Notas iniciais
Dedicamos esse capítulo pra todos aqueles que têm comentado e discutido MCC com a gente ♥ Sem vocês não estaríamos aqui! Espero que gostem.

Eles acordaram cedo, como de costume, e tomaram um banho pra tirar a preguiça do corpo. Enquanto Regina fazia o café e Emma colocava a mesa, Henry pulava pela cozinha. A animação dele por saber que seria Robin que o buscaria na escola contrastava com o receio escondido no fundo dos olhos castanhos e verdes.

A refeição foi feita em silêncio, o que era estranho pra eles e não passou despercebido para Henry.

— Por que estamos quietos?

— Porque estamos comendo. — respondeu diretamente Regina, bebendo sua segunda xícara de café.

— Por que estamos comendo?

— Porque se ficarmos sem comida, cairemos igual saco de farinha vazio. — brincou Emma, tentando soar descontraída enquanto remexia em suas torradas.

A verdade era que desde o telefonema de Robin no dia anterior que as coisas pareciam insípidas. Após quarenta minutos conversando com ele, Regina contou ao filho sobre o que havia decidido. Emma não disse nada na hora, no intuito de preservar o menino, mas não pode deixar de opinar a respeito.

— Isso parece arriscado. Robin é tóxico em todos os sentidos possíveis.

— Eu sei, Emma. Você acha que eu não sinto o mesmo? Não quero aquele homem perto do meu filho nem pintado de ouro, mas o que eu posso fazer? Ele é o pai dele e isso não vai mudar, mesmo eu querendo.

Emma e Regina discutiram como nunca haviam feito antes. Não houve palavras grosseiras e nem gritaria, mas uma avalanche de argumentos e sarcasmo que tentava extravasar a frustração que sentiam.

A questão não era descobrir quem estava certa, pois ambas estavam e sabiam disso, mas descobrir o que era certo e melhor para Henry.

— O que vamos fazer?

— Você me conhece. Sou boazinha, mas nem tanto. Robin vai buscar Henry às sextas, mas irei cronometrar cada minuto e eles vem direto pra cá. Poderão ficar juntos, é claro, mas sob minha supervisão.

— Não vamos fazer rodízios?

Não foi o companheirismo evidente de Emma que deixou Regina sem fôlego, porque este ela sabia poder contar a qualquer hora, mas foi o tom indignado daquele oferecimento tão espontâneo.

É de conhecimento geral que não se deve colocar expectativas demais em outras pessoas porque acaba-se esperando que elas melhorem uma necessidade na nossa vida que, na verdade, não são realmente capazes de satisfazer. Porém, naquele momento, Regina soube que seria difícil conhecer o verdadeiro significado de desapontamento perto de Emma. Ela era sim, e talvez a única depois de seu filho, apta a corresponder cada anseio que tinha.

— Eu te amo, Emma Swan. — confidenciou esquecendo-se por um minuto de Robin e da questão principal, e abraçando-a pelo pescoço.

— Wow! Por que isso? Não que eu esteja reclamando, mas... Não esperava por essa agora.

— Não é nada, eu só… Robin sabe tirar o pior que há em mim. E eu me odeio por deixá-lo fazer isso. Mas você faz o contrário e eu… eu…

Emma lhe deu aquele olhar cheio de confiança e amor que lhe preenchia o coração por completo.

— Sinto o mesmo por você. — disse passando as mãos pelos cabelos dela — Mas... como faremos os rodízios funcionarem?

O riso alegre de Regina ecoou pelo quarto pouco iluminado. Ela adorava como os aborrecimentos pareciam menores ao lado da loira.

— Pensarei nisso depois. Agora vamos dormir.

— Você poderia deixar de ser mandona por cinco minutos e me deixar ajudar?

Emma bufou e Regina respirou fundo.

— Escuta. Só porque sou eu fazendo os planos, não significa que você não fará parte deles, ok? É bem o oposto. Cada planejamento que tenho é tendo você em mente ao meu lado. Agora, vamos dormir, por favor.

Emma estreitou os olhos e contraiu a mandíbula. Ela sabia que não conseguiria detalhes sobre o que iriam fazer porque Regina não deveria ter nada concreto ainda. Contudo, aquela resposta a agradou e parecia suficiente por hora.

— Certo. Mas estou fazendo esta concessão só porque estou cansada de tudo isso e quero deitar.

Regina acenou com a cabeça e puxou as cobertas

— Concessão…. — debochou baixinho enquanto deitava.

— Não começa.

A luz do abajur foi apagada e elas ficaram encarando o teto. Regina desejou com todas as suas forças que o dia da comemoração delas e os outros três que se seguiram não parecessem tão distantes agora.

— Regina? Você me ouviu?

A mão em seu braço e o olhar curioso de Henry a despertaram da distração momentânea.

— Desculpa, eu estava pensando.

O olhar de entendimento de Emma não foi notado por Henry.

— Pensando no quê, mamãe? Você ouviu o que eu disse sobre o papai?

— Eu estava pensando nisso também, meu querido. Estarei em casa esperando vocês e vamos almoçar juntos. O que você vai querer?

