Maçã com Canela
17 Capítulo 17
Notas iniciais
A neve já tinha parado quando Emma estacionou o carro na frente da Fazenda Mills. Eram quase 18h de uma sexta-feira de fevereiro e Emma tinha combinado de ir buscar Regina no trabalho, para logo em seguida pegarem Henry na escolinha.
Assim que a loira colocou os pés na varanda da casa, o sr. Mills sai de dentro da mesma.
— Regina não está aqui, Emma.
— Como não? — Ela questiona confusa, abraçando o sogro.
— Está na pista coberta, com Rocinante. Pode ir lá. É naquela direção, lembra-se? — Ele aponta para o sul, onde via-se um grande galpão e os estábulos perto do mesmo.
— O senhor não vem junto?
— Infelizmente não, eu já estava indo para casa. — afirmou fazendo um gesto para que ela descesse com ele os três degraus da varanda.
— Hum… E… Como estão as coisas por lá? Com Cora e tudo mais… — Emma nunca tinha conhecido a sogra de fato, apenas o que falavam sobre ela. E o que falavam não eram coisas muito boas.
— Oh, sim! Ela está bem. Está começando a aceitar a ideia de vocês duas juntas. Acho que está na hora de você conhecê-la, Emma.
— O senhor tem certeza? — Emma não estava certa sobre isso, imaginava que assim que pusesse os pés na mansão Mills, Cora arrancaria seu coração e o comeria no jantar.
— Claro! Não colocaria sua vida em risco, Sargento.
— Na verdade, é Tenente. — Emma deu uma piscadela para o sogro, que a abraçou ternamente.
— Parabéns, minha querida! Sabia que você ia conseguir! — Ele lhe deu um beijo na bochecha corada de Emma. — Agora vá tirar a sua namorada de lá, senão ela não sairá tão cedo. — Riram.
— Sim, senhor! — Ela bateu continência sorrindo e ambos seguiram seus respectivos caminhos. — Ah! Senhor Mills! — Emma voltou correndo até o carro do sogro, que já estava dentro dele. — Será que… Bem… Será que Henry poderia dormir na casa de vocês hoje? É que Regina e eu fomos convidadas para uma festa e…- Emma não sabia como pedir aquilo sem que tivesse um duplo sentido. E ao ouvir Henry rindo, Emma corou ainda mais.
— Não precisa dizer mais nada Emma, ele pode sim. Quer que eu passe e busque ele na escola?
— Isso seria ótimo! Ele ainda tem aquelas mudas de roupas lá?
— Não se preocupe com nada Emma, está tudo sob controle. Apenas divirtam-se e curtam sua festa. — Ela sorriu em agradecimento. Seu sogro era tão bom e gentil que era impossível não sentir um medo terrível de sua sogra. Tinha medo que aquela história de “os opostos se atraem” tivesse se aplicado a eles.
— Obrigada, senhor Mills! Amanhã a tarde buscamos ele. Boa noite. — Henry lhe sorriu e fechou a porta do carro. Emma ia se afastando quando ouviu o sogro lhe chamando.
— Emma! — Ela se virou, confusa. — Juízo com a minha filha, hein! — O sorriso malicioso que ele lançou fez Emma querer enterrar seu corpo inteiro embaixo daquele aras.
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Regina cavalgava velozmente, saltando com maestria sobre os obstáculos. Ela usava uma calça de montaria branca, uma camiseta de manga comprida com decote em V preta e botas, também pretas. Os cabelos seguiam presos num rabo de cavalo desorganizado.
Logo que viu Emma parada a observando foi diminuindo a velocidade, até cessar totalmente o trote. Ela desceu de Rocinante ofegando e sorrindo, foi em direção a Emma, com o cavalo andando livremente atrás dela.
— Ele gosta mesmo de você. — Comentou Emma ao ver que o cavalo seguia Regina sem a morena ter que puxá-lo pelas rédias.
— Estamos juntos há anos. — Regina acariciou a cabeça do cavalo, enquanto caminhava.
— Devo me preocupar com isso? — Emma pôs uma mexa do cabelo de Regina atrás da orelha.
— Claro que não. — Regina lhe sorriu, pondo os braços ao redor do pescoço de Emma e a beijando.
— Oi amor. — Sussurrou contra os lábios da loira após o beijo.
— Oi, bonita. — E deu mais um selinho na morena. Rocinante relinchou atrás delas, que riram. — Acho que ele está com ciúmes. — Sussurrou Emma, ainda contra os lábios de Regina. Riram.
