Notas iniciais
Aposto que estão curiosos... Mas gentee, estamos em pânico com o que vocês vão pensar. Este capítulo é do babado... Ou não. Mas nos digam depois! :D Especialmente para Dricca, Luana, Raíssa, Bea (Aubrystx), -A, Gordelícia, Evy, Mellowness, SwanqueenCf, Shei, Beatriz, Malúh, Cássia, Swen447, Otarrilla, Wounded Beast e você que está lendo! E sejam mil vezes bem-vindos Alexandra Monte e leitores novos ♡ Obrigada por tudo #FamíliaMCC #FamíliaSQ ♥ Enjoy.

— Robin, abre a porta!

Levantando-se prontamente de sua poltrona, ele foi até a entrada da casa com o coração aos pulos. Conhecia aquela voz. Ao deixá-la entrar, sentiu-se inebriado pelo cheiro do perfume dela, uma fragrância fresca e adocicada que havia lhe dado em seu aniversário há alguns anos atrás.

— O que você está fazendo aqui, Regina?

— Precisamos conversar.

— Bem, eu não quero conversar. — disse aproximando-se dela — Estou cansado dessas conversas que não levam a lugar algum.

Sem esperar por uma resposta ou uma reação, ele segurou seus braços e a beijou com volúpia e sofreguidão. Queria sentir o gosto dela novamente, queria tocá-la, queria lhe pedir para ficar, queria parar de perder tempo.

Pressionando seu corpo contra ela, ele aprofundou o beijo e a puxou mais para si.

— Você pode me sentir? Eu te quero, Regina. Sempre quis e sempre vou querer.

— Eu te amo. — sussurrou ela contra sua boca. — Vamos para um lugar só nosso.

De repente ela refez o caminho pelo qual tinha entrado e fechou a porta. E ele não conseguia chegar até ela, porque em sua mãos havia muitas chaves e nenhuma delas parecia a certa. Ele estava preso lá, querendo mais dela…

— Deixe-me sair daqui! — gritou para o pedaço de madeira que os separava. Ela havia ido até ele e correspondido seu beijo, mas ele precisava de mais. — Regina! Regina!

O nome dela soou alto demais até para seus próprios ouvidos. Esfregando os olhos, tateou na cama procurando por algum indício de que ela realmente estivera ali. Mas não havia nada. A cama estava fria. Outra vez ele acordava sozinho.

Talvez estivesse perdendo a cabeça. Sim, era isso. Sua saúde mental era um jogo doentio para Cora, seu marido e… Regina. Ao que tudo indicava ela estava determinada a deixá-lo fora de sua vida para sempre. Robin mal pode fechar os olhos, de tão cansado e ébrio que estava. Como era possível a mulher da sua vida, a mãe do seu filho, ignorar seus sentimentos e ver a verdade sobre eles?

— Eu não gosto disso! — murmurou para o vazio que rondava seu peito e os cômodos da sua casa. — Eu não gosto disso! — gritou finalmente.

Havia jurado amor eterno, e faria tudo para provar que cumpriria suas promessas. Ele iria até ela e provaria que todos estavam errados e que Emma não era uma pessoa melhor que ele.

Com a garrafa esquecida no criado mudo novamente em mãos e bebendo como louco, procurou fotografias suas com Regina, registros dos tempos em que tudo parecia melhor, e o sofrimento e a dor não eram seus companheiros noturnos.

Respirando fundo, um suspiro que vinha das profundezas de sua alma, ele tentou se acalmar e ignorar a voz, o cheiro e a imagem dela que ainda lhe rondavam a cabeça. Ainda era loucamente apaixonado pela morena e não sabia mais o que fazer.

Pela primeira vez desde que Regina o deixou ele quis chorar. No pequeno intervalo de um mês havia perdido o controle de sua empresa, a companhia de seus filhos e a chance de estar com Regina. No dia em que ela havia ido até sua casa, ele deveria tê-la impedido de partir novamente. Por que só conseguiu ver o murro que ela lhe deu e não o verdadeiro motivo dela estar ali? Ela o queria de volta, mas não soube como dizer. E ao invés de ter gritado com ela, ou com Marian depois, ele deveria ter puxado Regina pelo braço e tê-la beijado até suas pernas ficarem bambas e eles estarem juntos novamente.

Deixando as recordações de lado, foi até o banheiro da suíte e lavou seu rosto com água fria, na esperança de tudo ser fruto de outro delírio seu. Mas não era.

Dizem que não sabemos o que temos até perder, mas vale a pena lutar pelo que se quer. Ela sabia que ele estava disposto a voltar pra eles. E quem era ela era para recusá-lo?

— Quem ama sempre perdoa. — suspirou desanimado, enquanto jogava-se novamente na cama. Ao perceber que o último gole da cerveja que segurava já havia sido ingerido, largou a garrafa no chão.

Pegando seu celular, ele ajeitou o despertador e refreou a vontade de ligar para ela. Não que fosse adiantar, porque não era mais atendido. Mas logo a veria e esclarecia a presença e o acordo absurdo que os pais dela haviam lhe proposto. E depois desse dia ficariam juntos.

Sufocando novamente a saudade, o desespero e a raiva, ele se virou e tentou conciliar o sono.

“Quem ama sempre perdoa”, repetiu silenciosamente. E foi com essa máxima em mente, que a escuridão o encontrou e o absorveu.