— Macarronada.

— Você comeu isso ontem. Hmmm que tal arroz à grega? Faz tempo que não comemos vegetais.

Regina ignorou os olhares céticos sobre ela.

— Bem, não tanto tempo assim — reconheceu — Mas deixaremos o macarrão pra amanhã. Agora vamos andando, senão chegaremos atrasados.

— Usaremos os dois carros hoje?

— Não vejo outro jeito. Estarei aqui no almoço. Cruze os dedos.

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Robin sorriu atrás do volante, enquanto Henry cantarolava a música de um comercial de sorvetes que tocava no rádio.

— O que você vai querer fazer hoje, filho?

Ele observou a carinha pensativa do menino pelo retrovisor enquanto esperava o sinal abrir.

— Eu não sei. Podemos jogar bola. A mãe me ensinou a jogar um pouco e eu tenho feito aulas. No começo eu não gostei muito, mas o Otávio da minha classe disse que no clube eles dão troféus pra quem joga e eu queria ganhar um também. Igual aos que a mamãe tem na sala dela. Você pode praticar comigo. Eu pediria pro vovó, mas ele fica cansado, e a mãe tem trabalhado o dia todo… E a mamãe acho que não sabe. — comentou enquanto ria, sem perceber que as mãos de Robin apertavam com raiva o volante. Logo eles estavam em movimento de novo, o que dissipou alguns pensamentos prejudiciais.

— Parece bom. Você tem bola?

— Tenho.

Ao chegar na frente da casa, a figura esbelta e agitada de Regina os esperava na pequena varanda.

— Sua mãe parece impaciente pra nos ver.

— É, ela não gosta de atrasos. E desde cedo está preocupada.

— Preocupada? Por quê?

Henry não respondeu. Ao invés de encara-lo, ele concentrou-se em tentar sair do assento especial para crianças. Regina veio em seu socorro, com a cara fechada.

— Oi mamãe.

— Você está bem? — perguntou lhe avaliando e depois beijando-lhe os cabelos. Satisfeita com a resposta que recebeu, ela soltou o cinto de três pontos e o ajudou a descer, ignorando Robin.

— Deixe a mochila no quarto e vá lavar as mãos. O almoço está quase pronto.

Ele não discutiu e saiu correndo, gritando antes de entrar na casa:

— Vou trazer minha bola pra jogarmos, papai. Quero te mostrar o que eu já sei fazer.

Robin deu um sorriso largo e acenou com a mão concordando.

— Por que você demorou?

— Oi pra você também, Regina. Porque o trânsito nessa cidade é um horror. Espero que você não tenha esquecido de considerar isso.

— Se isso acontecer de novo, você tem que ligar avisando. Quantas vezes terei que te dizer que você só está aqui porque Henry quer.

— Só ele mesmo, Regina? — perguntou Robin aproximando-se para segurar sua mão. Ele disse o nome dela lentamente, como se fosse uma carícia, o que a fez estremecer, mas não de prazer. Ao perceber a intenção, ela desvencilhou-se rapidamente voltando-se para a casa.

— Não brinque comigo, Robin. Você não sabe do que eu sou capaz. Trate meu filho com um pingo de descaso e lhe mostrarei alguns truques novos.

— Eu gostaria de ver esses truques.

Regina parou e o olhou com escárnio.

— Vou me lembrar disso. Agora, entre e não toque em nada. Nós comeremos na área de fora.

Robin analisou o interior mobiliado atentamente. Não se lembrava muito bem da casa, mas gostou de como era convidativa. Ao chegar na cozinha, ele estacou diante da geladeira. Lá havia fotos e desenhos de Regina, Henry e Emma. Ele não sentiu-se como um intruso, mas como alguém que havia sido facilmente substituído. Dentro dele borbulhavam sentimentos de conciliação e de vingança, pela falta de correspondência de seus sentimentos.

— Vocês parecem se dar muito bem.

— É como as famílias se parecem.

— Por que não estou aqui? Uma foto minha, digo.

Regina levantou a sobrancelha enquanto fritava as ervilhas na manteiga.

— Suas fotos com Henry estão no quarto dele. Ele sabe que o fato de você não fazer mais parte da minha vida, não significa que não faça da dele.

— Onde nós erramos, Regina?

— Nós? Não sei muito bem onde nós erramos, Robin. Mas sei onde eu errei. Foi quando acreditei que você ficaria do meu lado e me apoiaria; quando o coloquei em um pedestal e achei que você fosse a pessoa certa pra mim e quando achei que você protegeria nosso filho e eu. Esses foram meus maiores erros com você. E aparentemente eu ainda não aprendi nada, porque você está aqui.

Robin permaneceu mudo enquanto observava ela misturar os ingredientes no refratário.

— Desculpe. Eu só queria que você fosse feliz.

— Eu sou feliz agora, Robin. E Henry também. Nossa vida mudou pra melhor há muito tempo. A única coisa que dificulta ela é você.

A fisionomia de Robin se transformou diante a menção silenciosa.

