Notas iniciais
Segurem seus forninhos Swens, porque a Cath chegou descendo, subindo, empinando, rebolando E(!) sambando na cara da sociedade com esse capítulo. Particularmente, é um dos meus favoritos, deve ser o 1º do meu TOP 5, mas... Sou suspeita para falar :P Se MCC não fosse nossa, roubaríamos ela, né sis?! #Mafiosas aushuashuahsuhas Agora... SEJAM BEM VINDAS LEITORAS NOVAS!! Vocês nos mataram com seus comentários lindos *--* ~Cora manda abraço e ZelZel um beijo~ Gente, sobre o repeteco do capítulo 19... Muita gente pediu e vamos atender vocês :D ~afinal, MCC (e capítulos que eu escrevo, principalmente) sem pootaria, non ecxiste~ Estamos vendo se vai ser no 24.. Acredito que sim, mas só a Cath pode confirmar isso. ~se ela não estiver ocupada me matando pelo spoiler que acabei de vos dar :X~ ~Chega de tagarelar, Ingrid!!! (Sim, eu tenho o mesmo nome que a SnowQueen. CHOOOOOOOOOOORA RECALQUEEEEEEEEEEEE~ (Little Mwah in the shoulder) Capítulo do BA-BA-DO, apenas! E só digo uma coisa, não nos matem, please! Beijo grande, HeyBones. Obs.: POV Robin e Regina.

A rua estava silenciosa. O bairro onde Regina morava era tranquilo e com casas tão bonitas e grandes quanto a dela. O barulho de um poste do lado oposto ao que eu estava me deu certeza que a lâmpada iria queimar logo. Melhor. Assim, ficaria mais difícil de ser notado.

Minha cabeça doía muito, consequência da mistura dos calmantes que Marian havia me obrigado a tomar e da American IPA na minha mão. Aquela idiota achou que eu precisava de alguma coisa para me acalmar após sair da casa de Regina. Tonta! Eu estou perfeitamente calmo. E consciente que aquilo havia ido longe demais.

Henry agora estava convivendo oficialmente com elas, já que a audiência fora uma piada! Todo o plano de Cora havia sido uma armação pra tirar o único elo que Regina e eu ainda tínhamos. Henry era meu filho e não deveria ficar no meio de duas sapatonas. Não admitiria ter um filho gay também! Regina não tinha o direito de fazer aquilo. Como ela ousava ficar com aquela policial nojenta? Eu não conseguia mais reconhece-la….

Apoiei minha cabeça no encosto do banco do carro, ainda olhando para a casa dela. Quando nos conhecemos foi algo como amor a primeira vista. Regina frequentava um bar com os amigos e eu sempre estava por ali. Um dia tomei coragem e lhe ofereci uma bebida, que ela prontamente aceitou. Conversamos a noite toda. Ela me contou que estava no último ano da faculdade e eu lhe disse que havia acabado de herdar uma propriedade e um bom dinheiro. Como ela estudava economia, logo nos demos bem, falando de gestão de pessoas, dos custos de produção e de como coordenar, planejar e organizar propriedades. Nós tivemos uma ligação.

Ela era linda e, apesar de ter ideias demais, ela me encantou. Ela tinha um jeito tímido e dócil que a fazia especial. Ela era virtuosa, sincera e se eu tivesse que defini-la com em uma palavra seria pureza.

Saímos por um ano e consegui facilmente seduzi-la, já que tinha sido feita pra mim. E quando Regina me contou sobre a gravidez, eu compreendi que ela era a única que poderia me conceder uma família e a estabilidade que eu sempre quis. Então lhe pedi em casamento.

No começo a família dela foi um problema, mas eu tinha charme suficiente para cativá-los. Se você souber manter uma boa conversa e tiver lábia suficiente para fazer a outra pessoa achar que sabe tudo, então o que você quiser está no papo. Ela veio morar comigo e tudo estava ótimo.

