Maçã Podre

6 Capítulo 6: Revenge.


Notas iniciais
Se quiserem ainda podem mandar perguntas. Pra qualquer personagem e de qualquer tipo. Até pra mim se quiserem, mas avisem se querem que eu divulgue quem fez cada pergunta ou não, se optarem por isso suas perguntas podem ficar anonimas.
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Tem bastante do Jefferson nesse capítulo porque ele não aparecerá muito nos dois próximos. em especial no próximo que se não me engano nem aparece. Eu tinha que focar em outra coisa.
E o Capítulo é meio que gigante, me empolguei q.
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E muito obrigada pelos reviews adoráveis gente ♥
Agora vou parar de encher a paciência e deixar vocês lerem XD.

Layne’s POV.

–Então vocês vão me ajudar com a mudança? –interrogo enquanto Jerry, Sean e Mike me analisam.

–Mas só se você não ficar tendo ataques de pelanca. –Sean diz, fazendo biquinho.

–Sim senhor. Alice e eu já nos resolvemos.

Os três meio que se encaram e fico confuso.

–Você não lê jornais e revistas, né Layne? –Jerry interroga.

–Não. Deveria?

–Não, não. Muita fofoca desnecessária. e mentiras, sabe.

–Sei... Algo que vocês queiram me contar antes de começarmos com a mudança?

Mike e Jerry encaram Sean e soltam um “você fala”.

–Bem cara, eu tenho algo pra te mostrar. –Sean diz enquanto pega uma revista e põe sob a mesa da lanchonete onde estamos. -Mas não dê ataques e lembre que tudo está lindo e perfeito agora. –Ele estende a revista, meio temeroso e a pego.

–Mas o que diabos é isso? –Interrogo confuso.

Alice’s POV.

–Me solta Bill.

–Cale a maldita boca. Sabe, eu realmente não vejo nada de atraente em você. –Bill diz enquanto aperta meus pulsos com força. –Mas lições precisam ser ensinadas e devo lhe por em seu lugar de mulher. Mostrar-te que você tem que ser submissa e obediente, ou coisas ruins acontecem.

–Você não seria louco de me fazer mal, Layne te odiaria e-

–Ficaria devastado. Uma pena, não? Então talvez por isso seja bom você não contar á ele? Eu não me importo com corações partidos e drama, mas e você?

–Seu filho da... –Faço força para me soltar e termino soltando uma de minhas mãos. Puxo Bill pra frente e mordo seu braço que segura meu outro pulso. Mordo com força e quase arranco um pedaço. Aproveito que ele se encolhe com dor e tento correr para pegar algo pesado pra dar na cabeça dele, mas ele consegue me segurar, e me empurra novamente contra a parede, mas dessa vez com bastante força.

–Sua vadia, isso vai ficar marcado, sabia? Você é mesmo uma idiota! Se tivesse ficado quietinha tudo ficaria bem, mas não, você tinha que querer mandar em mim, tinha que contar ao meu filho sobre Liz. –Uma de suas mãos alcança meu pescoço e começa a aperta-lo, e eu termino travando. Quero me mover, mas não consigo. Logo sinto sua outra mão rasgando meu vestido e depois deslizando por minha perna.

–Ohh. Bill querido, não me diga que estou atrapalhando um de seus momentos de cretinagem. –Linn diz, aparecendo do nada.

–Mas que porra... Garota você saiu do inferno pra me atormentar é? Como você entrou aqui, Lúcifer?

–Na verdade eu saí do meu quarto em um hotel, mas valeu pelo elogio. E eu tenho a chave, seu filho me deu. Duh. Você quer que eu os deixe a sós?

–Seria bom, caso você não queira ser a próxima. –Ele solta meu pescoço para encarar Linn e aproveito para respirar com força, enquanto penso em palavras ruins o suficiente para xingar ela.

Não vai acontecer. –Seu sorriso fica ainda mais largo e Linn estala os dedos. –Essa coisinha aí é minha amiga, e além do mais, odeio homens covardes. E pro seu azar, ele também.

Logo Jefferson aparece pela porta, acompanhado por Angel, Lia, Mari e Naga. Ele caminha rápido á frente delas e puxa Bill para longe de mim, jogando o contra a outra parede como se fosse papel.