— Qual o segredo dessa mulher? Não sabia quando nos conhecemos que você teria uma queda em particular por sapatonas.

A calma esvaiu-se de Regina e ela quase perdeu de vez a compostura.

— Enquanto você estiver na minha casa, lembre-se que sua opinião é irrelevante. Enquanto você estiver com o meu filho, essas palavras são proibidas. E quando você estiver perto de mim, nem pense em ofender a Emma. Estou no meu limite com você Robin e só estou tolerando-o aqui pelo bem do meu filho, mas isso pode acabar. Não abuse. — disse pontuando cada palavra com a faca apontada pra ele. Ela só percebeu o que fazia quando abaixou o utensílio para substituí-lo por uma colher. — Você almoça, brinca um pouco com Henry e depois vai embora. Entendido? Agora espere lá fora.

— É quase como se fossemos uma família de novo.

— Nós nunca fomos uma família. — sentenciou Regina levando os pratos para a mesa que ficava na pequena área do quintal.

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— Regina, se você não conversar com o Henry, eu vou colocá-lo de castigo. É a terceira vez essa semana que ele ignora as tarefas que eu passo.

Emma estava parada do lado de fora do portal que dava para o quarto e, olhando para o final do corredor, levantou um pouco mais a voz:

— Não tolero indisciplina e é a organização que faz as coisas fluírem.

— Não e não! — gritou Henry do outro lado.

— Resolva isso você, Swan. Tenho uma reunião em 30 minutos e não quero entrar na briga de vocês. Você tem carta branca pra lidar com o Henry, lembra?

— Regina…. estou pedindo sua ajuda porque realmente preciso. Ele não está me obedecendo e está fazendo birra. Esse menino nunca fez birra. E não vai começar agora. Ele não quer conversar comigo, mas talvez converse com você. E se isso não resolver, teremos que apelar para outra coisa.

— Acha que foi porque eu não deixei ele ir dormir na casa do pai que ele está assim? Vou conversar com ele.

— Com jeitinho, ok? Ele parece muito chateado e sensível.

— Eu sempre sou cuidadosa quando falo com ele. Mas não poderemos mimá-lo pro resto da vida, Em.

— Podemos sim. Você ainda é mimada e ele pode ser também.

Regina estreitou os olhos enquanto cruzava o quarto até a porta. Emma levantou o queixo em desafio.

— Mas a questão — apressou-se em dizer — é que ele não está confortável comigo. O que você acha que eu fiz? Converse com ele e descubra.

Emma balançou a mão indicando pra Regina seguir em direção ao quarto do menino.

— Vou ficar aqui.

O tom de voz calmo e baixo de Regina contrastava com o aspecto elegante e ameaçador que o colete preto por cima da camisa social branca lhe dava.

— Henry? Emma disse que você não quer conversar com ela. O que houve?

O garoto estava sentado no canto perto de sua cama, brincando sem interesse com alguns blocos, enquanto ignorava a presença da mãe.

Desde que as visitas semanais de Robin haviam começado, Regina e Emma estavam tendo problemas com o comportamento dele. No começo foram coisas que pareciam momentâneas, como uma palavra absurda para um menino educado e gritos depois de ouvir um ‘não’.

Como medida para tentar distrai-lo e ajudá-lo a impor sua independência, começaram a passar tarefas simples e que ele podia começar e terminar sozinho, como arrumar a cama e os brinquedos, alimentar os peixes e levar a roupa suja para a lavanderia, além de começar a tomar banho sozinho.

Não foi por descuido ou por estarem ocupadas e preocupadas que elas não perceberam a explosão emocional que ele vinha manifestando, mas foi por achar que eram ocorrências comuns e um comportamento bastante esperado para crianças da idade dele e que, por nunca ter feito isso antes, talvez estivesse finalmente extravasando.

Pensando bem, ela podia entender os motivos das birras. Um deles era a rotina que havia sido interrompida, e outro é como deveria estar sendo difícil lidar com a confusão que era ter Robin por perto e por um curto período de tempo. Talvez Henry estivesse sofrendo pela pressão da restrição em relação ao pai. Se elas estavam frustradas com toda aquela história, imagine como ele estava.

Sentando-se na frente dele, com as pernas cruzadas e sem se importar em amaçar a roupa, Regina levantou o rostinho com a mão direita para que pudessem se encarar.

— Henry? O que está acontecendo?

Se jogando no colo da mãe, ele a apertou pelo pescoço enquanto choramingava. Regina lhe afagou as costas, dando tempo e conforto para externar o que quer que estivesse sentindo.

Emma aproximou-se mais da porta e ficou olhando, com o coração apertado. Elas sempre priorizavam os sentimentos e as reações dele, tentando lhe oferecer espaço e o amor e afeição que ele precisava. O que havia de errado?

Enquanto Regina esfregava suas costas, para acalmá-lo, Emma ignorou sua decisão de esperar no corredor e deitou-se na cama dele de barriga para cima, começando, em seguida, a cantarolar baixinho uma canção de ninar. Era uma tentativa que elas usavam quando ele era menor e não queria dormir. Logo sua respiração começou a normalizar e ele parou de soluçar.