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O estrondo fez os ombros de Henry estremecerem e ele olhou assustado para Regina.

— O que foi isso?

— Não sei. Mas fique aqui. Certo?

Ignorando os brinquedos e jogos com os quais brincava, o garoto correu para a janela tentando espiar da onde parecia ter vindo o som.

— Henry?

— Tá bom, vou ficar.

Regina saiu da sala com passos firmes, embora temerosa. Prontamente seu cérebro lhe disse para chamar Emma, mas ela desconsiderou por vários motivos, dentre eles que poderia ser em vão, já que talvez não fosse nada.

Com uma prece para que o barulho viesse de qualquer canto da vizinhança que não fosse sua casa, ela abriu a porta da entrada lentamente.

Quando viu o que era, soltou um rugido e retirou o celular do bolso, tendo que ceder e fazer uma ligação. Mas talvez fosse melhor chamar a polícia, porque ela estava exausta daquele assunto. E por mais que quisesse proteger o filho, não saberia mais como fazê-lo depois de tanto pesar que Robin trouxe pra eles. Se ele acabasse preso, e um lugarzinho dentro si queria isso, seria por consequência de seus atos, e dessa vez ela ajudaria no que fosse preciso para deixá-lo trancado para sempre lá.

“Não precisava disso hoje... Lá se vai meu domingo!” pensou, rolando os olhos. Após passar as informações necessárias, que levaram menos de dois minutos, e com a raiva percorrendo todo o seu corpo, saiu gritando:

— O que diabos você pensa que está fazendo?

Ela parou em meio ao gramado que havia em frente de sua casa, abismada com a atitude de Robin. Jogando as mãos para cima com indignação e travando a mandíbula, ela praguejou algumas vezes enquanto via a cena absurda.

— Robin! Pare com isso!

Ela olhou pasma para seu portão que sofria repetidamente com as batidas do sedan preto. A estrutura feita de ferro se agitava e logo começou a pender para dentro do gramado dela. Em meio aos gritos de “pare”, sobressaiam-se os “me deixa entrar” de Robin, ditos enquanto forçava o carro contra o portão. Os olhares trocados continham um misto de fúria, persistência, ruína e indulgência.

— Regina, quero mais uma chance! Estou aqui pra lutar por você. Por nós dois.

— Você está atrasado. É tarde demais. — retrucou ela da ponta onde estava. Seu estômago continuava aos saltos, mas quando falou a sua voz foi demasiadamente implacável.

— Fiquei esperando por este momento por mais de um ano e você nunca veio. Agora segui em frente e estou feliz. Verdadeiramente feliz. E Henry também.

— Não! Eu não acho. Regina! O que eu e você temos vai muito além do que as pessoas...

— Nos deixe em paz, Robin. — interrompeu-o, erguendo um dedo em advertência — Vá embora enquanto pode, porque já chamei a polícia e dessa vez prestarei todas as queixas possíveis contra você. Henry está lá dentro, então pense um pouco nele. Aliás, deixa pra lá. Finja que eu não disse isso, porque quero que você esqueça que nós existimos! Eu, Henry, Emma, meus pais. Esqueça-nos.- repetiu enquanto recuava, ainda encarando-o com o rosto duro como pedra e a voz aguda. — Não lhe pedirei de novo e não tolerarei mais isso. Pare de insistir.

Ela lhe deu as costas, controlando as sensações que lhe invadiam e um símile de tristeza que lhe tomou as feições. Robin estava lá e era muito tarde.

Apesar de tudo, de todos os atos e as palavras já proferidos, ela queria se acertar com ele. Não poderiam ser amigos, obviamente, e mesma uma existência pacífica provou ser um erro, mas havia uma batalha dentro de si, um duelo entre consentimento e negação por uma nova tentativa de cortesia entre eles. Ela não saberia dizer precisamente o que aquilo lhe causava em seu íntimo, mas lhe deixou indecisa e vacilante.

Então, de repente, tudo aconteceu em uma velocidade absurda. Enquanto Regina, começava a discar o número de Emma e afastar-se rapidamente para a porta de entrada, onde Henry observa tudo sem entender completamente, o salto de seu scarpin de verniz preto ficou preso na grama e quebrou. Virando o pé, ela caiu ao mesmo tempo em que o portão cedeu.

Na mesma hora, Robin parou o carro. Em sua visão turva pela bebida, ele não conseguiu discernir o espaço entre Regina e a grade de ferro e achou tê-la derrubado em cima dela.

“Regina”, murmurou em choque. Ele não tinha qualquer percepção positiva, ou pelo menos definida. Queria ir até ela e verificar se estava tudo bem, mas seus pés não se mexiam. Parecia haver chumbo correndo dentro dele, pois mover-se era impossível. Faleceram-lhe as forças para se mover, e os joelhos tremiam, enquanto sentia-se enraizado no solo, contemplando fixamente a figura rígida e estendida na grama.

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Não fora a gritaria e a situação em si que o assustou, mas o olhar de pânico tão expressivo dela.

— Mamãe? — chamou baixinho enquanto corria para ajudá-la.

— Ei! O que tínhamos combinado? — murmurou levantando a cabeça e apoiando suas mãos na grama para se levantar.

Pegando no braço de Regina, no intuito de a levantar, ele viu seu pai abrir a porta do carro e sair.

Olhando novamente para Regina, que se equilibrava para tirar os sapatos, ele viu sua boca apertada em uma linha fina, a mesma usada, e ele aprendeu a reconhecer, para quando estava muito, muito brava.