–Seu maldito. –Ele diz bem alto enquanto soca o estomago de Bill, que tenta se defender. Jeff se prepara para dar um soco na cara de Bill, mas eu seguro seu braço, impedindo-o.

–Alice? –Ele me encara confuso.

–Ele é o pai do Lay.

–Ele queria te estuprar, conte isso para o “Lay” e ele vai entender.

–Layne vai sofrer. Ele passou anos procurando esse panaca, não pode saber sobre isso.

–Liiiii! –Linn me encara zangada.

–Você mais que qualquer um sabe que falo a verdade, sabe que Lay vai sofrer. E eu sei me defender dele, sério.

–Não foi o que pareceu. –Ela diz fazendo um bico.

–Ele pegou no meu pescoço, é meu ponto fraco.

– E agora ele sabe disso. –Ela diz irritada.

–E eu não vou deixar acontecer novamente. Vamos Linn, pelo Lay.

–Eu... –Ela suspira fundo. –Jeff solta esse lixo. Não vale a pena. E temos assuntos mais importantes a tratar.

Jefferson obedece contra sua vontade e Bill começa a andar com um pouco de dificuldade em direção á porta. O soco deve ter doido.

Angel fica no caminho dele com um bico e então o chuta na canela enquanto grita.

–S-Seu bobo! –Ela grita irritada. Fofura demais, fofura demais.

Bill a encara irritado, mas continua sua caminhada em direção á porta e sai sem falar nada.

–Vocês tem algum alarme anti-maníaco que apitou pra avisar sobre o Bill?

–Não, isso foi sorte. Viemos falar sobre um problema mega sério. –Angel diz enquanto se aproxima e me abraça. –Você devia se cobrir, temos um rapaz entre nós.

– Desse jeito você me deixará sem roupas, senhorita. É isso que quer? –Jefferson diz meio sem jeito enquanto joga seu casaco em mim. Seu rosto está vermelho.

–Oh Jeff, não temos para suas paqueras idiotas. –Linn vai até a porta e a tranca. –Alice, gostaria de nos mostrar seu quarto?

–Oh sim. –Vamos até o quarto que divido com Lay e então o tranco, me sentando na cama, logo os outros se sentam nas beiradas dela e ela fica meio cheia. Será que vai cair?

–Seu pescoço está marcado, você vai ficar bem? –Jefferson levanta a mão para tocar meu pescoço, mas dou um tapa nela enquanto solto um “não toque nele”. Ele me olha meio magoado.

–Oh não Jeff, não é você. É que... É complicado explicar, mas não é nada com você, ok? –Digo enquanto aperto sua bochechas.

–Gente... Foco.

–Vou focar em te matar. –Digo para Linn. –Você se ofereceu para deixar Bill e eu a sós e pelos deuses, eu acreditei que deixaria.

–Eu precisava fazer Bill aliviar o peso da mão dele em seu pescoço, ou Jefferson terminaria te machucando sem querer enquanto o puxasse. Eu jamais deixaria algum idiota fazer mal a uma mulher Alice, mesmo que não fosse minha amiga.

–Certo. Desculpe-me, eu deveria ter imaginado.

–Tudo bem.

–E qual é o tal problema?

Mari me estende a revista que estava segurando e eu nem tinha notado até agora. No topo em letras garrafais está escrito “Relacionamento Aberto?” e tem três fotos de Jefferson e eu juntos, uma com eu por cima dele do dia em que brigamos na rua, outra de nós dois nos olhando em um bar, que provavelmente foi tirada na noite do mesmo dia. E uma terceira, com ele me entregando seu casaco na praça. Encaro-o, confusa.

–Nem me olha assim que não fui eu. Você não sabe o escândalo que meu pai fez comigo por causa disso. Ele está furioso achando que estou tentando roubar a namoradinha do novo filhinho dele.

–E não está? –Linn dá uma risada quando Jefferson a encara indignado e então volta sua atenção em minha direção. –A matéria fica na página 6, leia.

–“A senhorita Alice Kinney, agente da banda Alice in Chains ao que parece é bem indecisa, mas sempre em relação á rapazes belos e ricos, claro. Como se já não bastasse seu namoro com o belo vocalista da banda, Layne Stan ela parece também estar envolvida com Jefferson Herondale, filho de um rico empresário”. –Aperto a revista com força enquanto tento respirar fundo.