— Quer me contar o que está te incomodando? — perguntou Regina gentilmente.

Diante o silêncio do menino, Emma não se moveu, mas indo contra seu bom senso de manter-se calada, resolveu conduzir a conversa.

— Sabe, Henry, quando eu era da sua idade eu morava numa casa com outras crianças. Não era tão legal quanto parece, porque elas viviam roubando meus brinquedos. E eu nunca falava nada porque eu tinha medo de ficar de castigo por uma coisa que eu não fiz, mas pensei em fazer. A diferença é que eu e Regina estamos aqui pra te proteger, e eu não tinha ninguém pra fazer isso por mim. E depois, quando fui pra outra casa, eu não confiava que alguém fosse se importar comigo. Mas você é diferente Henry. Você é sortudo e muito, muito amado. Sua mãe te ama, seu pai te ama, seus avós, seus amiguinhos na escola e eu também.

— Você me ama mesmo, mãe? Mesmo se eu não fizer as tarefas?

Emma sentou-se abruptamente na cama e encarou Regina. Henry estava com a cabeça virada para a curva do pescoço dela e não pode ver seu olhar abismado. Devagarinho ela desceu e sentou-se no chão, imitando Regina, e falou com ele com um tom tranquilizante que há muito tempo não usava.

— Henry, lembra o que te falamos uma vez sobre amor? Amar alguém é querer o melhor para aquela pessoa, sem impor condições nenhuma. E eu te amo, você cumprindo suas tarefas ou não. Mas você deve realiza-las para poder aprender, filho. Sua mãe e eu fazíamos tarefas também. E como eu disse, organização é o que faz as coisas fluírem. Nós só queremos te ensinar a ser e a fazer o melhor. Compreende?

— Mas o papai disse que você só gostava de mim por que gosta da mamãe. E que se eu quisesse saber se você me amava eu tinha que ficar sem fazer as tarefas. Se você me colocasse de castigo é porque não gostava de mim. Ele também disse que vocês não gostam dele, e por isso não me deixam ficar com ele.

Emma estava visivelmente perturbada com o que ouvira. Engolindo em seco, ela pensou qual seria a forma mais fácil de tirar esse nó e essas dúvidas da cabecinha dele.

— Escuta, garoto — cochichou enquanto chegava mais perto — eu te amo, mas não porque você faz suas tarefas ou porque me deixa brincar com você. Eu te amo porque você é importante pra mim e porque não consigo sentir outra coisa por você desde que nos conhecemos.

Ele olhou pra ela com dúvida. Os olhinhos escuros estavam molhados pelas lágrimas e ele parecia perdido.

— Posso te contar um segredo? Eu amo você antes mesmo de amar a sua mãe. Vê como você é especial? E como você foi esquecer que é meu filho favorito?

Ele amaçou um sorriso.

— Você não tem outro filho.

— E mesmo se eu tivesse, você sempre seria o favorito... Quando você fica de castigo Henry, não é porque não gostamos de você, mas é porque você tem que pensar no que fez. Se você faz algo errado ou se não faz algo, você fica de castigo. Isso acontece até na polícia. Pergunte pra Alexa quando ela passar daqui. Ela e eu ficamos de castigo toda hora na polícia. Mas não é porque não gostam da gente. É porque não fizemos o que nos pediram pra fazer direito. É assim que a gente cresce. Eu e a sua mãe queremos que você seja o mais forte e corajoso de todos. E sentir-se confuso não é ruim. Mas você tem que saber que pode conversar com a gente. Henry, sua mãe e eu estamos aqui pra te ajudar.

— Eu gosto das minhas tarefas.

— Bom. Você as fez direitinho, e eu espero que não mude. Henry… quando seu pai disser que eu não gosto de você, você promete lembrar do que eu estou te falando agora? Eu te amo, não importa o que aconteça.

— Eu amo você, mãe.

Emma o abraçou com um braço e com o outro rodeou Regina também. Quando os soltou, ela não entendeu o que viu no rosto da morena. Parecia… resignação.

— Sobre o seu pai, Henry — começou ela, ignorando o olhar de repreensão da noiva — ele está certo quando diz que nós não gostamos dele. Mas é só nisso que ele tem razão, no resto ele está errado. E nós deixamos você ficar com ele, não deixamos? Você acha pouco o tempo que passa com ele?

Ele a olhou demoradamente, pensando na pergunta. Ele achava pouco o tempo que passava com o pai? Bem, sim. Seus amigos na escola diziam que os pais os levavam em parques, em jogos e para trabalhar com eles quando podia. E Robin nunca fazia isso. Mas se pensasse melhor, todas as vezes em que seu pai o buscava na escola durante aquele último mês eles faziam sempre a mesma coisa. Ele insistia em lhe ensinar a jogar bola, mesmo ele já sabendo.

— Eu não sei. Eu queria que o papai me levasse pra passear e pra ir no trabalho dele. Todo mundo da minha escola sai com o pai no final de semana, menos eu.