O menino estava assustado e hesitante, sem saber ao certo como agir, mas quando viu o pai se adiantar um passo até eles, um frio na barriga o atingiu. Dominado por uma avalanche de recordações, ele entristeceu-se ao perceber que a mãe sempre chorava por causa dele e, em seguida, foi tomado por um medo absurdo.

Por um momento, achou que não seria capaz de fazer, mas quando Regina pegou sua mãozinha e começou a puxá-lo apressadamente para dentro da casa, ele, por fim, venceu-se a fazê-lo. Em um estado momentâneo de coragem, ele gritou um “não” para Robin, quando este ameaçou um passo em direção a eles. Sua cabeça tentava relacionar e entender o relacionamento dos pais, mas tudo o que podia pensar era que não, ele não poderia entrar com eles, não quando parecia outra pessoa.

O pai o chamou pelo nome, tentando em vão conseguir a crença cega que o filho lhe tinha, mas ele fechou a cara como a mãe e disse outro “não”. E sem lançar nenhum outro olhar para o progenitor, ele apertou a mão de uma Regina que mancava, enquanto entravam na casa. Ao ver sua mãe o olhar com surpresa e depois, sorrindo, lhe abraçar, ele ficou satisfeito.

— Obrigada, meu amor. — sussurrou beijando-lhe as bochechas, em meio ao hall de entrada da casa. — Você foi muito corajoso.

Um lugarzinho dentro dela se apertou e depois ficou feliz. Ali estava uma grande mudança com Henry. Talvez tivesse sido todos os acontecimentos, talvez fosse o número considerável de conhecimentos que foram aumentando e variando as suas noções do mundo, talvez tenha sido qualquer outra coisa. Mas o que importava é que ele tinha se projetado e sua relação exterior tinha dilatado.

A luz que chegava pelas janelas ao lado da porta permitiu-lhe ver bem o filho, os olhos arregalados e atentos, com o cabelo escuro a emoldurar-lhe as faces suaves. Só tinha seis anos mas, às vezes, Regina pensava ver laivos do homem que seria. Seus olhos marejaram quando ela se deu conta do que aquilo significava. Seu garotinho estava realmente crescendo.

— Você está bem?

— Estou, mãe. Claro. Foi a senhora que caiu. Está doendo?

— Só meu pé, mas logo passa.

— Por que o papai fez aquilo?

Fechando os olhos por um momento e ignorando tudo, principalmente sua dor, ela ajoelhou-se para ficar na altura dele e poder encará-lo.

— Não estou muito certa, querido. — omitiu com os nervos abalados. Até quando teria que medir suas palavras sobre Robin com o filho? — Mas ele estava bravo comigo, porque eu disse que ele não ia mais te ver.

— Por que ele me disse aquelas coisas?

— Sim. E você ficou confuso, não ficou?

Ele demorou pra responder conflitante em reconhecer o que houvera.

— Um pouquinho. — admitiu finalmente.

— Você sabe que nós te amamos. E o papai só fez aquilo porque ele não suporta a ideia de ficar sem você. Mas Henry… eu preciso proteger você. Sabe quando eu brigo para você não ficar girando sem parar porque você vai ficar tonto e cair?

Henry meneou a cabeça concordando. Ele adorava fazer aquilo, para a aflição de Regina.

— Então, o papai está desse jeito. E ele não pode ficar com a gente. Principalmente com você. Não quero que ele te faça mal.

— Ele girou muito? Por isso ele derrubou o portão? Como ficaremos agora?

Regina sorriu. Ela sabia que, apesar da transformação que presenciara começar dentro ele, ela estava sendo exigente e esperando demais. Havia coisas que ele não poderia entender ainda.

— Não se preocupe com o portão, Henry. Sim, ele girou muito, muito, por isso eu chamei a polícia.

— Vai vir policiais de verdade aqui? — perguntou demonstrando uma certa ansiedade.

— Sim. Infelizmente é por causa do seu pai.

— Achei que ele fosse fazer alguma coisa, mamãe. Ele estava com uma cara diferente.

Ela o abraçou novamente, dessa vez mais demorado.

— Eu estou aqui, Henry. Ele nunca fará nenhum mal contra você enquanto eu estiver aqui. E prometo que quando você crescer eu te explico tudo.

— Tá bom. A mãe já está vindo também.

Com a menção ao nome de Emma, Regina lembrou-se de estar ligando para ela e que tinha deixado o celular lá fora, perdido em algum lugar em meio à grama. Passando a mão nos cabelos do garotinho, ela levantou-se e pegou o telefone na mesinha. Henry acomodou-se na poltrona que havia ali e ficou olhando pra ela, como se analisasse se estava realmente tudo bem. Ela alternava sua atenção entre discar os números e sorrir pro menino tentando lhe passar confiança. Quando o outro lado da linha começou a chamar, ela viu a maçaneta da porta girar freneticamente.

— Mamãe. — chamou Henry baixinho, levantando-se abruptamente e indo até ela.

O som metálico e abafado lhe enviou estilhaços gelados pelo estômago e pela coluna. O anel de ferro circulava com inquieta violência, fazendo-a pensar que as agonias que agora vivia teve origem nos êxtases que podiam ter existido em um outro tempo.

— Está tudo bem. — garantiu Regina com uma certeza fingida.