Regina fazia parte constante dos meus pensamentos e eu não conseguia pensar em nada que não se relacionasse a ela, porque precisava dela e estar com ela o tempo todo. O único momento em que eu não suportava ficar perto era quando ela resolvia conversar sobre a gravidez e o menino, cobrando de mim mais presença. Mas o que ela queria que eu fizesse quando ela mesmo não queria mais me agradar? Eu perdia a paciência com essas bobagens.

E depois que Henry nasceu, tudo piorou, pois nossa relação esfriou e ela já não me dava tanta atenção. A impressão que tive era que ele tinha me substituído e a única coisa que clareava minha mente era uma bebida. Uma bebida para cada vez que ela cruzava minha mente.

Vê-la uma noite com o cara que ela dizia ser um primo me fez perder o autocontrole. Acho que eu fui um pouco agressivo com ela. Mas como ela poderia oferecer algo para alguém quando não oferecia pra mim?

Eu não entendo porque ela me culpa tanto por esse episódio.... Certamente não posso ser acusado por pensar que ela poderia estar me traindo. As mulheres sempre fazem isso. E eu tentei me desculpar depois. Eu tentei. Mas ela não aceitou. Nenhum presente, nenhuma palavra; não aceitou nada.

Eu não podia chegar até ela. Ela desfez o noivado e só permitia que eu me aproximasse para ver o menino. Eu queria cuidar deles; cuidar dela, mas era não permitido.

Ela seguiu em frente e eu tentei fazer o mesmo. Sai com Marian algumas vezes e a idiota logo engravidou. Eu não queria uma família com ela. Eu ainda queria Regina. Eu a amava. Agora, só cerveja ou algumas doses de uísque pode tirá-la da minha cabeça. Ou quase.

Eu até gosto da Marian. Ela dá o que eu quero e quando eu quero. E Roland pode ficar comigo, e aprender a ser homem. E Henry claramente gosta dele. Se eu o tenho perto de mim mais vezes, então eu posso vê-la com maior frequência também. Uma hora ela teria que pedir para eu voltar e nós formaríamos uma família. Eu, Henry, Roland e ela. Só precisava lhe dar um pouco mais de tempo para que percebesse que tínhamos que ficar juntos.

Mas acho que dei tempo demais. Ela tem mudado muito. Aquele tapa era a prova. Eu ainda podia sentir a ardência da mão dela no meu rosto. Por um lado era reconfortante saber que ela tinha me tocado, mas não daquele jeito. Minha Regina nunca levantaria a mão pra mim. Que ela era determinada, isso eu sabia, mas pela voz dela era possível sentir o controle que ela tinha desenvolvido. Onde estava aquela Regina dócil e tímida que eu conheci?

Desde que aquela maldita Emma entrou na vida dela o que nós temos diminuiu ainda mais. Regina já não parecia estar chorosa no telefone, quando eu ligava. Ela parecia não precisar mais de mim. E até Henry estava mais feliz.

"Aquela vagabunda roubou minha família!" Bati no volante com raiva. Aquele mulherzinha idiota! Aquela sapatão de merda! Como ela ousava roubar Regina? Ela havia transformado minha mulher em algo que ela não era. Ela não pode me causar ciúmes desse jeito e achar que ficaria tudo bem. Se ela gostava de mulheres, porque tinha ficado comigo? Por que tinha tido um filho meu? Como Regina podia ficar próxima e suportar que ela a tocasse? Minha Regina nunca permitiria. Não, não. Emma não tem o direito de fazer isso! Eu a farei pagar caro, muito caro.

E se Regina queria que eu voltasse era só ter falado. Deixar aquela sapatão nojenta ficar do lado deles no aniversário do meu filho era demais. O moleque ia acabar virando um viado. Eu não posso permitir. Por que Regina deixou Emma ficar perto deles? Por que ela está fazendo isso comigo?

Passei as mãos pela cabeça. Eu sempre consegui o que queria. E era Regina o que eu queria; que eu sempre quis. Eu iria mostrar que ela não pode brincar comigo.