— Seu pai não tem trabalhado mais na empresa, Henry. Por isso ele não te leva até lá. Mas você pode vir comigo pro Clube. Ou com Emma pra delegacia. E eu sei que você queria que fosse o seu pai que te levasse, mas nós podemos levar você onde você quiser ir. Você pode vir pedir quando quiser, ok?

— Ok, mamãe…. Mas por que vocês não gostam do papai?

A boca de Regina secou e a cor esvaiu-se do rosto da loira. “Olha aí no que deu, Regina Mills”, repreendeu Emma mentalmente. A vontade era dizer “porque ele é um cretino que bebe além da conta e pode machucar você”, mas ela mordeu a língua pra refrear tal pensamento.

— Porque ele diz e faz coisa que nos deixa tristes. Mas isso é só com a gente. Ele te ama Henry e gosta muito de ficar com você.

— Eu sei, mamãe.

Por alguns minutos, eles ficaram calados, apenas ouvindo o burburinho que vinha das avenidas perto dali. Henry parecia melhor e mais calmo.

— Você quer dizer mais alguma coisa?

— Não. Bem, sim. Posso comer sobremesa hoje?

— Pode. Agora, arrume o seu quarto e vai tomar banho. Eu preciso sair, mas volto logo.

Henry a abraçou mais uma vez e logo estava no colo de Emma.

— Sem sobremesa hoje. Você está ficando muito pesado. — disse brincando enquanto acompanhava a morena pra fora do quarto.

— Não tô nem aí. Você ainda me aguenta. — disse apertando-a pelo pescoço.

Regina desceu as escadas rapidamente, enquanto olhava pra cima e jogava um beijo pra eles.

— Comportem-se, crianças!

Quando a porta bateu, Emma o colocou no chão e o fez sentar-se do seu lado no primeiro degrau da escada.

— O que você vai querer jantar? Regina disse que não podemos pedir pizza e nem lanche. Você quer sopa?

Henry fez uma careta.

— É, nem eu. Está muito calor. Que tal… arroz com cenoura ralada e hamburguer com batata e queijo?

— Batata e queijo? Não pode ser batata frita?

— Não. Vamos fazer tudo assado. Você vai gostar, vem! Você será meu ajudante.

— O que eu vou fazer?

— Me falar quando estiver sentindo cheiro de queimado — disse ela rindo. — Ei, não faça essa cara! Eu até que cozinho bem. Vou caprichar pra você.

— Quero cortar a cenoura! — gritou ele enquanto Emma pegava os ingredientes.

— Tudo bem, mas as batatas são minhas.

— E a sobremesa?

— Que tal salada de frutas?

— Tem morango?

Tirando uma pequena bandeja da geladeira, ela colocou tudo na bancada.

— Parece que seu desejo se realizou, mestre Henry. Morangos para o menino mais bonito desse mundo.

Henry deu risada enquanto puxava uma cadeira. Fazendo-o sentar-se de joelho nela, Emma pegou na mãozinha dele e o guiou para cortar a cenouras.

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Regina desligou o celular e ficou olhando para a rua deserta. Havia ligado para cada membro que estaria no jantar de negócios, com interesse em realizar uma competição, para remarcar. No momento ela tinha um acerto de contas pra fazer.

Durante o período em que ele havia estado preso, nos finais de semana quando estavam em casa, Emma lhe ensinou alguns golpes de auto defesa e ela queria saber se as ulas haviam funcionado. Ela perdeu a conta de quantas vezes ouvira a loira lhe dizer para manter os braços erguidos, a fim de proteger a cabeça e enxergar o adversário. No momento ela só queria aplicar com fúria os golpes que havia aprendido.

Batendo a porta do carro e apertando o alarme, Regina se encaminhou para a casa. Apertou a campainha uma, duas vezes.

— Regina.

— Marian. Como vai?

— Bem. E você?

— Já estive melhor. Onde ele está?

— Na cozinha.

— Por favor, peça pra vir até aqui. E você distraia Roland. Não vai ser uma discussão agradável.

— O que aconteceu?

— Henry.

Marian fechou a cara, compreendendo a raiva que via no rosto da morena. Antes de entrar, disse baixinho:

— Tome cuidado.

Talvez fosse a adrenalina que corria por seu corpo, talvez fosse o ódio que estava sentindo ou talvez fosse o fato de saber que era uma nova pessoa e que podia lidar com aquela situação que fez Regina sorrir ameaçadoramente. Não, Robin que precisaria tomar cuidado.

— Regina! Quando Marian disse eu não acreditei. O que você está fazendo aqui? Não quer entrar?

— Não. Meu assunto com você é rápido.

Um brilho apareceu nos olhos de Robin, o que fez a confiança de Regina aumentar ainda mais. Ele achava que aquele era um encontro social?

— O que você quer?

— Você me disse uma vez que gostaria de ver os truques que aprendi.

— Sim, eu disse. E você veio de livre espontânea vontade? Qual é a pegadinha, Regina?

— Claro que vim. Não tem pegadinha. Finalmente eu compreendi tudo.

