Notas iniciais
Voltamos! Com capítulo pequeno, mas que já começa a introduzir nossos asuntos "finais". HeyBones e eu queríamos trazer logo esse capítulo pra vocês, então aqui está. Espero que ajude vocês a espairecer um pouquinho. Obrigada imensamente aos amados que ainda leem MCC, especialmente aos comentaristas Tati Fernandes, Evy Bianchi, Tobias Noah, Shey, Vampira, swandeck3r e Srta. SwanMills ♥ Obrigada por ainda estarem com a gente! Enjoy

— O que você acha desse? — Regina apontou para a tela do notebook.

— Não, muito dourado.

— E esse? — Apontou para outro.

— Muito vermelho. Ah Regina, estou cansada já! Por que você não escolhe isso sozinha? — Reclamou, jogando-se na cama e colocando o braço sobre os olhos.

— Porque, querida noiva, até onde eu saiba, não casarei sozinha... Então, — tirou o braço da loira de sobre os olhos, fazendo as íris verdes lhe encararem — faremos isto juntas, pode ser? — Pediu de um jeito tão doce, que convenceu Emma na hora.

— Tá bom, eu ajudo. Mas se não acharmos nada aqui, vamos ficar com aquele lá mesmo. — avisou Emma, contrariada.

— Você sabe que não, porque não aceitarei um convite qualquer. O que importa aqui é o convite também ter sua opinião. E eu te amo, sabia? — indagou lhe dando vários selinhos. O beijo iria se aprofundar, mas um furacãozinho entrou correndo no cômodo.

— MÃES! Vovó falou que o almoço ‘tá pronto. O que vocês tão olhando? É desenho? — Tão rápido quanto entrou, o menino falou e pulou na cama entre elas.

— Estamos olhando o convite do nosso casamento, garoto.

— Legal! E vai ser de dinossauro? — O menino não parava quieto, mexendo-se no lugar.

— Hum… Não, filho. Mas quem sabe o do seu aniversário?!

— Não, mamãe. O meu vai ser do Homem de Ferro. O do casamento de vocês podia ser também! Vai ter o Homem de Ferro no casamento?

— Não, garoto. Mas vai ter bolo e aqueles doces gostosos! — pontuou a loira.

— Um bolo de dinossauro? Ou do Homem de Ferro?

— Não, meu amor. Um bolo de casamento.

— E como é? — perguntou depois de alguns segundos pensando.

— Assim... — A loira rapidamente digitou o termo no campo de busca e clicou em imagens, mostrando algumas fotos para o menino.

Após alguns minutos olhando os muitos bolos, Henry concluiu:

— Espero que o recheio seja gostoso, porque esses bolos não são bonitos, mães. O do Homem de Ferro é mais bonito.

— Quem sabe no seu aniversário?! — Regina criou aquele suspense que as mães fazem, aquele que deixa os olhos dos filhos brilhando.

— Sim!! — sorriu o menino animado.

— Ah, vocês estão ai! — disse o sr. Henry à porta. — Henry, você não deu o recado da sua avó?

— Eu dei, vovô, mas a gente ficou vendo bolos. — O menino saiu da cama e foi em direção ao avô. — Os bolos são feios, mas parecem gostosos, sabe?

— Tenho certeza que sim — afirmou o sr. Henry piscando pra elas.

— Mães, vamos almoçar?

As mulheres se olharam e riram do pequeno. O garoto estava crescendo rápido e a cada dia sua personalidade forte ficava mais notável.

De mãos dadas foram para a sala de jantar, onde Cora os esperava com o tradicional almoço de domingo na casa dos avós. Cada final de semana um casal preparava a refeição, ficando a cargo do outro a louça posterior. Na vez de Cora, contudo, o almoço era deixado pronto por sua cozinheira, já que a senhora não se identificava muito com a cozinha. Tal fato era sempre lembrado o que causava risos e depoimentos na defensiva por parte de Cora.