Ignorando a pressão na maçaneta, ela continuou esperando que alguém atendesse.

— Regina! Sou eu! Não consigo achar a chave. — disse suavemente, mas em bom som, a voz do outro lado.

Confirmando as palavras, Regina ouviu o som das sirenes que chegavam e então, desligando o telefone e cruzando o vestíbulo, ela abriu a porta.

Emma mal passou pelo portal quando Regina se jogou em cima dela para abraçá-la.

— Você está bem? — sua voz naquela hora soou um pouquinho esganiçada. — E o Henry? Cadê ele? O que aquele desgra…

Antes que ela pudesse terminar, o menino se colocou ao lado delas, abraçando-as pela cintura. O alívio era visível no rosto da loira. Com muita delicadeza ela afastou a morena e apalpou cada pedacinho dela. Quando viu que estava de fato tudo certo com ela, fez o mesmo com Henry.

— Garoto, você quase me matou de susto! — disse ela pegando-o no colo e abraçando-o apertado, após a inspeção bem sucedida — Filho, você está bem?

— Eu tô. A mamãe que caiu.

Regina balançou a cabeça em negativa quando os olhos de Emma e os dela se encontraram. Inspirando tão profundamente que os pulmões lhe doeram, ela conseguiu afastar o nervosismo e a pertubação que lhe consumiam a graça e o decoro típicos.

— Não foi nada. — assegurou com voz neutra, conseguindo em seguida até fazer um gracejo. — O estrago mesmo foi com o meu pobre Louboutin.

Emma continuava segurando Henry no colo e o olhou sorrindo.

— Pobre somos nós a cada vez que ela compra esses sapatos.

A brincadeira teve efeito, porque ele soltou uma risadinha. Regina abriu a boca indignada e depois fez uma careta, tirando outra risada do garoto. Contudo, ela logo desapareceu.

— Você viu que o meu pai derrubou o portão? Mamãe disse que ele não está bem. Que ele girou muito e aí derrubou o portão. Se eu rodar muito acontece isso?

— Oh, meu anjo — Emma colocou a testa na dele, sem saber o que dizer. — A verdade, Henry, é que eu não sei. Mas o que acha de descobrir?

Ao terminar a frase, ela começou a girar sem parar com ele no meio do hall de entrada. Regina agradeceu mentalmente sua decisão em colocar poucos móveis ali. Quando Emma parou e o colocou no chão, os três riam.

— E aí? Você quer derrubar um portão ou coisa do tipo?

Ele fez uma cara pensativa, enquanto tentava ignorar os rodopios que sua cabecinha ainda parecia estar sofrendo.

— Acho que não!

— Exato! Nem eu quero. Acho que o problema é só com seu pai Henry. Ele está um pouquinho doente, mas não como a gente quando pega gripe. Ele está atordoado.

— Você sabe o que significa atordoado? — perguntou Regina.

Ele balançou a cabecinha em negativa.

— Significa perdido.

— Mas como, se ele estava aqui?

Regina e Emma se entreolharam. Elas teriam que dizer algo decisivo para o garoto, mais cedo ou mais tarde. E, infelizmente, talvez fosse aquela a hora.

— Seu pai, meu anjo, não sabe onde quer ir e o que quer fazer. É por isso que ele está perdido. E ele, pra azar nosso, achou que derrubar nosso portão fosse ajudá-lo. Uma decisão não muito sábia.

Emma revirou os olhos pra ela ao escutar o comentário. Desde quando Robin era sábio? Olhando fixamente para a porta, algumas histórias sobre ele que Regina havia lhe contado ao longo dos anos voltaram-lhe à mente.

Realmente, como a morena também já havia percebido, a única coisa boa que Hood havia lhe deixado era Henry. E somente por isso ele tinha o mínimo da simpatia de Emma. Isso, contudo, não apagava seus recentes — e inescrupulosos, na opinião dela — atos. E, antes de ser empática com ex-noivos psicopatas, ela era uma oficial da lei e algo teria que ser feito.

Ela só queria que sua família estivesse segura. Era pedir muito?

— Henry… seu pai ficará fora por muito tempo. — começou Emma, tendo em vista uma denúncia e apelos que certamente o colocariam na cadeia de novo.

— Ele irá se cuidar nesse tempo. — concluiu Regina evitando detalhes. — E você vai ter que crescer mais e estudar bastante enquanto isso. Você acha que consegue esperar e ficar aqui comigo e com a Emma?

Ele sorriu animado.

— Claro!

— Quando você tiver crescido mais, nós te contaremos tudo a respeito do Robin. Combinado?

— Combinado. Mas crescer quanto mais?

Emma o olhou consternada. “Quanto mais?”. Ela e Regina já haviam tido essa conversa. “Nunca” seria uma boa opção, mas Henry tinha o direito de saber. Sua reação deve ter ficado clara, pois Regina veio, novamente, em seu socorro.

— Quando você estiver com a idade de três mãos cheias. — decidiu-se Regina gesticulando. — Por enquanto você só tem 6 — disse levantando novamente os dedos. — Faltam só 9 aninhos.

— Nove? Mas é muito tempo! — choramingou Henry. — Vocês não podem dizer agora?

— Não, seu curioso. E sabe por quê? Porque você não entenderia, além de ficar triste e não aproveitar bem todos esses nove anos que ainda faltam. A mamãe quer que você cresça direitinho e feliz, Henry. Você vai ser um bom garoto e aceitar isso?