O sorriso que Robin deu foi de pura satisfação. Regina estava ali e estava voltando pra ele. Descendo os degraus da pequena varanda, ele parou bem de frente a ela.

— Eu queria que você viesse.

— Eu sei. Por isso estou aqui.

Robin aproximou-se mais e sem dar tempo para uma reação, encostou sua boca na dela. O contato fez seus músculos contrair-se involuntariamente em uma fisionomia de nojo. Sem pensar completamente, ela o mordeu.

— Mas que diabos, Regina?

— Pra variar, você entendeu tudo errado.

Ao dizer isso ela lhe deu um murro com toda força e raiva que possuía. O lado direito do rosto de Robin, mesmo sendo escondido pela barba, logo ficou avermelhado.

— Estou aqui para mostrar que não tenho mais medo e que você não pode brincar com a cabeça e os sentimentos do meu filho como se ele não valesse nada. Quem você pensa que é para deixá-lo confuso a respeito da Emma e de mim? Como você se atreve a confundi-lo de tal maneira? Ele tem apenas seis anos, seu canalha! — gritou ela com todo o ar de seu pulmão. A cólera dela era quase palpável e Robin notou como ela parecia descontrolada e… perigosa.

— Eu te odeio! Maldito seja o dia em que você entrou na minha vida. Chegue perto do meu filho novamente e eu te mato!

— Regina, espera. Eu… eu não quis…

— Não quis? Você passou um mês com Henry e tudo o que fez foi semear discórdia. O menino não sabe o que é ter pai, porque nunca teve um! Ele não precisa de você e nunca precisou. E nem eu. Vou me casar com a Emma, e Henry está feliz com isso. Ele está feliz com ela! Deixe-nos em paz, Robin. Eu vim lhe alertar hoje. Na próxima vez, e será bom pra você que não haja uma, eu corto aquilo que você mais preza. Seu desgraçado! Fique longe da minha família.

Robin ouvia tudo com o ira crescendo dentro de si. Quando conseguiu se recuperar do golpe, ele começou a reaproximar-se dela, sua fisionomia demonstrando sua irritação.

— Você não acha que pode vir até a minha casa, me ameaçar, dizer que vai se casar com aquela sapatona e que Henry não é meu filho…

Robin não conseguiu desviar, pois foi muito rápido. Dessa vez foi um tapa, que estalou mais alto do que deveria e fez ele cambalear pra trás.

— Ele não é seu filho. Entende isso? Ele não é nada mais seu. Assim como eu. Nós nunca fomos. Suma da nossa vida!

Dizendo isso, sem esperar resposta ou que ele se recuperasse e fosse pra cima dela, ela entrou no carro e deu partida, saindo dali rapidamente. Por mais que achasse estar pronta para aquele tipo de embate, o primeiro golpe havia lhe ralado a parte de cima da mão e o segundo deixou a palma ardendo, o que a fez pegar o celular desajeitadamente.

— 911. Qual sua emergência?

— Acabo de discutir com meu ex-marido e estou com medo que ele seja violento com a outra esposa. Eles têm uma criança na casa. Por favor, venham logo.

Assim que passou o endereço, ela desligou. Embora pudessem rastrear seu número, ela não se importava com isso, pois a mentira era necessária para registrar um caso de urgência. Seu dever agora era ajudar Marian e Roland a se livrarem daquele fanfarrão.

Quando chegou ali, ela não estava pensando. Ela só queria fazê-lo pagar por cada lágrima de Henry. E o que havia ido fazer estava feito. Robin só conhecia uma linguagem para resolver os problemas, e ela havia deixado bem claro que não haveria concessões dessa vez.

Passando de uma farmácia, ela fez um curativo na mão. Inventou uma desculpa, de que havia sido assaltada, e pronto. Logo estava liberada. Talvez a faixa denunciasse o que havia feito, mas ela não a arrancaria. Seria mais fácil enfrentar os questionamentos de Emma se a área ralada estivesse protegida.

Silenciosamente ela entrou em casa. Olhando no relógio viu que havia ficado fora quase duas horas.

— Como foi?

Regina olhou pra cima e encontrou Emma na ponta da escada.

— É… Hmmm…. Satisfatório. Acho que me fiz entender.

— Deve ter feito mesmo. Está com fome?

— Sim. O que você preparou?

— Hambúrgueres.

— Emma!

— Relaxa, Regina. Foi tudo feito no forno. Eu sabia que você teria esse ataque se eu os tivesse fritado.

— Bom.

Enquanto seguia a loira pra cozinha, Regina perguntou sobre Henry.

— Está brincando lá em cima. Ele está bem e parece que entendeu o que explicamos. Eu não o subestimaria. Acho que está tudo certo, mas talvez seja melhor marcar uma consulta com o Dr. Hopper só por precaução.

— É, acho que você tem razão. Ainda não acredito que Robin foi capaz de fazer isso com Henry. Como alguém pode tentar usar uma criança tão linda e inocente como ele para tentar nos ferir? Que tipo de pessoa faz isso, Em?

— Uma bem problemática. Mas você você fez ele entender isso, não fez?