Já era Fevereiro, mas os preparativos para o casamento estavam a todo o vapor. Embora houvesse ainda cinco meses até o casamento, havia poucas coisas pendentes. Tanto Regina quanto Emma, estavam empenhadas com os preparativos, como lista de presentes e detalhes da cerimônia. Nos dias que se seguiram, contudo, Emma apresentava certa resistência com o assunto. Durante a refeição do café da manhã, Regina a lembrou de dois pontos que ainda não haviam sido discutidos:

— Temos que marcar aquele jantar de noivado, com as meninas e tudo mais, lembra?

— Sim! E as despedidas de solteiras também. Alexa disse que já tem algumas ideias, que a Ruby conhece uns lugares pra isso e tal.

— É, Ariel também comentou alguma coisa sobre. Tem umas meninas da faculdade que ainda mantemos contato, aquelas daquele grupo do Facebook que já mencionei, sabe? Então, acho que vamos fazer algo juntas, pelo o que entendi. Mas tem outra coisa que eu queria conversar...

Tomando fôlego e coragem, Regina prosseguiu:

— Sua família meu amor, além daquela senhora que cuidou de você, tem alguém? Alguém que você gostaria de convidar? Eu queria poder te ajudar nisso, mas pouco sei dessa parte da sua história.

Emma não encarou os olhos castanhos. Enquanto elas acabavam de preparar a refeição, Emma ficou parada e cabisbaixa. Seus pés estavam mais interessantes de se olhar no momento.

Família. Após o assassinato da única figura materna que conheceu, Emma só foi ter família com Regina e Henry. Então não, não havia ninguém para convidar. Embora… Uma remota ideia lhe passou pela cabeça, mas era tão absurda, que nem lhe deu crédito. Tentar achar os meninos com quem vivera naquela época, seus irmãos, como os considerava, era loucura. Quantos anos haviam se passado? Ela havia perdido as contas, mas mais de 20 anos, ela tinha certeza.

Não, mesmo se quisesse, não teria ninguém para convidar.

— Regina, podemos conversar sobre isso mais tarde? Estou com fome e daqui a pouco o furacãozinho vai descer. — Emma desviou do assunto, ainda sem olhar para Regina.

— Mas...

— Regina, agora não, por favor. Outra hora conversamos sobre isso com calma. Por favor. — pediu a loira suavemente, sem tirar os olhos da xícara que agora segurava.

— Tudo bem, vou respeitar seu tempo. Sei o quanto esse assunto é delicado para você, então no seu tempo você me procura. Só saiba que eu estou ao seu lado sempre, para qualquer decisão.

— Sim, eu sei. Mas ainda assim é difícil falar sobre isso...

Ela levantou a cabeça rapidamente, e indo em direção às escadas apenas disse:

— Vou chamar o Henry.

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Duas semanas correram e Regina não tocara no assunto. Porém, o modelo do convite já tinha sido escolhido, após muita discussão, e a lista de convidados já estava quase pronta. Os amigos e amigas do casal e os familiares de Regina já compunham a lista, faltando apenas os parentes de Emma, que, como Regina pouco sabia, se resumiam a uma senhora e dois irmãos de criação.

— Certo, já temos o modelo do convite e a lista está semi-pronta. — comentou Regina como quem não quer nada, vendo qual seria a reação da loira ao “semi-pronta”.

Era meio da semana e elas já estavam no quarto, prontas para dormir. Regina usava seus óculos de leitura, pijama e apoiava o notebook sobre as pernas, enquanto Emma, também de óculos e pijama, assistia algo na Netflix.

— Semi-pronta? — “Bingo!” pensou Regina, quando a loira questionou sem desviar os olhos do aparelho. — Achei que já tínhamos finalizado a lista. Esquecemos de alguém?

— Bem… — começou a morena, receosa — uma vez você comentou que teve dois irmãos de criação. Eu pensei que talvez pudéssemos…

— Procurá-los? — cortou a loira, desligando a TV e olhando para Regina. — Existem 7 bilhões de pessoas no mundo! Nunca vamos encontrá-los. Não achei meus pais quando havia um bilhão a menos, então por que você acha que encontraremos duas pessoas aleatórias agora? — confidenciou uma Emma exaltada.

— Bem, só pensei que…

— Pois pensou errado! — cortou Emma, de novo, com grosseria.

— Olha aqui Emma, eu não tenho culpa, ok? Então, por favor, não seja grossa comigo. — Regina fechou o notebook com força e levantou-se para guardá-lo.