Ele fechou a cara emburrado, o que obrigou Emma a pegá-lo no colo, apoiá-lo no ombro direito e virá-lo de cabeça para baixo.

— Você está fazendo birra, mocinho? — brincou ela engrossando a voz e fingindo estar brava.

Regina deu um passo em direção a eles, cheia de preocupação.

— O que diabos você está fazendo?

— Castigando ele. Não é mesmo, soldado? Agora, responda o que sua mãe lhe perguntou.

Henry no entanto não conseguia parar de rir enquanto tentava encarar a figura da mãe, que estava de ponta cabeça, assim como o resto da sala.

— E então? — insistiu Emma andando de um lado para o outro com ele.

— Tá bom! Tá bom! Eu prometo ser bonzinho, mamãe! Agora me deixa descer!

Regina sorriu contente.

— Emma! — chamou de modo repreensivo.

— Ah, não, Regina. Ele gosta de ficar aqui, não é mesmo Henry?

— Não gosto não!

— Ah, é assim? Então, você nunca mais vai sair daqui! — assegurou a loira imitando uma risada maléfica.

— Mãe! Acho que vou vomitar.

Ao ouvir aquilo, Emma mais do que rapidamente o voltou ao chão, sob o olhar de deboche de Regina. A loira sabia que mais cedo ou mais tarde ouviria uma reprimenda sobre aquilo.

Henry se afastou um pouquinho das mães e correu para a outra extremidade do cômodo.

— Te enganei!

Regina sorriu de orelha a orelha e deu um olhar sugestivo para Emma.

— Você sabia que eu estava sendo enganada?

— Sabia!

A loira fez menção de ir até eles, mas lembrou-se da situação de Regina. Até aquele momento ela não tinha dito nada, mas era impossível que ela não estivesse sentindo dor. Definitivamente aquela mulher era fantástica. E Emma faria questão de atirar no primeiro que alegasse o contrário. Mesmo sabendo que estragaria a diversão, ela abriu a boca para dizer que tinham que ir ao médico. Naquele instante, todavia, tocaram a campainha e Emma sorriu para Henry. “Bem na hora”.

— Adivinha quem está aqui?

— Policiais! — gritou ele correndo para abrir a porta.

— Diga que eu já vou! — pediu Emma, que apoiava Regina pelos ombros, ajudando-a a ir para sala, onde poderia esticar a perna.

— Você está exagerando, amor. Não está tão ruim assim. Acho que foi só uma contusão.

Depois de acomodá-la em meio as almofadas, Emma tocou-lhe o tornozelo e, mesmo sabendo pouco, tinha certeza que não havia nenhum osso quebrado, o que fora um alívio.

— Bem, de qualquer jeito teremos que ir ao médico. Só por garantia! — acrescentou rapidamente quando Regina fez questão de protestar.

Emma correu até a cozinha e pegou a bolsa de gelo que possuíam para emergências. Com muita delicadeza ela aplicou sobre o tornozelo de Regina, que estava inchado e descansando sobre uma almofada.

— Pronto. Bem, agora, eles podem falar com você sobre o ocorrido. E eu vou lá fora checar tudo. — disse colocando-se de pé.

Levantando o rosto, Regina a encarou.

— Ele ainda está lá fora?

— Não. Claro que não. Você acha que eu deixaria Henry sair se soubesse que ele estaria lá? Nunca.

Aquela declaração tão firme fez a morena sorrir, o que fora um alívio. Não lhe contaria agora a dimensão do medo que sentiu ou tampouco desmoronaria ali, mas os simultâneos golpes de temor que lhe oprimiam o peito estavam diminuindo. Era obra da tenente, com certeza. Porque toda vez que Emma dizia algo daquele tipo, ou demonstrava sua preocupação com eles, e não importava quantas fosse, seu coração parecia saltar de prazer.

— Desculpe. Foi besteira perguntar.

— Oh, não. Tudo bem você querer saber. Eu que não deveria ter sido tão áspera. Desculpa, mas quando cheguei ele já não estava mais lá. Antes de entrar pedi para os policiais perguntarem para os curiosos que estavam ali o que tinha acontecido. Agora, eu preciso ir e depois resolveremos o que deve ser feito.

— Espera! Primeiro, você não foi áspera. Segundo, como você chegou aqui junto com a polícia? Eu estava te ligando quando você tentou entrar.

— Henry me ligou. Achei que você soubesse. Ele me contou o que estava acontecendo e o que estava vendo pela janela. Pedi pra ele não sair da casa, mas ficar de olho em você. E aí vim o mais rápido que pude.

— Ah, foi isso que ele quis dizer, então. Achei que ele só tivesse presumido que você estaria vindo, mas é claro que ele tinha certeza disso. Menino esperto.

E desobediente, analisou Regina, pensando que ele não tinha dado ouvidos nem a ela e nem a Emma. Mas teria que cuidar disso depois. E com cautela.

— Muito esperto. Então não foi você quem pediu pra ele me ligar?

— Não.

Se a sala não estivesse bem iluminada, o sorriso de Emma poderia tê-lo feito. Saber que Henry ainda contava com ela aquecia seu coração.

— Achei que não seria preciso, mas quando vi que não poderia escapar, chamei a polícia. Não te liguei primeiro, porque… Bem… por causa de um monte de coisas.

