Maçã com Canela
11 Capítulo 11
Notas iniciais
— Hum… — Gemeu Regina ainda dormindo. Aquela sensação gostosamente familiar fazia a morena despertar aos poucos. Não era comum ter sonhos eróticos com Emma, mas aquele sonho estava real demais, além de gostoso demais. Sentir a loira chupando seu sexo… Aquele definitivamente era um dos sonhos mais reais que tivera. Sua mão desceu automaticamente para seu sexo, e ao enterrar os dedos nos cabelos dourados de Emma ela teve certeza de que não estava sonhando. Sorriu. Emma tinha formas muito peculiares de acordá-la, e aquela era uma das que Regina mais gostava.
— Amor… — Ela puxou os cabelos loiros, afim de fazer Emma a olhar. Ambas tinham um sorriso safado, o de Emma maior que o de Regina.
— Que bom que acordou, assim eu posso continuar. — E voltou a chupar Regina, dessa vez com mais vontade e desejo. A morena apenas arqueia o corpo e empurra ainda mais a cabeça de Emma em direção ao seu sexo. A loira então a penetra com dois dedos, iniciando um movimento de vai e vem frenético. — Goza para mim amor, vai. — Ela disse contra o sexo da morena, que estava em êxtase.
Emma sente o sexo de Regina se contrair em torno de seus dedos. Ela retirar os dedos e os substitui pela língua, instantaneamente sente Regina gozar em sua boca.
— Amor, isso foi… Delicioso. Amei acordar assim. — Comenta assim que Emma cai ao seu lado, beijando-a.
— Só o melhor para você, minha rainha. — Ela acaricia o nariz de Regina, de modo dengoso e a beija. O beijo é interrompido pelo barulho da porta abrindo, em um estrondo.
— Mãe! Mamãe! Acordem! Já é hora de brincar!
— Ainda bem que o timing dele é bom. — sussurra Emma, fazendo Regina gargalhar. O garoto sobe na cama e fica pulando entre as mulheres, que se cobrem como podem, uma vez que estava nuas.
— Querido, bom dia para você também! — Regina lhe sorri.
— Bom dia mamãe! — Ele dá um último pulo, e cai sentado na cama, ofegante.
— Filho, será que você pode esperar só um pouquinho lá fora enquanto a gente se veste para brincar?
— Claro mãe! — Ele sai pulando da cama. — Mas não demorem! — Ele diz antes de fechar a porta.
— Eu acho linda essa interação de vocês dois, sabia? — A morena tinha um sorriso bobo no rosto.
— É por que ele é nosso filho amor, não é? — A loira virou-se, ficando de frente para ela.
— Claro que sim. Eu te amo, Em. — disse abraçando-a.
— Eu te amo mais.
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Elas brincaram com o garoto o dia todo, inclusive nas refeições. Regina queria suprir a falta que o filho sentia dela, e prometera a si mesma que não iria mais fazer o menino sentir sua falta.
O mês passou sem muitos acontecimentos anormais. A rotina raramente era quebrada, com exceção dos jantares, que em alguns dias eram fora de casa.
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Regina esperava Emma do lado de fora do Departamento, segurando um buquê de tulipas vermelhas, encostada no carro. Alexa passa por ela como um foguete, mas ao notar a morena para, e vira-se.
— Regina! Quanto tempo!
— Oi Alexa. Tudo bom? — cumprimentou, apertando a mão da jovem.
— Tudo sim. — sua pressa era evidente, ao consultar o relógio. — Eu realmente preciso ir. Se Emma me pegar aqui de papo, ela me mata! Ainda mais porque estou atrasada! — Ambas riram, apesar de Regina não conseguir imaginar isso. — Tchau!
— Tchau! Ah, diga à Emma, que se ela demorar mais, vou criar raízes aqui.
Alexa ri, mas antes de sair questiona:
— Aquele jantar ainda está de pé?
— Claro! É só você combinar os detalhes com a Emma. — a morena lhe sorri.
— Combinarei. — Ela se vira, dá dois passos e vira-se de novo para Regina. — A propósito, Emma vai adorar as flores. — E então saiu, sorrindo.
— Ei amor, já criou raízes, hein? Desculpa a demora. — Ela dá um beijo na morena, que a prende pela cintura e as gira, prendendo a loira entre ela e o carro.
— São para você. — Ela lhe estende o buquê de tulipas vermelhas. — Assim que as vi me lembrei de você, porque elas simbolizam o amor verdadeiro, perfeito, irresistível, eterno. — Ela pontuava cada palavra do significado com selinhos pela face da loira.