–Bela matéria, não?

–Linn, sem sarcasmo ok? Se Layne vir isso ele-

–É eu sei. Mike me disse que ele, Jer e seu irmão falariam com ele. Agora precisamos nos focar em outra coisa.

–O que? –Pergunto irritada.

–A matéria foi escrita pela bitch suprema, Sally Winters. Ela vive me interrogando a respeito de minha relação com o Layne.

–Oh. Sally. Eu a conheço. Alguns dias atrás Layne deu uma patada nela enquanto assumia nosso namoro.

–Ela parece ter ficado bem chateada. –Linn diz apontando a revista. –Acho que ela tem te seguido.

–Wow, que maníaca.

–Agora o problema é: como faremos a situação virar á nosso favor? –Naga interroga.

Todos ficamos parados pensando por alguns minutos e logo Lia se manifesta.

–Uma matéria em outra revista, uma derrubando-a.

–Todos olhamos para ela ao mesmo tempo.

–Como? Não conheço nenhum jornalista ou colunista. Não que lembre.

–Bem, eu tenho um amigo que é dono de uma editora muito importante e ele poderia encaixar a notícia em uma revista, ou em um jornal que é publicado mais rapidamente.

–Que notícia?

–Uma notícia entregando os podres de Sally, revelando que ela está te atacando dessa forma por inveja. E aproveitamos para limpar seu nome e o de Jefferson.

–Pode dar certo. –Angel diz, sorrindo empolgada.

–Bem, é nossa melhor chance. –Linn diz. –Lia vai ligando pro seu amigo, e Alice acho que você vai querer... Se trocar antes de irmos. A não ser que esteja lançando uma nova moda...

–Oh sim. E tenho que devolver o casaco do Jeff.

Expulso todo mundo do quarto e me troco rapidinho, logo entramos em um ônibus, que no momento é o único meio de transporte grande o suficiente para nos levar (isso que dá andar em grupo grande) e só paramos ao chegar perto da editora.

Caminhamos por alguns minutos e então entramos em um prédio gigantesco. Lia cumprimenta o segurança, que sorri para ela e diz que o patrão dele a espera.

Logo chegamos a uma sala que consegue ser maior que a do Tony. Atrás de uma mesa está sentado um homem jovem, de cabelos negros em alguns cachinhos charmosos e olhos azuis tão claros que se fossem um pouco mais claros pareceriam vidro. Seu rosto é fino e bem feito, e os ossinhos de suas bochechas são adoráveis.

–Lia. –Ele dá um sorrisinho tímido e aponta em direção á uma mesa de reuniões com uma mão enquanto dá um abraço rápido em Lia. –Sentem-se.

Todos sentamos em frente á mesa e ele me encara meio curioso.

–Olá, sou Benedict Holmes. Matéria interessante essa a seu respeito.

–Alice Kinney. Eu a acho irritante, mas tudo bem.

–Vocês dois estão mesmo tendo algum tipo de romance?

–Não. –Jefferson e eu respondemos em uníssono.

–Mas aposto que queriam ter. –Ben diz enquanto nos encara com um olhar analista e põe suas mãos unidas abaixo do queixo.

–Não. Não queríamos. –digo.

–Mas há certa tensão sexual entre vocês. O modo como se olham, e como se tocam levemente sem motivo algum deixa isso claro. –ele diz enquanto levanta uma sobrancelha. Ótimo, eu mereço.

–Vamos mesmo falar de atração disfarçada? -Olho para o lado de Lia e o senhor Holmes parece se tocar.

–Certo. Eu geralmente não costumo me importar com fofocas sobre celebridades, mas como desprezo a senhorita Winters e como foi um pedido de uma cara amiga. –ele olha para o lado de Lia e seu olhar que desde que o vi me parece ser mais frio que qualquer olhar que eu já tenha visto se amolece por um momento, ele quase parece... Humano. O que duvido que seja com esse jeitão de robô. –Eu irei publicar algo no jornal de amanhã. Então por favor, preciso que vocês colaborem com o máximo de informações possíveis e não me façam perder tempo. Tenho coisas a fazer e não quero perder muito tmepo com isso e me entediar.

–Oh, tão meigo.