Descendo do carro, corri furtivamente até a porta da cozinha, que ficava na parte de trás. Eu havia deixado Marian e Roland em casa e, com a desculpa que ia para a empresa adiantar um serviço, sai para vir até Regina. O que tinha acontecido hoje foi a gota d’água. Eu até aceitava aquela coisa da guarda de Henry, porque eu sabia que ela voltaria pra mim uma hora. Mas o jeito que ela me tratou hoje... Não, eu não podia aceitar. As luzes já haviam sido apagadas e meu estômago deu um salto ao pensar que ela podia estar beijando aquela loira nojenta. Regina era minha. E eu podia trazer aquela parte dela de volta. Ela gostava mesmo é de homem. Ela gosta é de mim. Regina só queria chamar atenção com essa coisa de estar com outra mulher.

Enrolando minha jaqueta na mão, quebrei o vidro da porta e consegui abri-la. Eu iria tirá-la de lá agora. Ela e Henry deveriam ficar comigo. Depois eu pegaria Roland e nós nos mudaríamos para algum lugar longe de tudo isso. Longe dessas lembranças sórdidas. Como San Diego, no outro lado do país! Sim, seria afastado o bastante.

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— Emma, você ouviu isso? — perguntei olhando pra ela. Nós assistíamos televisão. Bem, nós tentávamos, porque eu estava mais interessada nela do que no programa em exibição.

— Ouvi. Você acha que foi aqui? — Ela levantou-se silenciosamente e foi até a gaveta onde costumava guardar sua arma. Era uma das primeiras coisas que ela fazia ao chegar em casa. Raramente ela deixava eu ou Henry vê-la armada. — Eu vou lá embaixo. Vá para o quarto do Henry. Se eu não voltar em 5 minutos, acorde ele e vá para casa dos seus pais.

— “E chame a polícia!” — completei indignada por ela não sugerir que eu chamasse reforços.

— Ok. ok. Mas agora faça o que eu estou falando, sim? Por favor? — pediu sussurrando e saindo do quarto. Eu queria dizer que não estava com medo, mas eu estava. Aquele lugar era tranquilo e as pessoas dali eram pacíficas. Seria algo com o trabalho de Emma? Uma vez nós conversamos sobre isso. Foi logo após ela se mudar, na verdade. Ela havia exposto os riscos que o trabalho dela trazia e me perguntou se eu queria mesmo me comprometer com aquilo. Acho que ri na cara dela na ocasião. Eu não me importaria nem se ela fosse o presidente, com a maior lista de inimigos possíveis. Eu sabia que, independente de qualquer ameaça, ela sempre nos protegeria. Porque eu também sempre os protegeria. Mesmo não tendo uma arma para atirar nos idiotas que se metessem com quem eu amava.

Olhando para ela no corredor, eu queria dizer alguma coisa. Alguma coisa que a encorajasse e dissipasse qualquer temor, tanto meu quanto dela. Mas eu só consegui dizer bem baixinho um “Não seja tão mandona, Swan!”.

Pude ver aquele sorriso travesso dela, aquele sorriso divertido que ia aumentando devagarzinho. Acho que eu disse a coisa certa.

Reunindo toda a minha coragem, eu a deixei assumir o controle da situação e fui para o quarto de Henry. Aproximei rapidamente da cama dele e para minha sorte ele ainda dormia. Eu não ia acordá-lo precipitadamente. Eu não podia preocupá-lo por causa de um simples barulho. Não depois de tudo pelo que ele estava passando.

Eu ia soltar um suspiro quando uma mão tampou minha boca e me impediu.

— Não ouse gritar, Regina! Não queremos acordar o menino, não é mesmo?

Eu não precisava me virar para saber quem era. Eu conhecia aquela voz. Aquela voz áspera e com o cheiro do álcool impregnado nela.

Robin segurou meus braços com uma mão e foi me arrastando até o outro quarto. Eu queria chamar Emma, eu queria que ela viesse até mim, mas Henry estava ali ao lado. Eu não poderia gritar por ela. Eu tinha que pensar nele.