Emma, bufando, deitou-se novamente na cama, virando-se de costa para Regina. Após guardar o notebook, Regina apagou as luzes e também deitando-se de costas. Mais de trinta minutos se passaram e nenhuma das duas foi capaz de pegar no sono.

Emma suspirava a cada minuto que se passava, enquanto Regina fungava baixinho, reprimindo as lágrimas magoadas pela atitude da loira. Quando, sem querer, Regina emitiu um som mais alto, Emma prontamente se virou para ela.

— Você está chorando? — Cochichou, arrependida. Fazer Regina chorar de tristeza fazia Emma sentir um imenso remorso.

— Não. Me deixa dormir. — pediu com a voz entrecortada.

Emma a ignorou, virando-a em seguida de barriga para cima e ficando sobre ela. Mesmo se recusando a fazer isso no começo, logo Regina foi obrigada a encara-la.

— Me desculpa. Nada disso é culpa sua e mesmo assim eu descontei em você. É só que… eu não gosto de falar sobre isso. — a loira parou e respirou fundo antes de prosseguir- Todos os sentimentos que tive quando criança voltam com força quando toco nesse assunto. O sentimento de abandono, de não ser querida pelos meus pais, de não encontrar um lar antes dos 15... Eu... Eu só…

A voz de Emma embargou-se a ponto de as palavras não saírem mais. Regina automaticamente abraçou a loira, puxando-a para deitar sobre seu corpo. Emma chorava de soluçar nos braços de Regina, sentindo empatia pelo sofrimento de sua amada.

— Meu amor, desculpa tocar no assunto. Mas eu não tinha como saber sobre esses sentimentos porque você não se abre para mim sobre isso. Me desculpa, de verdade. — Regina sussurrava, enquanto acariciava e beijava os cabelos loiros. — Só que eu tive essa ideia de tentar encontrá-los e quero fazer dar certo. Eu só preciso do nome completo dos seus irmãos. Você ainda se lembra? Eu quero procurá-los para você, posso?

— Regina, eu... Eu não sei. E se eles não quiserem ser procurados? — sussurrou de volta, sem sair do abraço da morena.

— Bem, isso só vamos saber se formos atrás deles. Mas só se você quiser, é claro.

Alguns minutos depois, Regina achou que Emma estava dormindo, pois sua respiração tinha se tranquilizado, mas enganou-se:

— Se eles não trocaram, os nomes são Neal Cassidy e Lilith Page. — a loira falou baixinho.

— Certo — concordou repetindo mentalmente os nomes para gravá-los. — Amanhã mesmo iniciarei a pesquisa.

Regina continuou acariciando os cabelos loiros, e ambas estavam quase adormecidas quando escutaram a porta abrir levemente. Na penumbra, uma pequena silhueta aproximou-se da cama, acompanhada de outra ainda menor, em forma de dinossauro, firme em seus braços.

— Mamãe? — chamou Henry, sussurrando. — Tá acordada?

— Sim, amor. — Regina acendeu a luz do abajur, enquanto Emma deslizava para o outro lado. A loira tentou, inutilmente, esconder seu rosto enquanto limpava as trilhas das lágrimas, mas o garotinho observador notou.

— Oh! Você tava chorando mãe? — ele pulou na cama e engatinhou até a frente de Emma, pegando seu rosto com suas mãozinhas. — Por que você tava chorando? Onde que ta dodói?

— Aqui, filho. — A loira apontou para o lado esquerdo o seu peito.

— Não chora mãe, já vai passar. — ele agarrou a loira pelo pescoço, abraçando-a a seu modo. — Sempre que eu to dodói a mamãe dá um beijo no meu machucado, né mamãe? E sempre passa. — O menino, ainda agarrado à Emma, virou-se para encarar a morena, que os olhava com os olhos marejados.

— Sim, querido. — concordou Regina, entendendo o que o menino estava esperando. Então ela foi em direção à loira e beijou seu colo, no lado esquerdo, sobre a blusa do pijama.