–Deveria estar agradecendo, estarei sendo de grande ajuda. Aliás. –Ele olha para Lia, me ignorando completamente. –A ideia da publicação de uma “resposta” vindo justamente da editora do maior rival de Sally foi genial.

Lia dá um sorrisinho tímido e Bem dá um mini sorriso. Deus... Ele sorri, como um ser humano! E é um sorriso muito fofo, diga-se de passagem.

Logo ele vira o rosto meio tímido e volta a assumir o perfil “robô” enquanto pega um caderno de notas e uma caneta. E eu achando que não me dava bem com seres humanos. Wow.

Olho para o lado de Jefferson, que parece estar pensando a mesma coisa sobre si mesmo. Não resisto e dou uma risadinha baixa, ele faz o mesmo.

–Podemos começar assim que terminar seu flerte, senhorita Alice. –Bem sorri maliciosamente e me observa. –Quem lhe machucou? –ele interroga e o encaro confusa. As marcas de meu pescoço estão cobertas por um lenço, bem estilo Jefferson. Como ele sabe que fui atacada?

–C-como é?

–Seu pulso, há uma pequena marca nele que aposto ter sido deixada por um dedo polegar de um homem que o pressionou com força. É bem discreta, mas ainda visível.

– Oh. Eu nem tinha notado isso.

–E pelo visto já até sei quem lhe defendeu. –Ele aponta na direção do casaco de Jefferson, que está com um pingo de sangue praticamente invisível.

–Ben você vai assusta-la.

–Desculpe-me Lia. –Ele sorri levemente sem jeito. –Melhor começarmos.

Passamos algumas horas dizendo a ele tudo o que sabemos sobre Sally, relembrando momentos de entrevistas dela conosco e explicando minha relação com Jefferson. Benedict vez ou outra para fazer alguma observação. Ele parece ser muito, muito inteligente.

Nos despedimos dele e Lia faz o mesmo, garantindo-lhe que voltará para vê-lo antes que a banda dela com as meninas volte a fazer turnê. Ele sorri e diz que irá esperar.

–Senhorita Alice. –Ele diz quando já estou na porta.

–Sim?

–Se eu fosse você tomaria cuidado, a pessoa que lhe fez isso deve ser capaz de fazer pior.

–Ele não vai fazer, eu estou de olho nele.

–Pois ele me parece estar conseguindo por você em seu bolso, afinal depois de um ataque você está aqui, ao invés de estar dando parte dele na delegacia.

–Mas ele é só um idiota bruto, não representa perigo. Eu vejo como ele-

–Você vê, mas não observa. As pessoas estão bem além do que parece, são capazes de bem mais do que aparentam. Cuidado.

–Certo.

–Bar, beber? –Angel pergunta, aparentando estar cansada.

–Sim, por favor. Minha cabeça dói e não quero pensar muito.

Passamos em um barzinho e sentamos logo o grupo começa a se separar. Ficamos apenas Lia, Jefferson e eu.

–Não se assuste com o Ben, ele é meio mecânico e aparenta ser bem frio, mas no fundo ele é uma boa pessoa e só queria alerta-la.

–Sim, eu sei. Não me assustei, aposto que algumas pessoas quando me veem também me acham fria e mecânica. –dou um sorrisinho. –Devo confessar que ele é um pedaço de mau caminho, você devia aproveitar logo e chama-lo para sair.

–D-do que você... –Lia cora levemente enquanto me encara.

–Ele tem uma queda por você que eu vi. Aproveite antes que seja tarde. –Meu celular apita, avisando que recebi uma mensagem. É de Mike pedindo para me ver amanhã, pois ele precisa falar comigo.

–V-você está imaginando coisas. –Lia diz assim que termino de ler a mensagem. Ela sorri tímida e então se afasta com um aceno tímido.

–Hmm então você é um cupido nas horas vagas. –Jefferson sorri.

–Eu tento. Ainda vão me matar por isso.

–Hey. Qual é seu problema com seu pescoço? Ele é lindo.

–Oh, não pense que vou confiar assim em você tão facilmente. Só contei que minha filha está morta porque você já sabia sobre ela. E olha quem fala, pelo menos meu pescoço passa a maior parte do tempo visível. Falando nisso. –Tiro o lenço que cobre meu pescoço. Não me importa que vejam as marcas de dedos, odeio sentir qualquer pressão que seja sob meu pescoço e não sei como Jefferson consegue viver com o seu coberto.