A expressão feliz de Emma esmaeceu e o canto direito de sua boca se torceu em uma careta de descontentamento.

— Eu sei. Desculpa não poder ser sua primeira opção.

Regina a olhou sem entender.

— O quê? Não, não! Você é. Mas não quis te incomodar. E depois, pensando que Robin poderia tentar algo pior que derrubar o portão, e que no fim seria nossa única opção mesmo, chamei a polícia. Não queria lhe preocupar ou nada do tipo. E só porque sei como esse assunto já está puído pra você.

— Tanto quanto pra você, Regina. Escuta. Foi uma decisão sensata, não posso repreender isso, mas você deve sempre pensar em me chamar. Nem que seja só por causa do vento na janela. Combinado? Combinado. — afirmou dando ela própria a resposta e indo até a morena para lhe dar um beijo casto na testa antes de sair. — Ainda bem que um dos Mills lembra de ligar no dia seguinte.

Aquilo fez Regina segurá-la pela mão e puxá-la para um beijo nos lábios.

— Você devia saber que telefonemas não fazem o meu tipo.

— Sei bem o que faz o seu tipo, Regina Mills. E pra sorte de nós duas, você está olhando pra ele.

Regina deu uma risada baixinha e depois beijou-lhe a parte interna da mão.

— Agora você está dispensada, Swan.

Emma ia replicar algo, mas foi interrompida:

— Tenente, preciso conversar com a srta. Mills.

Emma acenou para o policial e piscou para Regina enquanto saia.

— E… aah.... Seu filho pediu pra passear na viatura, Tenente. Se você permitir, Wilson e eu ficaríamos mais do que contentes em levar o menino.

Em seus 40 e poucos anos, o policial McMillan parecia a personificação da gentileza em pessoa, o que fez as duas concordarem prontamente. Após um gesto de Regina, ele sentou-se de frente para ela, dizendo animado:

— Meus filhos também adoram o carro. E ligar a sirene os faz sorrir como se fosse Natal. Ele já disse que vai ser um dos nossos?

— De fato já. — assegurou Regina antes de tomar fôlego e começar seu relato.

Emma agradeceu e saiu com passos firmes, enquanto obrigava-se a pensar em qualquer solução para o problema que Robin Hood continuava a ser.

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— Onde você estava? — ralhou Cora quando Henry atravessou a porta. A voz dela estava abafada pela repreensão, ao mesmo tempo que possuía algo mesclado que ele não soube identificar.

— Eu… ah… resolvi fazer uma coisa. Você ficará sabendo mais tarde.

— Henry, do que você está falando?

— É… Hmmm... É uma coisa que eu queria fazer faz tempo e achei que agora era a hora certa, antes que as coisas desandassem de novo.

— Certo. E o que exatamente você fez?

Henry mexeu na chave que ainda segurava, sem responder ou encará-la. Pigarreando, ele passou por ela, dando a conversa por encerrada. Com a voz neutra ele apenas lhe avisou que iria tomar banho.

Os olhos dela o analisavam freneticamente enquanto ele se afastava, e ela soltou um suspiro derrotado, pois sabia que mais nada seria dito sobre aquilo. Contudo, o lugarzinho em sua mente que sempre pensava demais não deixou aquelas evasivas passarem despercebidas.

— Henry? — chamou antes que ele pudesse ir para a suíte. — Você falou com a Regina?

— Não, ainda não.

— Emma me ligou. Não faça essa cara, isso já não é mais tão absurdo. — O sorriso dele aumentou gradualmente e ela também sorriu, para, instantes depois, voltar a ficar séria. — Algo desagradável aconteceu e elas estão nos esperando.

— O que aconteceu? — O semblante dele também ficou carregado e uma ruga de preocupação formou-se em sua testa.

— Regina torceu o tornozelo. Mas Emma telefonou do médico e garantiu que ela está bem.

— Você foi até lá?

— Não. Precisei sair e só cheguei pouco antes dela me ligar. Pensei que seria melhor se você fosse comigo. Já fiz algumas loucuras hoje e não acho que seria sensato aumentar minha lista.

Henry queria saber mais, tanto sobre Regina como do que se tratava as loucuras que a esposa tinha feito. Mas teria que se preocupar com um assunto de cada vez. E, naquele momento, precisava de um banho para afastar o cansaço, ou não conseguiria lidar com situação nenhuma.

— Com certeza. Vou tomar um banho rápido e depois poderemos ir.

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— Não acha que sua mãe parece estranha? — sussurrou Emma para Regina ao sentar-se ao seu lado. O tornozelo dela já estava desinchado e restava agora apenas uma leve dor pelo repentino impacto. Quando foram encaminhadas ao ortopedista, ele garantiu o que Emma já sabia: não havia nada quebrado, nem lascado ou deslocado. “Além dos analgésicos, só posso receitar repouso”, havia dito ele. Um alívio muito grande para todos, principalmente para Regina que não teria que imobilizar a perna.

— Acho que ela ficou muito nervosa com o acontecido de hoje.

Regina olhou atentamente a mãe, que sentava-se do lado oposto da sala com Henry no colo, escutando alguma história do marido. A descontração e o semblante menos rígido de Cora fez o coração da morena enternecer-se, porque há muito, muito tempo não a via daquele jeito. Quando a mãe viajou por uma semana, ela achou que nunca mais a veria, no entanto ela estava ali, na sua casa, com o marido, o neto, ela e… Emma.