— Own amor! São lindas, assim como você! Obrigada. — Ela beija a morena com paixão. Pouco se importavam se estavam na rua ou não. Se casais héteros poderiam demonstrar seu amor publicamente, porque elas não poderiam fazer o mesmo? Emma aprofundou o beijo, enquanto pensava que nada mais importava além de tentar saciar sua necessidade por Regina.
— Amor, precisamos ir. — interrompeu Regina — Nosso advogado ligou avisando que a sessão foi adiantada. Marquei uma reunião com ele daqui uma hora lá em casa. Precisamos pegar o Henry na escola ainda, alimentá-lo, dar banho nele, o por na cama e ligar para o meu pai. Será que conseguiremos? — A morena falava sem parar, nervosa. Emma notara. Notara também que Regina estava a beira de um choro compulsivo, esgotada.
— Meu amor, calma! — ela pôs as duas mãos no ombro da morena. — Vai dar tudo certo, eu prometo. Ninguém vai conseguir tirar nosso garotinho, ok? Confia em mim. — Ela abraçou a morena, que caiu em prantos.
— Eu tenho tanto medo, Em. Não sei se sobrevivo se ele tirar Henry da gente. — Dizia entre soluços, agarrada a loira, como se dependesse disso para viver.
— Calma amor, nós vamos vencer essa guerra. Ele não vai tirar Henry da gente. Eu prometo. — Ela beijava a cabeça da morena e acariciava suas costas, tentando confortá-la. Tinha uma vontade enorme de chorar também. Estava tão desesperada quanto Regina, mas tinha que ser forte por ela e, principalmente, por Henry. Ela afastou Regina gentilmente, limpando suas lágrimas que caiam sem parar.
— Você confia em mim? — Regina respondeu com um aceno de cabeça. — Então nós duas, juntas, vamos acabar com eles naquele tribunal. Ninguém, ouviu bem? Ninguém vai tirar o nosso filho da gente. Eu vou lutar até o final por ele. Por nós três.
Regina se agarrou a loira novamente, dando-lhe vários selinhos.
— Eu te amo tanto! Não sei o que faria sem você. Não sei se teria forças para lutar.
— Claro que teria. Você é uma lutadora, Regina. Eu te amo muito, linda. E não se preocupe, eu serei sua força agora, assim como você é a minha.
Após alguns carinhos e beijos, elas entraram no carro e foram buscar o garoto. A noite seria longa.
Como se pressentisse que Regina precisava dele, o senhor Henry encontrava-se posto em frente à porta da casa da filha. Assim que a viu estacionando, acenou. Elas desceram em sincronia do carro, com Emma ficando para trás para ajudar Henry.
— Pai! — Regina foi correndo em direção ao pai e assim que o abraçou, chorou.
— Calma princesa, o papai está aqui. — Ele afagava o cabelo da filha.
— VOVÔ!! — O menino imitou a mãe. Regina saiu do abraço do pai, mas continuou de costas, não queria que Henry a visse chorando. Atrás do menino, vinha Emma que, observando a cena, foi direto ao encontro de Regina, enquanto o garoto pulava no colo do avô.
— Hey! Nossa como você cresceu! — Ele afagava os cabelos do pequeno. — Olá, Emma.
— Oi, senhor Henry — Ela cumprimentou, abraçada a morena. — Vamos entrar? — discretamente apontou para o morena, agarrada a si.
— Oh, claro! Mas antes... — Ele pôs o pequeno no chão. — Que tal irmos no carro do vovô buscarmos umas coisas, Henry?
— É presente? — O menino pulava, esperançoso.
— Talvez… Que tal descobrirmos?
— OBAAAA! — O garoto saiu correndo em direção ao carro do avô.
— Obrigada senhor Henry. — Emma entrou com Regina aos prantos na casa.
— Não por isso, querida. — Seguiu o neto hiperativo.
Emma entrou com Regina e a guiou até a sala. A morena já estava mais calma quando sentaram-se no sofá.
— Desculpe Em… É que eu simplesmente não aguento mais tudo isso. — Ela voltara a chorar. Emma a abraçou novamente.
— Amor, eu detesto te ver assim e não poder fazer nada para tirar essa dor. — Emma não aguentou mais e chorou, tanto quanto Regina.
— Mamãe! Mãe! Olhem só o que o vovô… Por que vocês estão chorando? — O menino ficou estático na porta da sala. As duas se olharam e olharam para o garoto, não sabiam como responder aquela pergunta.
— Querido, por que não vamos para o seu quarto conversar sobre isso?
— Porque minhas mamães estão chorando, vovô? — O menino tinha lágrimas nos pequenos olhinhos.
— O vovô te explica lá em cima, e depois você conversa com elas, ok? — O menino concordou com a cabeça. — Ótimo! — Ele pegou o garoto pela mão e deu uma ultima olhada para dentro da sala, onde Regina disse um obrigada silencioso.