— Bem, eu tentei. Eu nunca tinha dado um soco em alguém, mas…

Regina parou quando percebeu o que estava acontecendo.

— Como… como você sabia?

— Seu pai ligou querendo saber porque você remarcou a reunião. Disse que você não estava se sentindo bem. E também não contei sobre o Henry. Como não sou policial à toa, suspeitei da onde você tinha ido naquela pressa.

— Foi bom, Emma. Mas depois me arrependi.

A loira sentou-se na mesa diante dela, ignorando a comida que esquentava no microondas. Pegando de leve a mão machucada, ela a beijou com cuidado.

— Você vive me falando que violência não leva a lugar algum. E você está certa. Mas eu sei o que houve, Regina. Não foi por você. Ou por mim. Foi pelo Henry. Se te consola, eu teria feito o mesmo. Só não o fiz porque se estivesse nós duas e ele no mesmo recinto haveria um homicídio.

Regina a olhou profundamente, com seu semblante sério e preocupado.

— Eu poderia ter matado ele. Na verdade, eu ameacei diante toda a vizinhança que faria isso.

— Não se preocupe, Regina. Não é como se o Robin fosse aparecer morto amanhã. Não temos tanta sorte.

Regina a olhou espantada.

— Desculpe.

— Não, tudo bem. Sei o que você quis dizer... Estou pensando na Marian agora.

— Me encarregarei disso. Tenho uns favores pra cobrar na delegacia. Acho que está mais do que na hora dela ir embora.

— Se é que ela ainda quer ir. — disse Regina com uma pontada de lamentação na voz.

Durante as visitas, que depois da primeira semana passaram a ser de quarta e sexta-feira, Robin buscava Henry na escola, almoçava com ele e brincava durante 40 minutos. Regina e Emma faziam questão de cronometrar. Quando Emma estava presente, Robin não lhe dirigia a palavra e ela também ignorava sua presença. No início ela e Regina pensaram em fazer um rodízio, mas sempre arrumavam uma maneira de estarem as duas na casa no horário programado. Isso fez com que elas ficassem menos na defensiva e vigiassem Robin melhor. Ele parecia mais sóbrio, em todos os sentidos da palavra, mas elas sabiam que seu caráter era questionável. Será que Marian percebia isso também?

Regina viu o olhar de compreensão que Emma lhe deu e expeliu o ar com força.

— Estou cansada disso tudo. Foram semanas difíceis pra nós e pro Henry. Quando vamos ter paz, Em?

— Eu não sei….

— Não podemos fugir?

— E fugiríamos até quando?

— Bem apontado.

Ainda segurando a mão de Regina, Emma permaneceu em silêncio durante um momento antes de pronunciar o que vinha lhe atormentando a noite toda.

— Sei porque você bateu nele. Mas porque você foi procurá-lo?

— Porque eu precisava saber se tinha conseguido perder o medo que sentia dele. — confessou Regina baixinho depois de formular a resposta. — E porque queria que ele soubesse o que eu farei se ele relar a mão no Henry.

— Estou orgulhosa de você, Regina. Não por ter saído pra enfrentar um idiota sem me avisar ou por ter batido nele, mas por ter enfrentado esses demônios que te perseguiam. Mas não faça isso novamente, mesmo tendo acabado de entrar para a lista das pessoas de quem Robin tem medo.

— Eu e você?

— Não, boba. Claro que não. Você e Cora.

Regina deu um sorriso fraco.

— Parece que sou mesmo filha dela.

— Não é tão ruim, amor. E Cora é valente, você não pode negar. Isso é uma das coisas que você puxou dela. E pensa bem, poderia ser pior.

— Como?

— Você ser filha dela e ser casada com aquele idiota.

— Bem apontado. — repetiu ela.

— Mas você vai se casar comigo. E o ponto é o quão corajosa você foi essa noite. Fico feliz de termos treinados juntas, valeu a pena, não acha?

Regina a ignorou e apertou os dedos dela.

— Falando nisso, eu… acabei deixando nosso noivado escapar.

Ela encostou-se na cadeira visivelmente abatida.

— E se eu tiver piorado tudo, Emma?

— Daremos um jeito. Por hora, estou feliz daquele crápula ter apanhado um pouco de você.

— Foi só um soco e um tapa.

— Só? — ironizou antes de lhe acariciar o braço. — Essa é a minha garota! E eu sou uma ótima professora ou o quê?

— Não se ache tanto. Foi a minha mão que ficou ardendo.

— Tomara que ele fique com o olho roxo.

— Não seja malvada, Em.

— Não estou sendo malvada, estou sendo…. positiva. É melhor ficar com o olho roxo do que com a marca da sua mão na cara. Espera! Acho que prefiro a marca da sua mão.

Emma riu animadamente, o que fez Regina levantar o canto dos lábios um pouquinho.

— Acho que sou malvada mesmo.

— Pra sua sorte, eu gosto de você de qualquer jeito.

— E eu de você.

Emma beijou a mão dela novamente antes de se levantar para pegar o prato e colocar na mesa.

— Henry e eu fizemos o seu jantar.

— Até que parece apetitoso. Aprendendo a cozinhar, Swan?