— Pronto mãe. Agora vai sarar seu dodói. — o menino deu um beijo na bochecha da loira, que estava molhada pelas lágrimas de emoção, pela tamanha sabedoria de Henry. — Ainda bem que o Dexter me acordou, assim eu ajudei a mamãe a curar seu dodói. — Henry comentou divagando, enquanto fazia carinho na cabeça da pelúcia verde.

— Você cura meu dodói desde quando eu te encontrei naquele dia na floresta, Henry. — Falou a loira, pegando na mão de Regina, que continuava sorrindo ao observar a interação dos seus amores.

— Não, mãe — O menino rolou os olhos e balançou a cabeça em negação, como se Emma estivesse falando um absurdo. Ele saiu do colo da loira e aninhou-se na morena, o sono o atingia novamente, e Regina sabia disso porque ele, com seus minúsculos dedos, começara a enrolava uma mecha de cabelos de sua nuca. — Naquele dia era eu quem tava com dodói e quem ajudou foi a senhora. Esqueceu a história que a senhora e a mamãe contam de como a gente se conheceu?

As duas riram da fala do menino.

— Quando você crescer você vai entender o que eu quis dizer com isso.

— Mas eu — um bocejo cortou a fala do menino, que já piscava pesado. — já sou grande, mãe.

— Quando você for um pouquinho maior então, meu grandão. — A loira acariciou os cabelos do menino, que pareceu um gatinho se aconchegando ainda mais no colo da mãe morena e no carinho da mãe loira.

— Tá bom. — o menino fechou os olhos e fez um último comentário, que na verdade era a pergunta que ele queria fazer desde que chegara ao quarto. — A gente pode dormir com vocês?

Emma e Regina soltaram uma risada anasalada pelo menino carregar seu dinossauro para cima e para baixo, mas nada comentaram a respeito. Regina apenas beijou a cabeça do filho e deitou, acomodando o menino entre elas.

No dia seguinte, assim que chegou no haras, Regina foi a procura de seu pai. Ela relatou toda a sua ideia sobre o assunto, assim como os sentimentos de Emma em relação ao mesmo. Automaticamente, o senhor abraçou a causa de Regina, afinal, como Cora costumava dizer nos domingos em família o sr. Henry Mills era o advogado de Emma, sempre intercedendo pela nora. E Regina ia além: ambos os Henry Mills, tanto neto quanto avô, eram advogados da loira.

Três horas mais tarde, eles encontravam-se conversando com um detetive no escritório da morena, enquanto Regina procurava pelos nomes ditos pela loira nas redes sociais e na internet em geral. Eles forneceram ao detetive todas as informações que Emma passou para Regina no café da manhã: os nomes completos, a estimativa de idade, características físicas, lugares onde eles moraram e tudo mais que a loira pôde se lembrar.

— Bem senhorita Mills, vou tentar encontrar essas pessoas o mais rápido possível. Eu prometo.

— Muito obrigada, sr. Glass. — agradeceu Regina, levantando-se e apertando a mão do homem a sua frente, com seu pai fazendo o mesmo em seguida.

— Assim que conseguir algo, entrarei em contato. — garantiu o homem, enquanto fechava sua pasta e repunha seu chapéu, dirigindo-se a saída guiado por Henry.

— Ficarei no aguardo. — assim que seu pai fechou a porta, Regina caiu na cadeira, respirando fundo e olhando para seu pai. — E se não os encontramos? Não quero que Emma sofra ainda mais.

— Bem, só saberemos se tentarmos. — Ele disse, parando ao lado da filha e pegando em sua mão. — Mas eu tenho um pressentimento bom sobre essa história, vai dar tudo certo. — Ele deu um beijo sobre a mão da filha. — Agora vamos trabalhar, que esses cavalos não se sustentam sozinhos. — Deu dois tapinhas reconfortantes sobre a mão da morena e dirigiu-se a saída da sala.

— Pai. — Ele virou-se. — Obrigada.

— Me agradeça no seu casamento, quando todos estivermos reunidos.

Notas finais
Hey guys! Gostaram? Estamos saindo da parte dark ♥ Temos muitas ideias legais vindo por ai! Como a Cath disse lá em cima, estamos indo pra reta final de MCC. MAS CALMA! Ainda temos um bom número de capítulos pela frente. Comentem! ♥ Beijo grande, HeyBones.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.