Robin encostou seu nariz em meu pescoço e depois a boca. Uma náusea incontrolável veio até minha garganta, mas eu a segurei. Desde o dia em que ele bateu em mim eu jurei que nunca mais o deixaria tocar em um fio de cabelo meu ou do meu filho. Eu não poderia tolerá-lo mais, sua indiferença, suas mudanças de humor e o repentino aumento na frequência e na quantidade de bebida que ele ingeria. Eu queria poder ajudar ele, por tudo o que havíamos vivido e pelo bem de Henry, mas Robin nunca aceitou ajuda de ninguém, pra nada. O que mais nos distanciou foi o orgulho que ele tinha. Foi o orgulho e sua mania de achar que eu não tinha sentimentos e que não deveria fazer outra coisa que não ficar quieta e servi-lo.

Cora havia sido rígida comigo, mas uma coisa que ela me ensinou e eu prontamente aprendi para o resto da vida é que somente eu sou dona de mim e ninguém mais; que eu não precisaria me submeter a ninguém para ter o que quer que fosse. Eu deveria ter entendido isso mais cedo. Talvez assim eu não estivesse na posição alarmante em que me encontrava agora. Mas sem ele eu também não teria Henry. E Henry era tudo o que eu mais amava no mundo. Talvez ele fosse o único acerto que Robin havia feito. Sim, os filhos detinham todas as melhores coisas dele. Talvez fosse um pouco pelo efeito da bebida, mas eu podia ver o vazio que seus olhos transpareciam.

Como eu o queria desesperadamente longe de mim.

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O aroma que vinha de Regina não era mais apenas doce e suave, e isso me intrigou. Eu lembrava do cheiro dela e de como sua pele era macia, mas havia aquele leve aroma picante e ácido que estava me confundindo.

Mas eu sentia ela contra mim e isso era só o que importava. Eu soltei minha mão da boca dela devagar. A porta estava fechada e eu sabia que ela não iria gritar, mas nunca se sabe.

— Fique caladinha, Regina. Assim ninguém vai nos atrapalhar.

“Emma” eu a ouvi murmurar e aquilo fez meu sangue ferver.

— A sua mulherzinha foi embora. Mas não fique ressentida, eu estou aqui agora.

— Não! — arfou quando a joguei na cama. Eu não sou muito fã de sexo ligado a sadomasoquismo, mas com Regina eu até poderia tentar. Ela começou a me empurrar e chutar, e eu fiquei ainda mais excitado. Eu lhe dei um tapa na coxa e a prendi contra a cama, beijando-a impacientemente e de forma ávida. A pele dela começou a avermelhar, o que me fez sorrir. Ela ficaria marcada pelos meus beijos e todos saberiam a quem ela pertencia.

— Você é minha, Regina. Nós vamos começar de novo e vamos fazer isso dar certo. Eu sempre quis uma família, você sabe. Eu perdoo você, querida. Por tudo isso.

Eu a encaixei entre minhas pernas, imobilizando-a e beijando-a. Ela não abria a boca para meus beijos e chegou a me morder quando eu insisti com minha língua, o que me fez bater na outra coxa dela. Ela tinha que me obedecer. Eu voltei a beijá-la e ela continuou com a boca apertada em uma linha fina. Bati na perna dela novamente e, enquanto uma mão apertava um de seus seios por cima da blusa, usei a outra para abrir minha calça.

— Robin, por favor, para. Você está bêbado. Para.

Ela tentava me empurrar, mas eu a forcei ainda mais contra o colchão impedindo-a de gritar, mexer e fugir. Eu puxei os cabelos dela fazendo com que sua cabeça se erguesse para me olhar. O brilho de desespero no olhar dela me incendiou.

— Eu sei que você me quer. Eu sei do que você gosta, Regina. Você só esqueceu. E eu vou te mostrar o que é bom de verdade.