— Só o básico pra não morrer de fome na sua ausência.

— Sei, sei. Henry comeu tudo?

— Acredite ou não, ele comeu duas vezes. Principalmente as batatas gratinadas.

— Progresso. Gosto disso.

— Vai gostar ainda mais da nossa sobremesa.

Indo até até a ponta da escada, Emma pediu pra Henry descer.

— Ficamos te esperando, mamãe. Tá gostoso? Nós fizemos direitinho, né?

— Tá uma delícia, querido. Vocês fizeram um jantar muito bom. Vou sair mais vezes.

— Não! — disseram os dois juntos.

— Seus abusados.

— Fale menos e coma mais. Queremos sobremesa. — declarou Emma.

— Colocamos morango na salada de frutas! — anunciou Henry orgulhoso.

— Até que enfim vocês estão me ouvindo e evitando comer porcaria.

— Isso mesmo, vossa majestade. Fizemos uma salada de frutas porque é leve e sabíamos que você aprovaria. Não está feliz por ter seus súditos fazendo só coisa boa pra você?

— Talvez eu me aposente.

— Não tão cedo, minha querida. Todos nós queremos governar aqui. — Emma deu uma piscadela pro Henry.

— Aliás, amanhã é seu dia de fazer o jantar.

Regina fez uma careta.

— Emma, eu sempre faço o jantar. Hoje foi uma exceção.

— Bem apontado.

Regina a olhou divertida. Observando atentamente Henry enquanto Emma e ele pegavam as frutas, ela reconheceu que o garoto parecia melhor. Menos ansioso e menos reprimido.

Ela segurou um suspiro. Talvez Robin agora se sentisse ameaçado por sua atitude, mas ela não pensaria nisso. Tudo o que fez foi para tentar impedir que ele se aproximasse outra vez.

Como ela lidaria com Henry quando ele percebesse isso, ainda não sabia. Talvez o confundisse mais, ou talvez fosse melhor pra ele. Ela seguiria o conselho da loira e não o subestimaria. Ele era uma criança inteligente e espontânea, e precisavam manter isso, assim como sua infância. Ela não queria que ele amadurecesse rápido demais.

Após colocar as louças na pia, ela foi até ele e o pegou no colo. Novamente Emma os envolveu em um abraço, dessa vez apertado.

— Podemos brincar de cabaninha hoje?

— Podemos! — disse prontamente Emma, indo pegar um lençol para transformar a sala em uma cabana.

Regina sentou-se na poltrona, fechando os olhos por um instante e tentando esquecer de tudo, menos das vozes de Emma e Henry ao longe.

Aquele não havia sido um dos seus melhores dias, e muito menos um dos melhores meses. Mas ela sabia que alguma coisa havia mudado e iria mudar ainda mais. O quê precisamente ela não soube dizer, mas também não se importou.

Sua única certeza naquele momento é que ela e Emma estariam tomando conta de Henry, e tentariam suprir qualquer necessidade que ele possuía.

Notas finais
BUUUU! VOCÊS PEDIRAM E NÓS, BOAZINHAS QUE SOMOS, NÃO DEMORAMOS :D (Queremos comentários lindos e enormes!!) AMANHÃ É ANIVERSÁRIO DE MCC GENTE! UHUUUUUUUUUL! TODOS ESTÃO CONVIDADOS A TOMAR CHOCOLATE QUENTE COM CANELA E COMER TORTA DE MAÇà COM CANELA COM A GENTE! (Sim, isso é possível! Inclusive foi meu café da tarde ontem *---*) Então galera, seus corações estavam preparados pra tempestade de babado, confusão e gritaria!? O/ ~EH MTA TRETA, VISH!~ Só isso que eu tinha pra falar, eu acho! Nos sigam no tt para novidades e entretenimento e spoiler, conversamos muito sobre MCC lá ~fica a dica~. Além de sermos pessoas queridas, engraçadas e amorosas :D (@ingridsurkamp e @cathdepp) Agora terminei mesmo :P Beijo grande, HeyBones. —---------------–---------------–--------------- HeyBones me mataa! Gente, olha a zueira dessa menina! :O O aniversário de MCC subiu na cabeça ~deve ter sido alguma coisa da torta que parecia deliciosamente gostosa de maçã com canela que ela comeu ontem... Sério, tava com uma cara ótima. E essa malvadona não quis me mandar um pedaço, só ficou se exibindo~ Pois é, galerinha. Um ano de MCC! YAAY! Agora, a questão é: Como vamos comemorar?! hahaha Ideias? :P E quem não tem o costume de comentar aqui, mas tem twitter, vem conversar com a gente! ~HeyBones tá iludida quando acha que nosso twitter tem entretenimento e que somos pessoas queridas e amorosas e etc ¬¬' ~o que diacho tinha naquela torta?~ Mas a parte sobre discussões de MCC é verdade! E vocês podem palpitar quando e quanto quiserem *-----------* Queremos muito saber o que acharam do capítulo. Nos vemos em breve?! muahahahaha Com certeza! xoxoxo, Cath