–Um segredo por um segredo?

–Hã?

– Você me diz por que estapeou minha mão quando tentei tocar o seu pescoço e te digo por que vivo com o meu sempre coberto.

–E como vou saber que você não vai trapacear e na última hora desistir de contar?

–Garota difícil você hein. –Ele sorri e bebe um pouco de seu drink.

–Apenas meu namorado e meu irmão sabem sobre isso, apenas eles tocam meu pescoço sem me fazer congelar e isso porque eu amo e confio nos dois. Acabei de te conhecer Jeff, não posso te passar a biografia de minha vida assim.

–Ok, ok. Eu começo. Você garante que conta depois?

–Garanto.

–Lembra que eu disse que meu pai só me assumiu como filho quando a esposa dele faleceu?

–Sim.

–Bem, minha mãe quando foi amante dele o amava, muito. Quando ele soube que ela poderia estar grávida se afastou dela. Ela mentiu para ele, dizendo que havia feito um aborto e mesmo assim não obteve nenhuma resposta dele. E por isso ela passou a me culpar por eles não estarem juntos. Sei disso porque ela mesma me disse.

–Que horror.

–Mas ela me criou, apesar de tudo. Sem muito amor ou atenção. E por isso cresci rebelde e travesso. Eu fazia de tudo para irritar ela. –ele sorri de um jeito amargo. –Anos depois Tony reapareceu. Ele havia brigado com a esposa e estava bêbado e confuso. Minha mãe cuidou dele e ele passou a noite em nossa casa, mas creio que nem notou minha presença.

–E o que houve depois?

–Quando ele acordou e me viu entrou em pane e voltou a se afastar. Minha mãe o procurou e ele foi terrivelmente rude com ela, falando que não a amava e jamais poderia. E então minha mãe começou a perder a cabeça.

–Perder a cabeça?

–Sim, ela passava o tempo todo irritada e dava surtos do nada. E então terminei engravidando minha namorada na época por um descuido.

–Sua mãe se irritou?

–E como, foi a gota d’água para ela. Ela ficou furiosa e disse que eu provavelmente estava só usando a moça e que a abandonaria com o bebê. –Ele me encara pela primeira vez desde que começou a falar, seu olhar carregado de dor. –E então ela tentou me matar enquanto eu dormia.

–Matar?

–É ela tentou me enforcar. Com um metal fino e cortante. Uma vizinha nossa apareceu e a acertou com um vaso, mas ela já havia me ferido e precisaram me levar para o hospital com urgência.

–Foi tão grave assim?

–Ela dilacerou minha pele. Fez um corte feio que rodeia meu pescoço. –Ele sorri. –O médico disse que aquilo era algo inédito, que ficaria a marca enquanto eu vivesse, e que eu ter sobrevivido havia sido um milagre. Embora eu ache que seja outra coisa.

–Que outra coisa?

–Falta de sorte.

–Não diga isso Jeff. –estendo a mão para tocar a de Jefferson, mas a puxo de volta sem jeito. –Posso ver seu pescoço? –Peço, sentindo meu rosto corar.

–Você não vai querer ver. Minha ex odiava vê-la, por isso mesmo comecei a cobrir.

–Confiança por confiança?

–Hã?

Pego a mão de Jefferson e a ponho sobre meu pescoço. É estranho sentir outra pessoa que não seja Layne tocando-o, mas pelo menos não estou paralisada.

–Confia em mim.

–Ok. Mas foi você que pediu. –Ele remove o lenço que cobria seu pescoço e vejo a cicatriz. Ela está em torno de boa parte do pescoço, mas não é feia.

–Eu gosto dela.

–Claro. –Ele ri sarcasticamente. –Aposto que sim. Você não precisa me agradar, sabe.

–Geez cara. Você acha mesmo que eu sou do tipo de pessoa que mente pra agradar os outros? Tá que faço isso com o Layne ás vezes, mas não é mentira. Eu gosto de cicatrizes, elas contam histórias e nos diferenciam dos outros.

–E nos deformam.

–Eu acho que a sua te deixa charmoso. –Levanto a mão e toco a cicatriz pescoço de Jeff, ele dá um pequeno pulo e me encara confuso.

