Maçã Podre
12 Capítulo 12: Almost Friends.
Notas iniciais
Ps: Estou trabalhando para dar uma encurtada na fic. Nada que vá prejudicar o desfecho da história, é só para não terminar postando milhares de capítulos com coisas desnecessárias mesmo XD.
Layne’s POV
-Hmmm boa tarde amor. –Dou um beijo na testa de Alice sem desviar o olhar da mão do sujeitinho sob a da minha namorada. –E para você também, parasita destruidor de lares.
-Boa tarde. –É tudo o que ele responde enquanto Alice tira a mão de debaixo da dele e me encara confusa. Eu sei que garanti a ela que não implicaria com esse lance de amizade, mas o cara tá pedindo.
-Layne alguém te ligou e disse que não vai poder te ver hoje. –Ela diz depois de alguns segundos.
-Me ver? Quem diabos iria me ver hoje?
-Boa pergunta.
-Li, se você explicar melhor eu poderei te responder corretamente.
-Eu acho que ela explicar não vai adiantar nada. Você continuará a se fazer de desentendido. –O bicão do Jefferson diz, me encarando. Me pergunto quantas músicas terei de compor para que Alice me perdoe por matar seu amiguinho.
-Quem se faz de desentendido é você, que fica rodeando a namorada alheia como se fosse um gavião de olhos em um ratinho e depois finge que só quer amizade.
-Ratinho? Lay você me comparou a-
-Pelo menos eu respeito ela. –Jefferson diz, interrompendo Alice. –E você, respeita?
-Você respeita? Aposto que também a respeita muito enquanto se toca pensando nela.
-C-como é que é? –Li interroga, ficando vermelha.
-Você por um acaso já me viu me tocar pensando nela pra poder afirmar isso? Mas tudo bem. Mude o foco para outra coisa. Quem sabe assim ela esquece sua infidelidade.
-Minha o que? Pare de querer enfiar coisas na cabeça de Alice. Eu não sou infiel.
-Ninguém enfia coisas na minha cabeça. Eu não sou tão manipulável assim, sabia?
-Ah. Qual é Alice. Aposto que esse idiota passa o tempo todo te envenenando contra mim só pra poder te levar pra cama.
-E você passa o tempo todo fazendo o que, passeando por outras camas? –Jefferson interroga. Você que manipula ela traindo-a e fazendo a acreditar que você é o senhor perfeição.
-Parem de falar como se eu fosse uma criança tonta.
-Dá pra perceber que você é um babaca só de te olhar. Ela só não percebeu ainda. –digo irritando.
-Tenho certeza de que ela ainda não percebeu quem é o babaca aqui.
-Parem de falar como se eu não estivesse aqui. –Alice diz irritada.
-Viu? Você a irritou, Jefferson!
--Não. Você que irritou!
-AH CHEGA! Vocês dois me irritaram. Ficam falando um monte de coisas estúpidas e se encarando como se fossem começar a se agarrar. Se for pra se agarrarem pra brigar façam isso longe daqui. –Ela diz irritada enquanto empurra Jefferson.
-De que outra forma poderíamos nos agarrar?
-Jefferson você não tem um pingo de criatividade e está fazendo uma fujoshi muito triste agora. Fora.
-Mas Li-
-“Mas Li” o cacete Layne. Fora daqui os dois.
-Eu também?
-Sim. Agora! –E então ela abre a porta com tudo e fica encarando nós dois. –E só voltem quando deixarem de ser dois babacas infantis.
-Você tá me expulsando de meu apartamento?
-Sim. Não me faça ir até a cozinha pegar uma faca, Layne. –Ela diz, me encarando enquanto finalmente consegue empurrar Jefferson porta á fora.
-Ok. Ok. Você venceu, estressadinha. –Respondo. E assim que dou um passo pra fora sinto a porta se fechar com tudo atrás de mim.
-Wow. –Jefferson diz com os olhos arregalados.
-Você não viu nada.
-E agora?
-Bem... –Encaro-o por alguns segundos e suspiro. Alice não vai me perdoar se eu continuar brigando com o cara. –Temos algum tempo até a raiva da fera passar, topa dar uma passada em um bar?
-Uh... Bem, eu... Ok. –Ele diz meio confuso.
Duas horas e várias cerveja depois Jefferson já não me parece mais ser tão insuportável, quase chego a acha-lo legal. Quase. Deve ser o efeito da bebida.
-Sério? Eu não acredito que ela fez isso. –Jefferson diz, com os olhos arregalados.
-Uhum. Acho que o coitado nunca poderá ter filhos. E isso só porque ele disse que era doido para beija-la.
-Cristo! Tenho sorte de ainda estar inteiro. –Ele diz, com os olhos tão esbugalhados que parecem que vão saltar pra fora.
-Aquela baixinha é uma fera.
-Mas ao mesmo tempo ela é terrivelmente adorável
-Hey hey! Ela ainda é a minha garota, cara.
-Foi só um elogio, oras.
-Ela é linda, né?
-E, com todo o perdão, o corpo dela...