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Sentia-me tão indefesa. E eu odiava me sentir assim. Mas não tinha chances contra ele. Ainda mais não estando sóbrio. Ele era mais forte e se eu gritasse poderia ser pior. Mas de qualquer jeito haveria um dano. Senti aquela mão pesada e grossa percorrendo meu corpo, descendo até minha calça. Meu medo cresceu. Não, eu não poderia permitir. Eu esperneei e tentei tirá-lo de cima de mim. Emma viria, Emma viria.

"Desculpe, Henry!"

Reunindo toda a força que eu possuía eu a chamei. Gritei com toda a intensidade que meus pulmões permitiam. E tudo aconteceu muito rápido. Robin me deu um tapa, mas logo estava no chão, sendo derrubado por um soco de Emma.

— Ela sabe o que é bom de verdade, seu escroto!

Ela já estava ali. Ela estava ali. Toda a pressão que meu peito tinha por dentro pareceu diminuir pela metade.

— O que combinamos, Regina! O que combinamos, AGORA! — gritou ela pra mim. Meus pés não pareciam querer me obedecer, mas eu precisava fazer algo melhor do que ficar parada ali. Fui até o quarto de Henry, que já estava acordado alerta na sua cama.

— O que foi, mamãe?

— Tem alguém na casa, filho. Vamos!

— O quê? Cadê a mãe?

— Não se preocupe, querido. Ela quer que a gente saia. Vamos!

Eu o enrolei na manta com a qual ele dormia, rezando para que ela pudesse de alguma forma mágica abafar o sons de luta que eu ouvia no quarto. Acho que nunca desci tão rápido aquela escada. Pegando a chave do carro na mesinha perto da porta, eu nos coloquei para fora. Eu não queria que Henry ouvisse nada, por isso falava baixinho no ouvido dele, tentando distraí-lo.

— Você é um menino corajoso. Fique quietinho, ok? Nós vamos para a casa do vovó e logo a Emma vai nos encontrar lá.

— Mamãe…

— Shhhh querido. Está tudo bem

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— Sua sapatão de merda! Fique longe dela! Regina é minha!

A primeira vez eu a joguei no chão. Meu golpe de direita era muito bom. Mas então ela levantou com uma fúria que eu não previ. Eu tentei acertá-la, mas ela parecia muito rápida. O que aquela nojenta fazia mesmo? Uma névoa cobria minha cabeça.

— Escuta aqui, seu canalha! Não se aproxime da Regina de novo. O que você fez hoje foi imperdoável e eu vou fazer da sua vida um inferno por causa disso, está me entendendo? Primeiro eu vou te impedir de usar isso que você tanto se gaba de ter por algum tempo.

Ela me deu um murro no maxilar e aplicou a mesma força em uma joelhada, que dilacerou a dor mais aguda que eu já senti pelo meu corpo. Acho que soltei um gemido, de tanta dor. Por que diabos tinha que doer tanto?

A voz dela parecia longe, mas ecoava na minha cabeça, fazendo com que eu a compreendesse.

— A segunda coisa que eu vou fazer vai ser tirar o seu dinheiro, porque você vai dar ele para alguns advogados. Você vai ser impedido de chegar perto dela e de Henry. Está me ouvindo? E reze para eu não querer descontar minha tensão diária em você. Porque eu sei onde te achar.

Ela me deu um pontapé e eu cai. Aquela vagabunda era forte. Mas eu era mais. Eu a puxei pela perna e ela tombou, a arma caindo para longe. Eu montei em cima dela decidido a lhe ensinar uma lição. Eu rasguei a blusa dela e chupei seus mamilos. Eu ainda estava dolorido para ter uma ereção e puni-la. Mas eu a apertei e a mordi.

— Regina também tem minhas marcas. Mas ela parecia estar gostando mais do que você.

Eu não a vi a pegar a arma que estava no chão, só lembro de ouvi-la gritar “vá para o inferno” antes que tudo ficasse escuro.