Eles se sentaram um de frente para o outro na pequena cama do garoto. Agarrado ao dinossauro de pelúcia que usava para dormir — e como porto seguro — ele aguardava a resposta do avô.
— Querido, você sabe que o seu pai e sua mamãe não estão mais juntos certo? — o menino concordou. — Entretanto, seu pai não gostou de saber que sua mamãe está namorando a Emma.
— Disso eu também sei vovô. — Ele respondeu tristemente. — O papai veio aqui e brigou com as minhas mães ali no jardim. Todos os vizinhos viram. Meu irmão também viu.
— E o que você achou disso?
— Eu não gostei. A mamãe e a mãe ficaram bem tristes e eu também. Mas acho que o papai fez isso porque ainda gosta da mamãe.
— É quase isso Henry. — Ele queria simplificar as coisas para que o garoto entendesse. — Se você tivesse que escolher entre ficar com o seu pai ou com as suas mães, quem você escolheria?
— Eu quero ficar com os três. Porque eu tenho que escolher? Eu amo os três, vovô.
— A situação é um pouco complicada, Henry. Seus pais estão na justiça para ver quem vai ficar com você, sem divisão. Você entendeu?
— Isso significa que se eu ficar com o meu papai e não vou mais ver as minhas mamães?
— Sim, e vice e versa.
— Mas porque vovô?
— Bom Henry, aparentemente aquilo que você e seu irmão viram no jardim cresceu, e seu pai não quer mais que você fique junto das suas mamães.
— Por que? Eu amo elas, amo minha mãe e minha mamãe. Elas nunca me machucaram, vovô. Eu não quero ficar sem elas. — O menino chorava. O avô o pegou no colo, acalentando-o.
— Calma meu pequeno, ninguém vai ficar longe de ninguém. Eu prometo.
Tudo que o senhor Henry queria era que Cora e Robin parassem logo com aquela palhaçada, que estava indo longe demais para o seu gosto.
Na sala, Emma e Regina descansavam abraçadas no sofá.
— Amor, você está dormindo?
— Não Em, nem se eu quisesse conseguiria. — Virou-se de frente para a loira. Tinha uma expressão cansada e triste no rosto que se refletia no da loira.
— Eu te amo muito, sabia? — Ela acaricia-lhe o rosto.
— Sei. — A morena lhe sorri.
— Que convencida essa minha namorada! — Emma fazia cócegas em Regina.
— Emma… Não!... Para! — pediu entre as gargalhadas. As duas caíram do sofá, com Emma ficando sobre Regina no chão.
— Então diz que me ama. — A loira para as cócegas e pede, com a boca encostada na da morena.
— Eu te amo, com todas as minhas forças.
O beijo foi interrompido quando o senhor Henry entra na sala pigarreando, flagrando Emma com a mão dentro da blusa de Regina, e a filha com a mão no cós da calça da loira. Emma enterra a cabeça no pescoço de Regina e sussurra:
— Acho que o timing não é hereditário.
Regina gargalha e levanta-se junto da loira.
— Como foi a conversa, pai? — Pergunta enquanto alinha suas roupas e senta-se ao lado de Emma, que ainda estava envergonhada.
— Ele não entendeu muito bem, o que era de se esperar. Ele se recusa a ter que escolher entre as mães ou o pai.
Regina bufa e se joga contra o encosto do sofá, resignada. — Se o Robin não tivesse começado essa história ridícula de processo, nada disso estaria acontecendo. — Ela endireita-se, olhando para o relógio. — Nosso advogado chega em 30 minutos. Pelo o que parece eles adiantaram a sessão.
— Sim, eu soube. Eu não entendo porque sua mãe apoia essa ideia do Robin. Logo ela que o odiava tanto.
— O senhor sabe que quando se trata da mamãe, tudo é possível.
Eles ficaram em silêncio por um instante, perdidos em pensamentos.
— Henry dormiu? — perguntou Emma, sem encarar o pai de Regina
— Não, ele está brincando com os dinossauros. Está esperando por vocês. Ele quer conversar. Acho melhor não demorarem, ele não está de bom humor.
— Eu detesto ter que submeter ele a essa situação estressante. Robin é mesmo um filho da p…
— Ei, calma! — Emma a interrompeu.
— Como calma, Emma? Não vê que Henry está confuso? Sofrendo com tudo isso? — Ela levanta-se. Seguida pela loira.
— E você acha que xingando o pai dele ou brigando comigo a situação vai melhorar?
Regina respirou fundo, acalmando-se.
— Você tem razão. Desculpe. — Ela aproxima-se da loira, lhe dá um selinho e pega-lhe a mão. — Vem, vamos ver nosso emburradinho.
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