-Hmm você só pode sentir inveja, eu já o conheço por inteiro.
-Humpf. Isso só porque ela é doida por você.
-E eu sou doido por ela.
-Você é um cara de sorte. –Ele diz enquanto morde o lábio inferior. Talvez se eu estivesse sóbrio o estivesse socando por estar elogiando tanto minha namorada. –Layne... Você realmente a ama?
-Amo.
-Então porque a está traindo com aquela vadia?
-De novo você com esse papo de traição. E com quem diabos estou traindo ela, se é que posso saber.
-Aquela repórter grotesca.
-Sally? –Faço cara de nojo, que, aliás, é o que estou sentindo mesmo. –Sério? Wow. Espera aí, eu tenho bom gosto.
-Isso que dizer que você não está?
-Não! Nem que eu fosse doido. Preferiria trair Alice com o Sean.
-Isso soou estranho.
-Acostume-se, você vai ouvir muito disso caso ande com nosso grupo. Bem, agora que eu respondi sua pergunta você será homem o suficiente para responder uma minha?
-Pergunte.
-Você está afim da Alice?
-Bem... –Jefferson me encara por alguns segundos e então vira o rosto, meio envergonhado. –Sim, mas...
-Mas você não é suicida?
-Na verdade eu não tenho medo de você. –Ele diz agora me encarando. –É mais por questão de honra. Seria errado de minha parte tentar me envolver com alguém que já namora outra pessoa.
-Isso quer dizer que não vai tentar rouba-la de mim?
-Só se eu achar que você merece ficar sem ela.
-Grande consolo, cara.
-Bem, é só você continuar sendo bom para ela. –Ele dá de ombros e depois pega o celular do bolso, encarando o visor. –Hmm... Vamos rachar um taxi?
-Beleza. –Digo enquanto separo minha parte da conta e ponho sob a mesa.
Durante a viagem até meu apartamento Jefferson permanece em completo silêncio e encarando a janela, ele só vira para me encarar quando viramos a esquina e eu me preparo para sair.
-Hmm... Eu sei que não deveria dizer isso, mas seja mais cuidadoso com as pessoas que te rodeiam, Layne.
-O que você quer dizer com isso?
-Opa, você chegou em casa. Melhor descer logo antes que o taxímetro aumente muito. Tchau Layne. –Jefferson me empurra sutilmente para fora do taxi e pede para o motorista continuar dirigindo. Cara irritante e esquisito!
-O que você estava fazendo com aquele cara? –Meu pai interroga assim que passo pela porta.
-A gente foi em um bar. Por quê?
-Ele não é o moleque que dá em cima de sua namorada?
-Mais ou menos. Ele é um cara legal.
-O cara quer comer sua garota e você o acha legal? Layne, pelo amor de Deus.
--Sério mesmo que o senhor vai querer debater sobre minhas relações? Não é muito tarde pra querer bancar o paizão conselheiro?
-Certo. Certo. Na verdade minha intenção inicial era convidar você para ir a uma festa comigo.
-Acho melhor não. Eu-
-Ora, vamos meu filho. Você não precisa agir feito um cadáver só por estar morando com alguém. Além do mais, se quiser pode chamar Alice e até mesmo o amante dela. Ficamos anos sem nos falar Layne, só quero recuperar o tempo perdido.
Oh. Agora ele quer recuperar o tempo perdido. AGORA. Ás vezes meu pai me irrita.
-Ok. Eu vou falar com Alice. Até amanhã, pai.
-Até. A gente vai sair lá pelas onze da manhã.
Me afasto sem nem dar tempo para meu pai falar mais coisas e vou para meu quarto. Alice ainda está dormindo, então decido tomar banho e só depois acorda-la. O estranho é que a porta estava trancada. Será que ela ainda está chateada comigo?
Na metade do banho ouço a porta do banheiro se abrindo e Alice entra no chuveiro comigo.
-Hmm. Que surpresa agradável. –Digo enquanto abraço ela, que ainda está vestida.
-Como foram as coisas, senhor pervertido?
-Nos entendemos. Até que o cara não é tão mala assim. Mas ainda mato ele se tentar te roubar de mim.
-Fico feliz por isso. –Alice me dá um beijo enquanto me empurra até a parede e começa a me arranhar.
--Estou apreciando a recompensa. Ah, Li meu pai e eu vamos a uma festa amanhã, quer vir conosco?
-Não, eu... –Ela se afasta um pouco, meio séria. –Você não... –Alice então dá um sorriso. –Melhor não, tenho outras coisas a fazer.
-Quer que eu fique?
-Não. Pode ir. Afinal você passou muito tempo longe do seu pai. Maaas, podemos aproveitar o tempo hoje. –Ela diz, enquanto desliga o chuveiro e começa a me empurrar em direção ao quarto. Não sei por que, mas sinto que estou esquecendo algo importante e que Alice na verdade está triste. Provavelmente vou passar o tmepo todo pensando nela na bendita festa.
Notas finais
May the odds be ever in your favor and happy hun... digo, and goooodbye ♥
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