–Você é uma garota estranha.

–Obrigada pelo elogio.

–Não, sério. Eu acho isso legal. –Ele sorri sem jeito. –você é uma garota estranhamente fascinante.

–Oh bem, obrigada... E sua mãe?

–Minha mãe? Internada em um sanatório. Eu costumo visita-la com frequência. –Ele sorri de forma gentil. Eu agora entendo porque parece que Jeff não vai muito com a cara do pai dele. E eu achando que meu pai era babaca. Ele e Lay me provaram que nem tanto, em comparação com os deles.

–Meu primo. –Digo rápido.

–Seu primo?

–Meu medo com tocarem meu pescoço. Ele... Se aproveitou de mim enquanto eu estava bêbada e quando tentei me defender arranhando ele o filho da mãe apertou meu pescoço com força, ele quase me matou. E agora toca vez que tocam em meu pescoço eu travo.

–Você deveria tentar superar isso, pois só vai te prejudicar.

–Digo o mesmo em relação á sua cicatriz. Eu acho seu estilo meio “Era Vitoriana” legal, mas você deveria mostrar mais seu pescoço ás vezes e não dar pulos quando alguém tocar nele.

–Confiança por confiança? –Ele interroga meio tímido, repetindo as palavras que eu disse á pouco e estende a mão em direção a meu pescoço.

–Sim. Puxo-a e coloco sob o meu, enquanto toco o dele sorrindo.

–Você é uma boa amiga. –Ele diz sorrindo enquanto beija minha mão. -Wonderwall. –Ele diz bem baixinho e passo um tempo tentando entender e perguntando a ele o que quis dizer, mas Jeff não responde.

Depois de algum tempo pego um taxi e deixo os outros no bar. Preciso torcer para que Layne não tenha se irritado com a falsa notícia. Eu espero que ele tenha acreditado quando eu disse que o amava e não o trairia.

Chego á porta de nosso apartamento, abro uma brechinha dela ouço vozes enquanto vejo duas pessoas sentadas no chão. Lay e meu querido sogro estão conversando. Bill está segurando uma seringa. Já falei pra ele não fazer isso aqui.

–Eu aposto que ela está mesmo te traindo.

–Pai o senhor tem algo contra a Alice?

–Não. É que acho que sua namorada me parece muito liberal, e ela não me parece ter boas companhias, aposto que nesse momento está enfiada em algum cantinho bem escuro com aquele rapaz. –Fico com vontade de empurrar a porta com tudo e arrancar o couro do miserável, mas me seguro.

–Eu gostaria que o senhor não falasse assim dela. O senhor tem liberdade para fazer o que quiser nessa casa, menos falar mal de minha namorada.

–Certo. Como quiser. Hey quer experimentar? –Ele interroga, estendendo a seringa para Layne. Eu não acredito nisso. FILHO DE UMA...

–Melhor não. Obrigado.

–Ora vamos. A primeira vez não vai te deixar viciado. –ele sorri de um jeito malicioso e estende ainda mais a mão. –Não tenha medo. Vai te fazer se sentir bem. –Bill dá uma piscadinha pra Lay, que olha para seringa um pouco confuso. E agora, entro ou não na sala e interrompo tudo? Se eu entrar e reclamar Lay vai achar que não confio nele. Se não entrar ele pode terminar aceitando essa porcaria. Argh.


Revenge=Vingança, desforra.

Notas finais
E agora? e agora? E porque Jeff mora com Tony se não vai com a cara dele? Hã? Hã?
AHHHHHH GENTE GENTE, DEIXA EU AVISAR: O próximo capítulo vai ser de um ponto de vista especial, não da Alice e nem do Layne. E eu to doida pra postar ele e OISDFJOHIJGDFOHJGIOHJFGIOHJJI.
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Jeff vemk deixa eu te consolar ;_;.
Lay vemk deixa eu te... Oi Alice, lindo dia né? cofcof
Lia Collins o personagem lá é bem dificil de escrever, e eu me esforcei, mas foi tenso UHSAUSHAUHSAUHSAUHAUHSUAHUH. Espero que você tenha gostado da surpresa u.u
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Sugestões, críticas ou ameaças de morte para mim ou pro Bill? XDD
ásvezeseuexageronodramamedesculpemcofcof