— Você me acompanha até os estábulos com ele? — Disse ela se separando do abraço e pegando em uma mão as rédias e na outra a mão de Emma.
— Claro.
Elas levaram Rocinante até o seu local especial no estábulo. Regina arrumou ele e suas coisas para passar noite e ao virar-se encontrou Emma a olhando, sentada em um banquinho. A loira só faltava babar sobre a morena. Ela se aproximou e colou seu corpo ao de Regina, que sorria.
— O que você tanto olhava, Miss Swan?
— Sabia que você fica muito gostosa nessa roupa? — Emma beijava o pescoço de Regina e apertava a bunda da morena, que deu um longo e baixo gemido.
— Hum… — Regina mordia o lábio inferior. — Você tem que me ver sem ela, Miss Swan, ai sim você vai poder dizer isso. — Soltou uma gargalhada ao ver Emma a pegando no colo e a prensando na parede. A loira respirou fundo e soltou o ar em um gemido.
— A vontade que eu tenho é de te foder inteirinha aqui e agora. — Ela sussurrou, agarrando os cabelos de Regina. — Mas eu tenho planos para nós duas hoje a noite, e — Emma olhou o relógio, com dificuldade. — infelizmente estamos atrasadas.
Ela colocou Regina no chão e lhe deu um último beijo, pegando a morena pela mão e saindo do estábulo.
— Você está muito misteriosa e mandona hoje, Sargento Swan. — provocou sorrindo. Emma parou e virou-se de frente para a morena, ainda segurando apenas sua mão.
— Na verdade amor, é Tenente Swan. — Emma lhe sorriu largamente. Regina largou a mão de Emma e pôs as duas mãos na boca, em choque, enquanto sorria.
— AI MEU DEUS! — Ela se jogou contra Emma, que quase caiu com o impacto, abraçando-a. — Parabéns, meu amor! Parabéns! — Ela começou a dar beijos por toda a face da loira, que apenas ria. — Eu sabia que você ia conseguir! Ai meu Deus! — Ela não sabia se abraçava Emma ou se a beijava. — Minha namorada é a Tenente mais linda, gostosa e inteligente do mundo! Amor, eu estou muito feliz! — Ela deu um longo beijo em Emma, afastando-se apenas o suficiente para olhá-la nos olhos. — Amor, eu te amo tanto! Você merece! — Ela tinha os olhos marejados e acariciava o rosto de Emma.
— Eu te amo muito mais! E você não sabe o quanto me engrandece te ver feliz por mim.
— Oh meu Deus, eu tenho a namorada mais linda, fofa e baixinha do mundo! — Emma abraçou Regina, erguendo-a do chão um pouco em seu entusiasmo, soltando quando a morena lhe deu um tapa no ombro, rindo.
— Eu não sou baixinha, Emma. Você que é uma girafa loira de duas patas! — disse mostrando a língua saindo rindo. Emma apenas ficou admirando a namorada.
— Hey, Mills! — Regina parou de caminhar e virou-se para Emma. — Sua bunda fica ainda mais gostosa quando você a rebola desse jeito, sabia? — Regina não aguentou e riu para ela.
— Já disse que você é uma depravada, né Swan? — disse rolando os olhos e seguindo em direção à casa principal. Após trocar as botas pelos saltos e pegar um sobretudo preto, Regina lavou o rosto e seguiu para fechar o escritório. Seus cabelos continuavam presos, porém organizados agora.
— Quais planos são estes que você tem para a gente, amor?
— Então, Alexa e a namorada dela, Ruby, convidaram a gente para ir em uma festa, numa boate chamada The Hit Club. Você gostaria de ir? — Elas andavam de mãos dadas até o carro. Regina parou ao lado do mesmo, se encostando nele e abraçando Emma.
— E o nosso filho, onde fica nisso tudo, Swan? — Ela tocou-lhe a pontinha do nariz, sorrindo.
— Já resolvi isso, senhorita Mills. Como eu disse, tenho tudo planejado. — Emma sorriu maliciosamente.
— Você não te jeito mesmo. E onde ele está?
— Com os seus pais. Encontrei o sr. Mills quando cheguei aqui e combinei com ele. Amanhã a tarde buscamos nosso príncipe. Agora vamos, por que a noite só está começando e muitas coisas ainda estão por vir. — Emma aproximou-se de Regina e lhe deu um beijo quase erótico.
Após se recomporem, entraram no carro e foram arrumar-se para a noite luxuriosa planejada por Emma Swan.
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