

– Você não sabe o que fala... – disse ele. – Mexendo com o fogo... Que criança...

– Não sou mais uma criança. – disse Hermione se virando e se ajeitando entre o corpo dele e o balcão. Ela olhou para Draco que mantinha a sobrancelha erguida. Hermione fez uma careta e mordeu o lábio inferior. – Venha. – disse ela puxando ele pela mão para o quarto.

– Her... Hermione... – gaguejou Draco. Hermione se virou e tirou a blusa que usava, revelando uma regata que mostrava o corpo que ela possuía. – Mione...

– Você não me quer? – perguntou ela triste, perto da cama. Draco riu pelo nariz e se aproximou dela.

– Você não sabe como eu me seguro quando estou perto de você. – disse Draco acariciando o rosto dela com a mão. – Mas... Eu fico com medo por você... Que eu digo... Não sei se os quinze anos é uma melhor data para... Você sabe... E também... Não quero te forçar a nada. – disse ele vermelho. Hermione sorriu de lado. – Longe disso, mas... E se esse não for a hora certa? – perguntou ele nervoso. Hermione esticou o pescoço e calou-o com um beijo sereno.

– Se não for a hora certa, eu sei que você não forçará nada. – disse ela. Draco piscou animado com a resposta e beijou-a.

O beijo começou calmo. Seus corpos se arrepiaram ao sentir a textura da boca um do outro por mais de três segundos. Lentamente Draco abriu-a, aprofundando mais o beijo. Hermione o puxou pelas costas, queria um contato mais próximo. E Draco também queria.

A mão de Draco apertava a cintura e barriga de Hermione. O beijo começou a se tornar competitivo. A competição das línguas virou algo excitante. A mão de Draco subiu e apertou um dos seios de Hermione que estavam protegidos pelo sutiã preto. A morena ofegou entre o beijo.

A blusa de alcinha era prensada pelo corpo de Draco que se aproximava do corpo dela. Ainda entorpecida pelos beijos, Hermione deixou Draco tirar sua blusa, deixando-a de sutiã preto.

Ele desceu uma alça do sutiã, revelando o ombro nu da amada. Lentamente, aproximou-se do ombro, ele começou a beijar. Sentiu a pele arrepiada dela e um ofego. Amou aquela sensação que ela estava tendo. O beijo voltou para a boca ofegante e vermelha dela. As mãos dela tiraram a blusa cinza que ele usava revelando o peitoral. Hermione engoliu em seco. Ele era excitante demais.

Os beijos continuaram. As mãos de Hermione arranhando o peitoral dele, enquanto ele ofegava ao mesmo tempo em que suas mãos tiravam o sutiã dela. As mãos grandes dele apertando os seios dela, fazendo a menina ofegar de prazer, de uma sensação que ela nunca teve antes.

Sem perceber, Hermione puxou Draco para mais perto, fazendo os dois deitarem na cama. Draco se arrepiou quando viu o corpo dela tremer em baixo do seu. Por um momento, ela parecia tão pequena.

– Eu te amo Draco. – sussurrou Hermione quando sentiu o nariz dele fazer cócegas no seu pescoço. Draco ergueu o rosto e olhou os olhos chocolate.

– Eu também te amo muito, Mione. – disse ele beijando-a delicadamente.

As roupas foram tiradas na mesma intensidade do beijo, com calma e amor e o ato de união foi romanticamente proporcional na rapidez. E no frio da noite, mas no calor da paixão entre os dois, juras de amor foram trocadas, para nunca mais serem esquecidas.

Ou não...