Até aquele dia, a palavra progresso nunca tinha parecido tão maravilhosa para Regina. Ou sua mãe.

— Talvez você os tenha impressionado demais ao contar o que aconteceu. — acrescentou, enquanto tentava disfarçar a alegria que sentia por ter Cora ali e aflita com ela. Embora, os sons altos e agudos ainda a faziam pular de susto, a presença dos pais havia lhe sossegado os tormentos e rompido a histeria que corria pelo corpo à toda força.

— Mas a intenção foi outra. E eu tentei ser o menos detalhista possível.

— Eu sei. O que foi bom, porque se minha mãe já quase teve uma síncope me vendo aqui e bem, imagina se estivesse sozinha em casa quando falamos sobre o portão. Ou sobre Robin.

Emma forçou um sorriso e apertou os dedos de Regina que estavam encostados em sua perna.

— Ela te ama, Regina. Nós todos te amamos.

— Eu também. Aliás, a recíproca é verdadeira, Em.

— Inclusive sua mãe? — indagou cheia de sarcasmo.

— Estou muito inclinada a acreditar que um dia chegaremos a esse ponto. Por enquanto, contente-se por ela ter parado de te chamar de “a namorada”.

— Ótima observação! — declarou Emma sorrindo e virando-se para chamar Henry para ajudá-la a ir pegar o jantar.

— Mas quero ficar com o vovô e a vovó. Eles quase nunca vêm aqui.

Regina, da onde estava sentada, lhe deu um olhar encorajador e lhe disse de modo que não admitia réplicas:

— Por favor, filho, faça o que a sua mãe pedir.

— Tá bom.

A boquinha dele entortou um pouquinho e, mesmo emburrado, ele correu beijando um por um antes de seguir a loira.

— Você está com dor? — perguntou Cora segundos depois.

— Agora não. Obrigada.

— Seu pai e eu ficamos muito preocupados com você. E quando sabemos do portão… Você acha que foi a nossa intervenção que o levou a fazer isso? — perguntou finalmente. Eles lhe contaram o que fizeram assim que chegaram em casa na noite anterior, totalmente aflitos e sentindo-se culpados. Sabiam que Robin poderia fazer algo, mas não esperavam que seria tão rápido.

— Talvez. Talvez não. As coisas com Robin nunca são certas.

— Sim, sabemos. — assegurou Cora com um suspiro. — Houve alguma denúncia do incidente de hoje?

— Após os policiais pegarem meu testemunho, Emma cuidou de tudo. E agora, mais do que antes, está determinada a se vingar. — confessou com tristeza. — Não queria nada disso pra ela.

— Não se preocupe, filha. — replicou Henry — Emma nos disse que havia avisado Robin de que lhe tiraria todo o dinheiro com advogados, mas quem realmente fez isso foi Marian. E a prisão dele foi por justa causa, logo não é culpa dela. Então, você não precisa perder o sono com isso, já que sabemos que Emma não tem muito sucesso com suas ameaças. Sua natureza pacífica sempre lhe atrasará os planos, fazendo com que algo aconteça antes. — O tom solene usado reconfortou Regina e a fez acenar em concordância.

— Obrigada por estarem aqui.

— Viríamos mesmo se você não tivesse nos convidado. — murmurou Cora contrariada, fazendo a filha rir.

Henry a ignorou.

— Não conversamos direito sobre como foi sua visita ontem. Acha que será fácil conciliar a administração do clube com a da empresa de Robin?

— Bem, minha empresa agora. E da Marian. — corrigiu-o automaticamente, lembrando-se dos acontecimentos do dia anterior. — Mas sim, acho que conseguirei. Não há muito o que colocar em ordem agora, pois os investimentos são poucos, apesar de rentáveis. Pretendo abordar algumas estratégias e dobrar o lucro da companhia. E talvez possa transformá-la em uma investidora do Clube, o que traria alguns curiosos com interesses e isso nos colocaria em uma ótima posição. Porém terei que falar com a Marian primeiro, porque não gostaria de correr nenhum risco.

Henry e Cora ficaram olhando-a impressionados tanto com os planos que ela tinha quanto com a determinação e animação que ela demonstrava. Além do fato, é claro, dela estar mais falante do que o de costume. Ainda mais depois do nome de Robin ter sido mencionado descuidadosamente umas três vezes. Talvez fosse efeito dos analgésicos que ela havia tomado.

Antes que qualquer um deles pudessem discutir qualquer coisa, o celular que estava na mesinha de centro tocou.

— Emma, posso atender? — gritou Regina ao olhar o identificador de chamadas.

— Pode, e pede pra esperar. Já estou indo. — devolveu a loira forçando suas cordas vocais na esperança de ser ouvida através das espessas paredes da casa.

Respondendo a chamada que vinha de uma certa ruiva, Regina ficou contente ao ouvir a voz conhecida de Alexa. Após os cumprimentos superficiais e o breve relato sobre a situação de seu tornozelo, a morena avisou que a tenente já lhe atenderia.

— Tudo bem, Regina. Acho que é mesmo melhor eu falar com você primeiro.

— Sobre o quê? Se for para contar qualquer coisa sobre sua tarde com a Emma, saiba que sou toda ouvidos. Adoro saber a história dos casos que vocês investigam. Mas Emma não fala muito porque acha que deve ser zelosa comigo ou que vai me deixar preocupada.