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— Você está bem? Meu Deus! Você está horrível! — Emma chegava numa viatura de polícia. O cabelo estava desgrenhado e ela tinha um corte no queixo e na testa. Sua blusa era outra e perceber aquilo me gelou.

— Emma… — chamei baixinho e a segui para abraçá-la.

Ela se deixou envolver pelos meus braços, mas seu corpo estava mole. Se eu não soubesse que seus olhos estavam perdidos em algum ponto, eu juraria que ela tinha desmaiado.

— Vem, vamos entrar.

Ela tinha passado quase três horas fora e aquilo estava me matando. Mas eu não podia dizer nada, ela estava visivelmente abalada. Talvez até mais do que eu quando cheguei ali. Não sei quem se assustou mais ao ver Henry e eu chegando aflitos. Meu pai logo levou Henry para o quarto e contou histórias até conseguir fazê-lo dormir.

Enquanto estávamos na sala esperando Emma, eu contei o mais resumidamente que pude o que havia ocorrido. Eu estava envergonhada e ainda temorosa. Mas eles não me julgaram ou disseram qualquer coisa que não fosse para me confortar. E ficaram dizendo que eu fui muito esperta em tirar Henry da casa antes que houvesse algum estrago emocional pro meu garotinho. Aparentemente ele não havia visto e nem ouvido nada.

Mas com Emma era outra história. Nós entramos na casa e meu pai veio até nós amparando-a com palavras e gestos de carinho. E incrivelmente minha mãe também.

— Regina, vá fazer um chá. — mandou ela.

— Chá? Mas Emma não bebe chá.

— Hoje ela bebe.

— Venha, vamos pegar camomila no jardim. Ela é um bom tranquilizante e vocês estão precisando disso hoje. — aquela calma do meu pai às vezes conseguia me deixar irritada, mas entendi que, principalmente agora, tínhamos que manter nossos nervos controlados.

— Em? Fique aqui, eu já volto.

Aquilo soou estranho até mesmo pra mim. Era uma dessas coisas bobas que você diz sem pensar, acho. Porque não fazia sentido eu dizer para ela ficar ali quando obviamente ela não iria a lugar algum.

Ao sair do cômodo, ouvi minha mãe dizendo algumas coisas para consolá-la e quando eu voltei até a sala para espiar e ver se não havia a mínima chance de algo piorar aquele dia, eu fiquei surpresa. Emma estava sendo abraçada por minha mãe e chorava baixinho no ombro dela. Poucas coisas poderiam ter me chocado aquela hora. Ou ter feito meu coração parar de aflição, alivio e amor. E essa cena fez ambos, tirando o pouco da estabilidade que eu havia conseguido juntar naquelas horas.

Seguindo para o jardim, senti minha garganta queimar pelas lágrimas não derramadas.

Notas finais
Não quisemos preparar vocês para esse capítulo porque... bem, por causa dessa reação que você deve estar tendo :O Robin perdeu as estribeiras aqui e isso vai ser importante pro rumo que eu e a HeyBones queremos trabalhar. O que acharam? Nós discutimos muito sobre este capítulo e foi um dos que mais nos desafiou, principalmente pelo "conteúdo". O 22 também será POV. Como disse a HeyBones, espero que vocês não nos matem! Talvez o auge de MCC seja este, mas eu não saberia dizer porque temos muitas ideias "prontas" e todas elas promissoras... ~Estou ocupada matando a HeyBones ¬¬'~ Bem, agora vocês já sabem! Cap. 24 vai ter pootaria! UHU! uahauhauh *--* Pra recompensar, certo?! ~Realmente, roubaríamos! uahuahau #Mafiosas :D Acho que todo mundo aqui deve saber desse meu amor -nada secreto- por MCC... HeyBones está insuportável desde que soube que ela é 'Rainha Ingrid' uhauhha Mentira! Mas vossa majestade não tem me dado paz! uhauhauahauh~ Por hoje é isso... E amamos vocês, não esqueçam! ;) xoxo, Cath