— Acredite, ela já melhorou muito sobre isso. Mas esta tarde você disse?

— Sim. Emma falou que precisaria lhe ajudar com um caso depois que voltamos do médico. Ela demorou pouco mais do que quarenta minutos, por isso achei que já estava tudo certo.

— Não, nós não nos encontramos pessoalmente hoje. Mas acho que ela terá que vir até aqui agora.

Antes que pudesse processar qualquer coisa ligada com o que tinha ouvido, Emma entrou na sala. Involuntariamente Regina procurou pelos olhos verdes, e só naquele momento notou o barulho de sirenes e de um grande tumulto ao fundo da ligação.

— Você me ouviu, Regina?

— Desculpe, Alexa. Você pode repetir?

— Compreendo que seja muito para absorver agora, mas não há erro. Robin está morto.

O celular escorregou da mão de Regina, que sentiu uma repentina tontura e uma moleza controlá-la. “Robin está morto”. Aquelas três palavras assolaram sua mente, deixando-a lívida de consternação.

— Regina? Regina? — a voz robótica de Alexa misturou-se com a de seus pais e Emma. O telefone jazia esquecido no tapete, enquanto todos engoliam em seco, preocupados com a súbita palidez de Regina.

Por mais eloquente que sempre fora, a morena não conseguia repetir o que tinha ouvido e seus sentidos ameaçavam esmaecer. Robin estava morto. Naquele instante, contudo, o medo aguçou sua consciência e ela conseguiu dissipar a névoa que havia tomado seus sentidos.

— Robin está morto.

Regina percebeu o olhar assustado que Cora e Henry trocaram e, então, sua atenção voltou-se totalmente para Emma.

— Em…. Robin está morto.

Aquelas palavras eram amargas como fel e pareciam serragem em sua boca, mas, a despeito disso, seu cérebro não cansava de repeti-las.

— Já sei. — afirmou com a cabeça baixa, enquanto o canto de seus olhos focalizavam a figura franzina de Henry chegando na sala.

Notas finais
HO, HO, HO! JINGLE BELL, JINGLE BELL, JINGLE BELL ROCK! Oi gente! Demoramos? Infelizmente sim. Mas vocês nos desculpam pq vcs nos amam demais u.u (meu lado leonino anda mt aflorado, sorry ~notsorry~) Então estamos oficialmente de FÉÉÉÉRIAAAAAAAAAAASSS! Vocês não tem noção da minha alegria por só voltar para o estágio em fevereiro! Nesse tempo que terei livre prometo atualizar Cotidiano e escrever mais em MCC, pq agora sim to com tempo livre. Me incomodem lá no tt galera, é sério! Cobrem, sugiram, elogiem, xinguem, mas vão lá: @ingridsurkamp. Queria agradecer imensamente à vocês por nos acompanharem neste ano. Vocês são uns amores *-* Ano que vem viremos com mais e mais coisas e novidades para nossa tão amada MCC. Que vocês tenham um natal cheio de luz e alegria, e um reveillon com mta bebida e loucuragi :D E paz tbm, claro! Vemos vocês em 2016 galeraaa! Beijo grande e cheio de carinho, HeyBones. —--------------------------- Hello! It's me... ♫ hahaha Como vocês estão amados?! O QUE ACHARAM DO CAPÍTULO?! muahahahaha Resolvemos atender alguns pedidos, já que a voz dos leitores é a voz de Santa Cora. Agradecemos principalmente a Gordelícia, pelo apoio, os surtos e as tags incríveis que nos inspiraram neste capítulo: #MataOViadoDoRobinLogo #AindaEsperandoAMorteDoRobin #PorUmMUndoSemRobin Desculpem-nos por postar este capítulo "sombrio" hoje, queríamos postar antes mas não deu, e prometemos que iríamos postar antes do Natal. Então, so sorry! E um obrigada especial pra você que está lendo antes ou após sua ceia natalina hahaha #TeamMCC #Arrasa Gostaria realmente de saber a opinião de vocês, e contar que minha resolução de ano novo e da HeyBones é atualizar MCC com maior frequência, pra finalizarmos MCC em breve (mas não tão breve assim). Como a HeyBones já disse, venham conversar com a gente sobre MCC, SQ, OUAT, outras séries e a vida em geral no twitter (@cathdepp). E palpitem aqui tbm, por favor, porque confesso que estamos inseguras com o que está por vir, e as palavras de vocês sempre nos motivam. De presente de Natal, please?! E ah, uma palavra que temos usado bastante e talvez não sejam muitos que saibam -eu era uma das que não sabia- é ÉBRIO, que significa bêbado; pessoa que se entrega à embriaguez; quem é viciado em bebida alcoólica :D Bom, para finalizar -pq se bobear a nota está maior que o cap.-, desejo que todos tenham ótimas festas e permaneçam positivos, esperançosos, animados e, por último mas não menos importante, muito apaixonados em SQ. ~Com muito dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender, tbm! haha~ ~ Será que se fizermos uma corrente e pedirmos pro Papai Noel dar uma surra em A&E e fazer SQ acontecer ano que vem, ele nos atendem?! Peçam com força, Swens!~ Pra todos vocês que nos inspiram, nos encorajam, nos fazem sorrir ou que nunca conversaram com a gente, mas lembram de MCC e continuam lendo, um beijo melado, um panetone e um abraço de urso! Com amor e uvas passas ~pq uva passa é vida sim~, Cath.